sexta-feira, 3 de novembro de 2017

20 temas possíveis para a Redação de vestibulares e Enem 2016 (parte 1 - atualização 2016-3), por Estéfani Martins

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1. Mudanças climáticas


Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 

  • As intensas mudanças climáticas têm afetado a economia, em especial a agricultura de diversos países.
  • As mudanças climáticas também têm imposto a necessidade de imigrar em busca de sobrevivência para milhões de pessoas.
  • Praticamente todos os cenários futuros previstos pela ciência em decorrência da intensificação do Efeito Estufa são catastróficos.
  • A dificuldade de transformação, mesmo frente a tantos sinais evidentes, da matriz energética mundial para uma versão mais limpa e sustentável frente à dependência atual de combustíveis fósseis é vista por muitos cientistas como um risco muito sério para o futuro da humanidade.
  • Dentre as maiores dificuldades para lidar com as mudanças climáticas, destacam-se a dificuldade de rever o modelo econômico centrado na exploração da natureza, o receio de estadistas do mundo inteiro de tomar decisões de Governo mais sustentáveis serem motivos para desacelerar a economia, o consumismo entendido como meio de integração à sociedade e alcance da felicidade, etc.
  • Investimento global e de grande porte em energias renováveis e mais limpas é fundamental para melhorar a qualidade de vida nas cidades e para evitar o recrudescimento das mudanças climáticas em nível mundial.
  • Reurbanização das cidades e criação de bairros urbanisticamente mais razoáveis para que as pessoas dependam menos de formas de locomoção que não sejam a caminhada e o uso de bicicleta.
  • Conscientizar as pessoas sobre a necessidades de consumirem menos e de forma mais inteligente para diminuir a pressão crescente sobre recursos naturais que são finitos na maioria das vezes e a emissão de gases estufa resultado da atividade industrial e do comércio mundial.
  • Criar toda forma de incentivo para a criação, produção e consumo de máquinas e processos que sejam mais eficientes energeticamente e menos impactantes no processo de intensificação do efeito estufa..
  • Diminuir drasticamente o desmatamento no mundo inteiro.
  • As questões polêmicas e o acordo histórico firmado na Conferência da ONU sobre clima realizada em Paris.

Textos de aprofundamento














Intertextualidades 

  • “O dia depois de amanhã” – filme.
  • "Meet the Truth – Uma Verdade Mais que Inconveniente" - documentário.
  • “A era da estupidez” – filme.
  • “Uma verdade inconveniente” – documentário.
  • “Mudanças de clima, mudanças de vida” – filme.
  • "Bilhões de nós morrerão e os poucos casais férteis de pessoas que sobreviverão estarão no Ártico onde o clima continuará tolerável." (James Lovelock)
  • "Temos que ter em mente o assustador ritmo da mudança e nos darmos conta de quão pouco tempo resta para agir, e então cada comunidade e nação deve achar o melhor uso dos recursos que possui para sustentar a civilização o máximo de tempo que puderem." (James Lovelock)


Interdisciplinaridades
  • Aspectos geográficos associados às matrizes energéticas mundial e brasileira.
  • Causas e consequências do desmatamento e de queimadas ilegais.
  • Evolução do pensamento de que riqueza só se constrói com a exploração não sustentável de recursos naturais. É possível fazer um histórico desde a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX a respeito desse processo.

  • Fonte: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/147

Proposta(s) de redação relacionada(s)




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2. Matriz energética



Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 

  • As recentes crises na produção energética que elevaram o preço desse serviço público no Brasil.
  • O risco de apagão energético que frequentemente é anunciado pela mídia no Brasil.
  • Incentivo para que casas, comércios e indústrias sejam transformadas em pequenas usinas eólicas e solares a fim de que possam ser até mesmo independentes energeticamente ou mesmo possam fornecer energia excedente para a rede pública.
  • Sobretaxação da energia elétrica em função do consumo per capita perdulário e injustificável, já que a falta de energia elétrica prejudica a todos.
  • Devem ser criadas campanhas perenes de conscientização sobre o risco de escassez e a necessidade de uso racional da energia elétrica por meio da simples economia, da compra de eletroeletrônicos mais eficientes energeticamente, etc.
  • Fomento da pesquisa em universidades públicas por meio de regras especiais na concessão de bolsas ou mesmo de linhas de pesquisa solicitadas pelo Estado sobre temas de interesse público como fontes de energia alternativas.
  • Criação de políticas de longo prazo e realistas de gestão da matriz energética brasileira, com o intuito de torná-la mais limpa, eficiente, barata, renovável e ecologicamente sustentável.
  • Modernização da estrutura de transmissão e distribuição para que não se dissipe energia ao longo do percurso entre os locais em que ela é produzida e os locais em que ela é consumida.
  • Estímulo estatal para favorecer o desenvolvimento de pesquisas científicas que tornem carros, aparelhos eletrônicos, etc., mais eficientes energeticamente.


