terça-feira, 25 de outubro de 2016

Simulado Códigos e Linguagens - Opera10 CL2016-2Enem

Professor Estéfani Martins

Instruções:
- Este simulado contém 40 questões.
- Você deve dispender cerca de 2,5 minutos por questão, ou seja, esta prova deve ser realizada em aproximadamente 100 minutos.
- Cronometre seu tempo de prova.
- O gabarito será publicado no próximo fim de semana.

1 – Opera10

“Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: ‘Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!’ Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:
— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...” (Mário Quintana, “As cem melhores crônicas brasileiras”)

Depois de ler atentamente o texto acima, marque a alternativa correta acerca dele.

a) O trecho da crônica de Mario Quintana é perceptível o uso intensivo das tipologias textuais descritiva e narrativa na construção do texto, sem que haja quaisquer trechos em que haja uma momento mais incisivamente argumentativo ou opinativo.
O autor utiliza-se de comparações em grande parte do texto em questão, sempre com a ideia jocosa ou humorística de desqualificar tudo que é envolvido nessas analogias.
Pode-se dizer que a palavra “mormaço” foi personificada em função do entendimento de que ela escreve-se com o “m” maiúsculo, o que é muito comum em textos literários quando se quer personificar um lugar, um estado, um sentimento, etc.
A palavra “grandezinho” representa um uso do diminutivo com a intenção de desqualificação e desprezo em relação ao tamanho de uma pessoa.
Pode-se dizer que no trecho “...duvidosos encantos de uma coletividade democrática...” há a presença de anacoluto.

2 – Opera10

A música é uma das principais manifestações artísticas de quaisquer povos, em função não só da ancestralidade das origens dela como também pela capilaridade com que ela mistura-se a diversos momentos da vida dos mais diversos e particulares grupos de indivíduos. No Brasil, por muito tempo o samba foi o cronista maior da vida urbana brasileira e, por isso, foi trilha sonora de numerosas situações da vida de praticamente todos as pessoas que viveram em grandes cidades no Brasil entre a década de 1920 e a de 1980, especialmente na dos moradores do Rio de Janeiro. Sobre as raízes da música brasileira e do samba, marque a alternativa correta.

a)As tradições musicais indígenas são menos perceptíveis na música popular brasileira do que as europeias e as africanas, muito em função de ter sido um povo que se integrou ou foi integrado mais precariamente à cultura brasileira ao longo dos quatro séculos posteriores à chegada dos portugueses no Brasil. Isso se deu em função das limitações sociais e estéticas dos povos nativos do Brasil frente à complexidade e qualidade das realizações musicais, em especial, europeias.
b)As tradições musicais europeias chegam ao Brasil com os jesuítas e ganham diversidade cultural e estética com as migrações dos séculos XIX e XX de vários países europeus para o Brasil, que nada irão influenciar no ritmo sincopado e percussivo que surgiria no Brasil e seria chamado de samba.
c)As tradições musicais africanas desenvolveram-se inicial e majoritariamente no Brasil organizadas em torno de tradições religiosas como o Candomblé, para depois ganharem aspectos profanos e laicos, em ritmos musicais como o Samba.
d)As muitas tradições folclóricas e musicais brasileiras mostram a diversidade cultural do Brasil, ainda que também relatem a pobreza material da maioria dos brasileiros, o que determina a qualidade estética das suas produções artísticas e o preconceito justificado contra ritmos populares como o samba.
e)As primeiras manifestações musicais no Brasil foram as desenvolvidas pelos europeus, mais precisamente os jesuítas que se utilizaram da música para catequizar os povos autóctones em solo brasileiro.

3 – Opera10

Leia atentamente o texto abaixo do articulista da Folha de São Paulo Luiz Felipe Pondé e responda ao que se pede:

“Desde, no mínimo, o alto paleolítico (cerca de 70 mil anos atrás), tínhamos por hábito ficar sentados ao redor do fogo, à noite, após mais um dia de labuta, e rirmos uns dos outros, contarmos histórias uns para os outros, brincando, muitas vezes ingerindo substâncias que nos dessem experiências de ampliação de consciência, enfim, passando o tempo.
Somos uma espécie pré-histórica perdida no mundo contemporâneo, carregando nas costas e na alma nossa herança de sobreviventes a própria história.
Continuamos a apreciar coisas que nos façam rir, coisas lúdicas, fantasias, experiências que ampliem nosso cotidiano, mesmo que seja de mentirinha. Preferimos imagens a letras, na maioria esmagadora dos casos. O avanço da técnica é, e sempre será, o avanço da história do fogo em nossas vidas. E assim chegamos, do alto paleolítico ao 'Pokémon Go'.
Sei que deveria odiar o 'Pokémon Go', como membro da inteligência que sou. Mas não o odeio. Não porque não o ache mais uma evidência de como nos deixamos levar pelo "mal do capitalismo" e sua indústria do lazer e do divertimento banal. Mas a necessidade de divertimento é a mesma desde que que nos descobrimos Sapiens. Se existisse celular no alto paleolítico, estaríamos caçando Pokémons. O amor, a banalidade que nos caracteriza, leva muitos de nós ao desespero.
Aí chegamos a algo que talvez indique um certo avanço em nossa condição delirante de contemporâneos. Enquanto antes caçávamos de verdade, hoje corremos atrás de figurinhas na tela do celular. De longe, os inteligentes olham com desprezo esse miserável Sapiens em busca de divertimento a qualquer custo.
Mas essa moda passará. Apesar de todas as tentativas levadas a cabo –seja pelo "malvado mercado", seja pelos anjinhos do bem– de fazer de nós, bobos, uma espécie que ajudou a extinguir cerca de dez "parentes" competidores ao longo de milênios, resistirá a essa época de ressentidos, mimados e retardados.”

