domingo, 28 de agosto de 2016

Redação - Proposta 2016E-11 (10 de 20) - humanização das cidades

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“A palavra gentrificação (do inglês gentrification) pode ser entendida como o processo de mudança imobiliária, nos perfis residenciais e padrões culturais, seja de um bairro, região ou cidade. Esse processo envolve necessariamente a troca de um grupo por outro com maior poder aquisitivo em um determinado espaço e que passa a ser visto como mais qualificado que o outro.
O termo é derivado de um neologismo criado pela socióloga britânica Ruth Glass em 1963, em um artigo onde ela falava sobre as mudanças urbanas em Londres (Inglaterra). Ela se referia ao “aburguesamento” do centro da cidade, usando o termo irônico “gentry”, que pode ser traduzido como “bem-nascido”, como consequência da ocupação de bairros operários pela classe média e alta londrina.”

Texto 02.
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Texto 03.
“O que é uma cidade humanizada? Tanto tem se falado nisso, e é um conceito-chave para a qualidade de vida. Saúde e educação devem ser bons e essenciais serviços prestados à população, condições inafastáveis para uma boa qualidade de vida, bem como o transporte coletivo. Mas essas exigências podem até estar atendidas e ainda assim uma cidade ser fria e distante. Qualidade de vida precisa incluir lazer e boa convivência.
Uma cidade humanizada é uma cidade em que as pessoas ganham as ruas e espaços públicos em avalanche. Tem de melhorar a segurança, portanto. Não pode um homem ser morto na pracinha da comunidade, no Fátima, com quatro tiros às 3 horas da tarde de domingo, na quadra de futebol, em meio a muitos moradores do bairro, entre eles a mulher e os filhos pequenos. Isso simplesmente afugenta as pessoas da praça para suas casas. Desumaniza por completo.
Essa cidade mais humana ainda tem, obrigatoriamente, de tratar bem os pedestres, de oferecer boas calçadas e segurança a eles. E muito espaço, quanto mais melhor. Em uma cidade mais humana, as pessoas são atraídas aos espaços públicos, para as ruas, para as praças, para os parques, para pontos de encontro. Sentem-se à vontade neles, a qualquer hora. E essa efervescência acaba, aos poucos, por se constituir em uma cultura, em uma inclinação para os encontros.”

Texto 04.
“Um coletivo de arquitetos que não querem trabalhar para construir casas de ricos à beira-mar. É assim que se define o Supersudaca, grupo de arquitetos latino-americanos que produz intervenções no espaço público ao redor do mundo. “A arquitetura ou é teoria, ou é um ato político, ou serve para melhorar a vida do público? Para nós a arquitetura é tudo isso, por isso somos o Supersudaca”, relata o chileno Juan Pablo.
O coletivo existe há 12 anos e já concretizou mais de 160 projetos. “Todos incompletos”, entretanto, segundo os membros do coletivo. “O Supersudaca não encerra seus processos. Diferente da abordagem individual do arquiteto, o coletivo adota uma forma aberta, múltipla e flexível para desenvolver seus trabalhos”, conta o uruguaio Estevão. Desse modo, projetos como a Habitação Social Experimental em Lima, no Peru, ficarão inacabados e podem adquirir uma nova trajetória. “As obras abertas estão sujeitas à reinterpretações, seja teórica, acadêmica ou de construção”, afirma Juan Pablo. “Para nós, quando uma obra se mostra incompleta, ela está pronta.”
Esses coletivos nos mostram que é cada vez mais comum ver nas metrópoles projetos de intervenção urbana por parte da própria sociedade. Seja na criação de ferramentas, apropriação de espaços, hortas urbanas, os bikers, são vários os exemplos que demonstram ser cada vez maior a necessidade das pessoas participarem da “construção” do lugar onde vivem, se envolvendo na construção de uma cidade mais humana e se apropriado dos espaços urbanos.”

Texto 05.
“Em 2008, a humanidade cruzou um limite histórico: pela primeira vez, mais pessoas passaram a viver em áreas urbanas do que rurais. Nos tornamos seres predominantemente urbanos.
O que milhares de pesquisadores, urbanistas, coletivos, ONGs, artistas e cidadãos ao redor do globo estão tentando descobrir é: como construir cidades mais humanas e sustentáveis?
Se hoje a vida acontece nas cidades  – e não há como impedir seu crescimento –, será possível impedir o seu declínio?”
Instituto Mobilidade Verde - Boa Praça - Sampapé - Café na rua - Bela Rua - A Batata Precisa de Você - Red Ocara - Conexão Urbana - Virada Sustentável - Zoom Urbanismo - Superlimão - H2C Arquitetura - Contain (IT) - Muda - Cidade Democrática - Mobilize Brasil

Situação 2016E-11A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “como transformar as cidades em espaços mais humanos”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2016E-11B - Dissertação (Uniube, USP, Unesp, etc.)
Faça sua dissertação sobre a seguinte afirmação:

Humanizar a cidade é a única forma de sobrevivermos a ela.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2016E-11C – Outros gêneros textuais - Anúncio (Unicamp, UnB, UEL, etc.)
Escreva um anúncio em que sejam defendidos pontos que sejam cruciais para tornar uma cidade mais humana. Assine o anúncio em nome de uma das organizações que assinam o manifesto citado no texto 05 desta proposta.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
6. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.