domingo, 12 de junho de 2016

Redação - Proposta 2016-38 - Poder paralelo e crime organizado

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“O fenômeno das organizações criminosas não é uma realidade apenas da sociedade brasileira, visto a incidência de grandes grupos de notoriedade mundial que marcaram a história da criminalidade no decorrer do tempo, como as máfias italianas (a Cosa Nostra e Comorra, mais conhecidas), a Yakuza japonesa, Tríade chinesa, Cartel de Cali na Colômbia e as “gangs” dos Estados Unidos da América. Considerando o fato de que cada uma dessas organizações possui peculiaridades que vão da localidade geográfica ao fato gerador que as levam a associação ao crime, analisaremos brevemente as fontes históricas das principais organizações criminosas como uma forma de melhor entendermos da estrutura e seu mecanismo.”

Texto 02.
“Crime organizado é toda organização cujas atividades são destinadas a obter poder e lucro, transgredindo as leis formais das sociedades. Entre as formas de sustento do crime organizado encontram-se o tráfico de drogas, os jogos de azar, a corrupção pública e privada e a compra de ‘proteção’,
Registre-se, que no Brasil a associação criminosa derivou do movimento conhecido como cangaço, cuja atuação deu-se no sertão do Nordeste, durante os séculos XIX e XX, como uma maneira de lutar contra as atitudes de jagunços e capangas dos grandes fazendeiros, além de contestar o coronelismo. ‘Personificados na figura de Virgulino Ferreira da Silva, O Lampião, (1897-1938), os cangaceiros tinham organização hierárquica e com o tempo passaram a atuar em várias frentes ao mesmo tempo, dedicando-se a saquear vilas, fazendas e pequenas cidades, extorquir dinheiro mediante ameaça de ataque e pilhagem ou seqüestrar pessoas importantes e influentes para depois exigir resgates. Para tanto, relacionavam-se com fazendeiros e chefes políticos influentes e contavam com a colaboração de policiais corruptos, que lhes forneciam armas e munições’.
É de verificar-se que a primeira infração penal organizada no Brasil consistiu na prática do “jogo do bicho”, iniciada no século XX. Relatou-se que o Barão de Drumond criou o jogo com o intuito de arrecadar dinheiro para salvar os animais do Jardim Zoológico do Estado do Rio de Janeiro. Contudo, a idéia popularizou-se e passou a ser patrocinada por grupos organizados, os quais monopolizaram o jogo, corrompendo policiais e políticos.
Cumpre assinalar que, nas décadas de 70 e 80, outras organizações criminosas surgiram nas penitenciárias da cidade do Rio de Janeiro, como a Falange Vermelha, que nasceu no presídio da Ilha Grande e é formada por quadrilhas especializadas em roubos a bancos, o Comando Vermelho, originado no presídio Bangu I e comandado por líderes do tráfico de entorpecentes e o Terceiro Comando, dissidente do Comando Vermelho e idealizado no mesmo presídio por detentos que discordavam da prática de seqüestros de crimes comuns praticados por grupos criminosos. Vale lembrar que ‘no Estado de São Paulo, em meados da década de 90, surgiu no presídio de segurança máxima anexo à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, a organização criminosa denominada PCC – Primeiro Comando da Capital –, com atuação criminosa diversificada em diversos Estados’. O PCC patrocina rebeliões e resgates de presos, rouba bancos e carros de transporte de valores, pratica extorsão de familiares de detentos, extorsão mediante seqüestro e tráfico de entorpecentes, possuindo conexões internacionais. Ademais, assassinam membros de facções rivais, tanto dentro como fora dos presídios.
O comando vermelho é o resultado de um código de ética estabelecido dentro do sistema penitenciário a partir de idéias socialistas trazidas pelos presos políticos da ditadura militar. ‘Passou a haver um comprometimento solidário entre os homens’.”

Texto 03.
“O crime organizado se diferencia dos demais crimes por sua relação com o Estado. É fundamental esclarecer que sem essa relação o crime organizado não tomaria as amplitudes de crescimento estrutural que tem tomado, pois é este quem lhe dá condições básicas para seu estabelecimento como organização empreendedora.
Esse tipo de crime tem algumas características muito próprias, principalmente pela flexibilização que demonstra entre a atuação de crimes totalmente desaprovados pela sociedade (antijurídicos), como assassinatos, roubos, tráfico de entorpecentes, armas, desvio de verbas e fraudes generalizadas, etc., e ao mesmo tempo passar a imagem de legalidade e legitimidade, apoiada pelo regime capitalista através de braços do Estado, pela instalação de empresas que lavam o dinheiro proveniente de crimes.”

Situação 2016-38A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a charge abaixo:


Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2016-38B – Outros gêneros textuais - verbete (Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um verbete sobre o seguinte conceito: poder paralelo.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Ele deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
2. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
3. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Situação 2016-38F - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Poder paralelo: presente, passado e futuro”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.