sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Redação - Proposta 2015-Esp1 - Elitização do gosto e preconceito cultural

Observação importante: esta proposta tem o objetivo de atender à demanda de alunos e internautas por assuntos mais complexos e mesmo subjetivos para motivar a criação de seus textos.

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“De forma mais corriqueira e vultosa para se fazer notar, o preconceito e a elitização cultural parecem estar se arraigando cada vez mais fundo no âmago da juventude brasileira, não se fazendo necessário ampliar a busca para além dos círculos sociais mais diminutos.
É comum despender esforço para se fazer parte de um grupo, estar junto de nossos pares e similares, porém como se determina uma afinidade?
Compartilhar gostos musicais, artísticos, ideologias e opiniões tem sido o caminho mais curto para a harmonia das relações sociais, onde os semelhantes regozijam-se com a companhia alheia que lhe é conveniente e tendem a retaliar o que lhes são estranhos ou antagônicos. Seja na dicotomia simplória de Capitalismo x Socialismo, no embate histórico entre as diferentes correntes literárias ou até mesmo na definição de preferência musical, os grupos contrários se digladiam e reclamam uma superioridade sem retórica lógica, ou seja, fugaz e egocêntrica.
O próprio conceito de superioridade é erroneamente repetido nas conversas de bar, nas redes sociais ou no próprio ambiente acadêmico, dando margem para uma meritocracia cultural que serve apenas de atalho elitizador para a falta de concordância entre os diferentes setores da sociedade, se não, vejamos: é comum ter-se que a MPB com melodia bem trabalhada e com letra politizada é imensamente mais apropriada ao ouvido do que o sertanejo universitário que invoca as baladas de final de semana e a bebedeira desenfreada. Por quê? Se pensarmos que a música - como meio de entretenimento - é capaz de agradar tanto aos fãs de Geraldo Vandré como os de Michel Teló, denegrir uma em função da outra é, por si só, em vão.”

Texto 02.

Texto 03.
Você não tem problemas ao dizer que gosta de música brega? Não sente o patrulhamento?
Vou te contar um prazer secreto, agora explícito, porque eu estou te contando. Eu adoro dizer que gosto disso (música brega). Sinto um preconceito muito grande por parte da imprensa, da crítica, com relação a isso. E gosto de artistas que valorizam essa música. O Caetano faz isso, o próprio Catatau.

Mas é só na imprensa que acontece isso? Você chega a uma reunião com atores e diretores de cinema que Reginaldo Rossi é...
É do c... Reginaldo Rossi é demais. Vou mandar fazer uma camisa com isso (risos). Eu sinto mais preconceito mesmo por parte da imprensa. Quando fui fazer Hamlet, as críticas diziam que a plateia não entendia nada. Isso me dá agonia, essa elitização do gosto. Não gosto de fazer nada cabeça, inacessível, faço para a galera. E isso não significa baratear o meu trabalho. O disco mesmo da banda Sua Mãe vai ser muito criticado.”

Texto 04.
“Na tarde desta segunda-feira (29), Zeca Camargo participou do "Vídeo Show" e falou sobre as críticas que sofreu por conta de uma crônica exibida na Globo News sobre a morte de Cristiano Araújo.
Este foi o retorno de Zeca à atração que deixou em abril, após uma nova reformulação que colocou Otaviano Costa e Mônica Iozzi na apresentação ao vivo.
O jornalista estava ao lado de seus colegas do novo programa "É de Casa" - Patrícia Poeta, Cissa Guimarães, Ana Furtado, Tiago Leifert e André Marques -, que estreia em agosto nas manhãs de sábado.
Então, Zeca afirmou: "Escrevi um comentário na Globo News sobre essa cobertura e acabei sendo mal interpretado por alguns fãs. Gostaria de deixar claro que tenho a maior admiração pelo 'Cristiano Ronaldo', que não está mais com a gente. Gostaria de me desculpar com quem talvez tenha entendido mal esse texto", errando o nome do cantor, a exemplo do que já havia acontecido com Fátima Bernardes.

Entenda
Na noite deste domingo (28), Zeca Camargo fez uma crônica no "Jornal das Dez", da Globo News, falando sobre a comoção e a morte de Cristiano Araújo.
No texto, ele afirmou que a tristeza pela morte do sertanejo é questionável, já que ele era "ao mesmo tempo tão famoso e tão desconhecido". Ao longo do texto, o apresentador comentou que "fãs e pessoas que não faziam ideia de quem era Cristiano Araújo partiram para o abraço coletivo, já que funerais públicos tem algo purificador". Ele citou grandes exemplos como Ayrton Senna, Mamonas Assassinas e Michael Jackson. "Mas Cristiano Araújo?", questionou.
Em determinado momento, Zeca chega a comparar os novos ídolos sertanejos à "modinha" dos livros de colorir para adultos. Ou seja, "são fenômenos que empobrecem a cultura brasileira".
O jornalista finaliza a crônica dizendo que o Brasil "precisa de novos heróis" e de "ídolos de verdade". Ele alega que os "verdadeiros artistas", como Cazuza e Michael Jackson, estes sim merecem ser exaltados e fazem falta no cenário musical.
Zeca Camargo foi duramente criticado por milhares de internautas e artistas da música sertaneja, como Munhoz & Mariano, Henrique & Juliano, Eduardo Costa e Sorocaba.”

Situação 2015Esp1-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação acerca das razões para, mesmo sendo extremamente populares, determinados gostos associados à música sertaneja, ao funk carioca, à culinária popular, à cultura indígena ou afro-brasileira, etc., continuarem sendo duramente criticados ou ignorados por diversos setores e indivíduos da sociedade brasileira.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2015Esp1-B – Outros gêneros textuais – Resenha crítica (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma resenha crítica a respeito de um disco, um filme, uma novela, etc., de origem brasileira e de sua preferência.

Instruções gerais:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: José ou Josefa. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
6. Quanto ao número mínimo e máximo de linhas e de acordo com o vestibular pretendido, informe qual o vestibular que você irá prestar para que possamos adequar a correção às exigências do concurso escolhido.

Situação 2015Esp1-C - Carta argumentativa (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para o ministro da cultura a fim de solicitar a ele medidas para combater o preconceito cultural no Brasil.

Situação 2015Esp1-D – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre as relações entre os seguintes conceitos: preconceito, periferia e identidade nacional.

Situação 2015Esp1-E – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre os efeitos do paradoxo produzido pela coexistência de  preconceito cultural com a cultura de massas no Brasil.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.