segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Redação - simulado - Proposta UFU2017S1

ORIENTAÇÃO GERAL

Leia com atenção todas as instruções.

A) Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual que você tenha maior afinidade.
B) Após a escolha de um dos gêneros, assinale sua opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
C) Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar. Escreva o título no lugar apropriado na folha de prova.
D) Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
E) Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
F) Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
G) Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta UFU2017S1-A

“O YouTube completa 10 anos de existência neste sábado (14). O primeiro vídeo publicado no site,  que foi comprado pelo Google em 2006, só apareceu em 23 de abril de 2005. Precisamente às 8h27 pm (horário local),“Me at the zoo” ia ao ar para entrar para a história do maior site de vídeos da internet da última década. Atualmente, os internautas publicam cerca de 300 horas de vídeos por minuto no YouTube.
O vídeo foi gravado no San Diego Zoo, por Yakov Lapitsky, e mostra um jovem falando sobre elefantes, simplesmente ressaltando o evidente fato de que suas trombas são muito, muito grandes. Curiosidade: a resolução máxima do vídeo era de 240p. Recentemente, o YouTube abandonou o Adobe Flash e adotou o HMTL5.”

Com base no texto e em suas vivências como internauta, redija um artigo de opinião sobre o impacto da Youtube e serviços similares na relação da humanidade com a produção, o compartilhamento e a popularidade de vídeos das mais variadas origens.

Proposta UFU2017S1-B

Estudo sobre romances brasileiros aponta pequena presença de personagens negros
Pesquisa de Regina Dalcastagnè, da UnB, mostra persistência de estereótipos raciais
Por Leonardo Lichote
18/04/2015 6:00

RIO - Expostos na recém-concluída pesquisa “Personagens do romance brasileiro contemporâneo”, realizada na Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação da professora Regina Dalcastagnè, os números impressionam. O trabalho, um levantamento de todos os romances publicados por algumas das principais editoras brasileiras (Companhia das Letras, Record, Rocco e Objetiva/Alfaguara), aponta que 96% dos autores e 79% dos personagens são brancos.
— A sociedade brasileira é racista. É o racismo que distorce nossas relações, que dificulta a presença, a visibilidade e a valorização dos negros em todas as instâncias de representação — avalia Dalcastagnè. — E a literatura pode reforçar, e mesmo legitimar, o discurso racista, replicando sua ideologia, vinculando as múltiplas experiências dos negros exclusivamente à violência e à criminalidade.
Mais que a ausência dos negros no romance brasileiro, portanto, a professora chama a atenção para a forma como eles aparecem nas obras (foram analisados 549 livros, de 304 autores diferentes). Há a repetição de papéis estereotipados, o pouco destaque (“são muito mais coadjuvantes que protagonistas”) e a raríssima ocorrência de negros narradores (as personagens não têm, assim, “a possibilidade de dizer sobre o mundo que as cerca”, explica Dalcastagnè).
— O problema não é termos personagens negras que são bandidos, drogados etc., o problema é que essas sejam praticamente as únicas possibilidades de existência dentro de um conjunto imenso de representações literárias. É nesse conjunto que os negros, e ainda mais as mulheres negras, são invisibilizados ou estereotipados — ressalta. — O que nossas pesquisas vêm constatando é que falta à literatura brasileira contemporânea, como os números do levantamento sobre os romances indicam de maneira eloquente, incorporar as vivências, os dramas, as opressões, mas também as fantasias, as esperanças e as utopias dos grupos sociais marginalizados, sejam eles definidos por classe, por sexo, por raça e cor, por orientação sexual ou por qualquer outro critério.