Textos de aprofundamento














Intertextualidades 



Interdisciplinaridades

  • Os estudos da Geografia sobre matriz energética, sobre fontes de energia, sobre eficiência energética, etc.
  • História do desenvolvimento das fontes de energia.
  • As questões físicas sobre energia nuclear.
  • As reações químicas que podem ser revolucionárias para a produção de energia renovável e mais limpa.


Proposta(s) de redação relacionada(s)





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3. Mobilidade urbana



Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 

  • É um importante fator para se avaliar a qualidade de vida e humanização das relações humanas e organizacionais em centros urbanos.
  • É condição básica para o desenvolvimento econômico e social de uma cidade.
  • As manifestações de junho 2013, organizadas pelo movimento Passe Livre, e os desdobramentos dessas que estão entre as maiores manifestações populares da história do Brasil.
  • A questão da mobilidade urbana em grandes eventos como a Copa do Mundo no Brasil e as Olimpíadas no Rio em 2016.
  • Ampliação das ciclovias e da estrutura para recepcionar o ciclista (vestiários, locais para guardas as bicicletas, etc.) em locais de grande aglomeração de pessoas como indústrias, instituições educacionais, etc.
  • Criar ou respeitar rigorosamente planos diretores municipais para que grandes construções sejam feitas em cidades apenas depois e de acordo com estudos científicos e de acesso público acerca da viabilidade delas quanto ao impacto na mobilidade urbana no bairro ou área onde será construída a obra.
  • Fomento da pesquisa em universidades públicas sobre meios, maneiras e alternativas para melhorar a qualidade do transporte urbano público no Brasil.
  • Implantação de pedágio urbano com preço que desestimule o uso contínuo de carro para ir a áreas mais populosas e movimentadas da cidade, mas que não inviabilize o uso do carro em situações esporádicas e de extrema necessidade.
  • Criação de bairros autossuficientes com escolas, indústrias, centros comerciais, etc., que tornem desnecessário sair do bairro onde se mora para levar o filho à escola, comprar pão, etc.
  • Estimular a flexibilização de horários de entrada e saída do trabalho e mesmo das relações trabalhistas, para que as pessoas possam entrar e sair do trabalho de forma mais diversificada ou possam trabalhar com mais frequência em casa se possível.
  • Fazer estudos de logística e criar regras para reduzir drasticamente a quantidade de caminhões no interior das cidades em horários com grande movimentação de pessoas.
  • Diversificação dos modais de transporte utilizados nas cidades a fim de possibilitar ao cidadão múltiplas combinações de modais para completar um trajeto.
  • Criar estações que integrem variados modais de transporte urbano e coletivo para facilitar o uso de diferentes tipos de transporte para completar um percurso.
  • Ampliação dos corredores exclusivos para transportes coletivos.
  • Criação de políticas de longo prazo e realistas de gestão do trânsito nas cidades brasileiras. Especialmente nas médias para que não passem no futuro pelos problemas das grandes.
  • Desenvolver, se possível, hidrovias como meio de transporte público dentro de cidades que tenham condições para tanto.


Textos de aprofundamento
















Intertextualidades

  • "Bikes vs Cars” – documentário.
  • “Motoboys, vida louca” – documentário.
  • “Um dia de fúria” – filme.
  • “Luto em luta” – documentário.
  • “Junho, o mês que abalou o Brasil” – documentário.
  • “Perrengue – o desafio da mobilidade em São Paulo” – documentário.
  • “130 Km – Vida ao extremo” – documentário.
  • http://www.mobilize.org.br/noticias/8264/30-documentarios-sobre-mobilidade-urbana.html


Interdisciplinaridades 

  • Os aspectos sociológicos da mobilidade urbana associada à desigualdade econômica, de oportunidades, educacional, etc.
  • A ocupação desordenada do espaço urbano em função de uma urbanização pouco ou nada planejada da maioria das cidades brasileiras é determinante para entender os desafios da mobilidade urbana hoje.
  • As consequências da opção governamental e cultural por transportes rodoviários feita no pós-Guerra.
  • A cultura do carro no Brasil: “status”, realização pessoal e símbolo de prosperidade social.


