domingo, 12 de maio de 2013

Proposta de redação 2013-12 - COC Uberaba


Equipe de redação COC

Texto 1

Violência urbana no Brasil

É inegável que vivemos dias difíceis, a violência em toda sua plenitude tem envolvido grande parte da sociedade mundial. No Brasil, ela tem feito milhares de vítimas; em alguns casos, esse ato é praticado pela própria família, outros ocorrem nas ruas.
Ao observarmos o quadro atual da violência urbana, muitas vezes, não nos atentamos para os fatores que conduziram a tal situação, entre os quais, podemos citar o crescimento urbano desordenado. Em razão do acelerado processo de êxodo rural, as grandes cidades brasileiras absorveram um número de pessoas elevado, que não foi acompanhado pela infraestrutura urbana (emprego, moradia, saúde, educação, qualificação, entre outros); esse fato desencadeou uma série de problemas sociais graves.
A violência urbana tem ocasionado a morte de milhares de jovens no Brasil, é o principal fator de mortandade dessa faixa etária.
A criminalidade não é um “privilégio” exclusivo dos grandes centros urbanos do país, entretanto o seu crescimento é largamente maior do que em cidades menores. É nas grandes cidades brasileiras que se concentram os principais problemas sociais, como desemprego, desprovimento de serviços públicos assistenciais (postos de saúde, hospitais, escolas etc.), além da ineficiência da segurança pública. Tais problemas são determinantes para o estabelecimento e proliferação da marginalidade e, consequentemente, da criminalidade que vem acompanhada pela violência.
Os bairros marginalizados das principais cidades brasileiras respondem por aproximadamente 35% da população nacional, nesses locais pelo menos a metade das mortes são provocadas por causas violentas, como agressões e homicídios. Isso é explicado quando nos deparamos com dados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde 21% de todas as mortes são provenientes de atos violentos.
Essa situação retrata a ineficiência do Estado, que não tem disponibilizado um serviço de segurança pública eficaz à sua população. Enquanto o poder do Estado não se impõe, o crime organizado se institui como um poder paralelo, que estabelece regras de ética e conduta própria, além de implantar fronteiras para a atuação de determinada facção criminosa.
Algumas cidades do país apresentam um percentual de mortandade proveniente de atos de violência que equivale aos do Iraque, país em guerra.
O Brasil responde por 10% de todos os homicídios praticados no mundo, segundo dados de um estudo realizado a pedido do governo suíço, divulgado no ano de 2008, em Genebra.
Por Eduardo de Freitas.

Texto 2

Violência urbana

O Brasil é um país lindo, mas tem dois grandes problemas: corrupção generalizada e violência urbana. Todos os dias, de muitos modos, conversamos sobre temas ligados à violência em nossas cidades. É comum encontrarmos pessoas que sofreram algum assalto, sequestro ou tiveram algum parente assassinado. Os noticiários exploram fortemente esse tema, até porque rende ibope. Programas de televisão criam estratégias próprias para atrair a atenção do público comentando assuntos ligados à violência que ocorre nas grandes cidades. Que País é este? As pessoas não sabem mais o que fazer! Colocam grades, cachorros, cercas elétricas, constróem condomínios fechados, isolam-se, não saem à noite, vivem enclausurados. Estamos produzindo uma “cultura do medo”.
Mas, o que está acontecendo? Para mim, a violência urbana está conectada com todos os problemas sociais, educacionais, familiares e morais do nosso tempo. Não é causada por um único problema, mas por muitos ao mesmo tempo. Certamente não se trata de um tema fácil, pois está associado às condições de trabalho, moradia, educação, saúde e, sobretudo, aos valores morais que perpassam a vida dos brasileiros. A corrosão das condições sociais está vinculada à corrosão do caráter. Vivemos uma crise não somente da ética, mas também do ethos, ou seja, uma crise estrutural que atinge a base ontológica da população brasileira. Nos programas de televisão, constantemente vemos adolescentes brincando de assassinos, rindo dos que sofreram a violência do assalto e, sem nenhum motivo, foram mortos.
Todos se perguntam: O que podemos fazer para mudar essa situação? Para mim, trata-se de uma questão conjuntural e estrutural ao mesmo tempo. Uma questão social e moral que não poderá ser resolvida de imediato, como num toque de mágica, mas somente a longo prazo. Deve envolver as famílias, escolas, igrejas, ONGs, partidos políticos. Com certeza, não vamos resolver com ações isoladas, de forma individualista. É preciso uma ação coletiva, envolvendo muitos atores sociais, tais como os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, o mundo da Educação, da Cultura, da Saúde, do Trabalho e outros setores importantes da sociedade.
Além das ações práticas cotidianas, tais como policiamento maior, Rota nas ruas etc., é preciso reeducar os valores, pois muita violência está vinculada ao mundo do consumo, do mercado e do trabalho. As necessidades de consumo são tantas, e de forma tão violenta, que as pessoas ficam “loucas” para comprar um produto ou mesmo ganhar dinheiro fácil, roubando um caixa eletrônico, uma pessoa que sai do banco (saidinha) ou mesmo sequestrando de forma organizada ou espontânea.
Um novo país, com uma nova moral deve ser construído. É preciso fazer a crítica social, política e moral desse País e dessa cultura que tem produzido ladrões por todos os lados. A responsabilidade para combater a violência coibindo as ações destrutivas é de toda a sociedade, uma vez que somos nós (cidadãos) que escolhemos e controlamos os nossos governantes.

Padre José Trasferetti, colunista, articulista. Campinas, Correio Popular, 18/02/2013.

Texto 3




Texto 4



Situação A - Dissertação (UFTM, USP, Unesp, Enem, etc.)

Após analisar os textos acima, escreva uma dissertação em que sejam apresentadas as causas e as consequências da violência urbana.

Instruções:
1.   Dê um título para a sua redação.
2.   Não copie ou parafraseie trechos da coletânea de textos.
3.   Respeite as características definidoras do gênero dissertativo.
4.   Escreva, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.

Situação B - Gêneros textuais - resumo (UFU)
Considerando as informações apresentadas nos dois textos, produza um resumo.


Instruções:
1.    Após a escolha de uma das situações, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
2.    Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
3.    Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
4.    Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
5.    Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
6.    ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.
7.    Escreva, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.

Situação C – Outros gêneros textuais - editorial (Unicamp, UEL, UnB, etc.)

Após ler os textos, escreva um editorial para ser publicado em uma revista ou jornal brasileiro em que você discorra sobre a violência urbana.

Instruções:
1.   Dê um título para a sua redação.
2.   Não copie ou parafraseie trechos da coletânea de textos.
3.   Respeite as características definidoras do gênero dissertativo.
4.   Escreva, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30.