segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Atualidades - Coletânea 2014-32

Caras e caros,

Eis os textos e as referências para esta semana. Tenham especial atenção aos textos sobre água e matriz energética que são os temas das redações desta semana. Boa leitura.








http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed755_imagem_do_brasil_e_piada_no_exterior
http://www.otempo.com.br/capa/mundo/%C3%A0s-v%C3%A9speras-da-copa-imagem-do-brasil-%C3%A9-positiva-no-exterior-1.862469

Indicação 01.
Indicação 02.
Klimt, Gustav (1862-1918) pintor simbolista austríaco - 1907-08 - óleo e folha de ouro sobre tela - O beijo.
Nota: a obra “O beijo” de Gustav Klimt é uma cena de forte e simbólica conotação sexual, muito representativo da fase dourada de Klimt, que é sua mais conhecida série. Nele, o homem é definido pelas formas retangulares e a mulher, pelas circulares, além disso há submissão no gesto da mulher que, de joelhos, deixa ser abraçada pelo homem e controlada pelo homem, que, num mesmo tempo, evoca a cumplicidade e harmonia de um casal e, por outro lado, reforça os papeis tradicionais da mulher e do homem em sociedade. Esta é uma das obras mais emblemáticas do século XX e uma das mais citadas por outros artistas em trabalhos posteriores.

Indicação 03.
This girl pays the penalty for having had personal relations with the Germans. Here, in the Montelimar area, France, French civilians shave her head as punishment, 1944.
Fonte: caso alguém saiba a autoria da foto favor deixar informação nos comentários desta postagem.
Nota: Em 1944, entre outras formas de punição e humilhação, mulheres francesas que se envolveram com soldados nazistas ou que colaboraram com a ocupação nazista da França de alguma forma, foram execradas e humilhadas publicamente. Na ocasião, tinham os cabelos cortados em público e depois "desfilavam" por ruas das cidades francesas quando eram humilhadas de variadas formas pela população.

Indicação 04.


Indicação 05.
Construção
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,

Deus lhe pague.

Breve análise da letra.
http://rollingstone.uol.com.br/edicao/37/noticia-3939#imagem0

Para ouvir o disco inteiro:

Abraços,

Professor Estéfani Martins
opera10@gmail.com