PROBLEMA DE REPRESENTAÇÃO
A presença limitada de personagens negros na literatura brasileira acaba gerando um problema de representação — retirando dela as nuances e reforçando os estereótipos.
— Como são tão poucas, elas acabam se tornando, quando aparecem, não apenas indivíduos possíveis, mas representantes de um grupo inteiro — nota a professora. — Isso não acontece com as personagens brancas, especialmente as masculinas, que são tantas e tão variadas que se constituem sempre, cada uma delas, como “únicas”. O branco criminoso ou viciado está ao lado do branco médico, do branco escritor, do branco comerciante. Já as personagens negras não têm essa variedade, sendo fixadas em poucas ocupações: são os traficantes, as empregadas domésticas e prostitutas. Essa é a estereotipagem (que se revela em outros dados, como o que mostra quatro vezes mais ocorrência de dependência química entre personagens negros, em comparação aos brancos).
Questões de raça e gênero se cruzam no levantamento, como Dalcastagnè deixa transparecer em sua fala sobre as mulheres negras. A pesquisa — cuja primeira fase cobriu entre 1990 e 2004, e já havia sido apresentada — mostra que 71% dos escritores e 60% dos personagens são homens. Economicamente, 80% pertencem às camadas privilegiadas.
— Nossa literatura, de um modo geral, é produzida por e destinada à classe média. E a classe média brasileira, que é branca e embranquecida, não olha para os negros, não se interessa por eles, não os imagina, não cede espaço para eles, não fala deles, a menos que eles estejam apontando uma arma para suas cabeças, ou ameaçando suas vagas nos bancos universitários, com a adoção de cotas.

CONCEIÇÃO EVARISTO E ANA MARIA GONÇALVES SE DESTACAM
Num cenário no qual a representação do negro é reduzida a padrões carentes de complexidade, Dalcastagnè destaca dois romances por suas “diferentes opções de enfrentar a ausência da personagem negra em nossa literatura”: “Um defeito de cor” (Record), de Ana Maria Gonçalves, e “Becos da memória” (Pallas/Mulheres), de Conceição Evaristo:
— O primeiro está no corpus da minha pesquisa. O segundo não — esclarece, por e-mail. — O fardo carregado pelas personagens negras a que me referia antes é, sem dúvida, compartilhado pelos/as seus autores/as, muitos/as deles/as negros/as também. Afinal, há sempre uma tensão presente nesse processo, um conjunto de escolhas e decisões que não abala, pelo menos não necessariamente, o autor de personagens brancas. Para começar, ele/a precisa se contrapor a representações já fixadas na tradição literária e, ao mesmo tempo, reafirmar a legitimidade de sua própria construção. Assim, tem de fazer uma série de opções que, além de estéticas, são também políticas. Ana Maria Gonçalves optou por construir uma heroína épica, uma escrava que consegue sua própria liberdade e volta à África, depois de ter acompanhando a luta de seu povo pela liberdade. Já Conceição Evaristo, que também fala de escravidão, vai diluir a história dessa luta em mais de uma dezena de personagens, dando o protagonismo do romance às experiências dos negros e negras de uma favela.


Com base nas informações do texto e nos seus conhecimentos sobre o tema, redija uma carta pessoal para um amigo estrangeiro e negro de forma a informá-lo sobre o racismo no Brasil e sobre os cuidados que ele deve ter ao lidar com essa questão cultural brasileira enquanto ele estiver em território brasileiro.

Proposta UFU2017S1-C

Família: Sociedade coloca conceito do fenômeno em disputa
Andréia Martins
Da Novelo Comunicação 03/02/2015 - 15h22
Qual é a definição correta de família? Existe um conceito correto? As definições antigas dão conta da diversidade que a sociedade contemporânea vivencia em suas relações?

