segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Redação - Tema de redação 2018Nov06 - transumanismo


Tema de redação 2018Nov06

Texto 01.
“Claro que esse momento ia chegar. Usar microchips para tornar nossa memória infinita (não falei melhorar, percebeu!?). Usar hardwares para não precisar dormir, não precisar comer e ter a melhor performance nos esportes do mundo transformando seres humanos em ciborgues imortais. E se der para fazer mais sinapses e aproveitar todo o potencial do nosso cérebro com pequenas pílulas? Tudo isso podia ter saído de um filme ou uma série que ia ser super sucesso, mas quando vivemos na realidade a perspectiva tem de mudar um pouco. E essa realidade tem nome: transumanismo. É abreviado por H+ ou h+.
Esse movimento de super-humanos faz bastante sentido, afinal, o maior objetivo é transformar a condição humana por meio do desenvolvimento de tecnologias. Assim, alcançaríamos a era do pós-humano, já que nossas capacidades intelectuais, físicas e psicológicas serão amplamente melhores. Nada de envelhecimento, sofrimento ou morte. Sim, meu povo, já já a evolução biológica vai rodar em background..”

Texto 02.
“Usar a tecnologia para que ela nos permita "viver para sempre" parece uma possibilidade distante, mas, acredite, já há quem esteja trabalhando para que isso se torne realidade em menos tempo do que talvez imaginemos.
O empresário Elon Musk, por exemplo, está trabalhando em um projeto para conectar o cérebro humano a um computador. A ideia é "libertar" o cérebro do corpo, quando este estiver envelhecido, e abrir a porta para uma vida digital...eterna.
Esta e outras tecnologias fazem parte de um movimento chamado ‘transumanismo’, que defende o uso da tecnologia e da inteligência artificial para melhorar a qualidade da vida humana.
Trata-se de usar a tecnologia para aprimorar nosso estado intelectual, físico e psicológico, por meio, por exemplo, do chamado "mind-upload", expressão criada dentro dessa filosofia para se referir à "transferência da mente" humana para um computador.
Os cientistas dizem que copiar a mente de alguém, suas memórias e personalidade em um computador é possível, em teoria - mas o cérebro tem muitos mistérios.
Ele têm 86 bilhões de neurônios, uma rede produzindo pensamentos via cargas elétricas..”

Texto 03.
“A junção do humano com a máquina é conhecida como “transumanismo”. Tema de vários livros e filmes de ficção científica, hoje é um tópico essencial na pesquisa de muitos cientistas e filósofos. A questão que nos interessa aqui é até que ponto essa junção pode ocorrer e o que isso significa para o futuro da nossa espécie.
Será que, ao inventarmos tecnologias que nos permitam ampliar nossas capacidades físicas e mentais, ou mesmo máquinas pensantes, estaremos decretando nosso próprio fim? Será esse nosso destino evolucionário, criar uma nova espécie além do humano?
É bom começar distinguindo tecnologias transumanas daquelas que são apenas corretivas, como óculos ou aparelhos para surdez. Tecnologias corretivas não têm como função ampliar nossa capacidade cognitiva: só regularizam alguma deficiência existente.
A diferença ocorre quando uma tecnologia não apenas corrige uma deficiência como leva seu portador a um novo patamar, além da capacidade normal da espécie humana. Por exemplo, braços robóticos que permitem que uma pessoa levante 300 quilos, ou óculos com lentes que dotam o usuário de visão no infravermelho. No caso de atletas com deficiência física, a questão se torna bem interessante: a partir de que ponto uma prótese como uma perna artificial de fibra de carbono cria condições além da capacidade humana? Nesse caso, será que é justo que esses atletas compitam com humanos sem próteses?
Poderia parecer que esse tipo de hibridização entre tecnologia e biologia é coisa de um futuro distante. Ledo engano. Como no caso do celular, está acontecendo agora. Estamos redefinindo a espécie humana através da interação – na maior parte ainda externa – com tecnologias que ampliam nossa capacidade.
Sem nossos aparelhos digitais – celulares, tabletes, laptops – já não somos os mesmos. Criamos personalidades virtuais, ativas apenas na internet, outros eus que interagem em redes sociais com selfies arranjados para impressionar; criações remotas, onipresentes. Cientistas e engenheiros usam computadores para ampliar sua habilidade cerebral, enfrentando problemas que, há apenas algumas décadas, eram considerados impossíveis. Como resultado, a cada dia surgem questões que antes nem podíamos contemplar.”
Fonte: (Folha de S.Paulo, 01.02.2015. Adaptado.)

Proposta 2018Nov06-A - dissertação (USP, Unesp, etc.)
Em uma dissertação, defenda a necessidade ou não de haver limites para o que se convencionou chamar atualmente de “transumanismo”.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.