Qual a tipologia textual predominante no texto acima:

a)     Injunção.
b)      Crônica.
c)      Exposição.
d)      Artigo.
e)      Argumentação.

4 – Opera10

Leia a propaganda abaixo com atenção:

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É evidente que na construção do anúncio acima foram utilizados referências intertextuais. Segundo a teoria, qual é o tipo de intertextualidade que predomina na imagem acima:

a)     Paráfrase
b)      Citação
c)      Epígrafe
d)      Bricolagem
e)      Alusão


5 – Opera10

Leia atentamente o texto abaixo e marque a alternativa correta sobre o que se pede.

“Como forma a colaborar para um melhor esclarecimento sobre o assunto, o presente artigo pretende focalizar os aspectos da educação, educação especial e educação física dentro destas duas principais Cartas Magnas, acreditando que assim, ao resgatar um estudo das mesmas, os entendimentos educacionais são estabelecidos, carregando consigo o crescimento e dinamismo de novas atitudes mediante novos tempos.
Desta forma, iniciamos com a verificação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 que foi promulgada em 05 de outubro de 1988 a qual estabelece através do Capítulo III - Da Educação, da Cultura e do Desporto, Art. 205, que, (OLIVEIRA, 1995, p.95-96):

A Educação, direito de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Assim como,

"O dever do estado com a educação será efetivado mediante a garantia de", está enunciado como forma a garantir o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino ", pelo Art. 205 e Art. 208, inciso III, respectivamente do Capítulo III - Da Educação, da Cultura e do Desporto".

Neste mesmo Capítulo III, Seção III, o Art. 217, Inciso II, caracteriza como "dever do estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, e como direito de cada um e a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento". (OLIVEIRA, 1995, p. 98).”

A disciplina de Educação Física tem como objetivo principal na Educação Básica no Brasil oferecer

a)     treinamento para a disputa de esporte de alto desempenho.
b)   um momento de recreação para aliviar os alunos das tensões produzidas pelas demais disciplinas.
c)     um clima de competição entre os alunos para que assim eles possam evoluir mais rapidamente do ponto de vista físico.
d)    meios para que os alunos possam ser adultos saudáveis, fisicamente ativos e mais conscientes sobre o seu próprio corpo.
e)     condições para que alunos com sérias dificuldades motoras sejam reabilitados.

6 – Fuvest (adaptada)

Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque “vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva”. (...) Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo. Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é”. Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a “maçã não cai longe da árvore”. (Paulo Rónai, “Como aprendi o português e outras aventuras”.)

No texto, a função argumentativa do provérbio “Da vida nada se leva” é expressar uma filosofia de vida contrária à que está presente em “vintém poupado, vintém ganhado”. Também é contrário a esse último provérbio o ensinamento expresso em:

a)     Mais vale pão hoje do que galinha amanhã.
b)      A boa vida é mãe de todos os vícios.
c)      De grão em grão a galinha enche o papo.
d)      Devagar se vai ao longe.
e)      É melhor prevenir do que remediar.

7 – Unicamp (adaptada)

Leia o poema “Mar Português”, de Fernando Pessoa.

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


No poema, a apóstrofe, uma figura de linguagem, indica que o enunciador

a)     convoca o mar a refletir sobre a história das navegações portuguesas.
b)      apresenta o mar como responsável pelo sofrimento do povo português.
c)      revela ao mar sua crítica às ações portuguesas no período das navegações.
d)      projeta no mar sua tristeza com as consequências das conquistas de Portugal.
e)      aponta o mar como responsável pelas agruras das pessoas que esperam os marinheiros.

8 – Opera10

Leia atentamente a charge abaixo e marque a alternativa que melhor explique o humor dela:

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a)     O humor na charge constrói-se em função da prosopopeia representada pela diferença entre os brinquedos eletrônicos e os convencionais.
b)      O fato de um garoto brincar com uma miniatura de caminhão indica para o restante das crianças que ele é anacrônico assim como uma pessoa idosa ou em função de ter sido criado por uma.
c)      O humor na tira centra-se na oposição entre um modo de brincar moderno e outro visto como ultrapassado, muito em função da predileção do autor dela por aquele.
d)      O humor na tira está baseado no sarcasmo da criança que puxa uma miniatura em relação às outras.
e)      A charge exemplifica um típico caso de “bullying” a fim de denunciá-lo, pois esta é a função básica de todos os gêneros textuais associados à arte sequencial.

9 – Opera10

“Há quem diga que não existe rock brasileiro que preste, que é tudo pop, que pop é lixo cultural, etc. Se você ignora essa discussão tosca e apenas gosta de boa música brasileira, uma dica legal para presente no Dia do Rock é o livro BRock - O rock brasileiro dos anos 80.
Escrito de forma brilhante pelo jornalista Arthur Dapieve, o livro foi lançado em 1995 pela Editora 34 e está em sua terceira edição. Chamado por Dapieve de BRock, o pop-rock brasileiro que se consolidou naquela década é retratado e analisado em vários detalhes. Do começo de tudo, passando pela Jovem Guarda, Raul Seixas e Mutantes até a explosão roqueira nos anos 80, o autor dá um panorama social e político do Brasil daqueles tempos. E os clássicos são todos devidamente homenageados.
Titãs, RPM, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Blitz, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii têm capítulos próprios, tamanha sua importância à frente do movimento. Uma banda desconhecida chamada Vímana também tem um capítulo próprio, o que não causa estranheza nenhuma. Tudo porque, desta obscura banda, saíram para o estrelato os hoje veteranos Lulu Santos, Lobão e Ritchie, ícones daquele tempo.
Um outro capítulo ainda ressalta a segunda divisão do pop-rock nacional, com as bandas que eram aclamadas pela crítica e vendiam menos do que os figurões ou o contrário, vendiam bem mas nunca caíram nas graças da imprensa musical. Nessa parte, dá pra conferir um pouco da história do Capital Inicial, Ira!, Kid Abelha, Plebe Rude, Inocentes, Nenhum de Nós, Biquíni Cavadão e Camisa de Vênus.”

