terça-feira, 5 de julho de 2016

Redação - Trabalho de julho (recuperação ou "férias")

Caras e caros,


Instruções gerais:
- para os alunos de Ensino Médio das cidades de Uberlândia e Uberaba, este trabalho deve ser entregue na primeira aula da terceira semana de aula. O objetivo é que vocês possam aproveitar os plantões da semana entre os dias 1 e 12 de agosto para resolver suas eventuais dúvidas.
- as introduções, argumentos e conclusões neste trabalho devem ser reescritos a fim de resolver não só os erros estruturais associados à falta de posicionamento, de tese, de soluções, ou qualquer outro tipo de equívoco associado às competências C2, C3 e C5, como também os erros relacionados às competências C1 e C4.
- na capa do trabalho deve conter nome completo, turma e data de entrega.
- nada precisa ser copiado para fazer os exercícios de reconstrução de introduções, argumentos ou conclusões, você precisa apenas indicar o código de cada exercício antes de começar a fazê-lo. Exemplo:

Introdução 1.1
Texto feito por você como alternativa de reconstrução do parágrafo apresentado neste trabalho.

- além dos exercícios, há seis redações com "links" abaixo. Todas devem ser entregues manuscritas na folha de redação do colégio. As questões sobre introdução, argumentação e conclusão devem ser entregues em folhas de caderno ou pautadas. Todo o trabalho deve ser entregue escrito à caneta azul ou preta.
- qualquer forma de cópia ou paráfrase nas redações ou exercícios anulará o trabalho integralmente.
- para os alunos que não ficaram com notas abaixo da média, apenas é sugerida a entrega de três das seis redações, também no primeiro dia de aula de redação da terceira semana letiva do segundo semestre de 2016.

Enfim, is as atividades para o trabalho de recuperação das turmas de primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio.

1ª atividade - Redações

- Faça as 6 (seis) propostas de redação publicadas nos "links" abaixo. Faça a proposta do Enem em todas.







2ª atividade - Análise de redações nota 1000

- Leia atentamente cada um dos textos que obtiveram nota 1000 no Enem 2015 e faça o que se pede.
  • Grife a tese.
  • Circule cada uma das palavras ou termos que correspondem a passagens argumentativas ou remetem a opiniões do autor.
  • Na conclusão, coloque entre parênteses o agente, entre colchetes o meio e entre chaves a finalidade de cada uma das propostas de intervenção.
  • Lembre-se de ter o maior capricho possível na realização dessa atividade para que ela possa ser avaliada.
  • Cada uma das redações abaixo deve ser impressa em folha independente e anexada ao trabalho.
Redações nota 1000 – Enem 2015
Tema: Persistência da violência contra a mulher

Texto 01.

A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.
Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive os de reincidência.
Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.

Texto 02.

Parte desfavorecida

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo.
Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultural geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuismo dos abusos.
Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e 2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres e não são punidos. Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.
A violência contra esse setor, portanto, ainda é uma realidade brasileira, pois há uma diminuição do valor das mulheres, além do Estado agir de forma lenta. Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Governo fazer parceria com as ONGs, em que elas possam encaminhar, mais rapidamente, os casos de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o andamento dos processos. Passa a ser a função também das instituições de educação promoverem aulas de Sociologia, História e Biologia, que enfatizem a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”

Texto 03.

