terça-feira, 23 de outubro de 2018

Códigos e Linguagens - Figuras de linguagem, por Estéfani Martins (v.5)

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Figuras de linguagem
Por Estéfani Martins

"Em meus textos, quero chocar o leitor, não deixar que ele repouse na bengala dos lugares-comuns, das expressões acostumadas e domesticadas. Quero obrigá-lo a sentir uma novidade nas palavras!"
(João Guimarães Rosa)

“Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação.”
(Mário Quintana)

As figuras de linguagem são criadas na maioria das vezes a partir da experiência cotidiana, pragmática e estética do homem com a língua e com o outro. Além disso, “linguagens auxiliares”, como a gestual, a de sinais, a das cores, etc., são fundamentais para a construção dessas sentenças. Daí ser possível inferir que a inventividade é imprescindível para a construção da maioria das figuras de linguagem, tanto no âmbito do uso literário delas quanto no uso cotidiano desses recursos.
Para tanto, a linguagem conotativa e o arranjo meticuloso e criativo das palavras constituem, muitas vezes, uma espécie de jogo de interpretação, em que, por várias razões, cooperam ou concorrem um locutor e um interlocutor inseridos num dado contexto de enunciação, influenciados por uma determinada e sempre distinta experiência cultural, e munidos de intenções próprias relativas àquela situação comunicativa. Importante também acrescentar que a interpretação de uma figura de linguagem emana das interações entre os contextos linguísticos, semânticos e situacionais em que ela ocorre. Além disso, é importante também lembrar que existem figuras de linguagem que são estruturais ou mesmo linguísticas, sem necessariamente serem fundadas na polifonia, idiossincrasia ou conotação, como é o caso da elipse e do zeugma.
Quanto ao uso desse tipo de recurso nas tipologias e gêneros textuais, é notória e facilmente observada a utilização de praticamente todas as figuras de linguagem em textos narrativos, injuntivos, descritivos e dialogais, por razões ligadas às liberdades estéticas constituintes dessas modalidades de texto; já no caso dos gêneros textuais expositivos e argumentativos, as figuras de linguagem apresentam-se de forma muitas vezes pontual, porque as exigências acerca da objetividade, clareza e informatividade, tão comuns em relação a essas tipologias, limitam sensivelmente o uso desses recursos. Embora textos argumentativos, como os sermões, possam fazer amplo uso de figuras, são casos relativamente raros dentro do universo dos textos exigidos em provas ou vestibulares.
Seguem algumas figuras de linguagem mais comumente presentes em vestibulares e, em especial, em provas das áreas de Códigos e Linguagens no Enem.


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