Proposta(s) de redação relacionada(s)







4. Liberdade religiosa



Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 

  • Conceitos de religião mais aceitos pela Sociologia, Filosofia e Teologia não abarcam qualquer ideia que envolve uma forma única de se pensar, sentir ou acreditar em seres divinos com poderes além das possibilidades humanas. 
  • Discussão pública e ampla sobre as consequências da confusão entre interesses político e intenções religiosas. 
  • A falsa ideia de que no Brasil todas as religiões são respeitadas. 
  • O mito sobre a ideia de, ao ser religiosa, uma pessoa abica do senso crítico e da racionalidade. 
  • Os riscos do exponencial aumento do fundamentalismo religioso. 
  • Os meios de comunicação e a liberdade religiosa. 
  • Liberdade religiosa, Brasil e crescimento do Islamismo e do Neo pentecostalismo.
  • No caso brasileiro, muitos defendem a necessidade de aprimoramento da laicização das posturas e decisões políticas e do Estado. 
  • Desenvolvimento de espaços de debate sobre liberdade religiosa, estado laico e tolerância em escolas por meio da criação de disciplina específica ou inclusão no currículo da Sociologia ou da Filosofia. 
  • Educação focada no debate e na prática dos Direitos Humanos. 
  • Criminalização do ato de desrespeitar a fé alheia tanto na forma de discurso quanto da atitude violenta contra alguém em função do seu credo. 
  • Conscientização da população sobre o que consta na Constituição a respeito da laicidade do Estado e da liberdade religiosa.


Textos de aprofundamento










Intertextualidades

  • “Deus não está morto” – filme. 
  • “Alexandria” – filme. 
  • “Paixão de Cristo” – filme. 
  • “Chased” – filme (Vimeo). 
  • “O livro de Eli” – filme. 
  • “As bruxas de Salém” – filme. 
  • "Santo forte" - documentário.
  • "Zeitgeist" - documentário.
Interdisciplinaridades

  • Discussões amparadas pela História para entender os ataques à liberdade religiosa e as suas consequências.
  • Filósofos que defenderam as liberdades individuais.
  • A Sociologia como meio para discutir e defender a necessidade e mesmo a naturalidade da diversidade religiosa.


Proposta(s) de redação relacionada(s)









5. Limites para o humor e liberdade expressão

Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 
  • A importância de refletir sobre como o humor é construído e sobre os limites possíveis ou não entre a piada e a agressão.
  • O humor como mecanismo de crítica social e política.
  • O ataque terrorista ao Charlie Hebdo e a intolerância em relação ao outro e ao divergente.
  • As muitas questões jurídicas associadas a humoristas processados no Brasil.
  • Liberdade de expressão absoluta ou tornar as pessoas livres para serem grosseiras, preconceituosas e intolerantes por meio de piadas? Implicações, consequências e associações com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  • A importância de melhorar o acesso das pessoas à Justiça para que possam saber como lidar com o fato de serem motivo de alguma piada que as tenha prejudicado. Além disso, é também relevante pensar sobre velocidade inexistente do aparato jurídico para julgar essas demandas.

Textos de aprofundamento





Intertextualidades 
  • “O riso dos outros” – documentário.
  • “A entrevista” – filme.
  • “O ditador” – filme.
  • “Fiquem tranquilos, os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar.” (Millôr Fernandes)
  • "Humor é ódio. E todo humorista é no fundo um mal-humorado." (Otto Lara Resende)
  • "O humor é uma invenção especialíssima do senso comum." (Henri Bergson)
  • “Não há humor moderno ou antigo. Há humor engraçado ou sem graça.” (Chico Anysio)

Interdisciplinaridades 
  • A questão da liberdade de expressão no contexto histórico brasileiro.
  • As interações entre liberdade de expressão e democracia.
  • As questões jurídicas associadas à reparação de danos causados por uma piada.
  • A importância histórica do humor como forma de crítica social, política e comportamental em momentos como a Ditadura Militar no Brasil, a Revolução Francesa, a questão de gênero e de etnia em vários países do mundo.

