quarta-feira, 21 de junho de 2017

Redação - Simulado 2017 Enem1

Simulado 2017 Enem1
 Por Estéfani Martins
2017Sim1-F

Texto 01.
“Há quem acredite que amor e negócios não devem andar juntos. Para esses, a rede social Meu Patrocínio, que tem como base justamente a união das duas coisas, pode parecer uma afronta. Lançada no Brasil em novembro de 2015, a plataforma de encontros une endinheirados a candidatos que aceitam (muito bem, obrigado) ser mimados com presentinhos e até mesadas.
São 21 mil sugar daddies e 1000 sugar mommies (os que bancam) para milhares de babies (os que são bancados), mulheres e homens. Para se inscrever na plataforma, daddies e mommies pagam planos mensais que custam R$ 199 ou R$ 999 – quem desembolsa mais entra para um grupo de elite, uma espécie de camarote. Para os babies, não há custo.
O site ainda não tem como verificar o poder financeiro dos daddies e mommies, mas está trabalhando em como fazer isso. É o que promete sua CEO e fundadora, a norte americana filha de brasileiros, Jennifer Lobo, de 29 anos. “Num futuro breve, pretendemos garantir essa clareza. Hoje, os preços que as pessoas pagam pelas mensalidades é o que mostra, pelo menos no primeiro contato, que ela também pode bancar um estilo de vida de alto padrão.”
Jennifer sabe do que fala quando o assunto é “relacionamento sugar”. Foi baby pela primeira vez aos 20 anos, quando morava em Nova York, e nunca abriu mão da dinâmica. Atualmente, não é inscrita no próprio site apenas porque já tem um daddie pra chamar de seu. “Nos EUA, o olhar das pessoas pro universo sugar já é um olhar acostumado. Há os que torcem o nariz, mas não há os que se assustam”, diz.
O número baixo de mommies (4,7% do total de daddies) traz pistas: as mulheres só puderam se inscrever como “financiadoras” a partir de abril de 2016 e graças ao “grande número de pedidos”, diz a assessoria da rede. Além disso, “normal mesmo é ver homem mais velho acompanhado de garota novinha”, acrescenta Jennifer. Por isso, ao trazer o serviço pro Brasil, a empresária decidiu começar pelo arranjo mais conhecido, e por que não, mais aceito: daddies e babies mulheres. “Foi só uma estratégia de implementação por aqui.” Não anunciar o serviço pra mommies na home do site também foi estratégia. “Preferimos separar uma aba mais discreta só pra elas. E também, as mommies chegam muito por indicação de outras mommies. É assim que normalmente são convencidas a se inscrever.”
Mesmo novatas na plataforma, as mommies já têm na ponta da língua o que leva mulheres ricas, poderosas e com idades entre 35 e 65 anos a procurarem por companhia paga: solidão, uma boa dose de clareza para lidar com relações que envolvem um lado com muita grana e o outro sem, e um certo cansaço com os arranjos tradicionais. Segundo dados reunidos dos perfis do Meu Patrocínio, a renda média mensal declarada pelas mommies é de R$ 35 mil, enquanto o patrimônio médio é de R$ 4,2 milhões. Já os daddies declararam uma média de R$ 47 mil mensais e R$ 7,1 milhões em patrimônio.”

