segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Redação - Proposta 2014-59 - Enem - valorização da ciência

Proposta de redação

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“Você pode ser um cidadão educado, que lê e escreve com perfeição e, mesmo assim, ser um analfabeto científico! O analfabetismo científico é fenômeno conhecido e estudado principalmente no Primeiro Mundo. Cerca de metade da população de países adiantados desconhece noções básicas da ciência. No entanto, muitos ainda acreditam que a ciência moderna nada mais é do que uma sofisticação do senso comum.
O conhecimento do senso comum é uma habilidade espontânea da mente humana. É associativo e subjetivo e dá conta das necessidades usuais em muitas tarefas e na interação humana. Ora, se a ciência moderna resultaria diretamente de uma habilidade universal, deveríamos ter a situação contrária: a maioria das pessoas seriam capazes de compreender a ciência e pensar crítica e racionalmente. Nada disso acontece! Essa análise (ver por exemplo Alan Cromer) é reforçada por fatos históricos: a ciência não emergiu em nenhuma das grandes civilizações antigas, apenas nas condições únicas da cultura grega. Os filósofos pré-socráticos gregos adotaram a idéia revolucionária de que os fenômenos naturais teriam causas também naturais, não sendo controlados por uma divindade imprevisível. Seriam regidos por leis que poderiam ser descobertas pelo estudo e observação.
Ao lado dessa proposta ousada, os gregos também criaram a matemática como ciência, inaugurando o que chamamos de raciocínio dedutivo (do geral para o particular). Por 2 mil anos o progresso na ciência ficou restrito a avanços, na matemática principalmente. Em torno de 1600, com Nicolau Copérnico, Johannes Kepler e Galileu Galilei, a ciência renasceu. Este último inventou o método experimental e o raciocínio indutivo (do particular para o geral).”

Texto 02.
Nota: gráfico publicado pela Folha sobre o analfabetismo científico dos universitários norte-americanos.

Texto 03.
Nota: “Em 2010, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Departamento de Popularização e Difusão da C&T, e o Museu da Vida, ligado à Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, com a colaboração da Unesco, promoveram uma enquete nacional de percepção pública da C&T (Brasil, 2010). 5 A pesquisa teve como público-alvo os brasileiros e as brasileiras com idade igual ou superior a 16 anos e se baseou em um questionário estruturado com 101 perguntas, abertas ou fechadas. Entre 23 de junho e 6 de julho de 2010 foram realizadas 2.016 entrevistas, com base em uma amostra representativa do Brasil e estratificada quanto a sexo, idade, escolaridade, renda e região de moradia. 6 A margem de erro do parâmetro de estimação é de 2,18%, em nível de significância de 5%, isto é, com um intervalo de confiança de 95%.
A enquete forneceu dados ricos sobre acesso à informação de C&T, compreensão da divulgação científica, bem como comportamentos, hábitos e atitudes dos brasileiros em relação à C&T. Nesta seção realizamos uma análise aprofundada da relação entre interesse e ‘grau de informação’ (e sua associação com variáveis como educação, renda, local de moradia), e apresentamos as variáveis que estamos utilizando para mensurar o ‘grau de informação’ do indivíduo sobre C&T. Esses são nossos focos de análise para averiguar a relação entre informação e percepções dos brasileiros sobre C&T, a ser verificada na seção seguinte.”

Texto 04.
“Em 1906, o inventor mineiro Alberto Santos Dumont demonstrava para cerca de 1.000 pessoas que o homem podia voar. Um aviãozinho com forma de “T” coberto de seda japonesa, com armações de bambu e juntas de alumínio, se elevou em Paris do solo percorrendo 60 metros em 21 segundos. Aquele dia, a história lhe reservou uma página pela paternidade da aviação. Um século depois, outro brasileiro procurava a paternidade de uma nova era tecnológica também em 20 segundos. O experimento escapava do dia a dia da plateia: fazer um homem paraplégico andar. O neurocientista paulista Miguel Nicolelis, de 53 anos, chegava à abertura da Copa do Mundo para apresentar um pesado exoesqueleto robótico de plástico e alumínio que permitiria que um deficiente físico movesse seu corpo apenas imaginando que era capaz de fazê-lo.
Juliano Alves Pinto, paraplégico há sete anos, apareceu na cerimônia inaugural do Mundial vestindo o exoesqueleto e coberto pela capa que a família de Santos Dumont emprestou para a ocasião. Se na época do aeronauta tivessem existido as câmeras, seria de se esperar que o país inteiro seguisse a proeza ao vivo. Mas, na era da informação instantânea, a demonstração de Nicolelis, quando mais de um bilhão de pessoas estava colada à tevê, foi resumida a três segundos. Os três segundos mais polêmicos desta Copa do Mundo até o momento, milhares de brasileiros se indignaram ao ver tudo aquilo reduzido a uma bola rodando na grama. Dumont culpou a FIFA. Mas a FIFA replicou à Folha de São Paulo que no roteiro da cerimônia foram concedidos 30 segundos ao experimento e que o fato de que aparecesse apenas 30 segundos na televisão escapava de suas competências.”

Situação 2014/59/A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “o analfabetismo científico no Brasil da atualidade”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2014/59/B - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação sobre o seguinte aforismo:

Em uma sociedade onde a ciência e a tecnologia são agentes de mudanças econômicas e sociais, o analfabetismo científico, seja de quem for, pode ser um fator crucial para determinar decisões que afetarão nosso bem-estar social. É impossível tomar uma decisão consciente se não se tem um mínimo de entendimento sobre ciência e tecnologia, como funcionam e como podem afetar nossas vidas.” (Marcelo Knobel (Docente do Instituto de Física Gleb Wataghin e pró-reitor de graduação da Unicamp)

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2014/59/C – Outros gêneros textuais - manifesto (Unicamp, UEL, etc.)
Escreva um manifesto a favor de um sistema educacional público voltado a ajudar os alunos a entender melhor e mais eficientemente a vida e combater o analfabetismo científico.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
4. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

5. Mínimo de 10 e máximo de 30 linhas.

Situação 2014/59/D - Carta argumentativa (Uniube, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para o diretor de uma escola a sua escolha com o intuito de mobilizar a instituição a qual ele coordena para que tome medidas para combater o analfabetismo científico.

Instruções:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura faça estritamente o que estiver informado na prova ou no caderno do candidato, no caso desta proposta passe um traço (Uniube) ou deixe sem assinatura.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.