Violação à dignidade feminina

Historicamente, o papel feminino nas sociedades ocidentais foi subjugado aos interesses masculinos e tal paradigma só começou a ser contestado em meados do século XX, tendo a francesa Simone de Beauvoir como expoente. Conquanto tenham sido obtidos avanços no que se refere aos direitos civis, a violência contra a mulher é uma problemática persistente no Brasil, uma vez que ela se dá- na maioria das vezes- no ambiente doméstico. Essa situação dificulta as denúncias contra os agressores, pois muitas mulheres temem expor questões que acreditam ser de ordem particular.
Com efeito, ao longo das últimas décadas, a participação feminina ganhou destaque nas representações políticas e no mercado de trabalho. As relações na vida privada, contudo, ainda obedecem a uma lógica sexista em algumas famílias. Nesse contexto, a agressão parte de um pai, irmão, marido ou filho; condição de parentesco essa que desencoraja a vítima a prestar queixas, visto que há um vínculo institucional e afetivo que ela teme romper.
Outrossim, é válido salientar que a violência de gênero está presente em todas as camadas sociais, camuflada em pequenos hábitos cotidianos. Ela se revela não apenas na brutalidade dos assassinatos, mas também nos atos de misoginia e ridicularização da figura feminina em ditos populares, piadas ou músicas. Essa é a opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu: a violação aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está –sobretudo- na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social.
Destarte, é fato que o Brasil encontra-se alguns passos à frente de outros países o combate à violência contra a mulher, por ter promulgado a Lei Maria da Penha. Entretanto, é necessário que o Governo reforce o atendimento às vítimas, criando mais delegacias especializadas, em turnos de 24 horas, para o registro de queixas. Por outro lado, uma iniciativa plausível a ser tomada pelo Congresso Nacional é a tipificação do feminicídio como crime de ódio e hediondo, no intuito de endurecer as penas para os condenados e assim coibir mais violações. É fundamental que o Poder Público e a sociedade – por meio de denúncias – combatam praticas machistas e a execrável prática do feminicídio.

Texto 04.

Conserva a Dor

O Brasil cresceu nas bases parternalistas da sociedade europeia, visto que as mulheres eram excluídas das decisões políticas e sociais, inclusive do voto. Diante desse fato, elas sempre foram tratadas como cidadãs inferiores cuja vontade tem menor validade que as demais. Esse modelo de sociedade traz diversas consequências, como a violência contra a mulher, fruto da herança social conservadora e da falta de conscientização da população.
Casos relatados cotidianamente evidenciam o conservadorismo do pensamento da população brasileira. São constantes as notícias sobre o assédio sexual sofrido por mulheres em espaços públicos, como no metrô paulistano. Essas ações e a pequena reação a fim de acabar com o problema sofrido pela mulher demonstram a normalidade da postura machista da sociedade e a permissão velada para o seu acontecimento. Esses constantes casos são frutos do pensamento machista que domina a sociedade e descende diretamente do paternalismo em que cresceu a nação.
Devido à postura machista da sociedade, a violência contra a mulher permanece na contemporaneidade, inclusive dentro do Estado. A mulher é constantemente tratada com inferioridade pela população e pelos próprios órgãos públicos. Uma atitude que demonstra com clareza esse tratamento é a culpabilização da vítima de estupro que, chegando à polícia, é acusada de causar a violência devido à roupa que estava vestindo. A violência se torna dupla, sexual e psicológica; essa, causada pela postura adotada pela população e pelos órgãos públicos frente ao estupro, causando maior sofrimento à vítima.
O pensamento conservador, machista e misógino é fruto do patriarcalismo e deve ser combatido a fim de impedir a violência contra aquelas que historicamente sofreram e foram oprimidas. Para esse fim, é necessário que o Estado aplique corretamente a lei, acolhendo e atendendo a vítima e punindo o violentador, além de promover a conscientização nas escolas sobre a igualdade de gênero e sobre a violência contra a mulher. Cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos feministas que protegem as mulheres e defendem os seus direitos, expondo a postura machista da sociedade. Dessa maneira, com apoio do Estado e da sociedade, aliado ao debate sobre a igualdade de gênero, é possível acabar com a violência contra a mulher.

Texto 05.

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente, mulheres são vítimas dessa questão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.
Segundo a História, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. Comprova-se isso pelo fato de elas poderem exercer direitos políticos, ingressarem no mercado de trabalho e escolherem suas próprias roupas muito tempo depois do gênero oposto. Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de violência contra as mulheres, corroboram a ideia de que elas são vítimas de um legado histórico-cultural. Nesse ínterim, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos a ponto de enraizar-se na sociedade contemporânea, mesmo que de forma implícita, à primeira vista.
Conforme previsto pela Constituição Brasileira, todos são iguais perante à lei, independente de cor, raça ou gênero, sendo a isonomia salarial, aquela que prevê mesmo salário para os que desempenham mesma função, também garantida por lei. No entanto, o que se observa em diversas partes do país, é a gritante diferença entre os salários de homens e mulheres, principalmente se estas foram negras. Esse fato causa extrema decepção e constrangimento a elas, as quais sentem-se inseguras e sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger as mulheres da violência, tanto física quanto moral, criando campanhas de combate à violência, além de impor leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem. Some-se a isso investimentos em educação, valorizando e capacitando os professores, no intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-estar da sociedade como um todo.

