segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Itaú Cultural - uma das referências mais importantes sobre arte brasileira na internet

Itaú Cultural:

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Linguagem do teatro – conceitos, características e mixagens


Linguagem do teatro – conceitos, características e mixagens

“A vida é o pânico num teatro sem chamas.”
(Jean-Paul Sartre)

“O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia.”
(Jean Barrault)

“A vida é uma peça de teatro razoavelmente boa com um terceiro ato mal escrito.”
(Truman Capote)

"...São infindáveis as tendências do teatro contemporâneo. Há uma permanência do realismo e paralelamente uma contestação do mesmo. As tendências muitas vezes são opostas, mas freqüentemente se incorporam umas as outras..."
(Fernando Peixoto)

“Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho.”
(Arthur Schopenhauer)

            O teatro é uma arte ficcional comprometida algumas vezes consigo mesma, embora seja mais comumente associada à busca da verdade, ao respeito por valores básicos do ser humano ou pelo apuro e zelo pela realização dramática. É uma forma de arte que remonta de forma organizada ao início das grandes civilizações e - como meio de expressão espontâneo e pragmático - ao período Pré-Histórico. Essa forma de arte, fundamentada na performance, é realizada por um ator ou um conjunto de atores em um palco ou algo semelhante, em que é interpretada uma história ficcional ou não, com o auxílio de técnicos e auxiliares, sob a orientação de um diretor que encena a obra escrita por um dramaturgo. O teatro só se realiza plenamente em cena, com a presença do público, que pode inclusive participar do espetáculo como sugerem algumas experimentações teatrais no século XX.

Artes - Linguagem da dança – conceitos, características e mixagens


Linguagem da dança – conceitos, características e mixagens

"A dança é uma expressão perpendicular de um desejo horizontal."
(George Bernard Shaw)

"Quando eu nasci eu já dançava.”
(Mario de Andrade)

“A dança, por sua vez, também possui vinculações étnicas, culturais e históricas, bem como relações de gênero a serem discutidas na escola.”
(Orientações curriculares do Ensino Médio - MEC)



A dança foi uma forma de arte muito valorizada na Antiguidade Clássica, já em outras sociedades teve uma função muito pragmática associada a tradições de fertilidade, cultos religiosos, etc. Caracteriza-se por movimentos corporais coreografados ou espontâneos e improvisados, quase sempre acompanhados de uma trilha musical que sugere a cadência, a intensidade e a expressividade dos movimentos em questão. Essa manifestação artística pode ainda ser vista como uma das muitas formas de organização da linguagem corporal.
A dança, como muitas artes, pode ser vista de formas muitos diferentes por distintas comunidades, de forma de entretenimento e socialização estritamente, como é o caso dos passos de dança em carnavais de rua como o de Olinda, a uma forma de transe coletivo motivado pelo movimento circular e ritmado de fiéis de algumas religiões, como é o caso do ritual associado a comunidades religiosas como o Santo Daime. Como expressão artística, a partir de uma ótica não pragmática, a dança admite escolas específicas que produzem formas diferentes de pensar os movimentos do corpo como forma de arte.

Temas para o Enem

- Fontes de energia

Como tornar ainda mais renovável a matriz energética brasileira?

Questões relacionadas: construção da usina de Belo Monte, Acidente na usina de Fukushima, discussão do Plano Nacional de energia, construção de Angra 3, etc.

- Trânsito

Discuta medidas para melhorar a qualidade do trânsito nas grandes cidades brasileiras.

Questões relacionadas: a Lei Seca, o aumento das blitz, o grande número de mortos em acidentes de trânsito no Brasil, transporte público, acidentes de trânsito envolvendo ciclistas, etc.

- Grandes eventos esportivos no Brasil - Copa do Mundo e Olimpíadas

Como o Brasil pode ser beneficiado pelo fato de ser país organizador de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas?

Como o esporte pode ser um mecanismo de inclusão social?

Questões relacionadas: o êxito da olimpíada de Barcelona de 1992, os investimentos nas cidades sede desses eventos, etc.

- Primavera árabe

A importância da democracia para o desenvolvimento das sociedades.

Jovens: mudança, transgressão e progresso.

Questões relacionadas: Impeachment do Presidente Collor, Primavera árabe, protestos na Espanha e Grécia, Occupy Wall Street,  etc.

- Drogas

Jovens e drogas: uma drama social.

Questões relacionadas: "Quebrando o tabu", descriminalização da maconha no Uruguai, a guerra contra o tráfico no México, etc.

- "Bullying"

Quais medidas podem ser adotadas para combater o "bullying" em escolas brasileiras?