Texto 02.
“Na Suécia, quem paga para ter relações sexuais é um delinquente. O país nórdico foi pioneiro, em 1999, em penalizar os clientes da prostituição, que podem pegar até um ano de cadeia. Esse modelo, apoiado no princípio de que a prostituição é uma forma de violência contra as mulheres – elas são uma esmagadora maioria – e um sinal de desigualdade dos gêneros, tem se expandido pelo mundo. O mais recente país a adotá-lo foi a França, que dias atrás aprovou, após um longo trâmite parlamentar, uma lei que prevê multa de até 3.750 euros (cerca de 15.000 reais) para quem pagar por sexo.
A lei francesa reacendeu o debate sobre a prostituição e a conveniência de regulá-la ou aboli-la. A Suécia e a França apostam num novo modelo de abolicionismo, que em vez de penalizar as prostitutas – consideradas vítimas sem liberdade de escolha – propõe acabar com o comércio sexual fechando o cerco sobre sua clientela. Em outras palavras, sem demanda não há oferta. No lado oposto estão as correntes pela legalização, para as quais o trabalho sexual é uma atividade que pode ser exercida livremente, e por isso precisa ser regulamentada. É o que acontece na Holanda, onde as profissionais do sexo pagam impostos e obtêm contrapartidas sociais, e também na Dinamarca e na Alemanha.
Nos últimos tempos, o chamado modelo sueco – ou nórdico, já que os primeiros a copiá-lo foram alguns de seus vizinhos escandinavos – está ganhando impulso. Depois da Suécia, a criminalização dos clientes da prostituição já foi aprovada na Islândia, Canadá, Cingapura, África do Sul, Coreia do Sul, Irlanda do Norte e agora na França. A medida vigora também na Noruega, com o detalhe de que esse país pune também cidadãos seus que fizerem turismo sexual. Além disso, o Parlamento Europeu insistiu em 2014 para que os Estados membros da UE adotassem fórmulas semelhantes, e Bélgica, Irlanda e Escócia debatem atualmente projetos de lei baseados nesse novo abolicionismo. Outros países, como a Finlândia, apostaram num sistema híbrido: castigam a compra de serviços sexuais, mas só se a prostituta for vítima das redes de tráfico humano.
Mas, segundo partidários do neoabolicionismo, esse vínculo entre prostituição e escravidão sexual é praticamente automático. Os defensores do modelo nórdico afirmam que quem vende seu corpo nunca o faz livremente – ao invés de ser uma escolha, seria uma imposição feita por redes de tráfico ou exploração sexual, ou pela pressão da pobreza ou de outro tipo de desigualdade.”

Situação 2017Sim1-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “a prostituição no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

2017Sim2-F

Texto 01.
“A marcha lenta da economia global está aumentando a agitação social pelo mundo, e o Brasil, com a piora no mercado de trabalho local, alimenta esse mal-estar, aponta relatório da Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira.
Segundo a organização, o crescimento econômico mundial continua decepcionante, sem motivar a criação de empregos suficientes para compensar o número de pessoas que ingressam no mercado de trabalho.
Com isso, a taxa mundial de desemprego deverá subir de 5,7% para 5,8% em 2017, estima a OIT, elevando o contingente de desempregados em 3,4 milhões de pessoas na comparação com o ano anterior. Ao todo, serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no planeta neste ano.
No Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego está em 11,9%, índice do trimestre encerrado em novembro de 2016, com 12,1 milhões de pessoas nesta situação.
A incerteza global com o desempenho da economia está aumentando o risco de agitação social e descontentamento em praticamente todas as regiões do mundo, aponta a OIT.
O chamado Índice de Agitação Social busca ser um termômetro da "saúde social" dos países. Calculado pela OIT a partir de informações sobre protestos como manifestações de rua, bloqueios de vias, boicotes e rebeliões, pretende refletir a insatisfação da população com fatores como mercado de trabalho, condições de vida e processos democráticos.
No Brasil, o índice avançou 5.5 pontos em 2016, enquanto o aumento global foi de 0.7 ponto.
Como resultado da equação que soma insatisfação social e falta de trabalho, há um aumento na decisão das pessoas pela migração, aponta a OIT. O órgão cita estimativas que identificavam 232 milhões de migrantes internacionais no planeta em 2013, 89% em idade de trabalho.”

Texto 02.
“Em Salvador, trabalhadores fazem fila, de madrugada, para pesquisar vagas ou pedir o seguro-desemprego. Enquanto em Blumenau (SC), a três horas de carro de Florianópolis, alguns setores têm dificuldade em encontrar candidatos. A cidade foi a que mais criou vagas no primeiro semestre do ano no Estado.
A formação econômica de Santa Catarina ajuda a entender o que faz com que a região tenha uma espécie de blindagem em relação à crise. “A economia catarinense está desconcentrada, espalhada pelo território e distribuída em vários segmentos”, diz Glauco José Côrte, presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).”


Situação 2017Sim2-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “desemprego na atualidade brasileira”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.