Sobre a década considerada a mais importante para a história do rock brasileiro, marque a alternativa correta.

a)  Muitas músicas de bandas como Titãs e Legião Urbana foram censuradas por órgãos governamentais em função do período de Ditadura Militar que o Brasil passava naquele momento.
b)    O Rock passou na década de 1980 a ser feito e consumido por jovens numa escala inédita na história brasileira graças à ajuda de FMs e de canais de televisão como a Globo.
c)   O Tropicalismo exerceu fortes e evidentes influências nos trabalhos de praticamente todas as bandas surgidas no Brasil na década de 1980.
d)  Na década de 1980, desenvolve-se especialmente no Rio de Janeiro um movimento punk que deu origem a bandas como Olho Seco, Inocentes e Ratos de Porão.
e)  Em São Paulo, na década de 1980, produziu-se rock essencialmente escapista e desinteressado de qualquer engajamento político.

10 – Opera10

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A charge acima é do artista Christophe Vorlet, chama-se “Desenvolvimento Urbano”. Apesar de ter sido feita em 2004, trata de uma questão atemporal abordada em muitas obras. Dentre os clássicos abaixo, qual obra em função especialmente do título, mas até mesmo pelo conteúdo pode ser um título alternativo para o quadrinho em questão:

a)     “O sertanejo”. José de Alencar.
b)      “Grande sertão, veredas”, João Guimarães Rosa.
c)      “Vidas secas”, Graciliano Ramos.
d)      “Os sertões”, Euclides da Cunha.
e)      “Cante lá que eu canto cá”, Patativa do Assaré.

11 – Acafe (adaptada)

Morte de bando desencadeia onda de ataques em SC

De dentro de presídios partiu o "salve" para dar início à onda de ataques que assusta Santa Catarina há mais de duas semanas. Entre as causas do levante está uma operação da Polícia Civil contra uma tentativa de assalto a um banco que terminou com cinco bandidos mortos, há mais de um mês. O Estado apurou que a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE) investigam os ataques como uma retaliação ao crescimento do número de bandidos abatidos em confrontos.
O caso registrado no dia 30 de agosto na cidade de Governador Celso Ramos seria um dos estopins para os atentados ordenados pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Na noite de 29 de agosto, por volta das 23 horas, policiais civis estavam a postos para enfrentar o bando, após rastrear por intercepções telefônicas e troca de mensagens por aplicativo de smartphone, que eles planejavam estourar caixas eletrônicos. Os policiais conseguiram abortar o crime às 3 horas, quando os criminosos foram acuados e mortos.

Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2014/10/12/morte-de-bando-desencadeia-onda-deataques-em-sc.htm. Acesso em: 16/10/2014. Fragmento adaptado.

Em conformidade com o texto, é correto o que se afirma em:

a)     De acordo com fontes do governo do Estado de Santa Catarina, da polícia e do Ministério Público Estadual, a recente onda de ataques é uma retaliação da organização criminosa PGC ao crescimento do número de bandidos mortos em confrontos com a polícia.
b)     A polícia já sabe que os bandidos mortos em Governador Celso Ramos eram filiados ao Primeiro Grupo Catarinense e tinham como objetivo conseguir dinheiro para pagar advogados.
c)      O sucesso da ação policial em Governador Celso Ramos é creditada ao uso de novas tecnologias na investigação policial, o que permite acompanhar, em tempo real, o deslocamento dos bandidos e atuar preventivamente na repressão de assaltos a bancos.
d)      A polícia e o Ministério Público de Santa Catarina têm provas de que a ordem para salvar os condenados da onda de ataques de 2013 foi dada de dentro dos presídios controlados pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
e)    Na frase “O Estado apurou que a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE) investigam os ataques como uma retaliação ao crescimento do número de bandidos abatidos em confrontos”, o emprego de letras maiúsculas não é integralmente coerente com as normas ortográficas.

12 – UFSC (adaptada)


Com base no gráfico acima, é correto afirmar que:

a)     o total de pessoas que falavam a língua indígena era menor nas terras indígenas.
b)    mais de 50% da população que falava a língua indígena estava em terras indígenas em 2010.
c)    está apenas representada a distribuição da população que falava a língua indígena em terras indígenas e fora de terras indígenas.
d)     a população que falava a língua indígena fora das terras indígenas girava em torno de 40%.
e)   todos os indígenas que moravam nas terras indígenas ou fora delas falavam a língua indígena.

13 – UFSC (adaptada)


Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o texto 1.
a)     Devido à grande população indígena nessas regiões, os municípios de Bonfim (RR), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tacuru (MS) têm, respectivamente, a língua indígena de seu povo como a única língua oficial.
b)      Em Bonfim, professores da Universidade Federal de Roraima fizeram a mediação com a Câmara dos Vereadores para que a Lei nº 21/2014 fosse aprovada, sem a participação de membros da comunidade local.
c)      Na prática, a Lei municipal nº 21/2014 obriga todos os moradores da cidade de Bonfim (RR) a serem trilíngues.
d)      O município de Bonfim (RR) tem, a partir do final de 2014, mais duas línguas oficiais além da língua oficial do Brasil: os idiomas indígenas Macuxi e Wapixana.
e)      A co-oficialização legal das línguas Macuxi e Wapixana é suficiente para que se atendam, efetivamente e de imediato, os direitos linguísticos da população previstos na Lei.

