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Tecnologia da informação e comunicação
(TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados
de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais
diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no
gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos
(informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de
ensino aprendizagem, na Educação a Distância).
O desenvolvimento de hardwares e
softwares garante a operacionalização da comunicação e dos processos
decorrentes em meios virtuais. No entanto, foi a popularização da internet que
potencializou o uso das TICs em diversos campos.
Através da internet, novos sistemas de
comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações
como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades
virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.
Através do trabalho colaborativo,
profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de
informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.
Novas formas de integração das TICs
são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na
educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de
ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior
desenvolvimento – aprendizagem - comunicação entre as pessoas com necessidades
educacionais especiais.
As TICs representam ainda um avanço na
educação a distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os
alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências.
Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em
grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais
significativa. Nesse sentido, a gestão do próprio conhecimento depende da
infraestrutura e da vontade de cada indivíduo.
A democratização da informação, aliada
a inclusão digital, pode se tornar um marco dessa civilização. Contudo, é
necessário que se diferencie informação de conhecimento. Sem dúvida, vivemos na
Era da Informação.
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Era
da informação: Tudo ao mesmo tempo agoraComo a tecnologia interativa vai
modificar o cotidiano das pessoas.
por
Wagner Barreira (setembro de 1994)
Prepare-se para cair na estrada
digital. Nela, você poderá navegar em múltiplas direções.
Uma revolução está em andamento bem
diante dos seus olhos. É como se você tivesse andado de bonde a vida toda e
descobrisse de repente que pode dirigir um carro e sair dos trilhos da mesmice.
Não tem mais que ir ao ponto para tomar a condução, pode guiar sozinho e entrar
em cada ruazinha que encontrar, a qualquer hora. O que os jornais chamam de Era
da Informação nada mais é que o atestado de óbito da cultura de massa — um
estilo de vida que surgiu com Gutenberg, no século XV, e foi a tônica da
Revolução Industrial. Até hoje você foi obrigado a assistir ao mesmo filme que
o vizinho, ler o mesmo jornal que outros 200 mil assinantes, comer o mesmo
molho de tomate industrializado e usar uma calça jeans do mesmo modelo do seu
amigo de trabalho. Esse tempo está chegando ao fim.
No lugar da massificação em que uma
matriz serve igualmente a todo mundo, surge agora a personalização. Exemplo:
uma companhia japonesa é capaz de produzir 11 milhões de modelos de bicicleta,
de acordo com o gosto do freguês — que recebe a encomenda em 24 horas. A bike
pessoal leva em conta idade, peso, altura e estilo de vida do comprador, e
custa só 10% a mais que um modelo comum. Imagine essa tendência em tudo que o
cerca. Vai ser assim. “A tecnologia da informação criou uma economia totalmente
nova”, diz Walter B. Wriston, o principal executivo do Citicorp. “Ela é tão
diferente da economia industrial quanto a economia industrial foi diferente da
agrícola.” Desceremos do bonde e passaremos ao que o professor William Miller,
da Universidade de Stanford, chama de “economia da escolha”, na qual o consumo
é pautado pela história de vida do cliente e o produto tem alta qualidade e
sabor individualizado.
A riqueza vai mudar de mãos. Os dois
maiores negócios do planeta, hoje, são as indústrias do petróleo e a
automobilística. Daqui a dez anos será a indústria da informação e do
conhecimento. Quem vai permitir isso é a digitalização. Tudo — imagens em
movimento, sons e textos — pode ser transformado em dígitos binários, em
infinitas combinações de 0 e 1. Com a ajuda de fibras ópticas e satélites,
esses dígitos binários, ou bits, podem ser transportados para qualquer lado.
Esse caminho foi batizado de super-rodovia da informação.
Quando os automóveis foram inventados,
uma série de fenômenos novos mudou os hábitos dos seres humanos. Surgiram
estradas asfaltadas e os subúrbios. A velocidade da vida cotidiana se acelerou.
Houve coisas boas e ruins. Também ganhamos mais poluição e passamos a depender
do petróleo. Com a Era da Informação não vai ser diferente. Os críticos falam
em isolamento nas casas e no fim da vida comunitária. Os otimistas
contra-atacam. Para eles, redes como a Internet, que une 20 milhões de pessoas
ao redor do mundo em conversas pelo computador doméstico, não significam
isolamento. Os computadores também são mais democráticos. Qualquer pessoa, com
um programa relativamente barato, pode fazer seu jornal e difundir suas idéias,
seja através de disquetes, de modem ou de papel impresso. Para o bem ou para o
mal, o mundo está menor.