Proposta(s) de redação relacionada(s)



6. Saúde pública e epidemias

Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 
  • O risco de uma epidemia mundial de uma doença de fácil e rápida transmissão que poderia afetar o mundo inteiro em dias em função da velocidade com que pessoas do mundo todo locomovem-se mesmo entre os pontos mais distantes do mundo.
  • Educação e comunicação são mecanismos importantes para alertar e conscientizar as pessoas sobre o risco de epidemias e sobre como se portar no caso da ocorrência de uma delas.
  • Acesso livre e desvinculado de pressupostos religiosos a formas de evitar epidemias como a de aids.
  • Falta de controle sanitário mais rigoroso e sofisticado em fronteiras brasileiras faz com que muito se tema a fácil entrada e alastramento de uma epidemia como o ebola no Brasil.
  • Falta de mobilização da comunidade científica e dos Governos em favor do bem comum que poderia ser gerida eficientemente por organizações transnacionais como a ONU, Cruz Vermelha, MSF, etc., a fim de evitar ou mesmo combater epidemias em escala local e mundial.
  • Investimento vultoso em pesquisas quando dos primeiros surtos de doenças altamente contagiosas oriundo de fundos internacionais ou nacionais criados para esse fim e aplicados em instituições públicas ou governamentais de pesquisa no Brasil.
  • Falta de consciência científica da maior parte da população a respeito de saúde pública para contrapor costumes culturais, tribais, ancestrais, etc., que possam favorecer a propagação e a intensidade da epidemia.

Textos de aprofundamento




Intertextualidades 
  • “Walking dead” – série.
  • “Epidemia”, 1994 – filme.
  • “Os 12 macacos” – filme.
  • “Eu sou a lenda” – filme.
  • “Ensaio sobre a cegueira” – livro e filme.
  • “Contágio” – filme.
  • “Guerra mundial Z” – filme.
  • “A peste negra” – documentário – History Channel
  • https://www.youtube.com/watch?v=ANpwV-8aYNI
  • “Ebola, epidemia mortal” – documentário.
  • https://www.youtube.com/watch?v=pjsIiHtOC9A
  • Drauzio Varella - Reflexões sobre a epidemia de HIV/AIDS
  • https://www.youtube.com/watch?v=wAwPWv5tYhQ

Interdisciplinaridades 
  • Questões biológicas a respeito das consequências fisiológicas dessas doenças.
  • Aspectos matemáticos da progressão de uma epidemia.
  • Recortes históricos associados a epidemias como a Peste Negra, a Gripe Espanhola, a sífilis ao longo da História, a aids, o ebola, etc.

Proposta(s) de redação relacionada(s)



7. Drogas

Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção

  • Ao longo da História, em especial, durante o século XX, as drogas suscitaram intensas discussões sobre questões que parecem ainda estar indefinidas, tais como: os critérios para tornar uma droga ilegal, os benefícios e malefícios do consumo delas, criminalizá-las ou não, legalizá-las ou não, etc.
  • O termo droga teve origem na palavra “droog” (holandês antigo) que significa folha seca; isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais desidratados.
  • Segundo o Conselho Nacional Antidrogas (Conad) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de um ponto de vista médico, drogas são substâncias naturais ou sintéticas usadas, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência, no estado físico ou no estado emocional de um indivíduo.
  • Sob um olhar mais amplo, pode-se dizer que as drogas servem há milênios como um meio de aproximar os seres humanos de divindades em rituais, para o lazer e o hedonismo, para minimizar ou solucionar os efeitos de doenças ou ferimentos, para facilitar a fuga de situações desagradáveis (escapismo), para relaxar a mente e o corpo e para controlar pessoas e povos. Essa definição de drogas inclui maconha, cocaína e heroína, mas também café, chocolate, remédios convencionais, ayahuasca, álcool e tabaco. Do ponto de vista jurídico, existem as drogas livres, que podem ser compradas sem controle (álcool e cigarro); e as de uso controlado (que podem ser compradas com receita médica); além, é claro, as ilegais ou ilícitas, que dependem na maioria das vezes de ações criminosas para serem adquiridas e consumidas.
  • O consumo de álcool apoiado pela família e estimulado pela sociedade. 
  • O incalculável custo social do álcool: dependência social, psicológica e fisiológica; acidentes de trânsito; afastamentos do trabalho; faltas; violência; etc. 
  • O cigarro - malefícios para a saúde humana e para os cofres públicos. 
  • Os calmantes, os moderadores de apetite, os barbitúricos, os antidepressivos: as drogas “faixa preta” e a “geração Ritalina”.
  • As novas e perigosas drogas sintéticas associadas a episódios de agressões extremas e canibalismo.
  • Combate insistente, severo e bem aparelhado da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas para que ele não possa ser convertido em riquezas legais capazes de comprar imóveis, empresas, etc. 
  • Fiscalização intensa do financiamento de campanhas eleitorais para que o dinheiro do crime organizado não possa ser usado como receita para políticos corruptos que defenderão os interesses desses grupos no Legislativo ou no Executivo. 
  • Criação de aparato legal, técnico e administrativo capaz de eficientemente dificultar que as grandes somas de dinheiro geradas pelo narcotráfico sejam transferidas para os grupos e pessoas que os controlam verdadeiramente, mas que não são o alvo mais frequente das investigações policiais.
  • Criação de uma rede pública e laica de clínicas de reabilitação para atender de forma técnica, científica e democrática aqueles que escolherem se tratar da dependência química. 
  • Criação de programas de acompanhamento ambulatorial que, para muitos pesquisadores, é a estratégia mais eficientes para reinserção familiar e social de dependentes químicos. 
  • Criação de campanhas amplas, diretas e perenes sobre os riscos do uso de drogas tanto em instituições educacionais quanto nos meios de comunicação de massa. 
  • Legalização das drogas, importante ressaltar algumas questões como: o tráfico não será liberado e nem acabará, deve-se especificar quais drogas podem ser legalizadas, etc.
  • Descriminalização das drogas - é uma política governamental que tem como principal interesse a não criminalização do uso de drogas, mas que mantém como crime o tráfico delas e normalmente não permite o consumo delas sem meios ou procedimentos de controle dessa prática. 
  • Tornar mais eficiente o controle de fronteiras de maneira a dificultar a entrada de drogas como a cocaína no Brasil. 