14 – UFSC


O que é possível concluir a partir da tirinha de Armandinho?
a)     Armandinho teve dificuldade em realizar o que a professora solicitou.
b)     Ele demonstra irritação com as perguntas do adulto.
c)     Ele não gosta de escrever redações curtas.
d)  As respostas de Armandinho podem ter, pelo menos, duas interpretações: ou demonstra a inocência infantil ou demonstra que ele está tentando “enrolar” o adulto.
e)     O significado da palavra “conciso” no primeiro quadrinho é complicado.

15 - UFSC
  

De acordo com a reportagem, é possível afirmar que:
a)     a epidemia de ebola está descontrolada em todo o continente africano, mas três países concentram a maioria dos casos.
b)      além de pesquisas sobre vacina, são necessários outros tipos de intervenção, como o isolamento de pacientes e o uso de novos medicamentos para combater a epidemia.
c)      as pesquisas sobre vacina contra o vírus ebola, nos Estados Unidos, foram iniciadas logo que foi registrado o surto no oeste da África e já estão bastante aceleradas.
d)      a epidemia atual infectou e matou mais de 3 mil pessoas, mas a possibilidade de proliferação do vírus é pequena.
e)      as pesquisas com os medicamentos experimentais e vacinas serão realizadas com pacientes voluntários, infectados com o vírus, para que não haja risco para pessoas saudáveis.

16 - Unifesp

Examine a tira Níquel Náusea, do cartunista Fernando Gonsales.


(Folha de S.Paulo, 18.10.2011.)

Com a fala – É o novo Drummond –, no último quadrinho, a personagem revela-se
a)     extasiada, pois considera que os versos declamados pelo amigo são líricos.
b)      raivosa, pois considera que o amigo e Drummond são péssimos poetas.
c)      irônica, pois sugere que os versos do amigo são de má qualidade.
d)      perplexa, pois considera que os versos do amigo são arte legítima.
e)      desdenhosa, pois sugere que Drummond é um poeta sem atrativos.

Leia o texto para responder às questões de números 17 e 18.

O  silêncio  é  a  matéria  significante  por  excelência,  um continuum significante. O real da comunicação é o silêncio. E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do discurso.
O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras, diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”: tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem está  irremediavelmente  constituído  pela  sua  relação  com  o simbólico.
Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos, se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e não-verbal) e significação.
Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando uma redução pela qual qualquer matéria significante fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para que lhe seja atribuído sentido.
Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal” em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras. Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade, enquanto matéria significante distinta da linguagem.
(EniOrlandi. As formas do silêncio, 1997.)

17 - Unifesp
No segundo parágrafo do texto, empregam-se as aspas no termo “condenado” para
a)     atribuir-lhe um segundo sentido, equivalente a culpado.
b)      reforçar-lhe o sentido contextual, equivalente a predestinado.
c)      marcá-lo com sentido conotativo, equivalente a reprovável.
d)      enfatizar-lhe o sentido denotativo, equivalente a desgraçado.
e)      destituí-lo do sentido literal, equivalente a buliçoso.

18 - Unifesp
Ao analisar a prevalência da linguagem verbal na comunicação social, a autora enfatiza que
a)     a exigência da comunicação implica o fim do silêncio.
b)       a essência do silêncio se perde, quando ele é traduzido pelas palavras.
c)      a  verdadeira  linguagem  prescinde  do  silêncio  e  das palavras.
d)      as  palavras  recuperam  satisfatoriamente  os  sentidos silenciados.
e)      a comunicação pelo silêncio é, de fato, irrealizável.

19 – Unifesp

Examine a tira.

(Folha de S.Paulo, 26.12.2011.)

O efeito de humor na situação apresentada decorre do fato de a personagem, no segundo quadrinho, considerar que “carinho” e “caro” sejam vocábulos
a)  derivados de um mesmo verbo.
b)  híbridos.
c)  derivados de vocábulos distintos.
d)  cognatos.
e)  formados por composição.

20 – Unemat
Assinale a alternativa que exemplifica a função metalinguística da comunicação.

a)     Faça  você  mesmo  a  decoração  de  seu quarto.  Além da economia,  você  terá  a vantagem de poder deixá-lo a sua cara!
b)     Não acho que a pena de morte seja solução contra  a  criminalidade;  para  mim,  essa medida  representa  a  própria institucionalização do crime.
c)    O  Índice  de  Desenvolvimento  Humano (IDH)  varia  de  0  a  1.  O  Brasil  apresenta IDH  de  0,699  e  ocupa  o  73º  lugar  no ranking mundial.
d)    O  planeta  pode  morrer  do  coração.  Seu sistema  circulatório  –  rios  e  oceanos  –  já não resiste a um checkup básico. 
e)     Conforme o Acordo Ortográfico, mantém-se  o  acento  da  palavra  “herói”,  mas “heroico” deixa de ser acentuada.