Texto 06.

O feminismo é o movimento que luta pela igualdade social, política e econômica dos gêneros. Hodiernamente, muitas conquistas em prol da garantia dessas igualdades já foram alcançadas – a exemplo do direito ao voto para as mulheres, adquirido no Governo Vargas. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência existentes na sociedade brasileira.
De acordo com o site “Mapa da Violência”, nas últimas três décadas houve um aumento de mais de 200% nos índices de feminicídio no país. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à mulher, tais como a Secretaria de Políticas para as mulheres e a Lei Maria da Penha. A existência desses mecanismos é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes de agressões contra o, erroneamente chamado, “sexo frágil.”
Mas, apesar de ser o principal tipo, não é só agressão física a responsável pelas violências contra a mulher. Devido ao caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira, o preconceito começa ainda na juventude, com o tratamento desigual dado a filhos e filhas – comumente nota-se uma maior restrição para o sexo feminino. Além disso, há a violência moral, ainda muito frequente no mercado de trabalho. Pesquisas comprovam que, no Brasil, o salário dado a homens e mulheres é diferente, mesmo com ambos exercendo a mesma função. Ademais, empresas preferem contratar funcionários do sexo masculino para não se preocuparem com uma possível licença maternidade.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a segurança da mulher brasileira. Desse modo, o Estado deve, mediante a ampliação da atuação dos órgãos competentes, assegurar o atendimento adequado às vítimas e a punição correta aos agressores. Além disso, cabe às empresas a garantia de igualdade no espaço laboral, pagando um salário justo e admitindo funcionários pela sua qualificação, livre de preconceitos. Por fim, é dever da sociedade o respeito ao sexo feminino, tratando igualmente homem e mulher. Assim, alcançar-se-á uma sociedade igualitária e de harmonia para ambos os gêneros.

Texto 07.

É inegável o fato de que, na sociedade brasileira contemporânea, a igualdade de gêneros é algo que existe apenas na teoria. Medidas como a criação da Lei Maria da Penha e da Delegacia da Mulher, apesar de auxiliarem na fiscalização contra a violência ao sexo feminino e na proteção das vítimas, são insuficientes e pouco eficazes, algo comprovado através da alta taxa de feminicídios ocorridos em nosso país, além dos enormes índices de relatos de vítimas de violência.
O aumento notório de crimes contra a mulher realizados na última década deve-se a inúmeros fatores. A completa burocracia presente nos processos de atendimento às vítimas de estupro, por exemplo, refuta mulheres que apresentam traumas e não recebem acompanhamento psicológico adequado, sendo orientadas a realizar o exame de corpo de delito, procedimento, por vezes, invasivo. Além disso, é comum que o relato da vítima tenha sua veracidade questionada, não recebendo a atenção necessária. Com o afastamento de possíveis denúncias, não há redução no número de assassinatos e de episódios violentos.
A cultura machista em que estamos inseridos dissemina valores como a culpabilização da vitima: muitas vezes, a mulher se cala porque pensa que é a culpada pela violência que sofre. Acredita-se, também, que apenas a violência física e sexual deve ser denunciada, ou que a opressão moral é algo comum. A passividade diante de tais situações cede espaço para o crescimento de comportamentos violentos dentro da sociedade.
Tendo em vista as causas dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil, é necessário que haja intervenção governamental para aprimorar os órgãos de defesa contra tais crimes, de modo a tornar o atendimento mais rápido e atencioso. O mais importante, no entanto, é atingir a origem do problema e instituir em escolas aulas obrigatórias sobre igualdade de gênero, apresentando de forma mais simples conceitos desenvolvidos, por exemplo, por Simone de Beauvoir, de modo a desconstruir desde cedo ideias preconceituosas que são potenciais estimulantes para futuros comportamentos violentos.