O que você fez com seus velhos discos
de vinil? Pois vai acontecer coisa parecida com os CDs, as fitas de vídeo,
cartuchos de videogame e até com livros. Grandes bancos de dados serão capazes
de fornecer, a qualquer hora, tudo aquilo que você precisar, por pouco
dinheiro. É o que os especialistas chamam de “fim dos meios físicos”. O futuro
é virtual e caminha a velocidade da luz por fibras ópticas. Que estão cada vez
mais baratas. Custavam 7 dólares por metro em 1977. Hoje, saem por 10 centavos
de dólar.
A porta de entrada da super-rodovia
vai ser um híbrido de computador, telefone e televisor. No lugar de teclado,
comandos de voz ou toques na tela. Fala-se hoje que será possível estudar,
fazer compras e trabalhar sem sair de casa. Mas não é só isso. Com a
digitalização, as noções de compra, estudo ou trabalho vão mudar. Você vai
escolher o tamanho, a cor e o modelo da sua nova camisa, e ela será diferente
de qualquer outra.
No campo da educação e da informação,
o mundo vai ficar de ponta cabeça. De acordo com uma pesquisa da Universidade
de Stanford, as pessoas são capazes de guardar 10% do que lêem, 30% do que lêem
e ouvem e 70% do que lêem, ouvem e interagem -— ou seja, será mais fácil
aprender. Uma lição de casa sobre o Egito Antigo poderá ser feita com material
de acervo do Museu do Cairo. Outra, sobre História da Arte, com a ajuda do
banco de dados do Museu do Louvre.
O computador pessoal é o melhor
exemplo de máquina personalizada. Nele é impossível ser passivo (ele não faz
nada sem o comando do dono). Também é difícil encontrar um computador com os
mesmos programas e utilizações idêntico a um outro. Ele é uma máquina íntima.
“O computador é um espelho, um novo caminho para se refletir sobre si mesmo”,
ensina Sherry Turkle, professora de Sociologia do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, o MIT. A capacidade de interagir, criando seu próprio jornal,
definindo suas lições e abrindo caminho em bancos de dados de todo o mundo vai
mudar a face do que chamamos hoje de conhecimento. Fronteiras entre países,
línguas diferentes, culturas hostis — tudo isso perderá a razão de ser.
Há quem afirme que a super-rodovia vai
aumentar o fosso entre ricos (e informados) e pobres (e ignorantes). É
possível, mas improvável. Os preços de computadores e fibras ópticas não param
de cair. Quando o aparelho de televisão foi lançado, em 1947, equivalia a 5,3
semanas de trabalho de um americano médio. Oito anos depois representava apenas
1,8. Com os computadores não é diferente. Um PC 386 compatível com IBM custa
hoje a metade do que valia há pouco mais de um ano. Os computadores são cada
vez mais poderosos, têm mais recursos — e custam menos. Há mais gente no mundo
alfabetizada em linguagem de programação de computadores do que em línguas
escandinavas, por exemplo.
O grande desafio para o futuro é
justamente encontrar a linguagem da super-rodovia de informação. O resultado de
imagens em movimento, sons e textos é muito maior que a soma das partes. A multimídia
interativa, que hoje se pode ver em CD-ROMs, ainda usa muitos recursos criados
com a invenção do livro. Fala-se em número de páginas e índices, por exemplo,
como se ainda lêssemos papel impresso. Quando o carro foi inventado, era
chamado de carruagem sem cavalos. Nesse período de transição cultural e
tecnológica, você tem dois caminhos. Pode, por exemplo, escrever uma carta mas
também pode me encontrar em outro lugar, virtual, na Internet.
Situação A - Dissertação
(UFTM, USP, Unesp, Enem, etc.)
Escreva
sua dissertação a respeito das mudanças na relação do homem com o
conhecimento e a informação, em função do intenso progresso das Tecnologias da
Comunicação e Informação (TICs) na atualidade.
Instruções:
1.
Dê
um título para a sua redação.
2.
Não
copie ou parafraseie trechos da coletânea de textos.
3.
Respeite
as características definidoras do gênero dissertativo.
4.
Escreva,
no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.
Situação B - Gêneros
textuais – resumo (UFU)
Faça um resumo do texto 2 da coletânea.
Instruções:
1. Após a
escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta
e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o
caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto
da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a
estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da
assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo,
apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize
trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e
parafraseie-os.
5. Não copie
trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO:
se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que
escolheu, sua redação será penalizada.
7.
Escreva,
no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.
Situação
C – Outros gêneros textuais – manifesto (Unicamp, UEL, UnB, etc.)
Faça um manifesto em que você ou o grupo do qual você faz parte
defendam um acesso à informação menos digital, menos mediado pela internet e,
por outro lado, mais focado em livros, bibliotecas, debates, congressos, etc.
Instruções:
1.
Não
copie ou parafraseie trechos da coletânea de textos.
2. Escreva, no mínimo, 25 linhas e, no
máximo, 30.
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