Para muitos essa é uma questão polêmica. No Brasil, o tema ganhou destaque após o site da Câmara dos Deputados colocar no ar uma enquete que questiona se você é a favor ou contra o conceito de família como núcleo formado “a partir da união entre homem e mulher”, prevista no projeto de Lei 6583/13, do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que cria o Estatuto da Família.
O deputado argumenta que “a família vem sofrendo com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade” e, no texto do projeto, apresenta diretrizes de políticas públicas voltadas para a entidade familiar e obriga o poder público a garantir as condições mínimas para a “sobrevivência” desse núcleo. A proposta dele define família como o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, por meio de casamento, união estável ou comunidade formada pelos pais e seus descendentes.
A família é um fenômeno social presente em todas as sociedades e um dos primeiros ambientes de socialização do indivíduo, atuando como mediadora principal dos padrões, modelos e influências culturais; se define em um conjunto de normas, práticas e valores que têm seu lugar, seu tempo e uma história.
Muitos fatores contribuem para dar forma ao que reconhecemos como família: as normas e ações impostas pelo Estado (quando ele beneficia determinado tipo de família em questões legais, previdenciárias, acaba legitimando este tipo e desestimulando outros) , as relações trabalhistas (quando as oportunidades no mundo do trabalho moldam as escolhas feitas pelos indivíduos na vida pessoal), o âmbito da sexualidade e afetos, as representações dos papéis sociais de mulheres e homens, da infância e das relações entre adultos e crianças, a delimitação do que é pessoal e privado por práticas cotidianas, e as leis. Tudo isso interfere na vida doméstica e molda os papéis de homens e mulheres dentro e fora de casa.
No Brasil, o conceito de família teve diferentes abordagens. Na Constituição Federal de 1967, anterior ao regime democrático, o artigo 167 descrevia que “a família é constituída pelo casamento". Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 o conceito de família foi ampliado e passou a ser entendido como “a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”.
Pelo Novo Código Civil Brasileiro, instituído em 2003, a família deixou de ser aquela constituída unicamente através do casamento formal, ou seja, composta de marido, mulher e filhos. No Código de 1916, em vigência anteriormente, o casamento definia a família legitima e legitimava os filhos comuns.
O novo código reconhece que a família abrange as unidades familiares formadas pelo casamento civil ou religioso, união estável ou comunidade formada por qualquer dos pais ou descendentes, ou mãe solteira. O conceito de família passou a ser baseado mais no afeto do que apenas em relações de sangue, parentesco ou casamento.
Já o IBGE, para realizar o Censo em 2010, definiu como família o grupo de pessoas ligadas por laços de parentesco que vivem numa unidade doméstica. Essa unidade doméstica pode ser de três tipos: unipessoal (quando é composta por uma pessoa apenas), de duas pessoas ou mais com parentesco ou de duas pessoas ou mais sem parentesco entre elas.
O levantamento fez um retrato da família brasileira: na maioria das unidades domésticas (87,2%) as famílias são formadas por duas ou mais pessoas com laços de parentesco. As pessoas que vivem sozinhas representam 12,1% do total e as pessoas sem parentesco são 0,7%. Na comparação entre 2000 e 2010, houve um crescimento na proporção pessoas morando sozinhas (antes de 9,2%) e de famílias tendo a mulher como responsável (de 22,2% para 37,3%), fato que ocorre, principalmente, pela emancipação e ingresso da mulher no mercado de trabalho.
Especialistas e intelectuais afirmam que não há um conceito único de família e que ele permanece aberto, em construção, e deve acompanhar as mudanças de comportamento, religiosas, econômicas e socioculturais da sociedade. Alas mais conservadoras da sociedade e de diferentes religiões não compartilham dessa visão e mantém o entendimento de que o fator gerador da família é o casamento entre homem e mulher, os filhos gerados dessa união e seus demais parentes.
Mas, com o passar do tempo, novas combinações e formas de interação entre os indivíduos passaram a constituir diferentes tipos de famílias contemporâneas: a nuclear tradicional (um casal de homem e mulher com um ou dois filhos, sendo a relação matrimonial ou não); matrimonial; informal (fruto da união estável); homoafetiva; adotiva; anaparental (sem a presença de um ascendente); monoparental (quando apenas um dos pais se responsabiliza pela criação dos filhos); mosaico ou pluriparental (o casal ou um dos dois têm filhos provenientes de um casamento ou relação anterior); extensa ou ampliada (tem parentes próximos com os quais o casal e/ou filhos convivem e mantém vínculo forte); poliafetiva (na qual três ou mais pessoas relacionam-se de maneira simultânea); paralela ou simultânea (concomitância de duas entidades familiares), eudomonista (aquela que busca a felicidade individual), entre outras.
O principal desafio é reconhecer a legitimidade desses novos tipos de famílias, que precisam dessa oficialização para ter seus direito jurídicos, previdenciários, entre outros, garantidos. Quando o Estado e a sociedade não reconhecem essas famílias como legítimas (por diferentes motivos), devido ao conflito entre os valores antigos e o estabelecimento de novas relações, acabam estimulando alguns modos de vida e desestimulando outros. No entanto, isso acaba oferecendo proteção e vantagens para uns em detrimento de outros.
“A ideia de que a família corresponde ao casamento, heterossexualidade e procriação determinou por muito tempo a fronteira da legitimidade das famílias”, comenta a autora Flávia Biroli no livro Família – Novos Conceitos, ao falar da noção moderna de família.
Segundo ela, a ruptura, ainda que parcial dessa idealização do conceito de família é resultado da ação de movimentos sociais, feministas e LGBT, e de juristas e políticos que entenderam que os direitos individuais incluem o direito de casar-se e o serem beneficiados com as vantagens relacionadas ao casamento nas nossas sociedades.
Além da diversidade de tipos de família na nossa sociedade, ainda precisamos compreender a realidade de outros países e culturas (principalmente as não ocidentais), onde muitas vezes um comportamento que é proibido em nosso território, é permitido. Entre esses comportamentos estão a exogamia (união de membros de grupos diferentes, como japonês com alemã, italiano com africana, etc), a endogamia (união entre parentes ou pessoas com a mesma ascendência), a bigamia, o incesto, a poligamia, entre outros.
Se voltássemos a Idade Média, veríamos que não eram incomuns casos de reis e rainhas europeus que se casando com primos e irmãos para manter unidos seus reinos e fortunas. No caso da poligamia, um casamento que engloba dois ou mais parceiros, trata-se de uma prática que vem de culturas e religiões antigas, em muitos casos, iniciada pelo fato de existirem mais mulheres do que homens.
Na África, por exemplo, a poligamia para os homens é permitida e reconhecida legalmente em muitos países, como Líbia, Marrocos, Quênia, entre outros. Na África do Sul a poligamia é um direito que está na Constituição. Qualquer homem sul-africano pode ser casado com até quatro mulheres. Todas recebem o sobrenome do marido e têm os mesmos direitos perante a lei.
No caso da poligamia para mulheres (chamada poliandria), por muitos séculos ela foi praticada no isolado Vale Lahaul, no Himalaia, na Índia. Ali, era muito comum o casamento de irmãos com a mesma mulher, por exemplo. Essas famílias eram pequenas, como o trabalho não era distante não havia muito contato com outras aldeias. Hoje, com o desenvolvimento do local, o crescimento econômico e os avanços tecnológicos, o vale antes isolado ganhou estradas, telefones, e a população pode se deslocar, trabalhar longe e almejar outra vida. As famílias poliândricas começam a desaparecer.
O mais importante nesta questão é que a diversidade da vida afetiva e familiar seja abordada de maneira que seu contexto e papel sejam compreendidos antes de serem julgados e que garanta a igualdade dos indivíduos – no acesso a recursos e ao reconhecimento social, e também na sua autonomia para tomar decisões sobre a própria vida.