Textos de aprofundamento







Intertextualidades 

  • "Bicho de sete cabeças" - filme.
  • "Rush" - filme.
  • "Cannabis - a erva maldita?" - documentário.
  • "Os hippies" - documentário.
  • "Quebrando o tabu" - documentário.
  • "Transpotting" - filme.
  • "Paraísos artificiais", Charles Baudelaire. - livro.
  • "Paraísos artificiais" - filme.
  • "Admirável mundo novo", Aldous Huxley - livro.
  • "Traffic" - filme.
  • "Narcos" - série.
  • "Ninguém está imune ao desejo da euforia momentânea que as drogas causam. Mas quando penso em tudo que perdi, lembro que não vale a pena." (Steven Tyler)
  • "Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas." (Frank Zappa)


Interdisciplinaridades 

  • A maioria das drogas pode ser considerada psicotrópica. Esse é o grupo potencialmente mais usado e mais danoso à saúde segundo a maioria dos especialistas. Elas podem ser classificadas em três tipos, de acordo com a atividade que exercem junto ao nosso Sistema Nervoso Central (SNC): 
1. Depressoras da Atividade do SNC
  1. Álcool;
  2. Soníferos ou hipnóticos (drogas que promovem o sono): barbitúricos, alguns benzodiazepínicos;
  3. Ansiolíticos (acalmam, inibem a ansiedade). As principais drogas pertencentes a essa classificação são os benzodiazepínicos. Ex.: diazepam, lorazepam, etc.;
  4. Opiáceos ou narcóticos (aliviam a dor e dão sonolência). Ex.: morfina, heroína, codeína, meperidina, etc.;
  5. Inalantes ou solventes (colas, tintas, removedores, etc.). 
2. Estimulantes da Atividade do SNC
  1. Anorexígenos (diminuem a fome). Principais drogas pertencentes a essa classificação são as anfetaminas. Ex.: dietilpropriona, femproporex, etc.;
  2. Cocaína. 
3. Perturbadoras da Atividade do SNC
  1. De origem vegetal: mescalina (do cacto mexicano); THC (da maconha); psilocibina (de certos cogumelos); lírio (trombeteira, zabumba ou saia branca).
  2. De origem sintética: LSD-25; Ecstasy; anticolinérgicos (Artane®, Bentyl®). 
  • No século XX, depois do século XIX em que as drogas foram vistas com inocência e mesmo de uma forma poética, ocorre a  discussão científica e ideológica sobre como separar as drogas lícitas das ilícitas, além de ser um período de combate intenso da produção e do consumo de entorpecentes. Tal medida teve como conseqüência a construção de um imenso aparato repressor contra os entorpecentes, o que teve como resposta a organização de um amplo esquema criminoso de produção e venda de drogas, ao qual chamamos de narcotráfico ou crime organizado.
  • As três primeiras décadas desse século seriam conhecidas como “Belle Epoque” ou como os “anos loucos”. Isso se explica pelo fato de drogas como cocaína serem vistas como “chiques” , pela busca incessante por prazer (hedonismo), por certa liberalização dos costumes, pela grande oferta de entorpecentes, depois proibidos, em farmácias.
  • Principalmente no entre Guerras, ocorre a proibição das drogas nos EUA. Cocaína, heroína e morfina “uso não-medicinal” (1909), álcool – “lei-seca” (1920-1933), tabaco (14 estados norte-americanos - 1921), maconha (1937), etc.
  • Com a proibição de várias drogas na primeira metade do século XX, ocorre o crescimento do poder do crime organizado, a consolidação do narcotráfico internacional e as drogas passam a ser um problema policial, antes de uma questão de saúde pública.
  • No pós-Guerra, os jovens adotam, por questões algumas vezes políticas ou como expressão simbólica de seus ideais, as drogas como modo de protesto, de escapismo e traço formador de uma nova cultura urbana e marginal - a contracultura. Entre elas destacam-se o bebop (jazz), os poetas beatniks, os hippies (“flower-power”), o rock’n’roll e o reggae.
  • Na década de 1960, ocorre amplo uso de maconha e LSD-25 em função do surgimento do movimento hippie. As drogas nesse momento são usadas como forma de expandir a consciência e fomentar experiências de coletividade e socialização. Na década de 1970, as drogas assumem outro papel associado ao hedonismo, ao sucesso e à liberalização dos costumes. Essa é a década da cocaína.


