sábado, 12 de maio de 2018

Redação - Tema 2018N20 - Drogas (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N20

Texto 01.
“Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a ideia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadas via retal (supositório).”

Texto 02.
“Discute-se muito dos perigos das drogas ilícitas, mas os verdadeiros vilões para seu bem-estar estão à venda na padaria da esquina. De acordo com um novo estudo publicado nesta sexta (11) no periódico Addiction, o uso de álcool e tabaco custou à população mais de 250 milhões de anos de vida ajustados pela incapacidade no ano de 2015. As drogas ilícitas custaram mais de dez milhões.
O relatório, chamado de 'Estatísticas Globais sobre Álcool, Tabaco e Uso de Drogas Ilícitas: Relatório de Status de 2017', usou dados obtidos principalmente da OMS (Organização Mundial de Saúde), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e do Instituto de Medições e Avaliação da Saúde. Os autores observam que há limitações importantes aos dados, especialmente para drogas ilícitas, mas acreditam que colocar todas essas informações em um só lugar facilitará aos governos e agências internacionais o desenvolvimento de políticas para combater o uso de substâncias.”

Texto 03.
“Em menos de nove meses, o número de inscritos para ter acesso à maconha vendida nas farmácias do Uruguai disparou, causando escassez, filas de espera e um desafio logístico às autoridades do país que controlam, em um caso único no mundo, a produção, venda e distribuição da cannabis. Outra tendência detectada em período de tempo tão curto, entretanto, foi a paulatina aceitação por parte da população do consumo regulamentado que inicialmente gerou altos índices de desconfiança.
Um em cada cem uruguaios já faz parte do universo de pessoas registradas para ter acesso a alguma das três formas legais de consumo: como plantadores, membros de um clube canábico e compradores na farmácia. Mas sem dúvida a mudança mais espetacular ocorre no último caso, as farmácias, onde já se superou o número de 23.000 autorizados a adquirir os pacotes de até cinco gramas e duas variedades da droga. E o sistema está entrando em colapso, já que a produção não acompanha o ritmo da demanda.
A farmácia Camaño de Montevidéu precisou implementar um sistema de senhas que são distribuídas duas vezes por dia, às nove da manhã e às quatro da tarde. A partir daí são formadas grandes filas que chegam a quatro quarteirões e todas as reservas se esgotam.

Em 2012, quando o processo se iniciou, até 70% da população se declarava contrária à lei

Lino, o dono da farmácia, gostaria de atender mais gente, mas não recebe mercadoria suficiente, de modo que todos os dias precisa se justificar à clientela. Quando o processo de legalização se iniciou no Uruguai, uma das grandes preocupações era a insegurança, especialmente o temor de assaltos e represálias dos traficantes. Mas a realidade é que Lino só teve problemas com as benditas filas de pessoas: alguém que fura, brigas...

Atualmente, 44% é a favor e 41% contra, de acordo com a pesquisa do Monitor Cannabis

A facilidade com que o público se adaptou à novidade também quebrou os esquemas: “Ficamos espantados, temos aqui todos os dias pessoas de todos os tipos. Os jovens, mas também idosos, alguns compram para evitar que seus filhos tenham de ir às bocas de fumo. Tenho um senhor com esclerose múltipla que usa a maconha para aliviar as dores, outro que compra para fabricar óleo e outro que faz brownies”, diz Lino.”

Texto 04.
“O uso de drogas por crianças e adolescentes vem crescendo cada vez mais. Um estudo realizado no Brasil e publicado no Jornal da Tarde mostrou que 24,7% dos jovens entre 10 e 17 anos já experimentaram algum tipo de droga. Um número realmente alarmante!
Em muitos casos, usuários de drogas se envolvem em crimes tais como narcotráfico e homicídios, tornam-se vítimas de violência, além de estarem sujeitos a outros perigos, como DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e gravidez indesejável.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que as principais razões básicas que atraem os jovens às drogas são:

·         Sentirem-se adultos;
·         Serem populares;
·         Um dos motivos que fazem os jovens usarem drogas é serem populares entre os colegas
·         Para relaxarem e sentirem-se bem;
·         Desejo de correr riscos;
·         Por curiosidade.

É necessário que detalhes a respeito desse problema sejam expostos claramente, para os alunos se conscientizarem dos grandes malefícios do uso de drogas. Sobre isso, leia o texto “A função do educador no combate às drogas”.
Para conseguirem dizer não para as drogas, os jovens precisam saber dos malefícios de consumi-las
Uma substância é considerada como sendo droga quando ela provoca alguma mudança fisiológica ou comportamental.  O álcool e o tabaco são drogas lícitas porque seu uso é permitido por lei. Já as demais drogas, como o crack, são drogas ilícitas, seu uso não é legalizado. Porém, todo tipo de droga, lícita ou ilícita, é proibido para menores de 18 anos. A Lei n.º 8.069 (13 de julho de 1990) do Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda, fornecimento ou entrega à criança ou ao adolescente de produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica.
Quando a substância afeta os sentimentos, as atitudes e os pensamentos da pessoa, dizemos que é uma droga psicotrópica, possuindo três propriedades:

1. A pessoa desenvolve tolerância e precisa de doses cada vez maiores;
2. A pessoa fica dependente e tem uma necessidade obsessiva de consumir a droga;
3. Quando a pessoa para de consumir a droga, ocorre uma síndrome de abstinência.

Assim, o álcool, o tabaco e o crack são drogas psicotrópicas.”

Proposta de redação 2018N20-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Escreva uma dissertação sobre as principais razões que levaram e levam a humanidade a consumir tanto e tão variadas drogas ao longo de sua História.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Para ter acesso ao restante das propostas, clique no "link" abaixo à esquerda.
Proposta de redação 2018N20-B – Outros gêneros textuais – Crônica (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma crônica sobre o consumo de drogas lícitas de forma ilícita.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
5. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e outras especificidades, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Proposta de redação 2018N20-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para uma pessoa famosa de sua escolha com considerações sobre o porquê ele ou ela deve se engajar ou iniciar uma campanha contra ou a favor da legalização de todas ou de alguma droga.

Proposta de redação 2018N20-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião em que se analise a política antidrogas brasileira.

Proposta de redação 2018N20-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um editorial no qual se discuta as especificidades do Brasil e dos brasileiros que possam tornar um processo de legalização ou descriminalização das drogas um sucesso ou um fracasso na sociedade brasileira.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 2018N20-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o problema do intenso consumo de drogas no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.