Redija um resumo do texto acima.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Redação - Argumentação e retórica, por Estéfani Martins

Licença Creative Commons
O trabalho Opera10 de Estéfani Martins está licenciado com uma Licença 
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“A argumentação não age sobre evidências. O que é evidente não necessita nem de demonstração nem de apresentação de argumentos a favor ou contra. A argumentação não pode ser a afirmação da verdade, porque todo o verdadeiro diálogo nunca esgota a possibilidade de investigação da verdade.”
(Carlos Ceia)

“Argumentar é, em última análise, convencer ou tentar convencer mediante a apresentação de razões, em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente.”
(Othon M. Garcia)

A Retórica é a ciência que reúne técnicas de organização do discurso utilizadas com o intuito de convencer um interlocutor por meio de estratégias linguísticas, argumentativas e estruturais, chamados neste estudo recursos retóricos ou argumentativos, que fazem determinado conteúdo ou informação mais potente e persuasivo. Ainda que na Antiguidade Clássica, em especial na Grécia, esteja a origem dessa ciência e o uso consciente e predominantemente oral dessas técnicas, na maioria das vezes, em favor da dialética e da democracia, posteriormente, ela passou a ser vista como sinônimo de discursos empolados, vazios ou mal intencionados.
Essa concepção equivocada era frequentemente associada aos estudos retóricos até o início do século XX, quando princípios dessa ciência passaram a ser estudados com mais seriedade e menos afetação. Hoje, além de ser amplamente estudada na academia, ela pode ser percebida também com grande intensidade no processo de construção de diversos discursos escritos, ou mesmo em naqueles que contenham linguagem verbal e não verbal ao mesmo tempo, como é o caso muito frequentemente estudado do discurso da propaganda e da arte sequencial.
Assim, a Retórica manifesta-se em diversos contextos e por muitos meios na sociedade atual, são exemplos os casos de letras de bandas como O Rappa e Rage Against the Machine, como “Lado B Lado A” e “Freedom” respectivamente. Grande parte da obra de Chico Buarque também pode ser vista como detentora de uma intenção, às vezes, velada, de argumentar em favor de uma causa ou de uma ideologia, são exemplos as músicas “Deus lhe Pague”, “Construção”, “Cálice”, etc. Ainda que, pode-se entender que quaisquer textos carregam uma intencionalidade, o que faz deles, mesmo que de forma sutil ou quase imperceptível, exemplos de argumentação, muitas vezes, inclusive mais potentes, justamente por serem reconhecidos como não providos de argumentos ou de defesas de uma dada e determinada concepção de mundo, são exemplos a maioria das narrativas literárias que para muitos são desprovidas de argumentação, mas são, ao contrário, carregadas de concepções de mundo e de argumentação como é o caso do machismo e do maniqueísmo típicos dos contos de fadas.
Nas artes visuais, foram vários os artistas que tiveram o objetivo de, com suas obras, expor um ponto de vista acerca de um fato, um acontecimento histórico ou mesmo uma pessoa, são exemplos.

