quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Redação - Proposta de Redação 2013-02-09

Leia atentamente o texto a seguir:

A visão predominante e estereotipada de nossa sociedade sobre adolescência pode ser resumida na expressão “aborrecência”. Mais do que uma simples brincadeira com a palavra, trata-se de uma visão fundada no olhar do adulto sobre esta fase da vida. Um olhar preconceituoso que vê o adolescente por aquilo que ele não é: não é maduro, não é responsável, não é paciente, não é obediente...
Diversas explicações sobre esta fase da vida foram construídas a partir da observação de aspectos do desenvolvimento físico e psicológico do adolescente, resultando numa visão reducionista da adolescência como fase da explosão de hormônios, das tensões e conflitos por afirmação da identidade, da inquietude e da contestação dos valores dos adultos.
Ao observarmos a participação dos adolescentes nos diferentes campos da vida social, percebemos que os aspectos citados fazem parte da adolescência, mas não são toda a adolescência. Fase da vida, com características específicas de desenvolvimento, a adolescência está longe de ser um problema como pode parecer a adultos e teóricos do tema. Antes de tudo, a adolescência é uma grande oportunidade.
Oportunidade para o próprio adolescente, pois, em função do seu desenvolvimento, sua capacidade de aprendizagem é mais veloz e sua abertura para novas relações possibilita-lhe transcender ao universo familiar. Como sujeito que vai ampliando sua autonomia diante do mundo, o adolescente abre-se para novas experiências, enfrentando desafios e propondo-se a participar como parte da solução dos seus próprios problemas e dificuldades.
Oportunidade para a família, que passa a ter um sujeito que, além de demandar atenção e cuidados, pode contribuir na tomada de decisões; ajuda na solução de problemas; insere a família em novos contextos culturais, artísticos e de lazer; e interage de forma mais crítica, levando os pais e adultos a reverem suas atitudes, posturas e valores. Toda a família cresce e evolui quando o adolescente encontra nela um espaço de realização. O mito de que a adolescência é uma fase de ruptura com a família não se sustenta quando observamos o resultado da pesquisa “A voz dos adolescentes” (Unicef, 2002), que demonstrou que, entre diferentes formas de expressão, 95% dos adolescentes afirmaram ser a família o seu principal espaço de realização e de prazer, onde se sentem bem, onde buscam apoio e onde se sentem valorizados.
A adolescência é também uma grande oportunidade para a comunidade. Grupos de adolescentes fazendo teatro, música, esportes, defendendo o meio ambiente, debatendo as questões relativas à sexualidade, produzindo seus próprios meios de comunicação, organizando ações de voluntariado e assumindo responsabilidades nos grupos e associações comunitárias dão vida às comunidades e constituem-se em verdadeiros atores sociais capazes de modificar para melhor o lugar onde vivem. São adolescentes comunicadores que, na rádio comunitária, no jornalzinho que circula na escola e no grupo de teatro que debate questões como a violência, movimentam toda a comunidade com ideias novas e abordagens diferenciadas para velhos temas, gerando uma dinâmica de descobertas dos valores, da cultura, da história e das pessoas da comunidade que, em geral, são esquecidas pela supervalorização dos produtos culturais da sociedade de consumo.
A adolescência é também uma grande oportunidade para as políticas públicas. A escola, os programas de saúde, de assistências social, de trabalho, de cultura, esporte e lazer, dentre outros, podem se transformar em espaços de experiências profundas de cidadania, desde que sejam capazes de favorecer o diálogo, a participação e a presença dos adolescentes com seus saberes, desejos, sonhos e vivências.
As experiências de participação de adolescentes na gestão das políticas públicas como, por exemplo, nos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, demonstram que a simples presença de adolescentes nas plenárias do conselho modifica a agenda, obriga a um debate mais objetivo e pragmático e traz a discussão das políticas públicas para o cotidiano de suas necessidades e direitos.
Portanto, os mais de 21 milhões de adolescentes brasileiros representam uma grande  oportunidade de desenvolvimento e mudanças positivas para o país. Tratá-los como problema implica reprimir todas as forças criativas e construtivas presentes nesta fase da vida. Tratá-los como cidadãos, sujeitos de direitos e atores sociais com uma contribuição específica para a sociedade, contribuirá para fazer um mundo melhor para todos.



Situação A - Dissertação (USP, Unesp, Enem, etc.)

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa que responda à pergunta: como tornar a escola mais interessante para os adolescentes do século XXI? Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções:

1 - O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2 - O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3 - A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4 - A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5 - A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6 - A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Situação B - Gêneros textuais – Cartas (Uniube, Unicamp, UEL, etc.)

Com base nas ideias e sugestões presentes nos textos reunidos na coletânea, redija uma carta a ser endereçada ao ministro Aloizio Mercadante com o seguinte tema:

A educação de jovens como símbolo de modernidade, pioneirismo e inovação.

Instruções:

1 - Se sua escolha for a  carta argumentativa, não lhe dê um título, nem a assine, pois, nos exames seletivos das universidades, o candidato não deve ser identificado como autor da redação. No lugar da assinatura, deverá ser colocado apena um traço.
2 - A redação deve ser escrita a caneta azul ou preta, em prosa, com um mínimo de 20 (vinte) linhas das 35 (trinta e cinco) linhas contidas na folha de redação. Antes de passá-la a limpo, faça revisão do texto, observando sua adequação à modalidade escrita culta. Escreva seu texto com letra legível.

Situação C – Outros gêneros textuais – editorial (Unicamp, UEL, etc.)

Faça um editorial que funcione como um panorama sobre a relação entre juventude brasileira e escola no século XXI.

Instruções:

1 - Não copie ou parafraseie trechos da coletânea de textos.
2 - Escreva, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.

3 - Dê um título para seu texto se for pertinente no gênero textual em questão.