21 – PUC-SP

Aids no Brasil: oportunidades perdidas
Ao contrário das previsões oficiais, a epidemia da Aids ressurge com força total entre os homossexuais e as populações negligenciadas

É bem possível que muitos de nós ainda estejamos vivos para assistir ao fim da epidemia da Aids. A ciência busca freneticamente uma vacina. Já em teste, drogas menos tóxicas e de efeito prolongado prometem substituir as doses diárias que pacientes tomam por toda a vida.
(...)
Trunfo do Brasil no passado, que chegou a quebrar a patente de um medicamento, a produção local de genéricos estagnou. Até hoje laboratórios nacionais não fabricaram a prometida dose fixa combinada, que junta três remédios antiaids em um único comprimido, o que facilita a adesão ao tratamento.
No ritmo da incompetência, ministro e secretários da Saúde deveriam ser processados a cada caso de criança que nasce com HIV, um flagelo perfeitamente eliminável. Erráticos, os dados oficiais apostaram que a Aids avançaria em direção aos heterossexuais, às pessoas de baixa renda e ao interior do país. Concentrada nas áreas urbanas, a verdade é que a epidemia ressurge com força total entre os homossexuais e outras populações negligenciadas.
Costuras eleitorais permitem o triunfo do moralismo e da religião sobre a saúde pública. Campanhas dirigidas aos mais vulneráveis são censuradas, afastando a ação governamental da epidemia real. Sem mais investimentos federais no SUS, sem liderança que retome o diálogo e a mobilização social, o Brasil ficará de fora da marcha mundial para o fim da Aids.
Caio Rosenthal e Mário Scheffer.

A um conjunto de regularidades relativamente estáveis no que diz respeito à função social, produção, circulação e consumo de um texto, bem como aos seus aspectos composicionais e linguísticos, dá-se o nome de gênero textual. É por razões assim que um leitor proficiente não confunde uma receita de bolo com uma carta, uma passagem de ônibus com uma nota fiscal, por exemplo. Considerando para o texto esses mesmos aspectos, é possível afirmar que ele pertence ao gênero:

a)      Relatório
b)      Editorial
c)      Notícia
d)      Resenha
e)      Artigo de Opinião

22 – Unifesp

Considere o texto.

(Veja, 24.06.2009.)

Conforme as informações apresentadas, um título adequado ao texto é:
a)      Cai a prática de sexo casual
b)      Mais idade, mais sexo consciente.
c)      Mulheres se protegem mais no sexo.
d)      Muito sexo, pouca proteção.
e)      Sexo em tempos de internet.

Leia o texto de Clarice Lispector para responder às questões de números 23 e 24.

Quando penso na alegria voraz com que comemos galinha ao molho pardo*, dou-me conta de nossa truculência. Eu, que seria incapaz de matar uma galinha, tanto gosto delas vivas mexendo o pescoço feio e procurando minhocas. Deveríamos não comê-la e ao seu sangue? Nunca. Nós somos canibais, é preciso não esquecer. É respeitar a violência que temos. E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,  comeríamos  gente  com  seu  sangue.  Minha  falta  de coragem de matar uma galinha e no entanto comê-la morta me confunde, espanta-me, mas aceito. A nossa vida é truculenta: nasce-se com sangue e com sangue corta-se a união que  é  o  cordão  umbilical.  E  quantos  morrem  com  sangue. É preciso acreditar no sangue como parte de nossa vida. A truculência. É amor também.

(A descoberta do mundo, 1999.)

*  molho pardo: molho preparado com o sangue do próprio animal.

23 - UFJF
É correto afirmar que a voz que enuncia o texto

a)       admira a beleza das galinhas, ainda que coma com prazer o animal preparado em seu próprio sangue.
b)     argumenta em favor de ser perdoada pela transgressão de comer um animal morto.
c)      desconsidera a contradição entre comer um animal e a incapacidade, de alguns, de matá-lo com as mãos.
d)      propõe que o hábito de comer galinha ao molho pardo funciona como modo de esquecer nossa truculência natural.
e)      sugere que comer galinha ao molho pardo atende a uma violência essencialmente humana.

24 – UFJF

“É amor também.”

Esta última oração do texto

a)    tem intenção humorística, associando a morte de galinhas ao amor.
b)    explicita um paradoxo de que a violência é também amor.
c)    sintetiza a argumentação com a ideia convencional de que comer galinha ao molho pardo é amor.
d)    continua linearmente a ideia do amor pelas galinhas vivas procurando minhocas.
e)  desfaz a ideia de violência, antes desenvolvida, associada ao fato de sermos canibais.

25 - Unemat

O  You  Tube  é  hoje,  praticamente,  um  jukebox on demand. Os usuários podem montar playlists com  seus  vídeos  favoritos  ou  assistir  a  uma seleção dos mais vistos separados por região ou país, graças ao You Tube Chart.

Assinale a alternativa que indica o tema abordado no texto.

a)    O poder persuasivo do site YouTube.
b)    A possibilidade de ampliação do vocabulário técnico pela internet.
c)    A extensão dos recursos de acesso e operacionalização disponibilizados no site.
d)    O crescimento das redes de relacionamento social na internet. 
e)   A contribuição proporcionada pelo YouTube aos interesses comerciais dos usuários da WEB.

26 - UEL

Em 1816, a Missão Francesa trouxe ao Brasil um sistema formal preestabelecido no que diz respeito à arte. Dentre as questões contempladas, a de caráter documental está presente, servindo tais registros para etnólogos, historiadores e botânicos, como é o caso da prancha abaixo, cujo sistema formal se identifica, corretamente, com a estética

Figura : (Nome: Laurus nobilis; Família: Lauraceae; Livro original: Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé Flora von Deutschland, Österreich und der Schweiz, 1885.)

a)     romântica.
b)      barroca.
c)      neoclássica.
d)      renascentista.
e)      gótica.

27 - UFF
“Alguém já disse que o rococó é o barroco que não soube onde parar. Todos os estilos correm o risco de descambar para o excesso, e saber o ponto em que começa o excesso é difícil, como acertar o ponto do pudim. Quando é que o discurso político deixa de ser democrático e fica populista, ou passa de populista a demagógico? Qual o parâmetro para distinguir um estilo lírico de um estilo preciosista, o sensível do piegas, o experimental do meramente pretensioso ou – seguindo-se a máxima do Mário Quintana, segundo a qual estilo é uma dificuldade de expressão – do simplesmente incapaz? Muitos escritores novos dizem que seu maior problema é saber por onde começar. Não é. O maior problema de quem escreve (ou compõe, ou interpreta, ou, principalmente, discursa) é saber onde parar.”
Fragmento de “Robinho e o paradoxo”, Veríssimo, O Globo, 1/07/07

Rococó é o nome de um estilo que esteve em moda no século XVIII e que desenvolveu algumas das tendências do Barroco.