Clique abaixo para ter acesso à publicação completa.

Redação - Proposta 2017V10 - humanização das cidades (UFU, Enem e demais vestibulares.)

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“Há uma grande interrogação sobre o futuro das cidades. O processo de urbanização crescente, desordenado e defeituoso ao atendimento direto à população, principalmente em áreas mais carentes de equipamentos públicos, deixa muitas dúvidas sobre como o poder público, através de políticas publicas, aproximará os cidadãos ao direito à cidade.
Por isso, a tarefa de encontrar soluções mediatas e imediatas para o mal-estar urbano não deve estar localizada apenas nas mãos de planejadores e do estado, mas sim corrigido com a participação e fiscalização de amplos setores e sujeitos envolvidos no processo de construção social do espaço urbano. Dessa forma, reunir amplos e complexos setores da sociedade com interesses opostos exigirá esgrimar com interesses gerais e particulares, assanhando os múltiplos aspectos das relações sociais entre as duas principais classes, trabalhadores e burgueses, e outros setores sociais emanados por conflitos de interesses particulares.
Está em voga, atualmente, debater, discursar e apresentar como título de teses e seminários a palavra sustentabilidade. É um atrativo, uma fórmula para a cura dos males sociais, econômico e ambiental através de um pretenso consenso social, ou nos dias atuais, idealizar um novo “contrato social” com base no interesse comum. Razão pela qual, defende-se o meio ambiente, afastando a política, instável na sua essência, da malha decisória do planejamento do espaço urbano, encobrindo de forma indisfarçável o conflito social.
A sustentabilidade social e ambiental está travada em uma concepção mais geral de organização de sociedade, sem sustentação, o que nos leva a crer que a industrialização, promovida pelo sistema capitalista, não teve como desiderato preocupar-se com ordenamentos igualitário, territorialmente e economicamente, de todos nas cidades. Incluídos e excluídos permanecem divididos economicamente e socialmente. A palavra sustentável, dessa forma, pode não estar acima de “modelos” totalizantes que determinam a face do sistema político e social.”

Texto 02.
“O historiador da arquitetura Iain Borden disse que o surgimento da arquitetura hostil tem suas raízes no design urbano e na gestão do espaço público dos anos 1990. Esse aparecimento, afirmou ele, ‘sugere que somos cidadãos da república apenas na medida em que estamos trabalhando ou consumindo mercadorias diretamente’.
‘Por isso é aceitável, por exemplo, ficar sentado, desde que você esteja num café ou num lugar previamente determinado onde podem acontecer certas atividades tranquilas, mas não ações como realizar performances musicais, protestar ou andar de skate. É o que alguns chamam de ‘shoppinização’ do espaço público: tudo fica parecendo um shopping’.”

Texto 03.

Texto 04.

Texto 04.
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Situação 2017V10-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa em que se estabeleçam relações entre os seguintes conceitos: humanização das cidades, arquitetura hostil, consumo e exclusão social.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2017V10-B – Outros gêneros textuais – relato (Unicamp, UEL, etc.)
Faça um relato sobre uma situação vivida em que você tenha reconhecido um processo ou um evento de humanização ou de desumanização da cidade.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
6. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Situação 2017V10-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para um prefeito de uma cidade a sua escolha em que você sugira medidas para humanizar o espaço urbano em questão.

