domingo, 6 de maio de 2018

Redação - Tema 2018N18 - Terrorismo (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N18

Texto 01.
“A palavra terrorismo apareceu pela primeira vez no escrito ‘Letters on a Regicide Peace’ (‘Cartas sobre uma paz regicida’), do filósofo irlandês Edmund Burke. Nesse escrito, Burke critica o período da Revolução Francesa conhecido como “Terror”, ou seja, o período em que os jacobinos estiveram no poder – de 1792 a 1794. Burke classifica como “terroristas” as perseguições e sentenças de morte na guilhotina levadas a cabo pelos jacobinos nessa fase.
Entretanto, com o tempo, o termo “terrorismo” passou a se disseminar por outros países e a ser empregado em outras situações, como a guerrilha, ou guerra irregular.
A guerrilha teve origem, tal como a conhecemos hoje, na Espanha (era chamada de guerrilla), no início do século XIX, quando a Península Ibérica foi invadida pelas tropas napoleônicas. A resistência espanhola a Napoleão fez-se de forma não sistemática, isto é, sem recursos e estratégias militares convencionais. Ao contrário, foi feita de modo irregular, incluindo emboscadas, ataques com armas improvisadas, sabotagens, sequestros etc.
Esse tipo de tática seria bastante utilizado, depois, em vários outros países por grupos de diversas orientações ideológicas, desde comunistas e anarquistas até nacionalistas e separatistas. Porém, a diferença é que esses grupos passaram a incluir em suas ações atentados a vítimas inocentes, isto é, fora do campo da guerra irregular.”

Texto 02.
“A tarefa de fixar uma data precisa para o advento de ações terroristas na História pode ser muito suscetível de equívoco ou dissenso. De modo geral, existe uma compreensão de que o terrorismo é a prática de ações que visam causar grande pavor e medo em coletividades, empregando meios violentos que geram pânico em alvos difundidos para obtenção de coercitividade. Assim, as ações terroristas podem ser produzidas tanto pelos grupos que se encontram ou se sentem oprimidos como também podem ser de autoria de grupos dominantes. Estes últimos podem se utilizar do poder coercitivo do Estado empregando seus aparelhos de controle e repressão, em especial sua força armada como instrumento de ameaça.
Seja ele criado por um indivíduo, grupo ou o Estado, a característica mais assustadora do terrorismo é a quantidade expressiva de vítimas indefesas que geralmente são atingidas de forma violenta e indiscriminadamente. Seja visto que o terrorista muitas vezes não tem um alvo específico e assim pode atacar homens, mulheres, idosos e crianças.
As ações terroristas podem ser encontradas em momentos bem remotos da História, alguns historiadores apontam atos terroristas já no séc. I a.C. Enquanto outros optam por uma delimitação do terrorismo como fenômeno moderno que surgiu a partir da Revolução Francesa, no período chamado de ‘terror’ (1793-1794). De fato, o termo terrorismo passou a ter uma utilização mais recorrente na história a partir do período mais radical da Revolução Francesa, quando o revolucionário Robespierre dirigiu a França com a aplicação de medidas mais severas aos dissidentes. Com isso, a guilhotina esteve constantemente sendo empregada para ceifar cabeças e aterrorizar o povo francês.”

Texto 03.
“Os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque (EUA), fizeram com que o mundo se atentasse para a problemática do terrorismo. Não que tal data tenha sido o ponto de partida para a ocorrência de atentados. Depois desse dia, na verdade, ‘foram expostas as fraquezas e os vazios jurídicos da inteligência e segurança que as principais potências [mundiais] tinham sobre o tema, como a falta de um conceito universal do terrorismo [...]” bem “como as instituições de segurança coletiva, assim como os Estados, não conseguiram acompanhar o ritmo com as mudanças na natureza das ameaças’.
Ora, a falta de consenso acerca do terrorismo cria entendimentos duvidosos e ambíguos, ocasionando uma lacuna no arcabouço normativo sobre o tema e favorecendo um vazio jurídico, beneficiando os terroristas, pois o espaço está livre ‘para manobras legais de grupos e organizações que empregam métodos de terror’. A Organização das Nações Unidas (ONU) diversas vezes tentou estabelecer uma normatização do terrorismo no ambiente internacional. No entanto, geralmente as convenções estabelecidas preveniram e sancionaram atos terroristas, mas não o terrorismo em si. A importância de definir o terrorismo ultrapassa certa vaidade estética. A definição do fenômeno proporciona um entendimento seguro e, portanto, mune os Estados a traçar estratégias para combater o terror. Sem parâmetros bem definidos, não há ação para combater o fenômeno.
Letícia dos S. Colombo no seu artigo ‘Terrorismo: Lacunas Conceituais no Sistema Internacional’ afirma que a falta de consenso conceitual no âmbito das relações internacionais se dá pela agenda de interesses estatais, pelas organizações internacionais sem capacidade de impor normas e devido à complexidade da evolução histórica do terrorismo. Muitos Estados não fecharam acordo numa tentativa de definição do terrorismo por não quererem nomear certos grupos como terroristas, pois simpatizavam com suas causas.”

Texto 04.
“O terrorismo é um fenômeno global de grande impacto na paz e na segurança internacionais, além de influenciar as relações entre os Estados e as comunidades. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, no ano de 2012 houve cerca de 7.000 mil ataques terroristas, mais de 11.000 mil mortes e mais de 21.000 mil feridos por esses ataques. Mas ao contrário do que se imagina, não são os países desenvolvidos, como os Estados Unidos, os que mais sofrem com os atentados. Afeganistão, Iraque, Paquistão, Nigéria e Rússia são os países mais afetados do mundo. Juntos, os cinco países somam 8.961 mil mortes por atentados só no ano de 2012 (BAKKER, 2013).
Após o atentado de 11 de setembro de 2001, a importância dada ao tema cresceu exponencialmente. Apesar dos atentados estarem concentrados nos cinco países citados, o tema terrorismo figura no topo da agenda internacional de muitos Estados e organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Vem crescendo o debate em torno do que é o terrorismo e o que caracteriza um ato terrorista. Porém, isso não é sinônimo de que o mundo esteja caminhando para um consenso sobre estes pontos.
A definição do termo terrorismo está relacionada com a história, a cultura e as políticas das nações e organizações internacionais, o que torna o trabalho de alcançar um consenso quase impossível.”

Proposta de redação 2018N18-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Escreva uma dissertação sobre as relações entre terrorismo e disputa por poder político, recursos naturais e hegemonia religiosa e cultural no século XXI.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Para ter acesso ao restante das propostas, clique no "link" abaixo à esquerda.

Proposta de redação 2018N18-B – Outros gêneros textuais – Relato (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um relato de um evento terrorista de que você tenha tomado conhecimento do ponto de vista de alguém que o acompanhou à distância, mas, mesmo assim, fez algum juízo de valor errado ou precário sobre o evento.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
5. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e outras especificidades, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Proposta de redação 2018N18-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para um político de sua preferência a fim de analisar os riscos de haver um ataque terrorista no Brasil e a necessidade ou o despropósito de serem pensadas ações para proteger o País desse tipo de ataque.

Proposta de redação 2018N18-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre quais as razões que poderiam levar alguém a tornar-se um terrorista suicida.

Proposta de redação 2018N18-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Em um editorial, discuta o porquê de não se poder entender o terrorismo exclusivamente como uma consequência do fundamentalismo religioso.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 2018N18-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o terrorismo no mundo”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.