domingo, 30 de setembro de 2018

Redação - Tema 2018E02 - Saúde dos brasileiros (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018E02

Texto 01.
“Vamos imaginar o cenário da saúde no mundo no início do século XX: a mortalidade por doenças que hoje quase nem existem mais -  cólera, sarampo, difteria ou tétano, por exemplo -  era altíssima; a penicilina não tinha sido descoberta; a sífilis não tinha cura; a tuberculose matava; as cirurgias eram precárias, realizadas em casos extremos, com muita dor e com altíssima possibilidade de dar tudo errado;  crianças morriam com frequência alarmante; a poliomielite deixava milhares de pessoas com deficiências e incapacitações e tantos muitos outros exemplos devastadores.
Em apenas 118 anos evoluímos e progredimos radicalmente. Muito pouco tempo para muitas descobertas científicas que alteraram completamente o cenário mundial. Descobrimos a anestesia; os antibióticos; realizamos exames de imagem como tomografia e ressonância nuclear magnética; desvendamos a genética;  desenvolvemos medicamentos sofisticados que controlam inúmeras doenças outrora mortais e para citar um outro exemplo máximo, produzimos vacinas absolutamente eficazes que diminuíram a morbimortalidade por doenças antes fatais. A varíola está extinta do planeta..”

Texto 02.
“O câncer já é a principal causa de morte em quase 10% das cidades brasileiras — 516 do total de 5.570 municípios do país. Com isso, nesses municípios, os tumores malignos são mais fatais do que qualquer outro aspecto, seja em relação a doenças ou até mesmo acidentes de trânsito e homicídios. O levantamento, feito com base nos números oficiais mais recentes do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), de 2015, foi divulgado nesta segunda-feira pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Segundo os pesquisadores, o câncer avança a cada ano e, com a manutenção dessa trajetória, em pouco mais de uma década os tumores malignos serão os responsáveis pela maioria das mortes no Brasil, ultrapassando a liderança que durante décadas ficou com as doenças cardiovasculares e o aparelho circulatório. (...)
No ano de 2015 (último período com estatísticas disponíveis), foram registradas 209 mil mortes por câncer e 349 mil relacionadas a doenças cardiovasculares e do aparelho circulatório. No entanto, quando comparados com os dados de 1998, por exemplo, percebe-se que o crescimento das mortes por câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames.
O número de mortes por câncer aumentou 90% em 2015 com relação a 1998, quando 110.799 pessoas foram à óbito por conta da doença. Nos mesmos períodos, houve uma alta de 36% entre as vítimas de doenças cardiovasculares, que na época somavam 256.511 pessoas.”

Texto 03.
"Muitos jovens dos anos 1980 e 1990 cresceram assustados com a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Ídolos como Cazuza e Freddie Mercury ficaram drasticamente mais magros, pálidos e cansados na frente dos fãs e as campanhas de conscientização ganharam robustez. Os dados relativos ao uso de camisinha apresentavam uma linha crescente, mas essa taxa caiu bruscamente. 
Isso tem consequências gravíssimas. O número atual de jovens infectados com a sífilis, por exemplo, chocam. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2016, pessoas entre 20 e 29 anos foram as que mais adquiriram sífilis, compondo 34% dos casos no país. A faixa etária em segundo lugar é a de 30 a 39 anos, representando 22%. 
Para o Ministério da Saúde, não se trata de uma epidemia, mas de mais registros. “Em 2014, a sífilis adquirida em adultos passou a ser de notificação compulsória para fins de vigilância na rede de saúde. Portanto, a melhoria da vigilância resultou em um maior número de casos notificados”, declara o órgão. O crescimento de 2014 para 2015 foi de 32,7%. 
A sífilis é uma condição causada pela bactéria Treponema pallidum. A contaminação pode ocorrer de três formas: através de relações sexuais desprotegidas; congênita ou vertical (passada de mãe para filho); e por transfusão de sangue, a última sendo a menos frequente. O tratamento indicado pelo Ministério da Saúde é a administração de penicilina benzatina tanto para quem está infectado quanto para os parceiros sexuais. 
A doença se manifesta nas fases recente, secundária, latente, tardia ou terciária. “Na primeira, pode aparecer uma ferida indolor em qualquer região do corpo, frequentemente na área genital. Ela pode durar de uma a seis semanas, geralmente desaparece sozinha e a pessoa acha que está curada”, informa a infectologista Joana Gonçalves. 
Durante a secundária, o paciente talvez tenha manchas vermelhas nas mãos e nos pés. Na latente, nenhum sintoma é sentido. “Alterações neurológicas e cardiovasculares podem ocorrer na tardia. É uma doença de relevância”, ressalta. 
“A forma de prevenção mais básica é usar camisinha, seja ela masculina ou feminina. No caso da transmissão congênita, a mãe previne ao fazer o tratamento com penicilina”, fala a ginecologista da Aliança Instituto de Oncologia Juliana Dytz. “Entre os jovens, o maior medo é a gravidez e quem toma pílula anticoncepcional se sente protegida, mas o remédio não impede o contato com doenças”. 
Epidemia ou não, a realidade é que essa IST está em alta entre os jovens e não só no país. Nos Estados Unidos, quem mais contrai a infecção são as mulheres mais novas, geralmente universitárias. No Brasil, os homens são maioria e representam 60% dos contaminados com sífilis. O Ministério da Saúde aponta, desde 2010, tendência no crescimento da notificação de doença em pessoas de 13 a 29 anos."

Texto 04.
“A febre amarela é uma doença que provoca infecção no corpo, não tem cura e pode ser fatal. Ela é causada por um vírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. O contágio acontece pela picada dos mosquitos transmissores infectados.
O vírus da febre amarela existe no Brasil desde a colonização. Ele teria vindo da África, trazido por portugueses e africanos escravizados. A doença é endêmica em regiões tropicais da América Latina e da África, causando periodicamente surtos isolados ou epidemias. O risco de contágio é maior para quem entra em florestas ou vive em áreas onde a virose é comum.
O Brasil vive um grande aumento de número de casos de febre amarela. Desde julho de 2017, foram confirmados 779 casos e 262 pessoas morreram em decorrência da enfermidade. Segundo o Ministério da Saúde, o país vive o maior surto da doença já registrado nas últimas cinco décadas.  A maior área de risco da febre amarela é a Floresta Amazônica. No entanto, os locais de maior ocorrência de casos estão na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.”


Proposta 2018E02-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Escreva uma dissertação em que você defenda quais são os principais comportamentos dos brasileiros que favorecem o crescimento do número de infectados ou atingidos por doenças no século XXI.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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Proposta 2018E02-B – Outros gêneros textuais - paráfrase (Unicamp, UEL, UnB, etc.)
Faça uma paráfrase do texto quatro da coletânea.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 10 linhas e o máximo de 10.

Proposta 2018E02-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para um (a) presidenciável de sua escolha a fim de propor medidas para melhorar a saúde dos brasileiros, sobretudo, dos mais jovens.

Proposta 2018E02-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre quais deveriam ser as preocupações governamentais para que a saúde dos brasileiros tivesse uma significativa melhora na próxima década.

Proposta 2018E02-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Em um editorial, escreva sobre os prejuízos sociais e econômicos que tantas epidemias em curso no Brasil geram para a sociedade brasileira.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta 2018E02-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Como melhorar a saúde dos brasileiros?”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.