Texto 08.

A submissão da mulher em uma sociedade patriarcalista como a brasileira é um fato que tem origens históricas. Por todo o mundo, a figura feminina teve seus direitos cerceados e a liberdade limitada devido ao fato de ser considerada “frágil” ou “sensível”, ainda que isso não pudesse ser provado cientificamente. Tal pensamento deu margem a uma ampla subjugação da mulher e abriu portas a atos de violência a ela direcionados.
Nessa perspectiva, a sociedade brasileira ainda é pautada por uma visão machista. A liberdade feminina chega a ser tão limitada ao ponto que as mulheres que se vestem de acordo com as próprias vontades, expondo partes do corpo consideradas irreverentes, correm o risco de seres violentadas sob a justificativa de que “estavam pedindo por isso”. Esse pensamento perdura no meio social, ainda que muitas conquistas de movimento feministas – pautados no existencialismo da filósofa Simone de Beauvoir – tenham contribuído para diminuir a percepção arcaica da mulher como objeto.
Diante disso, as famílias brasileiras com acesso restrito à informação globalizada ou desavisadas a respeito dos direitos humanos continuam a pôr em prática atos atrozes em direção àquela que deveria ser o centro de gravitação do lar. A violência doméstica, em especial física e psicológica, é praticada por homens com necessidade de autoafirmação ou sob influência de drogas (com destaque para o álcool) e faz milhares de vítimas diariamente no país. Nesse sentido, a criação de leis como a do feminicídio e Maria da Penha foram essenciais para apaziguar os conflitos e dar suporte a esse grupo antes marginalizado.
Paralelo a isso, o exemplo dado pelo pai ao violentar a companheira tem como consequência a solidificação desse comportamento psicológico dos filhos. As crianças, dotadas de pouca capacidade de discernimento, sofrem ao ver a mãe sendo violentada e têm grandes chances de se tornarem adultos violentos, contribuindo para a manutenção das práticas abusivas nas gerações em desenvolvimento e dificultando a extinção desse comportamento na sociedade.
Desde os primórdios, nas primeiras sociedades formadas na Antiguidade até hoje, a mulher luta por liberdade, representatividade e respeito. O Estado pode contribuir nessa conquista ao investir em ONGs voltadas à defesa dos direitos femininos e ao mobilizar campanhas e palestras públicas em escolas, comunidades e na mídia, objetivando a exposição da problemática e o debate acerca do respeito aos direitos femininos. É importante também a criação de um projeto visando a distribuição de histórias em quadrinhos e livros nas escolas, conscientizando as crianças e jovens sobre a "igualdade de gênero" de forma interativa e divertida.

Texto 09.

Da teoria à prática

Desde o Iluminismo, já sabemos – ou deveríamos saber – que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a persistência da violência contra a mulher no Brasil em pleno século XXI, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não desejavelmente na prática. Muitos importantes passos já foram dados na tentativa de se reverter esse quadro. Entretanto, para que seja conquistada uma convivência realmente democrática, hão de ser analisadas as verdadeiras causas desse mal.
Em uma primeira abordagem, é importante sinalizar que, ainda que leis como a “Maria da Penha” tenham contribuído bastante para o crescimento do número de denúncias relacionadas à violência – física, moral, psicológica, sexual – contra a mulher, ainda se faz presente uma limitação. A questão emocional, ou seja, o medo, é uma causa que desencoraja inúmeras denúncias: muitas vezes, a suposta submissão econômica da figura feminina agrava o desconforto. Em outros casos, fora do âmbito familiar, são instrumentos da perpetuação da violência o medo de uma retaliação do agressor e a “vergonha social”, o que desestimula a busca por justiça e por direitos, peças-chave na manutenção de qualquer democracia.
Em uma análise mais aprofundada, devem ser considerados fatores culturais e educacionais brasileiros. Por muito tempo, a mulher foi vista como um ser subordinado, secundário. Esse errôneo enraizamento moral se comunica com a continuidade da suposta “diminuição” da figura feminina, o que eventualmente acarreta a manutenção de práticas de violência das mais variadas naturezas. A patriarcal cultura verde-amarela, durante muitos anos, foi de encontro aos princípios do Iluminismo e da Revolução Francesa: nesse contexto, é fundamental a reforma de valores da sociedade civil.
Torna-se evidente, portanto, que a persistência da violência contra a mulher no Brasil é grave e exige soluções imediatas, e não apenas um belo discurso. Ao Poder Judiciário, cabe fazer valer as leis já existentes, oriundas de inúmeros discursos democráticos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando mais denúncias – cumprindo, assim, o seu importante papel social. A escola, instituição formadora de valores, junto às Ong's, deve promover palestras a pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz. Talvez dessa forma a violência contra a mulher se faça presente apenas em futuros livros de história e a sociedade brasileira possa transformar os ideais iluministas em prática, e não apenas em teoria.