Assinale a afirmativa que corresponde ao sentido da frase: “Alguém já disse que o rococó é o barroco que não soube onde parar.” ( linha 1)

a)     Visto que o Barroco se caracterizou pelo uso de efeitos contrastantes, bem como pela complexidade da forma, bizarria, bombasticidade e muitas vezes ambiguidade calculada, tudo isto o separou do Rococó.
b)      Porque o Rococó é um estilo ornamental da época de Luís XV (França) tipificado pela assimetria, caracterizado pelo uso exagerado de floreados e motivos naturalistas (conchas, palmas etc.), a frase enfatiza que este sucede ao Barroco.
c)      Como o Barroco é exagerado, extravagante e irregular, a frase significa que era um estilo mais bizarro, bombástico e ambíguo do que o Rococó, destacando que este antecede àquele outro estilo.
d)      Como o Barroco, estilo de época do século XVII, caracterizou-se pela tendência ao trabalho extensivo e complexo de criação de jogos de palavras e ideias, a frase implica que o Rococó levou ao exagero essa tendência.
e)      Já que o Barroco era exagerado, extravagante, irregular e prevaleceu do fim do século XVI ao fim do século XVIII, isto teve como efeito o surgimento do Renascimento no Brasil.

28 - UEL

Observe a imagem a seguir e responda.
 Resultado de imagem para ensor
(ENSOR, J., Intriga, 1890. 0,90 x 1,50 cm. Museu Real de Artes, Antuérpia.)

Com base na imagem do pintor expressionista James Ensor e nos conhecimentos sobre o Expressionismo, assinale a alternativa correta.

a)A pintura expressionista trabalha com partes de uma mesma imagem, recompondo-as e utilizando-as ao mesmo tempo, a fim de criar várias perspectivas e dar a impressão de que um objeto pode ser visto ao mesmo tempo sob todos os ângulos.
b)Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas em vez de misturá-las previamente na paleta, os pintores expressionistas buscavam obter a vibração da luz; pesquisavam os cambiantes efeitos da luz na atmosfera e nos objetos a fim de fixá-los na tela.
c)A proposta do Expressionismo é de que a arte flua livremente a partir do inconsciente, da livre associação, com a incorporação de elementos ilógicos do sonho, da fantasia, sem se submeter a qualquer teoria vigente e a nenhuma lógica.
d)O expressionista é inclinado a deformar a realidade de modo cruel, caricatural, muitas vezes hilário; o exagero, a distorção e a dramaticidade das formas, linhas e cores revelam uma atitude emocional do artista.
e)O movimento expressionista propõe a construção de valores burgueses, utilizando-se do lirismo para afirmar conceitos da sociedade; suas manifestações são intencionalmente ordenadas e objetivam conquistar a crítica.

29 - Opera10

Sobre as muitas possibilidades artísticas permitidas pelo progresso tecnológico, especialmente em relação a computadores e “softwares”, marque a alternativa correta.

a)   A digitalização da informação, apesar de muito interessante quanto à armazenagem, não pode ser compreendida como um grande benefício para a arte porque tanto problematizou a questão da autoria como dificultou a manipulação e a criação artística.
b)      A arte digital e todas as suas variantes são resultado do progresso tecnológico, por isso pode-se afirmar que se produz melhor arte digital quanto melhor for o computador utilizado para tal fim.
c)      O design desenvolveu-se muito com o advento dos computadores, por outro lado continua um saber elitista e excludente, já que apenas equipado com computadores caros e poderosos alguém poderá de forma satisfatória manipular imagens ou vídeos.
d)    A arte digital intensificou e diversificou o processo de recorte e colagem de conteúdos com o intuito de produzir autoria a partir das relações que se estabelece entre trechos ou pedaços de obras pré-existentes. Esse processo também é facilitado por não haver direitos autorais para arquivos digitais.
e)     A animação é uma das manifestações artísticas que mais se beneficiaram do desenvolvimento tecnológico, já que a árdua produção de um filme com essa técnica foi facilitada com o advento da computação gráfica.

30 – Unesp

O texto a seguir foi extraído de uma matéria sobre o artista brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), “sinônimo de arte experimental de primeiríssima qualidade”.

“Marginal ao mercado de arte, Oiticica pouco vendeu quando vivo. Se essa situação causou desconforto à existência material do artista, foi benéfica para a sobrevida de seu trabalho. Sem dinheiro para executar tudo o que imaginava, registrou em anotações precisas o que criava, garantindo a possibilidade de as obras serem executadas no futuro, em condições mais favoráveis, mesmo em sua ausência, (...)
Cuidados premonitórios. Essas instruções manuscritas em infindáveis cadernos e datilografadas em milhares de páginas avulsas, garantiram a perenidade de sua obra, materialmente muito frágil. Hélio não usou mármore. Usou algo mais durável: a palavra, a ideia. Esses cadernos e anotações são fontes inestimáveis para historiadores e curadores. São incontornáveis pontos de partida para exposições que estão trazendo para o mundo das coisas e para o público o que era até então impalpável e restrito ao mundo das ideias.”
(Angélica de Moraes, “A dimensão do marginal”. Revista Bravo! Ano 6, nº 6, p. 46)

De acordo com o texto é possível afirmar que Hélio Oiticica:

a)   foi um marginal com grandes dotes artísticos, que não vendeu obras porque apenas as imaginou, sem concretizá-las.
b) garantiu a sobrevivência de suas ideias, escrevendo para seus seguidores orientações precisas sobre o modo como deviam tratar sua obra, que era muito frágil.
c)  tinha dons premonitórios e, por isso, ao sentir a proximidade da morte, preocupou-se em escrever instruções precisas sobre o destino que se deveria das a suas obras.
d) não tinha recursos para produzir todas as obras que imaginava, por isso fez anotações que, posteriormente, permitiram que suas ideias fossem concretizadas e apresentadas ao público.
e)  trabalhava com materiais mais frágeis do que o mármore, por isso só chegam até nos textos que ele escreveu sobre sua obra.

