sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Redação - Proposta 2015-Esp2 - Ódio virtual

Observação importante: esta proposta tem o objetivo de atender à demanda de alunos e internautas por assuntos mais complexos e mesmo subjetivos para motivar a criação de seus textos.


Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“A escuridão não pode expulsar a escuridão; só a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio; só o amor pode fazer isso.” (Martin Luther King)

Texto 02.
“Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todos iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir, quem era homem, quem era porco.” (“On The Road”, de Jack Kerouac)

Texto 03.
“Numa época de tecnologia avançada, o maior perigo para as ideias, para a cultura e para o espírito pode mais facilmente vir de um inimigo sorridente que de um adversário que inspira o terror e o ódio.” (Aldous Huxley)

Texto 04.

Texto 05.
“No dia 5 de março o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo, publicou um mapa de redes de admiradores das Polícias Militares no Facebook. São páginas dedicadas a defender o uso de violência contra o que chamam de “bandidos”, “vagabundos”, “assaltantes”, fazer apologia a linchamentos e ao assassinato, defender policiais, publicar fotos de pessoas “justiçadas” ou mortas violentamente, vender equipamentos bélicos e combater os direitos humanos.
Para centenas de milhares de seguidores dessas páginas, a violência é a única mediadora das relações sociais, a paz só existe se a sociedade se armar e fizer justiça com as próprias mãos, a obediência seria o valor supremo da democracia. Dentro dessa lógica, a relação com os movimentos populares só poderia ser feita através da força policial. Qualquer ato que escape à ordem ou qualquer luta por direitos é lido como um desacato à sociedade disciplinada. Um exemplo: no sábado, dia 8 de março, a página “Faca na Caveira” publicou um texto sobre o Dia Internacional das Mulheres no qual manda as feministas “se foderem”. Em uma hora, recebeu 300 likes. Até a tarde de domingo, 1473 pessoas haviam curtido o texto.
Abaixo o professor Fábio Malini explica como fez a pesquisa e analisa o discurso compartilhado por esses internautas. ‘O que estamos vendo é só a cultura do medo midiático passando a ter os seus próprios veículos’, diz ele.”

Texto 06.
“O tema da baixa qualidade e da alta temperatura dos debates na Internet me mobiliza desde a primeira coluna publicada neste blog, que conclamava a usar o potencial do mundo digital para construir cidadania e não para disseminar o ódio e a intolerância.
Mas está difícil alcançar esse objetivo... que o digam as administradoras de páginas que denunciam o assédio sexual das mulheres, as quais, pelo seu ativismo, acabam sendo elas próprias alvo das agressões que tentam combater.
Um bom exemplo é o das estudantes de ciência política da Universidade de Brasília, que no ano passado criaram a página ‘Fiu Fiu-UnB’ no Facebook. A página recebe relatos de agressão e assédio sexual. Além disso, debate e divulga iniciativas de combate à violência contra as mulheres. Ao longo do ano passado recebeu quase 200 relatos de mulheres que sofreram todo tipo de humilhação e trauma. Seu objetivo é criar uma política na Universidade que permita proteger as mulheres.
O triste e frustrante é que, quanto mais o trabalho da Fiu Fiu-UnB ganha visibilidade, mais as administradoras da página tornam-se vulneráveis a ataques pessoais, ameaças e questionamentos extremamente ofensivos. Elas não são as únicas, infelizmente. A editora da página feministssa.com, Jennifer Thorpe, conta que no ano passado seus dados pessoais foram parar no Twitter e os internautas foram convidados a enviar mensagens dizendo ‘o que gostariam de fazer com ela’”.

Situação 2015Esp2-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as causas da escalada de ódio veiculado por meio de redes sociais na atualidade.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2015Esp2-B – Outros gêneros textuais – Comentário de internet (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um texto para  ser publicado na parte de comentários do último texto de apoio da coletânea.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
6. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Situação 2015Esp2-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa a ser enviado a um “site” de sua escolha a fim de discutir o porquê de ele permitir comentários explicitamente racistas, sexistas, preconceituosos, etc., em suas páginas, textos e publicações.

Situação 2015Esp2-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre as consequências da disseminação do discurso de ódio pela internet.

Situação 2015Esp2-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre as razões da disseminação do ódio por meio da internet no Brasil.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.