Proposta(s) de redação relacionada(s)








8. Uso de celular, viciados em tecnologia



Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção

  • A sociedade é cada vez mais mediada por recursos tecnológicos que tem interferido fortemente na cultura e no comportamento das pessoas.
  • Cada vez mais pessoas têm desenvolvido comportamentos obsessivos e doentios em relação ao modo como usam "smartphones" e "tablets", essa nova cultura tem interferido na forma como as pessoas relacionam-se afetiva, profissional e culturalmente.
  • Proibir o acesso à tecnologia não parece ser muito eficiente, não só porque é impossível coibir totalmente essa prática, mas também porque trata-se de ferramentas excepcionais as quais não podem ser negligenciadas, enfim o abuso não pode impedir o uso consciente e produtivo. 
  • É urgente uma revisão do entendimento de educadores a respeito de como usar essas ferramentas dentro de sala por meio de cursos que tornem familiares aos professores as tecnologias que os alunos usam. 
  • Incentivo governamental por meio de leis de fomento ou isenção de impostos para empresas que criem aplicativos ou tecnologias acessíveis em todos os aspectos para auxiliar a educação de forma a tornar a relação com a tecnologia mais produtiva e saudável para todos envolvidos no processo educacional. 
  • Incentivo à criação de fóruns de debate ou disciplinas para que os próprios alunos possam sugerir e criar estratégias ou mesmo aplicativos que possam ajudá-los em sala.
  • Estabelecer regras universais debatidos multilateralmente sobre limites éticos para o desenvolvimento, a venda e o uso de tecnologias, aplicativos, etc.


Textos de aprofundamento







Intertextualidades 

  • "Ela" - filme.
  • "Matrix" - filme.
  • "Hackers" - filme.
  • "Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura", Lucia Santaella - livro.
  • "Disconnect" - filme.
  • "Catfish" - documentário.
  • "O que é o virtual", Pierre Lévy - livro.
  • "As tecnologias da inteligência", Pierre Lévy - livro.
  • "Cibercultura", Pierre Lévy - livro.
  • Hoje, consigo perceber que nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade.” (Albert Einstein)
  • “Numa época de tecnologia avançada, o maior perigo para as idéias, para a cultura e para o espírito pode mais facilmente vir de um inimigo sorridente que de um adversário que inspira o terror e o ódio.” (Aldous Huxley)


Interdisciplinaridades

  • Debates associados às ideias de estudiosos da mídia, como os membros da Escola de Frankfurt, podem ser interessantes. Entre os nomes desse grupo, destacam-se: Max Horkheimer (filósofo, sociólogo e psicólogo social), Theodor Adorno (filósofo, sociólogo e musicólogo), Erich Fromm (psicanalista),Herbert Marcuse (filósofo) e Walter Benjamin (ensaísta e crítico literário). As ideias de Malcolm MacLuhan e Pierre Lévy também podem ser muito bem empregadas no contexto da discussão das questões culturais associadas à tecnologia.
  • Aspectos do Marco Civil da Internet associados ao tema.