31 – Opera10

Leia a charge abaixo e marque a alternativa correta que contém a palavra que melhor a define:


a)     Distopia.
b)      Utopia.
c)      Destino.
d)      Anacoluto.
e)      Pesadelo.

32 – Ibmec-SP

Em "... o sufixo "ismo" (que remete a doenças)...", mostra-se o papel desse elemento na produção de efeitos de sentido. Nas alternativas a seguir, o sufixo "ismo" tem sentido pejorativo, o que confirma o comentário do autor, EXCETO em:

a)   Com o bairrismo entre paulistas e cariocas, o futebol de outros estados sempre ficou de lado e, algumas vezes, tem pouco destaque, principalmente no noticiário.
b) Cresce a oferta de produtos que contêm componentes que atuam sobre o metabolismo, reduzindo risco de doenças como o câncer.  
c)   Fanatismo religioso ou convicções ideológicas rígidas são os vírus mais poderosos da cegueira social.  
d)  O técnico apontou como um dos problemas de seu time, na etapa final, o excesso de preciosismo de alguns jogadores.
e)   Depois de mais de meio século de isolacionismo, o Japão mostra que a China não é o país a fazer opções estratégicas que determinarão o futuro da Ásia.

33. Puc-SP

UM BALNEÁRIO HISTÓRICO

Guarujá deve ter herdado o nome ("guaru-yá") do termo indígena QUE indicaria a passagem estreita entre a praia das Pitangueiras, a mais central, e a praia dos Astúrias, QUE já foi chamada de praia do Guarujá.
Além de Pitangueiras e Astúrias, a ilha tem praias mais recônditas, como Tombo e Guaíba. Tem ainda praias movimentadas, caso da Enseada, CUJA história se confunde com a do imigrante de origem libanesa Miguel Estefno; do Pernambuco / Jequitimar, ONDE reinaram a quatrocentona Veridiana da Silva Prado e o pioneiro Fernando Lee, em CUJA ilha do Arvoredo fazia experimentações com energias alternativas (eólica, das marés etc.) e colecionava plantas e aves exóticas.
Fonte: "Folha de São Paulo", 21 de agosto de 2008.

Assinale a alternativa que indica a que se referem os pronomes destacados no texto "Um Balneário histórico", na ordem em que aparecem,
a)    Guarujá; termo indígena; Enseada; Pernambuco/Jequitimar; Fernando Lee  
b)  termo indígena; praia dos Astúrias; Enseada; Pernambuco/Jequitimar; Fernando Lee  
c)    Guarujá; Pitangueiras; Enseada; Veridiana da Silva Prado; Fernando Lee  
d)  praia dos Astúrias; termo indígena; Pernambuco/Jequitimar; Enseada; Fernando Lee  
e)   Guaru-yá; praia dos Astúrias; caso da Enseada; Fernando Lee; Veridiana da Silva Prado  

34 – Puc-PR

Considere o seguinte poema de Manuel Bandeira:

POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de

[ponto expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. Diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no
[dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.

(...)

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Fonte: Manuel Bandeira, "Meus Poemas Preferidos"

Há no poema uma OPOSIÇÃO fundamental entre:
a)   As concepções da poesia modernista, abertas à livre expressão e à ousadia, e as das estéticas do passado, presas a regras formais, purismo vocabular e sentimentalismo ornamental.  
b)   O lirismo defendido pela voz poética do texto e a concepção de poesia abraçada por Shakespeare, autor citado de modo crítico no poema.
c)  O desejo de liberdade e evasão (que iguala esse texto a "Vou-me embora prá Pasargada") e a repressão política do tempo em que o texto foi composto.  
d)    As atitudes dos funcionários públicos, metódicos por dever, e às dos poetas, loucos em essência.  
e)  A poesia engajada (assumida pelo poeta) e a poesia da "arte pela arte" dos parnasianos.  
  
35 – Fuvest

Em um poema escrito em louvor de "Iracema", Manuel Bandeira afirma que, ao compor esse livro, Alencar

            "[...] escreveu o que é mais poema
            Que romance, e poema menos
            Que um mito, melhor que Vênus."

Segundo Bandeira, em "Iracema",
a)    Alencar parte da ficção literária em direção à narrativa mítica, dispensando referências a coordenadas e personagens históricas.  
b)      o caráter poemático dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário.  
c)      a mitologia tupi está para a mitologia clássica, predominante no texto, assim como a prosa está para a poesia.  
d)    ao fundir romance e poema, Alencar, involuntariamente, produziu uma lenda do Ceará, superior à mitologia clássica.  
e)     estabelece-se uma hierarquia de gêneros literários, na qual o termo superior, ou dominante, é a prosa romanesca, e o termo inferior, o mito.  
  