3ª atividade - Trabalho sobre introdução

Instruções:
- reescreva as introduções de forma a corrigir todos os problemas que você julgar pertinentes. Lembro que o foco principal desta atividade é escrevê-las novamente de forma a tornar a tese evidente e defensável em um hipotético desenvolvimento.

Introdução 1.1
“Nas últimas décadas, o poder paralelo tornou-se, para muitos especialistas em segurança pública, um problema sério de cidades como o Rio de Janeiro em função dos prejuízos para a vida cotidiana nas comunidades controladas por organizações criminosas como as milícias.”

Introdução 1.2
“Para muitos, o poder paralelo instalou-se nas periferias de muitas cidades brasileiras em função do desinteresse do Estado de garantir a essas comunidades acesso à educação, à segurança pública, à saúde de qualidade.”

Introdução 1.3
“A arte é um importante fator de intervenção social e de desenvolvimento humano, pois ela permite aos artistas e ao público de suas obras a reflexão sobre diversos temas que não só podem alterar a percepção das pessoas sobre uma variada gama de assuntos como podem ajudar a mudar para melhor a vida desses indivíduos.”

Introdução 1.4
“É histórica a escassez crônica de comida em várias regiões do planeta, em especial a que tem valor nutricional e é saudável.”

Introdução 5
“Muito se discute acerca do limite entre o público e o privado- sobretudo após as revoluções que alteraram o curso da historia mundial, como a Revolução Francesa e a Terceira Revolução industrial.”

Introdução 1.6
“Desde os tempos da antiguidade clássica, a prática de esportes valoriza o bem estar social. Nesse espectro, perante o fenômeno da globalização, o tétrade: vaidade, esporte, alimentação e saúde simbologia, de modo multidisciplinar, o escopo da sociedade moderna.”

Introdução 1.7
“Com o surgimento e evolução da tecnologia, o ser humano tornou-se, de certa forma, dependente da energia elétrica. Ela está presente na rotina de grande parte das pessoas e engloba desde itens supérfluos, como acendedores automáticos de fogões, até produtos sofisticados e de grande importância, como computadores.”

Introdução 1.8
“Desde a fundação, grande parte dos países, inclusive o Brasil, não possui igualdade de gênero. Diante disso, tem se discutido, em muitos setores da sociedade, a importância de homens e mulheres possuírem os mesmos direitos tanto na vida pessoal quanto na profissional.”

Introdução 1.9
“O escritor Aldous Huxley defende a ideia de que a instabilidade na vida é superior à felicidade. Contudo, por mais que, certamente, o sofrimento seja o melhor sentimento para se aprender, é o prazer pela realização que vivifica alguém.”

Introdução 1.10
“Há 20 ou 30 anos, pessoas obesas eram minoria no Brasil, principalmente entre jovens e crianças. Porém, no decorrer desse tempo essa situação mudou, e hoje o número de pessoas com excesso de gordura corporal é bastante alto.”

4ª atividade - Trabalho sobre argumentação


Instruções:
- reescreva os parágrafos de desenvolvimento de forma a corrigir todos os problemas que você julgar pertinentes. Lembro apenas que o foco principal desta atividade é escrevê-los novamente de forma a transformá-los em argumentos coerentes e viáveis dentro do contexto de uma prova como a do Enem.

Desenvolvimento 2.1
“O poder paralelo pode ser bem exemplificado com o caso da Iakuza, nascida no Japão, no século XVII, num tempo de prosperidade urbana, são famosos por sua honra e códigos de conduta e se dedicam a exploração do jogo, drogas, prostituição, pornografia, etc.”