Proposta(s) de redação relacionada(s)
http://www.opera10.com.br/2015/09/redacao-proposta-2015-59-uso-de-celular.html









9. Questão indígena



Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção

  • Reivindicações a respeito das dificuldades acerca do processo de demarcação de terras indígenas ocupadas comprovadamente por esses povos há séculos.
  • Discussão sobre o estabelecimento de meios, fóruns e espaços democráticos de debate para que os povos indígenas passem a influir no futuro de suas próprias comunidades.
  • Debate sobre a atuação de missões religiosas, científicas ou de qualquer natureza, legais ou não, como meio de combater a aculturação e a biopirataria.
  • Fomento da integração dos índios à cultura brasileira contemporânea de forma ao menos minimamente soberana e autônoma.
  • O índio é para a maioria um grupo uniforme que se une em aspectos similares entre si, muito mais por força da ignorância conveniente das culturas europeias a respeito dessa extrema riqueza cultural que esses povos autóctones representam seja no Brasil, seja em qualquer outro lugar. O nome genérico índio, pelo qual originalmente os povos que habitavam o Brasil não se reconheciam, não só é reducionista como uma das mais eficientes formas para se entender o que é e do que é capaz o etnocentrismo ou eurocentrismo, que nesse caso tem mesmo efeito.
  • O nome índio é uma forma genérica e equivocada de se referir a um povo multifacetado e complexo que foi violentado cultural, psicológica e fisicamente no Brasil primeiramente por portugueses, depois por jesuítas e mais tarde foi tomando o lugar de pária e imprestável que ainda ocupa no anacrônico e preconceituoso senso comum que é incutido e reforçado na cabeça dos brasileiros desde crianças pela escola, pelo cinema, pelas brincadeiras, etc. Esse processo passou por várias fases como durante o período de catequização jesuítica de muitos povos indígenas quando foram aculturados e obrigados a reconhecer a superioridade ou mesmo a primazia da cultura europeia e cristã frente à deles, mesmo sem haver até hoje qualquer indício de que isso possa ser justificado por quaisquer meios. Contudo, a questão ainda é atual, pois, de outras formas, tal hierarquização ou aculturamento continua ocorrendo por causa da atuação de missionários cristãos e de outras religiões em reservas indígenas com pouco ou nenhum controle de autoridades governamentais ou mesmo dos próprios índios, o que seria muito mais indicado.
  • Quanto ao infanticídio indígena, é particularmente estranho na perspectiva do homem brasileiro contemporâneo, mas é uma prática que remete a tempos imemoriais muito associada ao fato de a criança com alguma deficiência, muito mais do que um mau agouro ou uma maldição, é comprometedora a sobrevivência e mesmo para o estilo seminômade da maioria das tribos que praticam esse ato, enfim, visto a partir da ótica deles é uma medida razoável e sensata. Contudo, quando se avalia os direitos fundamentais de qualquer ser humano, descritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, é evidente que é uma prática que deve ser abandonada, pois é uma herança de um passado de nossa espécie que a cooperação e a solidariedade eram sobrepujadas pela emergência da sobrevivência. De toda forma, é um processo que deve ser visto com cautela, pois também se deve pesar o tamanho da importância dessas tradições como mecanismo de coesão desses povos já tão agredidos culturalmente pela cultura do Brasil contemporâneo. 
  • Devem ser criados meios e condições para que a prática do infanticídio e tantos outros temas caros aos índios sejam debatidos, mas sempre a partir do debate democrático e aberto para que os índios sintam-se parte da cultura brasileira, e não estrangeiros em seu próprio país.

Textos de aprofundamento










Intertextualidades 

  • “Xingu” – série.
  • “O último dos moicanos” – filme.
  • “Dança com lobos” – filme.
  • “A nação que não esperou por Deus” – documentário.
  • "Terra vermelha" - filme.
  • "Um novo mundo" - filme.
  • "Brincando nos campos do Senhor" - filme.
  • "Índia, a filha do Sol" - filme.
  • "A floresta das esmeraldas" - filme.
  • “A Alemanha fez penitência pelo holocausto. Mas o Brasil ainda deve a sua pelo que fez com os índios e os negros.” (J.Lutzsenberger)
  • “as culturas constituem para a humanidade um patrimônio de diversidade, no sentido de apresentarem soluções de organização do pensamento e de exploração de um meio que é, ao mesmo tempo, social e natural. (...) Quando se fala do valor da sociodiversidade, não se está falando de traços culturais e sim de processos. Para mantê-los em andamento, o que se tem de garantir é a sobrevivência das sociedades que os produzem.” (Carneiro da Cunha, 2009; 273).


