domingo, 26 de abril de 2015

Redação - Proposta 2015-22 - relações de trabalho - Lei da terceirização

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“Se há um tema que está sempre presente nos debates atuais, junto com a destruição ambiental, esse tema é o do trabalho e seu corolário, o desemprego. Isso porque também não há nenhum país que, em alguma medida, não esteja vivenciando o desmoronamento do trabalho.
Em plena eclosão da mais recente crise financeira, estamos constatando a corrosão do trabalho contratado, a erosão do emprego regulamentado, que foi dominante no século 20 e que está sendo substituído pelas diversas formas alternativas de trabalho e subtrabalho, de que são exemplo o “empreendedorismo”, o “trabalho voluntário”, o “cooperativismo”, modalidades que frequentemente “substituem” o trabalho formal, gerando novos e velhos mecanismos de intensificação e mesmo autoexploração do trabalho.
Os modos de precarização do trabalho, o avanço tendencial da informalidade, o desemprego dos imigrantes, tudo isso acentua o tamanho da tragédia social em que estamos envolvidos. O emprego assalariado formal, modalidade de trabalho dominante no capitalismo da era taylorista e fordista, que magistralmente Chaplin satirizou em Tempos modernos, está se exaurindo e sendo substituído por formas de trabalho que em alguns casos se assemelham às da fase que marcou o início da Revolução Industrial. Senão, como explicar, em pleno século 21, as jornadas de trabalho que, em São Paulo, chegam a 17 horas por dia? Tudo isso nos obriga a refletir: que trabalho queremos, de que trabalho necessitamos?”

Texto 02.
“Crescimento das mulheres empregadas, aumento da informalidade e de pessoas que trabalham em casa, queda do número de trabalhadores na indústria, informatização dos locais de trabalho e dificuldades de entrada no mercado de trabalho dos que buscam o primeiro emprego e daqueles fortemente especializados, com idade próxima aos 40 anos. Essas são as principais transformações no mundo do trabalho no século XXI, segundo professores da Universidade de Brasília.
Para o professor Mário César Ferreira, do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, uma das mais importantes mudanças está na dificuldade dos jovens em ingressar no mercado de trabalho. “As empresas buscam pessoas com experiência e isso fecha as portas”, disse Ferreira. Por outro lado, os profissionais mais velhos, com idade próxima aos 40 anos, enfrentam dificuldades para se manterem em seus empregos quando são muito altamente especializados. “Aquele perfil de trabalhador especialsta em apenas um campo não fica no emprego. A procura agora é por profissionais que tenham muiltiqualificações, lavem, passem e cozinhem”, defende o professor.
Para Rejane Pitanga, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT/DF), isso acontece em consequência dos avanços da tecnologia. “As pessoas precisam se apropriar das novas tecnologias e esse é o principal desafio para as empresas, os sindicatos e os profissionais”, afirma. Rejane dá alguns exemplos práticos. “Essa apropriação passa pelos porteiros que precisam diariamente mexer com interfones e câmeras de segurança, pelas empregadas domésticas que operam microondas, máquinas de lavar e outros aparelhos cada vez mais modernos”, completa Rejane.
A redução de trabalhadores na indústria é um dos reflexos das apuradas tecnologias do século XXI. “Máquinas tomaram postos de trabalho e os trabalhadores que sobreviveram ao corte precisam frequentemente aprender a lidar com as novidades”, explica Mário César Ferreira. Outro reflexo é o aumento de trabalhadores que produzem em casa e acabam sem uma carga horária definida. “Se você ligar para esse profissional no domingo, ele te atende. As pessoas acabam trabalhando o dia inteiro, à noite e muitos prolongam para a madrugada. O trabalho não trouxe a liberdade”, avalia Roberto Gonzalez, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
CRISE ECONÔMICA – “Esse é um 1º de maio sombrio porque toda a crise recai sobre o trabalho”, sustenta o professor Sadi Dal Rosso, do Departamento de Sociologia. Para ele, o Brasil ainda caminha para se reerguer da crise econômica de 2008. “Cerca de 2 milhões de pessoas ficaram sem emprego. O Brasil recuperou até agora 1 milhão dos postos de trabalho”, disse.
Segundo Sadi, a crise gerou uma redistribuição de tarefas e isso intensificou o trabalho daqueles que não foram demitidos. Como resultado as demandas por horas extras subiram e a cobrança pela rapidez na produção também.
O professor Mário César Ferreira acredita que essas transformações afetaram diretamente na produção com erros frequentes, retrabalho e queda na produtividade. “As pessoas acabam desmotivadas e cansadas. Muitas vezes com o corpo presente e o espírito fora do ambiente de trabalho.”
ORIGEM - O Dia do Trabalhador é uma data marcada por manifestações por melhores condições de trabalho. Em 1º de maio de 1886, as ruas de Chicago, nos Estados Unidos, foram tomadas por milhares de trabalhadores. A partir desse dia, eles iniciaram uma greve que durou um mês. Durante o ano, mais de cinco mil greves aconteceram na cidade, que era o principal pólo industrial americano. A luta dos trabalhadores naquela época consistia principalmente na redução da carga horária de 48 horas semanais para 44.
Hoje, 124 anos depois, a luta dos trabalhadores brasileiros é por uma nova diminuição da jornada de trabalho - de 44 horas para 40 - sem redução de salários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/1995) está no Plenário da Câmara dos Deputados e não tem data prevista para votação.”

Texto 03.


Situação 2015-22A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “trabalho e direitos humanos no século XXI”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2015-22B - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação em que você faça um panorama sobre a terceirização do trabalho no século XXI.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2015-22C – Outros gêneros textuais – carta pessoal (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça uma carta para um amigo a fim de convencê-lo a tornar-se seu sócio em algum negócio de sua escolha. Ele deve pedir demissão de seu atual emprego para empreender junto com você.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.
7. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Situação 2015-22D - Carta argumentativa (Uniube, UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para o presidente da Câmara com o intuito de se posicionar a respeito da Lei da Terceirização do trabalho no Brasil.

Situação 2015-22E – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre os impactos, se aprovada, da Lei da Terceirização do trabalho no Brasil.

Situação 2015-22F – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre os principais desafios das relações de trabalho no Brasil do século XXI.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.

Instruções Uniube:
1. No lugar da assinatura, coloque um traço.