Desenvolvimento 2.2
“Como mecanismo de intervenção social, a arte é muito bem vista por todos, pois permite, segundo muitos filósofos, que as pessoas que tenham contato com ela tornem-se melhores como seres humanos e como artistas.”

Desenvolvimento 2.3
“Nesse sentido, Adoção, no Direito Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado. Quando isto acontece, as responsabilidades e os direitos destes em relação ao adotado são transferidos integral ou parcialmente para os adotantes.”

Desenvolvimento 2.4
“O dinheiro público é uma riqueza gerada pela população, que, no Brasil, é usado de forma muito questionável, pois, como muitos jornais afirmam, há desvios e crimes quando se analisa a aplicação dele.”

Desenvolvimento 2.5
“Uma das formas de ser ter uma nação mais igualitária é por meio da educação infantil. Ou seja, pais e professores devem mostrar às crianças que, independente do sexo, as pessoas podem desenvolver as mesmas funções na sociedade. Isso é ilustrado a essas por intermédio de profissões que, antes, eram desempenhadas somente por homens, por exemplo, a de taxista, e hoje os são por mulheres também.”

Desenvolvimento 2.6
“A participação da juventude na construção de uma sociedade mais justa pode ser percebida nas mais variadas épocas do país, como na Abolição da Escravatura, nos protestos antiditatoriais e contra a corrupção. Essas manifestações sempre visam um Estado mais igualitário, onde prevalece a isonomia e a justiça.”

Desenvolvimento 2.7
“A contratação de um funcionário não é realizada somente perante um bom currículo é preciso ter também “boa aparência”; segundo os preceitos da sociedade contemporânea. Pessoas obesas ou magras demais têm grande dificuldade de se empregar ou, quando são empregadas ocupam posições de pouca exposição. É preciso observar a capacidade e a competência de cada indivíduo independente da aparência física.”

Desenvolvimento 2.8
“O sociólogo Sergio Buarque de Holanda, explica que o ‘’jeitinho brasileiro’’ esta encrustado também nos dirigentes do país, que enriquecem de forma ilegal enquanto a população fica cada vez mais carente dos recursos públicos básicos. A cordialidade e o carisma, analisados pelo sociólogo, são apontados como razões para o nível extremo de corrupção dos governantes. Esses, que aproveitam da fragilidade e falta de informação dos cidadãos menos favorecidos, que ficarão a mercê de suas ações, os seduzem com recursos que deveriam ser diretos do brasileiro.”

Desenvolvimento 2.9
“A participação da juventude na construção de uma sociedade mais justa pode ser percebida nas mais variadas épocas do país, como na Abolição da Escravatura, nos protestos antiditatoriais e contra a corrupção. Essas manifestações sempre visam um Estado mais igualitário, onde prevalece a isonomia e a justiça.”

Desenvolvimento 2.10
“A forma mais atual do jovem se envolver com a política é o voto. Essa escolha pode mudar totalmente a maneira com que o país irá ser gerido, por isso deve ser feita de forma consciente e crítica. Além disso, existem outras formas de participação da juventude no meio político, seja a discussão e ensino de seus ideais, seja nos protestos, os quais garantem que o apelo dessa faixa etária seja ouvido pelos administradores do país.”


5ª atividade - Trabalho sobre conclusão

Instruções:
- reescreva as conclusões abaixo de forma a corrigir todos os problemas que você julgar pertinentes. Lembro que o foco principal desta atividade é escrevê-las novamente de forma a transformá-las em conclusões com duas propostas de intervenção aplicáveis, coerentes e viáveis dentro do contexto de uma prova como a do Enem e que contenham agentes diferentes, meio e finalidade.

Conclusão 3.1
“Portanto, o congestionamento que acontece principalmente nas grandes cidades, esta longe de deixar de ser um problema. Nós, como cidadãos, que temos por obrigação achar a solução, solução esta, que poderia por outra opção de locomoção, por exemplo, a bicicleta que ajudaria o meio ambiente e ainda tornaria as pessoas mais saudáveis.”

