sábado, 20 de outubro de 2018

Redação - Tema 2018EE00 - Preconceito linguístico (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)

Proposta de redação 2018EE00

Texto 01.
“A língua é dinâmica e está sujeita a inúmeras variações. Essa peculiaridade de toda e qualquer língua é o que chamamos de variação linguística, que está sujeita ao contexto histórico, geográfico e sociocultural no qual os falantes estão integrados.
Essa pluralidade da língua é facilmente observada no Brasil, um país de extensão territorial e multiplicidade cultural significativas. As variações linguísticas acontecem porque, tendo em vista que a função primordial da língua é a comunicação, os falantes arranjam e rearranjam a língua de acordo com a necessidade de interação social.
Uma vez que essas variações visam à comunicação, jamais devemos considerá-las erros. Ao apontarmos essas alterações como erro, estamos cometendo o que chamamos de ‘preconceito linguístico’. Como todo preconceito, age-se maquiavelicamente em defesa de um dado status imposto como mais adequado e, por vezes, mais ‘bonito’.”

Texto 02.

Texto 03.
“A discriminação com base no modo de falar dos indivíduos é encarada com muita naturalidade na sociedade brasileira. Os ‘erros’ de português cometidos por analfabetos, semianalfabetos, pobres e excluídos são criticados pela elite, que “disputa” quem sabe mais a nossa língua. Essa é uma das constatações do linguista e professor do Instituto de Letras (IL) da Universidade de Brasília (UnB) Marcos Bagno. Segundo o pesquisador, o conhecimento da gramática normativa tem sido usado como um instrumento de distinção e de dominação pela população culta. 
‘É que, de todos os instrumentos de controle e coerção social, a linguagem talvez seja o mais complexo e sutil’, afirma. ‘Para construir uma sociedade tolerante com as diferenças é preciso exigir que as diversidades nos comportamentos linguísticos sejam respeitadas e valorizadas’, defende.”

Texto 4.
“Preconceito é uma palavra cada vez mais constante no nosso dia a dia. Diariamente se ouve falar em alguma forma de preconceito, seja ele por questões raciais, sexuais, socioeconômicas, etc. Em seu livro ‘Preconceito Linguístico: o que é, como se faz’, que não é recente, Marcos Bagno nos chama a atenção para um outro tipo de preconceito, que em geral passa despercebido ou é ignorado pela maioria da população brasileira, é o que ele intitula como preconceito linguístico. 
Para Bagno, a língua é uma entidade de cunho político, e que falar dela logicamente traz à tona pontos muito políticos, de uma forma ou de outra. Nesse contexto, ele atribui como origem do preconceito linguístico a confusão criada entre língua e gramática normativa. Assim, a realização desse preconceito se dá quando negamos, principalmente, a variedade da fala presente nos mais variados espaços geográficos e nas diversas classes sociais. Fato que, para Bagno, é ainda mais grave quando exercido por aqueles que estão à frente da educação e do ensino, como professores, linguistas e até mesmo gramáticos, que na maioria das vezes se mostram como os maiores perpetuadores desse preconceito ao tentar impor uma norma culta que não atende e/ou não abarca a todos os falantes da língua. 
Na primeira parte do livro, Bagno elenca alguns dos principais mitos que regem e mantém vivo o preconceito linguístico, ainda que feito de forma inconsciente. Durante a leitura, é impossível não se identificar com um ou com outro. Todavia, o autor se coloca a argumentar com base na ciência linguística, provando como a maioria dos mitos, muitos deles perpetuados por gramáticos famosos, são apenas falta de conhecimento sobre o que vem sido estudado pela linguística desde o final do século XIX e início do XX. Entre os mitos desmitificados pelo autor estão frases como ‘a língua portuguesa falada no Brasil é uniforme’; ‘Brasileiro não sabe português’ / ‘Só em Portugal se fala bem português’; ‘Português é muito difícil’; ‘O certo é falar assim porque se escreve assim’; ‘É preciso saber gramática para falar e escrever bem’; entre outros.”

Proposta 2018EE00-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Escreva uma dissertação sobre as razões para haver tanto preconceito linguístico no Brasil no século XXI.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Proposta 2018EE00-B – Outros gêneros textuais - manifesto (Unicamp, UEL, UnB, etc.)
Escreva um manifesto contra o preconceito linguístico.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30.

Proposta 2018EE00-C - Carta aberta (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta aberta aos alunos de Letras das universidade brasileiras para que eles sejam agentes comprometidos com o combate ao preconceito linguístico, e não com o seu reforço.

Proposta 2018EE00-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre as consequências para a sociedade brasileira e para as vítimas do preconceito linguístico dessa prática, vista como normal pela maior parte da sociedade brasileira atual.

Proposta 2018EE00-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um editorial sobre como jornais, revistas e outras publicações podem ajudar no combate ao preconceito linguístico.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta 2018EE00-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “como combater o preconceito linguístico no Brasil?”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.