36 – Puc-SP

Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

O crítico Álvaro Lins, referindo-se a "Vidas Secas", obra de Graciliano Ramos, da qual se extraiu o trecho anterior, afirma que, além de ser o mais humano e comovente dos livros do autor, é "o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente". Por outro lado, merece destaque, dentre os elementos constitutivos dessa obra, a paisagem, a linguagem e o problema social.

Assim, a respeito da linguagem de "Vidas Secas", é CORRETO afirmar-se que:
a)     Apresenta um estilo seco, conciso e sem sentimentalismo, o que retira da obra a força poética e impede a presença de características estéticas.  
b)     Caracteriza-se por vocabulário erudito e próprio dos meios urbanos, marcado por estilo rebuscado e grandiloquente.  
c)     Revela um estilo seco, de frase contida, clara e correta, reduzida ao essencial e com vocabulário meticulosamente escolhido.  
d)     Apresenta grande poder descritivo e capacidade de visualização, mas apóia-se em sintaxe marcada por períodos longos e de estrutura subordinativa, o que prejudica sua compreensão.  
e)      Marca-se por estilo frouxo e sintaxe desconexa, à semelhança da própria estrutura da novela que se constrói de capítulos soltos e ordenação circular.  

37 – Mackenzie

"O senhor conhece a mulher que possui." 9Que frase! Padilha sabia alguma coisa. 10Saberia? Ou teria falado à toa? 6Conjecturas. O que desejava era ter uma certeza e acabar depressa com 3aquilo. Sim ou não.
"O senhor conhece a mulher que possui." 7Conhecia nada! 2Era justamente o que 1me tirava o apetite. 4Viver com uma pessoa na mesma casa, comendo na mesma mesa, dormindo na mesma cama, e perceber ao 8cabo de anos que ela é uma estranha! 11Meu Deus! Mas se eu ignoro o que há em mim, se esqueci 5muitos dos meus atos e nem sei o que sentia naqueles meses compridos 12de tortura!
Graciliano Ramos, São Bernardo

Assinale a alternativa CORRETA.
a)  Machado de Assis, como Graciliano Ramos, em "São Bernardo", defende a ambição de mudar de classe e a procura de um novo status, mesmo à custa de sacrifícios no plano afetivo.   
b) Aluísio de Azevedo, em "O cortiço", aproxima-se do romance naturalista de Graciliano Ramos, focalizando cenas coletivas e reduzindo as criaturas ao nível animal.   
c) Clarice Lispector, ao modo de Graciliano Ramos em "Vidas secas", vale-se intensamente da metáfora insólita, do fluxo de consciência, rejeitando o enredo que se organiza pela sucessão de fatos.   
d)  Guimarães Rosa transformou o regionalismo: se, em Graciliano Ramos, temos o regionalismo crítico, em Rosa, a modelagem da fala sertaneja, por exemplo, é feita com uma linguagem que reforça sua carga musical e semântica.   
e) Graciliano Ramos e José Lins do Rego são grandes romancistas do Nordeste, realizando, ambos, um tipo de literatura em que se evidencia a rejeição a qualquer traço memorialista, modo de se despregarem da realidade pessoal vivida.  

38 - Unifesp

ESQUECIMENTO

Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!

Florbela Espanca

Na última estrofe, o eu lírico expressa, por meio de:
a)     Hipérboles, a dificuldade de se tentar esquecer um grande amor.  
b)      Metáforas, a forma de se esquecer plenamente a pessoa amada.  
c)      Eufemismos, as contradições do amor e os sofrimentos dele decorrentes.  
d)      Metonímias, o bem-estar ligado a amar e querer esquecer.  
e)      Paradoxos, a impossibilidade de o esquecimento ser levado a cabo.  

39 – Ibmec-SP

ÁRIES (21 mar. a 20 abr.)

Lunação em signo complementar destaca importância das relações em sua vida nas próximas semanas. Cuide de sua rede social, mostre-se atencioso com as pessoas. Seu sucesso é resultado disso também e agora essa questão tem importância suprema. Cultive o tato.
(Folha de S. Paulo, Ilustrada, Astrologia, Barbara Abramo, 29 set. 2008.)

Sobre o texto, pode-se afirmar que:
a)     A ausência de subordinação torna o texto mais ágil e mais compreensível para o leitor.  
b)      O uso exclusivo de coordenação tende a torná-lo telegráfico.  
c)      O uso dos verbos no imperativo impossibilita o emprego da subordinação.  
d)      A subordinação nele existente visa a facilitar a ordenação das orações.   
e)      O uso do imperativo pode ser substituído pelo futuro do presente.  

40 – Fuvest

Assim se explicam a minha estada debaixo da janela de Capitu e a passagem de um cavaleiro, um dandy, 3como então dizíamos. Montava um belo cavalo alazão, firme na sela, rédea na mão esquerda, a direita à cinta, botas de verniz, figura e postura esbeltas: a cara não me era desconhecida. 1Tinham passado outros, e ainda outros 2viriam atrás; todos iam às suas namoradas. Era uso do tempo namorar a cavalo. Relê Alencar: "Porque um estudante (dizia um dos seus personagens de teatro de 1858) não pode estar sem estas duas coisas, um cavalo e uma namorada". Relê Álvares de Azevedo. Uma das suas poesias é destinada a contar (1851) que residia em Catumbi, e, para ver a namorada no Catete, alugara um cavalo por três mil-réis...
Machado de Assis. Dom Casmurro.

Com a frase "como então dizíamos" (ref. 3), o narrador tem por objetivo, principalmente,
a) comentar um uso linguístico de época anterior ao presente da narração.  
b) criticar o uso de um estrangeirismo que caíra em desuso.  
c) marcar o uso da primeira pessoa do plural.  
d) registrar a passagem do cavaleiro diante da janela de Capitu.  
e) condenar o modo como se falava no passado.