segunda-feira, 19 de maio de 2014

Redação - Proposta 2014-30 - clonagem terapêutica - carta-editorial-anúncio

Leia atentamente os textos abaixo:

Texto 01.
“Drauzio – Em que consiste a técnica de clonagem terapêutica?
Mayana Zatz – A clonagem terapêutica é uma técnica que também possibilita a obtenção de células-tronco embrionárias. Vamos considerar duas hipóteses distintas.
            Primeira: se eu pegasse, por exemplo, uma célula sua, tirasse o núcleo e colocasse num óvulo sem núcleo e, quando começasse a dividir-se, eu o implantasse no útero de uma mulher, caso a gestação fosse para frente, eu teria um clone do Drauzio. Somos absoluta e frontalmente contra esse tipo de clonagem. Os experimentos feitos com a ovelha Dolly e outros animais mostraram que a clonagem é um desastre e as academias de ciências de 63 países, entre eles o Brasil, já se pronunciaram contra qualquer tentativa de clonagem reprodutiva humana. Não é nem por questão de ética. O risco de malformações é tão grande que seria o mesmo que liberar um remédio sabendo que ele mata ou deixa as pessoas aleijadas.
            A clonagem terapêutica, no entanto, pode ser usada para fabricar tecidos. Se eu pegar uma célula, tirar o núcleo, colocar num óvulo sem núcleo e ela começar a dividir-se, vou obter células-tronco com a capacidade de diferenciar-se em todos os tecidos humanos. Nesse caso, se uma pessoa sofrer uma lesão num acidente, teoricamente, posso conseguir uma medula nova ou qualquer outro órgão com a vantagem de que não serão rejeitados porque têm a mesma constituição do organismo do receptor.
            Existem, porém, pessoas que se opõem à utilização dessa técnica porque acham que vai abrir caminho para a clonagem reprodutiva, embora esteja claro que, não havendo a transferência para um útero, nunca se conseguirá produzir um clone.”

Texto 02.

Fonte: Revista Época, edição nº 512

Texto 03.
“Nos últimos anos o assunto ‘células-tronco’ tem sido muito debatido, e é objeto frequentemente exposto na mídia. Como a maioria das grandes novidades, esta área está sendo superestimada se for considerada a realidade atual, entretanto não há dúvidas de que as suas potencialidades são enormes, e pode-se esperar um novo tipo de Medicina a partir da evolução dessas pesquisas. Na verdade, o que se tem hoje é uma série de perspectivas e os resultados obtidos nas experiências em animais de pequeno porte não podem, ainda, ser extrapolados para a espécie humana. Experiências clínicas têm, entretanto, mostrado resultados alentadores.”

Texto 04.
“[…] Os defensores da clonagem encaram as possibilidades como uma espécie de libertação dos sofrimentos que presumimos fazer parte da vida: o perigo de que nosso filho nasça com uma doença fatal; o risco de precisarmos de um transplante de medula óssea e morrermos esperando; a impotência que sentimos quando confrontados com uma perda insuportável. O desafio dos pioneiros da clonagem é convencer o público de que a tecnologia em si não é imoral, embora possa ser usada imoralmente.” (Nancy Gibbs)

Texto 05.
“Desde que nasce a ciência - com a experimentação, em inícios da modernidade -, ela mantém uma relação difícil com a ética. No século 16 os bons costumes veem com horror a prática da anatomia, que, no entanto, será a condição básica para se desenvolver a medicina e também a pintura: Da Vinci não seria o mesmo se não tivesse examinado cadáveres, para desenhar o corpo humano. Nos princípios do século 20, Freud causa escândalo quando afirma a sexualidade infantil. […] Daí, a pergunta: quando criticamos um avanço científico em nome da ética, não corremos o risco de ser tão preconceituosos, em face do novo, quantos foram os que condenaram Da Vinci pela anatomia, Freud pela sexualidade infantil? E, para falar em clonagem: sua discussão ética está à altura de seu avanço científico?” (Renato Janine Ribeiro)

Texto 06.
“Por que se opor à cura e embriões com fins terapêuticos? Segundo o especialista em ética, Padre Julio Raúl Méndez, a resposta é contundente: o embrião humano tem direito à vida própria e não é lícito sacrificá-lo.
O Padre Méndez, professor titular de Ética e Deontologia Profissional na Facultade de Filosofia e Letras da Pontifícia Universidade Católica Argentina e Membro da Comissão Nacional de Ética Biomédica em representação da Conferência Episcopal Argentina, expressou que "o problema ético fundamental reside na licitude de produzir e/ou utilizar embriões humanos vivos para a preparação de células estaminais".
O sacerdote aclarou que "em base a uma análise biológica completa", o embrião humano vivo "é, a partir da fusão dos gametas, um sujeito humano com uma identidade bem definida. O estado atual da genética nos mostra que a partir da concepção já se encontra constituido um indivíduo que possui o genoma humano e só resta seu desenvolvimento no meio e com a alimentação adecuada, igual ao adulto ou o bebê já nascido".
"Desde a concepção comença seu próprio desenvolvimento, coordenado, contínuo e gradual, de tal modo que em nennhum estágio sucessivo pode ser considerado como um simples conglomerado de células", indicou. Neste sentido, precisou que "qualquer intervenção que não seja a favor do embrião, se transforma em um ato que atenta contra tal direito. Cada vida humana é 'não-disponível' como meio para qualquer vontade humana; é um terceiro a respeitar e assistir".
A clonagem de embriões para obter células estaminais, por lesionar "grave e irreparavelmente o embrião humano", interrompe "seu desenvolvimento, é um ato moralmente inaceitável".”

Situação 2014/30/A - Dissertação (Enem)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “clonagem terapêutica e saúde no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:

1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2014/30/B - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação sobre a clonagem terapêutica no Brasil e suas implicações éticas e médicas no tratamento de várias doenças ainda sem ou com baixa expectativa de cura.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Situação 2014/30/C – Editorial (UFU, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um editorial para uma revista científica ligada a uma universidade federal brasileira sobre a clonagem terapêutica e os efeitos dela para o combate a doenças graves no Brasil.

Instruções UFU:

1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.

Situação 2014/30/D – Outros gêneros textuais – anúncio (Unicamp, UEL, etc.)
Faça dois anúncios assinados primeiramente como uma organização pró-clonagem e, no segundo texto, como outra instituição contrária a prática de clonagem terapêutica a partir de células-tronco retiradas de embriões criados para esse fim.

Instruções:

1. Seu texto deve ter título.
2. Seu texto deve ter no mínimo 15 e no máximo 20 linhas.

Situação 2014/30/E - Carta argumentativa (UFU, Uniube, Unicamp, UEL, etc.)
Escreva uma carta argumentativa para uma autoridade do governo brasileiro que você julgar pertinente para propor medidas para acelerar e tornar clinicamente empregáveis as pesquisas com células-tronco no Brasil.

Instruções UFU:

1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.

Instruções Uniube:

- no lugar da assinatura, coloque um traço.