Questões relacionadas: massacre de Realengo, "Tiros em Columbine", "Elefante", "Entre os muros", etc.

- Sustentabilidade

Como incentivar práticas ambientalmente sustentáveis na população brasileira?

Questões relacionadas: Rio+20, Novo Código Florestal, o problema do lixo em diversas cidades brasileiras, consumo sustentável, obsolescência programada, etc.

- Mulher

Mulher: uma força em expansão na sociedade.

Questões relacionadas: o avanço da mulher no mercado de trabalho, a quantidade crescente de mulheres que são chefes de família, Marcha das Vadias, etc.

- Crise econômica

A crise econômica como janela de oportunidade.

Questões relacionadas: a estabilidade econômica brasileira em um ambiente de crise mundial, Grécia e a crise do Euro, etc.

- Beleza, bem estar e saúde

A necessidade de incentivo à conciliação entre beleza, bem-estar e saúde na atualidade.

Questões relacionadas: epidemia de obesidade, a indústria das dietas, a imposição de modelos de beleza inalcançáveis para a maioria das mulheres pelos Meios de Comunicação de massa e pela Moda, Anorexia e Bulimia, o aumento do consumo de alimentos funcionais e orgânicos, etc.

- Imigração para o Brasil

Por que o Brasil tornou-se tão atraente para brasileiros que viviam no exterior e para estrangeiros que almejam trabalhar e viver aqui?

Questões relacionadas: chegada de refugiados do Haiti no Brasil, o trabalho análogo a escravidão por parte de latino-americanos em confecções em São Paulo, o aumento do número de vistos de trabalho para estrangeiros no Brasil, etc.









A dissertação no Enem (todos os temas do Enem)


A dissertação no Enem

“Antes de escrever, aprenda a pensar.”
(Boileau)

"A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão."
(Francis Bacon)

            A prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige a confecção de um texto que se enquadre no gênero textual dissertativo e que expresse de forma clara e contundente um posicionamento acerca do tema do exame. O assunto da prova quase sempre sugere que o candidato proponha uma solução para um problema relacionado a questões de caráter social especialmente. De certa forma, a prova de redação tem o intuito de avaliar a capacidade do candidato de resolver situações-problema de forma positiva para a sociedade e com atenção à Declaração Universal dos Direitos do Homem e a conceitos de cidadania. Para tanto, cinco competências são usadas como meios de avaliar a competência discursiva e argumentativa no Enem, são elas:

1 - Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita
Nessa competência, a proposta é verificar a capacidade discursiva do aluno a partir da observância das Normas Gramaticais Brasileiras, ou seja, avalia-se a capacidade d esse escrever de acordo com a norma padrão, em língua portuguesa moderna e clara. Evidentemente, também é examinada a forma de o candidato expressar-se de forma relevante e que conspire a favor do que se diz. Enfim, avalia-se o como se escreve a partir da compreensão dessa faculdade na condição de ferramenta fundamental para se atribuir relevância e potência ao que se pensa e escreve.

2 - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
Entender a discussão proposta pela prova é condição fundamental para a confecção de redação de acordo com o esperado pela banca, para tanto é imprescindível que, antes de escrever bem, o candidato seja capaz de ler de forma eficiente e intertextual. Essa competência define a capacidade de se escrever bem sob demanda, já que, para desenvolver uma dissertação em que se articule conhecimentos de várias áreas, é fundamental o entendimento satisfatório do tema e das orientações da proposta.
Em razão disso, o chamado “conhecimento de mundo” e as leituras feitas ao longo da vida do aluno são determinantes para se escrever um texto competitivo. Nessa competência, avalia-se também questões de ordem estrutural como a adequação do candidato à linguagem prosaica e à estrutura clássica do texto dissertativo redação.

3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
Essa orientação esclarece o interesse da banca de apontar para que nos textos os candidatos sejam competentes na veiculação de posicionamentos claros e precisos a respeito do debate suscitado pela prova de redação do Enem. A fim de que essas opiniões sejam consideradas razoáveis e coerentes, é crucial que aluno saiba julgar quais melhores informações, ilustrações, exemplos, citações, etc., usar para comprovar seu ponto de vista.

4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação
Neste item, avalia-se a qualidade do uso de operadores discursivos capazes de atribuir a um texto qualidades relacionadas ao estabelecimento de coesão e coerência nele. Para isso, é imprescindível o uso de elementos de coesão textual (advérbios, conjunções, etc.) entre as sentenças da redação, que são responsáveis pelo estabelecimento de relações semânticas ou de sentido entre parágrafos, períodos ou orações para que as idéias contidas nelas sejam melhor compreendidas, em especial no que elas tem interdependente.
Quanto à coerência textual, avalia-se o emprego adequado de fatores tal como a situacionalidade, a informatividade, os fatores de contextualização, a intertextualidade,etc., que são responsáveis por tornar um texto inteligível, relevante e contextualizado, enfim apto a ser compreendido.

5. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural
            O Enem é um exemplo único de concurso que avalia objetivamente a capacidade de o candidato propor soluções humanitárias e tolerantes em relação a questões étnicas, políticas, estéticas e ideológicas para uma situação-problema apresentada pela prova.
            Por isso, é fundamental que o candidato abandone qualquer tipo de argumentação baseada em preconceitos, generalizações e idéias fundamentalistas, por, nesses casos, a redação será severamente penalizada, isto é, o texto feito no Enem tem a função de reforçar uma grande quantidade de avanços no combate do preconceito e do pragmatismo insensível a valores humanos fundamentais listados na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Seguem orientações esquematizadas sobre a correção de redações no Enem contidas no “site” do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep):

As redações deverão ser corrigidas com base nas cinco competências expressas na Matriz do Enem e traduzidas para uma situação específica de produção de texto.

Modelo de Análise da Redação do Enem

Competência
Na situação de produção de texto
Níveis
1
Demonstrar domínio   da norma culta da língua escrita.
1. Domínio precário da norma culta, com graves e freqüentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
2. Domínio razoável da norma culta, com desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita, pouco aceitáveis nessa etapa de escolaridade.
3. Bom domínio da norma culta, com pontuais desvios gramaticais e de convenções da escrita.
4. Muito bom domínio da norma culta, com raros desvios gramaticais e de convenções da   escrita.
2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
1. Desenvolvimento tangencial do tema e apresentação embrionária do tipo de texto dissertativo-argumentativo; ou desenvolvimento tangencial do tema e domínio razoável do tipo de texto dissertativo argumentativo; ou desenvolvimento razoável do tema e apresentação embrionária do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
2. Desenvolvimento razoável do tema, a partir de considerações próximas do senso comum, e domínio precário do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
3. Desenvolvimento razoável do tema e domínio razoável do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
4. Bom desenvolvimento do tema, a partir de um repertório cultural produtivo e de considerações que fogem ao senso comum, e bom domínio do texto dissertativo-argumentativo.
3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
1. Apresenta informações, fatos e opiniões precariamente relacionados ao tema.
2. Apenas apresenta informações, fatos e opiniões, ainda que pertinentes ao tema proposto, ou limita-se a reproduzir os argumentos constantes na proposta de redação.
3. Seleciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto, organizando-os e relacionando-os de forma pouco consistente em relação ao seu projeto de texto.
4. Seleciona, organiza e relaciona, de forma consistente, informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto em defesa do ponto de vista defendido em seu projeto de texto.
4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.
1. Desarticulação das partes do texto.
2. Articulação precária das partes do texto, devido a problemas freqüentes na utilização dos recursos coesivos.
3. Articulação razoável das partes do texto, com problemas eventuais na utilização dos recursos coesivos.
4. Boa articulação das partes do texto, sem problemas graves na utilização de recursos coesivos.
5
Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
1. Não elabora explicitamente uma proposta e não fere os princípios dos valores humanos e da diversidade sociocultural.
2. Esboça algumas idéias que podem ser o núcleo de uma proposta, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
3. Elabora proposta genérica de intervenção sobre a problemática desenvolvida, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
4. Elabora proposta específica, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Propostas de redação do Enem

1998
Redija um texto dissertativo, sobre o tema “Viver e Aprender” , no qual você exponha suas idéias de forma clara, coerente e em conformidade com a norma culta da língua, sem se remeter a nenhuma expressão do texto motivador “O Que É O Que É” .
Dê um título à sua redação, que deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha anexa ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.

1999
Com base na leitura dos quadrinhos e depoimentos, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema: Cidadania e participação social.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação. Depois de selecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões apresentados em defesa de seu ponto de vista, elabore uma proposta de ação social.
A redação deverá ser apresentada a tinta na cor azul ou preta e desenvolvida na folha grampeada ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.

2000
Com base na leitura da charge, do artigo da Constituição, do depoimento de A.J. e do trecho do livro O cidadão de papel, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto.

2001
Com base na leitura dos quadrinhos e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos humanos.

2002
Considerando a foto e os textos apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?
Ao desenvolver o tema, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões, e elabore propostas para defender seu ponto de vista.

2003
Considerando a leitura do quadro e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?
Instruções:
• Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos humanos.
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou de narrativa.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última folha deste Caderno.

2004
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação em prosa sobre o seguinte tema: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas.

