segunda-feira, 23 de março de 2015

Redação - Proposta 2015-16 - drogas

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.

Texto 02.
“Segundo o Conselho Nacional Antidrogas (Conad) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de um ponto de vista médico, drogas são substâncias naturais ou sintéticas usadas, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência, no estado físico ou no estado emocional de um indivíduo.
Sob um olhar antropológico, pode-se dizer que as drogas servem há milênios como um meio de aproximar os seres humanos de divindades em rituais, para o lazer e o hedonismo, para minimizar ou solucionar os efeitos de doenças ou ferimentos, para facilitar a fuga de situações desagradáveis (escapismo), para relaxar a mente e o corpo e para controlar pessoas e povos.
Essa definição de drogas inclui maconha, cocaína e heroína, mas também café, chocolate, remédios convencionais, ayahuasca, álcool e tabaco. Do ponto de vista jurídico, existem as drogas livres, que podem ser compradas sem controle (álcool e cigarro); e as de uso controlado (que podem ser compradas com receita médica); além, é claro, as ilegais ou ilícitas, que dependem na maioria das vezes de ações criminosas para serem adquiridas e consumidas.”

Texto 03.
“No combate às drogas ilícitas, vamos de mal a bem pior. Até quando insistiremos nesse autoengano policialesco-repressivo-ridículo que corrompe a sociedade e abarrota as cadeias do País?
Faço essa observação, leitor, porque será votado na Câmara um projeto de lei que endurece ainda mais as penas impostas a usuários e traficantes.
Em primeiro lugar, não sejamos ingênuos; a linha que separa essas duas categorias é para lá de nebulosa: quem usa, trafica. O universitário de família privilegiada compra droga só para ele? O menino da periferia resiste à tentação de vender uma parcela da encomenda para diminuir o custo de sua parte? Como amealha recursos o craqueiro da sarjeta, que tem por princípio não roubar nem pedir esmola?
Nas ruas, quem decide como enquadrar o portador de droga apanhado em flagrante é o policial. Entre o universitário branco de boas posses e o mulato do Capão Redondo, você consegue adivinhar quem irá preso como traficante?
Embora considerada tolerante, a legislação vigente desde 2006 agravou a situação das cadeias. Naquele ano, foram presas, por tráfico, 47 mil pessoas que correspondiam a 14% do total de presos no país. Em 2010, esse número saltou para 106 mil, ou 21% do total.
O projeto a ser votado propõe várias ações controversas, para dizer o mínimo.
Entre elas, a ênfase descabida na internação compulsória, enquanto os estudos mostram que o acompanhamento ambulatorial é a estratégia mais importante para a reinserção familiar e social dos dependentes. Isolá-los só se justifica nos casos extremos em que existe risco de morte.”

Texto 04.
“A prevalência do uso de drogas no mundo permanece estável, segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2014 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Cerca de 243 milhões de pessoas, ou 5% da população global entre 15 e 64 anos de idade, usaram drogas ilícitas em 2012. Usuários de drogas problemáticos, por outro lado, somaram por volta de 27 milhões, cerca de 0,6% da população adulta mundial, ou 1 em cada 200 pessoas.
Durante o lançamento do relatório em Viena hoje, no Dia Internacional Contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov, chama atenção para um foco maior na saúde e nos direitos humanos de todos os usuários de drogas, especialmente daqueles que fazem uso de drogas injetáveis e que vivem com HIV. "Ainda existem sérias lacunas na prestação de serviços. Nos últimos anos, apenas 1 em cada 6 usuários de drogas no mundo teve acesso ou recebeu algum tipo de tratamento para dependência de drogas a cada ano", diz ele, ressaltando que 200 mil mortes relacionadas a drogas ocorreram em 2012.
O chefe do UNODC afirma que o sucesso sustentável no controle de drogas requer um firme comprometimento internacional. Uma abordagem balanceada e compreensiva que se direcione tanto à oferta quanto à demanda deve ser apoiada por respostas baseadas em evidências, focando na prevenção, no tratamento, na reabilitação social e na integração. "Isso é particularmente importante na medida em que estamos nos aproximando da Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre o problema das drogas em 2016", diz Fedotov. Ele também chama atenção para o fato de que substâncias controladas devem ser mais amplamente disponibilizadas para fins médicos, inclusive para garantir o acesso à medicação para a dor, evitando seu uso indevido e desvio para fins ilícitos.”

Texto 05.

Situação 2015-16A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o consumo de drogas no Brasil da atualidade”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2015-16B - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação em que sejam relacionados os conceito abaixo:

Drogas: hipocrisia, senso comum e cultura.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2015-16C – Outros gêneros textuais – Relato (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um relato a respeito do processo de reabilitação de um viciado ou viciada em drogas. Escreva em primeira pessoa e em tom testemunhal.

Situação 2015-16D - Carta argumentativa (Uniube, UFU, Unicamp, UEL, etc.
Escreva uma carta argumentativa para a Presidente da República a fim de solicitar uma renovada política antidrogas em face do aparente fracasso da atual ou a escreva a fim de defender a forma como a sociedade e o Governo lidam com as drogas ilícitas na atualidade.

Situação 2015-16E – Artigo de opinião (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Redija um artigo de opinião sobre a seguinte pergunta:

É possível eliminar as drogas, mesmo as mais potentes e ilícitas, da sociedade?

Situação 2015-16F – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial sobre o uso de drogas ilícitas de forma positiva para a sociedade e eticamente aceitável pela maioria das pessoas.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.