Interdisciplinaridades

  • A questão da integração ou do isolamento de índios em relação à sociedade contemporânea brasileira.
  • A história da relação entre portugueses e índios, entre jesuítas e índios e entre a sociedade brasileira contemporânea e os índios remanescentes.
  • Comparações acerca da diversidade de culturas indígenas no momento do Achamento do Brasil e na atualidade.
  • A imagem do índio na Literatura e na Pintura brasileiras.

Proposta(s) de redação relacionada(s)




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10. Saúde e beleza




Contextualização, problematização e proposta de intervenção

  • O número expressivo de cirurgias plásticas no Brasil é um indicativo da importância que a “indústria da beleza” tem no país.
  • São muitos os casos de mortes causadas por erros médicos em cirurgias estéticas.
  • O crescimento do setor de cosméticos mesmo em meio a crises econômicas é um fator importante para entender essa obsessão cultural por determinados ideais de beleza.
  • Beleza e saúde devem ser entendidas como projetos de longo prazo associado à alimentação, a exercícios físicos moderados e a uma vida equilibrada.
  • Investimento maciço, contínuo e nacional em políticas de saúde pública voltadas para a medicina preventiva e o envelhecimento saudável.
  • Criação de carreiras federais atrativas para profissionais de saúde como enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, médicos, etc. Entre outras razões, como forma de atraí-los e fixá-los em regiões mais carentes desse tipo de profissional, tanto para promover uma saúde mais global para todos os brasileiros como para serem importantes agentes de esclarecimentos sobre o risco de tratamentos estéticos sem acompanhamento médico, de dietas sem comprovação científica, etc.
  • Articulação da formação médica e de saúde pública com as necessidades da população e com políticas de saúde focadas no bem coletivo, na medicina preventiva, no diagnóstico ético e no entendimento da saúde como uma ideia abrangente que abrange o modo de vida, o comportamento, os hábitos, etc., de um indivíduo.
  • Investimentos na criação e avaliação constante de programas que humanizem o atendimento das pessoas que procuram o Sistema de Saúde Público (SUS), por quaisquer razões, mesmo porque a ideia de saúde é um conceito vago que passa pela aparência, pela autoestima,etc.
  • Os problemas graves de saúde provocados pela obsessão pela beleza e pela magreza como anorexia e bulimia que são doenças comuns, que acometem muitas modelos e garotas jovens inadvertidas sobre o discurso visual inalcançável para a maioria veiculada pela indústria da moda fundamentalmente. 

Textos de aprofundamento
















Intertextualidades

  • “Se a vida é realmente um concurso de beleza, como afirmou o estilista Thierry Mugler, nos resta esperar ter nascido numa época em que as normas de beleza correspondam às nossas características naturais.” (Lars Svendsen)
  • “Vivemos numa época, contudo, em que as infelizes almas nascidas com a beleza ideal de uma outra época tem mais oportunidade que nunca de se adequar a seu próprio tempo. Há limites para o grau em que um corpo pode ser modificado por meio de cosméticos, penteados e exercícios, mas uma intervenção mais direta através da cirurgia plástica (tirando um pouco aqui, acrescentando um pouco ali) põe visivelmente o ideal de beleza próprio de qualquer época dada ao alcance de um número cada vez maior de pessoas.” (Lars Svendsen)
  • “A beleza feminina é uma terrível enfermidade. De fato, a beleza causa na mulher um desgaste interior, macio, insidioso, fatal. E, no fim, a mulher bonita se volta contra si mesma, com tédio e ira de todos os seus dons plásticos. Toda mulher bonita leva em si, como uma lesão na alma, o ressentimento. É uma ressentida contra si mesma. Olhe a Marilyn Monroe. Morreu tão linda e tão só.” (Nelson Rodrigues)
  • “Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!” (Mário Quintana)
  • “A beleza é um bem frágil.” (Ovídio)
  • "A verdadeira beleza é interior, e é somente essa que torna as pessoas radiosas. A cirurgia plástica deve limitar-se a tornar normal aquilo que não é."(Ivo Pitanguy)
  • “História da beleza”, Umberto Eco (org.)
  • "Anorexia, a ilusão da beleza" - filme.
  • "História da beleza no Brasil", Denise Bernuzzi De Sant'anna - livro.


Interdisciplinaridades 

  • O conceito de belo na Arte e na Estética.
  • A evolução da ideal de beleza feminino na Arte.
  • Os riscos fisiológicos e psicológicos de cirurgias plásticas feitas de forma clandestina.
  • As implicações biológicas de transtornos alimentares graves como a bulimia e a anorexia.


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