2005
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema: O trabalho infantil na realidade brasileira.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

2006
Considerando que os textos acima têm caráter apenas motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema: O poder de transformação da leitura.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

2007
Todos reconhecem a riqueza da diversidade no planeta. Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons encantam as pessoas no mundo todo; nem todas, entretanto, conseguem conviver com as diferenças individuais e culturais. Nesse sentido, ser diferente já não parece tão encantador. Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema.
O desafio de se conviver com a diferença
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
• O rascunho pode ser feito na última página deste Caderno.
• A redação deve ser passada a limpo na folha própria e escrita a tinta.

2008
O texto acima, que focaliza a relevância da região amazônica para o meio ambiente e para a economia brasileira, menciona a “máquina de chuva da Amazônia”. Suponha que, para manter essa “máquina de chuva” funcionando, tenham sido sugeridas as ações a seguir:
1 suspender completa e imediatamente o desmatamento na Amazônia, que permaneceria proibido até que fossem identificadas áreas onde se poderia explorar, de maneira sustentável, madeira de florestas nativas;
2 efetuar pagamentos a proprietários de terras para que deixem de desmatar a floresta, utilizando-se recursos financeiros internacionais;
3 aumentar a fiscalização e aplicar pesadas multas àqueles que promoverem desmatamentos não-autorizados.
Escolha uma dessas ações e, a seguir, redija um texto dissertativo, ressaltando as possibilidades e as limitações da ação escolhida.
Ao desenvolver seu texto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista, sem ferir os direitos humanos.

2009 – cancelado
            Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema Valorização do idoso, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, Organize e Relacione, de forma coerente e coesa, Argumentos e Fatos para defesa de seu ponto de vista.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito à tinta, na Folha de Redação, que se encontra no fim deste Caderno.
• Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
• O Rascunho da redação deve ser feito em local apropriado, no final deste Caderno.

2009
            Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema O indivíduo frente a ética nacional, apresentando proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

2010

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema O Trabalho na  Construção da Dignidade Humana, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos  humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

2010 - Segunda aplicação

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma culta escrita da língua portuguesa, sobre o tema Ajuda Humanitária, apresentando experiência ou proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

2011

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Paranoia ou mistificação, de Monteiro Lobato (Semana de Arte Moderna de 22)



PARANÓIA OU MISTIFICAÇÃO? 
Este artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 20 de dezembro de 1917, com o título "A Propósito da Exposição Malfatti", provocando a polêmica que afastaria os modernistas de Monteiro Lobato. 
  
Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda, é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz de escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento.


