domingo, 11 de março de 2018

Redação - Tema 2018N08 - Racismo (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Proposta de redação 2018N08

Texto 01.
"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." (Albert Einstein)

Texto 02.
“Dos becos da periferia há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. A voz que galopa contra o passado pelo futuro de todos. Pela arte e pela cultura no subúrbio, pela universidade para a diversidade. Contra a arte patrocinada pelos que a corrompem. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico. A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza. Sejamos, pois, a favor da poesia periférica que brota na porta do bar. A favor do teatro que não venha do ter ou não ter. A favor do cinema real que não iluda. Das artes plásticas que querem substituir os barracos de madeira. Da dança que desafoga. Da música que não embala os adormecidos. Da literatura das ruas despertando nas calçadas. Pela periferia unida, no centro de todas as coisas. Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais de que a arte vigente não fala. Contra a surdez e a mudez artística. Pelo artista que não compactua com a mediocridade. Por um artista a serviço da comunidade, do país, um artista que por si só exercita a revolução. Contra a arte domingueira que a televisão defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona. Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso ao que há de bom na produção cultural. Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Contra um sistema que precisa de carrascos e vítimas. Contra os covardes e eruditos de aquário. Contra o artista serviçal escravo da vaidade. Contra os vampiros das verbas públicas para a arte privada. A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
Enfim, por uma periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor. É tudo nosso! Miami pra eles? Me ame pra nós.”
(Sérgio Vaz, o Poeta da periferia, trecho do manifesto da primeira Semana de Arte Moderna da Periferia.)

Texto 03.
Pouco mais de dois meses após o vazamento do vídeo de William Waack que levou à saída dele da TV Globo, o jornalista escreveu o artigo "Não sou racista, minha obra prova" na edição da Folha de S.Paulo deste domingo (14).
Na ocasião, registrada durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos, em novembro de 2016, o âncora, sem saber que estava sendo gravado, disse: "tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é... é preto. É coisa de preto".
Após Diego Pereira e Robson Ramos divulgarem o vídeo, as redes sociais fervilharam com críticas à conduta de Waack pelas declarações de cunho racista, que remetem a "um lugar de negro".
No artigo da Folha, o jornalista reconhece que foi uma brincadeira "idiota", que existe racismo no Brasil e que piadas podem ser a expressão impulsiva de um histórico de preconceitos.
Entretanto, Waack frisa que "constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento".
O jornalista dedica metade de seu artigo a analisar o fenômeno que o atingiu: o "radicalismo obtuso e primitivo" da internet, expresso na articulação em massa de grupos e ativistas nas redes sociais. Para ele, o linchamento que o envolveu, e envolve outros, aumenta a intolerância e restringe liberdades.
Ele lamenta que as empresas de comunicação estejam ficando reféns dessas redes, pois tal posição acaba, segundo ele, reforçando a imagem de que o problema é a mídia tradicional. Esse trecho não deixa de ser uma crítica à TV Globo, que por conta do buzz do episódio decidiu afastá-lo do comando do Jornal da Globo e depois rompeu contrato com ele.
"Não haverá gritaria organizada e oportunismo covardes capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos", argumenta Waack. "Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui."

Texto 04.
“Um aluno da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), no Centro de São Paulo, tirou uma foto de outro estudante da mesma instituição e compartilhou em um grupo de whatsapp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial e o autor da foto foi suspenso da faculdade por 3 meses.”

Proposta de redação 2018N08-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as causas mais profundas e antigas para a persistência do racismo no Brasil.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Proposta de redação 2018N08-B – Outros gêneros textuais – Crônica (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma crônica em que você faça ponderações sobre o trecho abaixo retirado da autobiografia do ator Lázaro Ramos intitulada “Na minha pele” em que ele comenta a forma como ele é visto em função do seu sucesso como ator negro no Brasil: “Quando nos prendemos muito a esse elogio da história pessoal (‘ela veio da favela e conseguiu’), corremos o risco de dizer que o outro não conseguiu porque não quis, e isso não é verdade. A exceção simplesmente confirma a regra.”

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
5. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e outras especificidades, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Proposta de redação 2018N08-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para uma personalidade de sua preferência que tenha sido alvo de ofensas racistas em redes sociais a fim de fazer ponderações sobre o racismo no Brasil e sobre o ocorrido com ela na condição de um admirador ou crítico dela.

Proposta de redação 2018N08-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião em que você discuta a possibilidade de se criar um perfil cultural e ideológico genérico para as pessoas que usam redes sociais para emitir ou repercutir ideias racistas no Brasil.

Proposta de redação 2018N08-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre como o racismo atrapalhou e pode atrapalhar o desenvolvimento econômico, social e cultural de um país como o Brasil.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 2018N08-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “racismo e exclusão social no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.