Conclusão 3.2
“Torna-se claro, portanto, que para diminuir a taxa de homicídio é necessária a manutenção da lei atual. Além disso, é preciso haver fiscalização mais rígidas nas fronteiras com o Brasil, e que as armas não registradas encontradas pela polícia sejam retiradas de circulação. É importante também, aumentar o policiamento nas cidades brasileiras, e acabar com a impunidade dos criminosos, assim a população não verá necessidade de proteger a si mesmo, tendo um estado que garanta seu bem estar. Só assim, os brasileiros poderão sair de casa sem a preocupação de colocar em risco a própria vida.”

Conclusão 3.3
“O Brasil é um país emergente que ainda tem muito o que conquistar. A principal atitude que deve ser adotada para aumentar a qualidade de vida de seus cidadãos e melhorar seu desempenho econômico nas relações comerciais no mercado mundial é elevar seus investimentos na educação e conscientizar sua população sobre a importância dessa.”

Conclusão 3.4
“Portanto, o Governo e as pessoas brasileiras devem-se atentar a esse movimento imigratório e entender suas causas e origens. Dessa forma, os governantes podem crias leis que ajudem os imigrantes a terem, no Brasil, uma qualidade de vida melhor que seus países atualmente os oferecem. Além disso, é importante que os cidadãos brasileiros conscientizem-se acerca desse processo, de forma a se respeitar os estrangeiros e evitar ações xenofóbicas contra eles.”

Conclusão 3.5
“Portanto, os riscos inerentes à utilização da energia nuclear são maiores que as vantagens. Além disso, há outras opções mais viáveis, o que faz com que a energia nuclear não seja uma necessidade. Assim, o mais adequado para a manutenção da disponibilidade elétrica é que energia a nuclear seja substituída por eletricidade gerada por meio de fontes alternativas.”

Conclusão 3.6
Dessa forma, é importante promover a igualdade de gênero desde a infância até a vida profissional do indivíduo. Logo, isso poderá diminuir as diferenças entre homens e mulheres no Brasil e em outras sociedades.

Conclusão 3.7
“Portanto, apesar de mudanças no estilo de vida terem induzido ao aumento do número de obesos, tornando alta a quantidade de pessoas com peso acima do ideal, essa situação precisa ser revertida, devido às consequências que ela pode gerar. Para isso, é necessário que haja conscientização da população, de maneira que gere mudança de hábitos alimentares, assim como a realização de exercícios físicos com frequência e regularidade.”

Conclusão 3.8
“Dessa forma, os jovens são construtores de uma nação assim como os membros do Governo. Para tanto, aqueles fazem o máximo para disseminar seus ideais e terem seus anseios atendidos. Quase sempre com objetivos associados a ideias de inclusão e de igualdade, eles mantêm o seu foco na defesa de adequadas políticas públicas, ou seja, na busca de real equidade de direitos e deveres para todos.”

Conclusão 3.9
“Portanto, apesar de mudanças no estilo de vida terem induzido ao aumento do número de obesos, tornando alta a quantidade de pessoas com peso acima do ideal, essa situação precisa ser revertida, devido às conseqüências que ela pode gerar. Para isso, é necessário que haja conscientização da população, de maneira que gere mudança de hábitos alimentares, assim como a realização de exercícios físicos com freqüência e regularidade.”

Conclusão 3.10
“Com intuito de melhor preservar a privacidade, não só em âmbito virtual, é preciso que haja uma revisão das leis que controlam o uso das informações pessoais dos indivíduos, mesmo que por eles fornecida, pelas empresas. É possível também implementar instancias locais, em cada país, para resolver questões com usuários de redes sociais, caso seus dados sejam expostos. Além disso, os contratos de serviço para a adesão das mesmas devem estar em destaque e serem claros, medidas estabelecidas para a manutenção da vida privada.”

Instruções finais:
  • Todo o trabalho deverá ser entregue impreterivelmente para mim na terceira aula do mês de agosto, ou seja, na terceira semana de agosto.
  • Não serão aceitos trabalhos fora das especificações informada acima.
  • Quaisquer dúvidas, deixem-nas nos comentários.
Bom trabalho a todos,