segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Redação - Proposta 2014-7 - justiceiros - dissertação-artigo de opinião

Proposta de redação

Texto 01.
Fonte: https://juventudedominicana.files.wordpress.com/2014/02/1607005_412628832206156_1356819092_n.jpg

Texto 02.

Texto 03.
Sobre Rachel Sheherazade, justiceiros e "marginaizinhos"
Porque não é cristão estimular a justiça com as próprias mãos
Por Ricardo Alexandre 5/fev 14:33

Sobre o editorial de Rachel Sheherazade no “SBT Repórter”, no qual a jornalista defende o grupo que amarrou um “marginalzinho” nu em um poste no Rio de Janeiro, gostaria de excepcionalmente usar deste espaço semi-musical para dizer o seguinte:
A teologia da libertação católica e a teologia da missão integral protestante celebrizaram o conceito do “pecado estrutural” que, apesar de ganhar corpo no século 20, remonta a São Basílio Magno (que dizia que “a fome é inadmissível, assim como indigência causada pela tua abundância” lá no século quarto) e, claro, à Bíblia e aos apóstolos. Basicamente, o conceito de pecado estrutural defende que, além dos pecados pessoais (roubar, matar, praticar a imoralidade, mentir etc.) há certo tipo de desvio da vontade de Deus que diz respeito à estrutura das coisas. Ao jeito que a sociedade se organiza, à forma com que o egoísmo, a violência e a maldade está entranhada na estrutura das nossas relações.
A bancada evangélica, por exemplo, embora julgue-se porta voz da justiça divina defendendo os valores da família (ou seja, em tese, lutando contra o pecado pessoal) cai no pecado estrutural de usar de espaço público para legislar em causa própria, ou atuar em defesa do grupo que o elegeu a custa da sociedade como um todo. Não é um conceito liberal ou marxista; pelo contrário, é um conceito muito ortodoxo teologicamente, a ponto do papa Francisco se referir a ele diversas vezes nos últimos tempos.
Provavelmente, Rachel Sheherazade, que se diz cristã, nunca ouviu falar em pecado estrutural. Não deve ter lhe ocorrido que “o marginalzinho” nu em um poste é tão vítima da estrutura corrompida quanto aquele de quem roubou. O justiceiro, cuja atitude a jornalista chama de “compreensível”, também é vítima do pecado estrutural, assim como o infeliz que foi deixado amarrado com uma trava de bicicleta no Flamengo.
Por isso, entre outros motivos, não devemos tomar a vingança em nossas mãos. Por isso não devemos estimular o ódio como paga pelo ódio. Por isso, a única saída é romper o ciclo de maldade, e não estimulá-lo.
Ela termina o texto com um sorriso sarcástico nos lábios, se dirigindo "aos que se apiedaram do marginalzinho": "Faça um favor ao Brasil, adote um bandido", disse ela, com a força e eloquência dos que já ouvem a claque imaginária ao fundo. Adotar um bandido é o que Jesus Cristo mais espera que seus seguidores façam. Que não sejamos cristãos o bastante para isso, é tristemente compreensível. Orgulhar-se disso em rede nacional, já é triste demais.
Em resumo: gostaria que meus amigos não caíssem na facilidade de acreditar que Sheherazade diz o que diz porque é evangélica. Ela diz o que diz porque é ignorante sobre as raízes de sua própria fé, e está entorpecida com a possibilidade de ser usada pelo SBT para ser “porta voz” de certo segmento da sociedade.
O segmento ignorante.


Situação 2104-7A - Dissertação (USP, Unesp, Enem, etc.)
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre a ação de justiceiros como forma de combater a violência nas cidades brasileiras, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:

1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação 2014-7B - Gêneros textuais – artigo de opinião (UFU, Uniube, Unicamp, UEL, etc.)
Faça um artigo de opinião sobre a sua concordância ou não a respeito da ação dos justiceiros contra potenciais ou reais criminosos em cidades brasileiras.

Instruções UFU:
1. Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4. Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7. Mínimo de 25 e máximo de 30 linhas.