domingo, 2 de setembro de 2018

Redação - Tema 2018E08 - Mobilidade urbana (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018E08

Texto 01.
“Apesar da importância, as questões relativas a mobilidade e transporte nos centros urbanos não costumam ter prioridade nas campanhas eleitorais majoritárias. Economia, educação, segurança e saúde são os principais temas questionados e debatidos pelos candidatos.
O professor Mauro Zilbovicius, da Escola Politécnica da USP, diz que ‘não se discute claramente o que fazer e o que não fazer nessa área’.
‘Mobilidade é a possibilidade de usufruir da própria cidade’, reforça o especialista em transporte público. ‘Não só para acessar o emprego ou as oportunidades de consumo, mas cultura, lazer, vida em geral. Isso é fundamental e cada vez mais importante.’
‘É impressionante como a mobilidade urbana é um problema comum a todos os indivíduos’, acrescenta Zilbovicius. ‘Todo mundo se envolve na cidade: rico ou pobre, com condições melhores ou piores.’.”

Texto 02.
“Se locomover dentro de uma cidade ou até mesmo entre municípios nem sempre é uma tarefa fácil. Ônibus lotados, trens atrasados e linhas de metrô que não são tão acessíveis fazem parte da realidade da mobilidade urbana brasileira.
Mas você sabe de quem cobrar soluções para esses tipos de problemas? Apesar de o transporte ser uma estrutura de responsabilidade compartilhada, será que um governador pode prometer ampliar os corredores de ônibus de uma determinada cidade?
O Idec explica quem cuida do que na mobilidade urbana. Confira.

Governo federal
O governo federal é órgão responsável por definir regras gerais de trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro e a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Cabe a ele também a manutenção e construção de estradas federais, além da ampliação do transporte rodoviário, fluvial interestadual e ferroviário, como a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

Estado
A obrigação dos estados na mobilidade urbana é integrar seus meios de transporte aos municípios. Compete a ele a criação e ampliação de linhas de ônibus interestaduais, assim como da maior parte dos metrôs e trens.
No âmbito estadual, cabe ao Detran (Departamento de Trânsito) administrar e fiscalizar o trânsito de veículos assim como a formação de seus condutores.

Prefeitura
As prefeituras e seus órgãos são os principais responsáveis pela mobilidade urbana. Cabe a eles a ampliação e manutenção de ônibus municipais, corredores e ciclovias.
A sinalização de trânsito também é uma obrigação das prefeituras, assim como o monitoramento e a aplicação de multas, por meio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego, por exemplo).
O órgão ainda é responsável por elaborar o Plano de Mobilidade Municipal, que deve ter como prioridade os meios de transporte ativo - caminhada e bicicletas - e coletivos.

Concessionária
Tanto o governo federal, quanto o Estado e prefeitura podem transferir a gestão da rede de transportes para concessionárias, porém ainda é responsabilidade dos governos criar agências reguladoras que fiscalizem essas companhias privadas.
Isso é bem comum no País, mesmo assim, poucas pessoas sabem que independentemente de qual empresa está administrando aquele meio de transporte, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) garante que a companhia privada e o órgão estatal são responsáveis pela qualidade do serviço.”

Texto 03.
O problema de mobilidade urbana nas grandes cidades é um dos principais desafios para melhorar a qualidade de vida da população, apontou audiência pública realizada nesta segunda-feira (20) pela Comissão Senado do Futuro (CSF). Moradores de regiões metropolitanas gastam até quatro horas no trajeto entre a casa e o trabalho, afirmaram participantes do debate. Eles defenderam maior integração entre municípios e participação popular na busca por soluções.
Segundo o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani, parte significativa da população vive nas periferias de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e precisa se deslocar para os centros urbanos em busca de trabalho:
— A pessoa fica às vezes três ou quatro horas no ônibus. Isso leva a uma fadiga física e mental — sustentou Paviani.
A professora Gabriela Tenório, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, ressaltou que o desafio é adequar as cidades ao crescimento populacional.
— A cidade vai crescendo e se espalhando no território, o que dificulta seu funcionamento. Uma cidade mais densa, mais compacta, é o mais desejado — disse.
Além do problema de deslocamento, equipamentos públicos como praças e serviços são mais escassos nas áreas periféricas, o que impacta a qualidade de vida dessas pessoas, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da UnB Lúcio Rennó. Na avaliação dele, o caminho para melhorar a vida nas metrópoles é desconcentrar as oportunidades de emprego e ao mesmo tempo estimular parcerias entre municípios para solução de problemas comuns:
— Há pouca colaboração e cooperação entre governos estaduais e municipais, entre municípios e a União para solução desses problemas. É preciso pensar como podemos estimular essa cooperação, mas tendo claras as dificuldades — assinalou.
Já o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, acredita que os governos precisam ouvir mais a população. Ele afirmou que o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001), que estabeleceu parâmetros para o planejamento dos municípios, prevê a participação da sociedade civil nas decisões sobre a urbanização, mas que na prática isso pouco avançou:
— Temos um Estatuto da Cidade que é falacioso. Ele fala de participação popular, mas só fala. Não tem como operacionalizar essa participação popular. Temos que ter lei dizendo como isso deve ser feito — defendeu.
Em 2016, o Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia divulgou estudo, baseado em dados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE, que analisa as 15 principais regiões metropolitanas brasileiras. O Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) revela quais regiões oferecem maior bem-estar à população em fatores como tempo de deslocamento casa–trabalho, arborização no entorno dos domicílios, iluminação pública, saneamento e coleta adequada de lixo.

Proposta 2018E08-A - Dissertação (USP, UFU, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as principais consequências de uma possível melhoria da qualidade da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


Para ter acesso ao restante das propostas, clique no "link" abaixo à esquerda.


Proposta 2018E08-B – Outros gêneros textuais – Notícia (Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma notícia para um jornal de grande circulação com o intuito de informar a situação geral do transporte público no Brasil a partir de dados da coletânea e de outros que você julgar pertinentes.

Instruções gerais:

1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30.


Proposta 2018E08-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa a um prefeito de uma cidade média de sua preferência sobre ações que podem ser realizadas para que, no futuro, a mobilidade urbana nessa localidade seja uma referência de qualidade, conforto e pontualidade em todo o Brasil.

Proposta 2018E08-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre os principais empecilhos para a melhoria da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras.

Proposta 2018E08-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um editorial sobre os impactos psicológicos - para os usuários de transportes coletivos - do trânsito precário e da mobilidade urbana de qualidade insatisfatória da maioria das grandes cidades brasileiras.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta 2018E08-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “os desafios para a melhoria na qualidade e na eficiência da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.