Situação 2017V10-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre as consequências em longo prazo da desumanização em curso – segundo muitos especialistas – das grandes cidades brasileiras.

Situação 2017V10-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre o futuro - no século XXII - das maiores cidades brasileiras.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Situação 2017V10-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “humanização das cidades: desafio de todos os brasileiros”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Redação - Proposta 2017V9 - economia colaborativa (UFU, Enem e demais vestibulares.)

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
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Texto 02.
“A economia colaborativa é um modelo econômico baseado no intercâmbio e na oferta de bens e serviços mediante o uso de plataformas digitais. Se inspira nas utopias de compartilhamento e em valores não mercantis, como a ajuda mútua ou a convivialidade, e também no espírito de gratuidade, mito fundador da Internet. Sua ideia principal é “o que é meu é seu”, ou seja, compartilhar em vez de possuir. O conceito básico é a troca. Se trata de conectar, pela via digital, aqueles que buscam “algo” com as pessoas que oferecem esse algo. Entre as mais conhecidas empresas que exercitam essa prática estão Netflix, Uber, Airbnb, Blabacar, etc.”

Texto 03.
“Para economizar, os paulistanos já transformaram o aplicativo Uber Pool, que permite que varias pessoas usem simultaneamente o mesmo carro, em um grande sucesso. Lançado no mês passado em São Paulo, o Pool, que deve chegar ao Rio em breve, é mais um serviço da chamada economia colaborativa, que ganha adeptos aceleradamente no país.
Segundo especialistas, a economia colaborativa é uma das principais tendência de consumo deste século. E o Brasil já é o líder entre os mercados latino-americanos em iniciativas de serviços compartilhados, segundo um relatório da IE Business School, feito em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).”

Texto 04.

Texto 05.

Situação 2017V9-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre as possibilidades que, em sua opinião, ainda não foram exploradas de economia colaborativa.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2017V9-B – Outros gêneros textuais – anúncio (Unicamp, UnB, UEL, etc.)
Faça um anúncio para um dos serviços citados no texto 05 a fim de aumentar o número de pessoas interessadas nesse tipo de economia colaborativa. O anúncio será publicado em uma revista de grande vendagem no Brasil.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
6. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Situação 2017V9-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para o presidente de uma associação ou um sindicato de taxistas com propostas para aumentar a competitividade de táxis em relação a serviços de economia colaborativa como o Uber.

Situação 2017V9-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião a respeito dos principais entraves para um crescimento ainda maior da economia colaborativa no Brasil.

Situação 2017V9-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre o impacto da economia colaborativa nas atividades econômicas normalmente vistas como tradicionais.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Situação 2017V9-F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “medidas para favorecer o desenvolvimento da economia colaborativa no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Atualidades - Leituras e indicações - Propostas 2017V9 (economia colaborativa) e 2017V10 (humanização das cidades)


Caras e caros,

Bom dia. Eis a lista desta semana. Peço atenção especial à matéria sobre Mariana pelo descaso com que essa questão tem sido tratada em nosso país. Boa semana e ótimas leituras a todos.

Tx2017-47
https://papodehomem.com.br/o-preco-do-livro-ao-redor-do-mundo/
Tx2017-48
http://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-onda-de-mariana/
Tx2017-49
http://www.select.art.br/o-que-faltava/


Humanização das cidades - Proposta 2017V10
Tx2017-50
http://www.archdaily.com.br/br/786817/jane-jacobs-e-a-humanizacao-da-cidade

Tx2017-51
http://tab.uol.com.br/cultura-urbana/#tematico-1

Tx2017-52
https://nacoesunidas.org/cidades-devem-ser-espacos-de-humanizacao-e-populacoes-de-favelas-precisam-ser-ouvidas-diz-onu/


Economia colaborativa - Proposta 2017V9

Tx2017-53
http://www.hypeness.com.br/2015/05/economia-colaborativa-como-o-senso-de-comunidade/

Tx2017-54
https://www.freetheessence.com.br/nova-economia/consumo-colaborativo/palestras-teds-economia-colaborativa/

Tx2017-55
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/09/economia/1483984486_528116.html

Tx2017-56
http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/o-mito-da-economia-colaborativa/

Proposta de redação
http://www.opera10.com.br/2017/02/redacao-proposta-2017v9-economia.html

Indicação In2017-9

Nota: um dos melhores programas de entrevistas da televisão brasileira e um dos intelectuais mais ativos da atualidade. Lenadro Karnal no Provocações do saudoso Antônio Abujamra.

