domingo, 23 de agosto de 2015

Redação - Proposta 2015-51 - igualdade de gênero

Leia com atenção os textos abaixo:

Texto 01.
“As mulheres ganham, em média, 70% do salário dos homens pelo mesmo trabalho. Isso quer dizer que quando eles ganham mil reais, elas ganham 700. As mulheres também são minoria em cargos de chefia e pouco presentes em áreas de atuação tradicionalmente masculinas. Por outro lado, as mulheres acumulam, além do trabalho, os afazeres domésticos e os cuidados com os filhos. A desigualdade entre os gêneros é uma realidade que foi construída em anos e anos e anos de história, mas que começa a ser questionada. Por que mulheres não podem ganhar o mesmo que os homens? Por que os homens não podem ajudar a trocar a fralda dos bebês? O que parece ser impossível de mudar pode ser mudado. Basta que essa relação de igualdade entre meninos e meninas seja plantada em casa, na Educação do dia a dia. Meninos e meninas podem ser diferentes, mas são iguais em direitos e em deveres. Ou seja: devem ter as mesmas oportunidades e respeito.
Você acha que a cor azul é só para os meninos e a rosa, só para as meninas? Na sua casa, após o almoço de domingo, as mulheres vão limpar a cozinha enquanto os homens vão ver televisão? Se você respondeu positivamente a essas perguntas, então está na hora de sua família reavaliar alguns conceitos e costumes. "Os pais têm de mostrar dentro de casa que não é para o menino ir jogar futebol enquanto a menina ajuda a mãe na cozinha. Ambos devem ajudar na cozinha e ambos podem ir jogar futebol", diz Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.”

Texto 02.
gráfico percentual de muicípios com organismos de políticas para as mulheres

Texto 03.
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um Outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Entre meninas e meninos, o corpo é, primeiramente, a irradiação de uma subjetividade, o instrumento que efetua a compreensão do mundo: é através dos olhos, das mãos e não das partes sexuais que apreendem o universo. O drama do nascimento, o da desmama desenvolvem-se da mesma maneira para as crianças dos dois sexos; têm elas os mesmos interesses, os mesmos prazeres; a sucção é, inicialmente, a fonte de suas sensações mais agradáveis; passam depois por uma fase anal em que tiram, das funções excretórias que lhe são comuns, as maiores satisfações; seu desenvolvimento genital é análogo; exploram o corpo com a mesma curiosidade e a mesma indiferença; do clitóris e do pênis tiram o mesmo prazer incerto; na medida em que já se objetiva sua sensibilidade, voltam–se para a mãe: é a carne feminina, suave, lisa, elástica que suscita desejos sexuais e esses desejos são preensivos; é de uma maneira agressiva que a menina, como o menino, beija a mãe, acaricia-a, apalpa-a; têm o mesmo ciúme se nasce outra criança; manifestam-no da mesma maneira: cólera, emburramento, distúrbios urinários; recorrem aos mesmos ardis para captar o amor dos adultos.
Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, às vezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada.” (Simone de Beauvoir em “O Segundo Sexo”, volume 2. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967, 2ª edição, pp. 9-10.)

Texto 04.

Situação 2015-51A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “como promover a igualdade de gênero no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2015-51B - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre o seguinte aforismo:

"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher." (Simone de Beauvoir)

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.