Indicação In2017-10
Nota: aparentemente, um dos documentários que merecem ser vistos na atualidade por todos os homens e mulheres que esperam viver num mundo um pouco menos injusto. Ainda não assisti, mas o trailer e os envolvidos no projeto já são motivos bastantes para ser minha prioridade cinematográfica das próximas semanas.


Professor Estéfani Martins

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Projeto Livro do mundo - para alunos de todo o Ensino Médio

Projeto Livro do Mundo

“Os eruditos são aqueles que leram nos livros; mas os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo.” 
(Arthur Schopenhauer)

O que é?
O projeto Livro do Mundo consiste em uma iniciativa que envolve a equipe de Redação e Atualidades e para o qual todas as outras esquipes e disciplinas estão convidadas. Nele, os alunos de todo o Ensino Médio terão a oportunidade de conhecer semanalmente uma grande variedade de gêneros textuais, concepções, mídias, trabalhos artísticos, etc., que possam ampliar sua capacidade de leitura do mundo a partir das mais variadas e amplas indicações e referências artísticas, culturais, acadêmicas, etc.

Algumas considerações:

a.  Todos os alunos do Ensino Médio lerão e terão acesso às indicações para que, ao longo de três anos, possam ter tido a oportunidade de acessar a centenas de referências às quais não teriam acesso normalmente. Para tanto, haverá listas mensais para cada uma das séries.
b.  Todos os professores e alunos da instituição, por meio de grupo no Whatsapp ou “email”, serão informados a respeito da leitura da semana, para que, se entenderem como coerente com as discussões feitas no mesmo período por eles com os alunos, poderão incluir a leitura indicada em seus debates, avaliações, etc.
c.   Espera-se que, em breve, parte das indicações seja também produto da participação ativa de alunos, de professores das demais áreas e da coordenação na sugestão de leituras a serem feitas.

Indicações

1º ano

2017.1.1. “Tudo o que compartilhamos” – TV2, Dinamarca.
Tempo para leitura: 13 a 19 de fevereiro.
Tempo para debate: 20 a 24 de fevereiro.

2017.1.2. Michael Jackson no Super Bowl de 1993.
Beyoncé no Super Bowl de 2016.
Aprofundamento:
“Formation” – Beyonce
Tempo para leitura: 20 de fevereiro a 5 de março.
Tempo para debate: 6 a 10 de março.

2017.1.3. “Razão x emoção” – curta de animação.
Tempo para leitura: 6 a 12 de março.
Tempo para debate: 13 a 17 de março.

2017.1.4. World press photo. Concurso 2016.
Tempo para leitura: 13 a 19 de março.
Tempo para debate: 20 a 24 de março.


2º ano

2017.2.1. Plebe Rude – 1986 - “Até quando esperar”.
Grabriel o Pensador – 2001 – “Até quando?”.
Tempo para leitura: 13 a 19 de fevereiro.
Tempo para debate: 20 a 24 de fevereiro.

2017.2.2. World press photo. Concurso 2016.
Tempo para leitura: 20 de fevereiro a 5 de março.
Tempo para debate: 6 a 10 de março.

2017.2.3. Ignacio Morgado Bernal – “Razões científicas para ler mais do que lemos”.
Tempo para leitura: 6 a 12 de março.
Tempo para debate: 13 a 17 de março.

2017.2.4. Human – Entrevista com Jane (França).
Tempo para leitura: 13 a 19 de março.
Tempo para debate: 20 a 24 de março.


3º ano

2017.3.1. Pearl Jam – “Do the evolution”.
Tempo para leitura: 13 a 19 de fevereiro.
Tempo para debate: 20 a 24 de fevereiro.

2017.3.2. Texto sobre distopias (Tab-UOL).
Tempo para leitura: 20 de fevereiro a 5 de março.
Tempo para debate: 6 a 10 de março.

2017.3.3. World press photo. Concurso 2016.
Tempo para leitura: 6 a 12 de março.
Tempo para debate: 13 a 17 de março.

2017.3.4. Racionais MCs – “Nego drama”.
Tempo para leitura: 13 a 19 de março.
Tempo para debate: 20 a 24 de março.