Embora eles se dêem como novos precursores duma arte a ir, nada é mais velho de que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação. De há muitos já que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios. A única diferença reside em que nos manicômios esta arte é sincera, produto ilógico de cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas, zabumbadas pela imprensa e absorvidas por americanos malucos, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo mistificação pura. Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude. As medidas de proporção e equilíbrio, na forma ou na cor, decorrem de que chamamos sentir. Quando as sensações do mundo externo transformam-se em impressões cerebrais, nós "sentimos"; para que sintamos de maneiras diversas, cúbicas ou futuristas, é forçoso ou que a harmonia do universo sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em "pane" por virtude de alguma grave lesão. Enquanto a percepção sensorial se fizer anormalmente no homem, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá "sentir" senão um gato, e é falsa a "interpretação" que o bichano fizer um "totó", um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes. Estas considerações são provocadas pela exposição da Sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia. Essa artista possui talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida para a má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes. Percebe-se de qualquer daqueles quadrinhos como a sua autora é independente, como é original, como é inventiva, em que alto grau possui um semi-número de qualidades inatas e adquiridas das mais fecundas para construir uma sólida individualidade artística. Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama arte moderna, penetrou nos domínios dum impressionismo discutibilíssimo, e põe todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura. Sejam sinceros: futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não passam de ouros tantos ramos da arte caricatural. É extensão da caricatura a regiões onde não havia até agora penetrado. Caricatura da cor, caricatura da forma - caricatura que não visa, como a primitiva, ressaltar uma idéia cômica, mas sim desnortear, aparvalhar o espectador. A fisionomia de que sai de uma destas exposições é das mais sugestivas. Nenhuma impressão de prazer, ou de beleza denuncia as caras; em todas, porém, se lê o desapontamento de quem está incerto, duvidoso de si próprio e dos outros, incapaz de racionar, e muito desconfiado de que o mistificam habilmente. Outros, certos críticos sobretudo, aproveitam a vaza para épater les bourgeois. Teorizam aquilo com grande dispêndio de palavrório técnico, descobrem nas telas intenções e subintenções inacessíveis ao vulgo, justificam-nas com a independência de interpretação do artista e concluem que o público é uma cavalgadura e eles, os entendidos, um pugilo genial de iniciados da Estética Oculta. No fundo, riem-se uns dos outros, o artista do crítico, o crítico do pintor e o público de ambos. Arte moderna, eis o estudo, a suprema justificação. Na poesia também surgem, às vezes, furúnculos desta ordem, provenientes da cegueira sempre a mesma: arte moderna. Como se não fossem moderníssimo esse Rodin que acaba de falecer deixando após si uma esteira luminosa de mármores divinos; esse André Zorn, maravilhoso "virtuose" do desenho e da pintura; esse Brangwyn, gênio rembrandtesco da babilônia industrial que é Londres; esse Paul Chabas, mimoso poeta das manhãs, das águas mansas, e dos corpos femininos em botão. Como se não fosse moderna, moderníssima, toda a legião atual de incomparáveis artistas do pincel, da 
pena, da água-forte, da dry point que fazem da nossa época uma das mais fecundas em obras-prima de quantas deixaram marcos de luz na história da humanidade. Na exposição Malfatti figura ainda como justificativa da sua escola o trabalho de um mestre americano, o cubista Bolynson. É um carvão representando (sabe-se disso porque uma nota explicativa o diz) uma figura em movimento. Está ali entre os trabalhos da Sra. Malfatti em atitude de quem diz: eu sou o ideal, sou a obra-prima, julgue o público do resto tomando-me a mim como ponto de referência. Tenhamos coragem de não ser pedante: aqueles gatafunhos não são uma figura em movimento; foram, isto sim, um pedaço de carvão em movimento. O Sr. Bolynson tomou-o entre os dedos das mãos ou dos pés, fechou os olhos, e fê-lo passar na tela às pontas, da direita para a esquerda, de alto a baixo. E se não o fez assim, se perdeu uma hora da sua vida puxando riscos de um lado para o outro, revelou-se tolo e perdeu tempo, visto como o resultado foi absolutamente o mesmo. Já em Paris se fez uma curiosa experiência: ataram uma brocha na cauda de um burro e puseram-no traseiro voltado numa tela. Com os movimentos da cauda do animal a broxa ia borrando a tela. A coisa fantasmagórica resultante foi exposta como um supremo arrojo da escola cubista, e proclama pelos mistificadores como verdadeira obra-prima que só um ou outro raríssimo espírito de eleição poderia compreender. Resultado: o público afluiu, embasbacou, os iniciados rejubilaram e já havia pretendentes à tela quando o truque foi desmascarado. A pintura da Sra. Malfatti não é cubista, de modo que estas palavras não se lhe endereçam em linha reta; mas como agregou a sua exposição uma cubice, leva-nos a crer que tende para ela como para um ideal supremo. Que nos perdoe a talentosa artista, mas deixamos cá um dilema: ou é um gênio o Sr. Bolynson e ficam riscados desta classificação, como insignes cavalgaduras, a coorte inteira dos mestres imortais, de Leonardo a Steves, de Velásques a Sorolla, de Rembrandt a Whistler, ou... vice-versa. Porque é de todo impossível dar o nome da obra de arte a duas coisas diametralmente opostas como, por exemplo, a Manhã de Setembro, de Chabas, e o carvão cubista do Sr. Bolynson. Não fosse a profunda simpatia que nos inspira o formoso talento da 
Sra. Malfatti, e não viríamos aqui com esta série de considerações desagradáveis.

Há de ter essa artista ouvido numerosos elogios à sua nova atitude estética. Há de irritar-lhe os ouvidos, como descortês impertinência, esta voz sincera que vem quebrar a harmonia de um coro de lisonjas. Entretanto, se refletir um bocado, verá que a lisonja mata e a sinceridade salva. O verdadeiro amigo de um artista não é aquele que o entontece de louvores, e sim o que lhe dá uma opinião sincera, embora dura, e lhe traduz chãmente, sem reservas, o que todos pensam dele por detrás. Os homens têm o vezo de não tomar a sério as mulheres. Essa é a razão de lhes derem sempre amabilidades quando elas pedem opinião. Tal cavalheirismo é falso, e sobre falso, nocivo. Quantos talentos de primeira água se não transviaram arrastados por maus caminhos pelo elogio incondicional e mentiroso? E tivéssemos na Sra. Malfatti apenas uma "moça que pinta", como há centenas por aí, sem denunciar centelhas de talento, calar-nos-íamos, ou talvez lhe déssemos meia dúzia desses adjetivos "bombons" que a crítica açucarada tem sempre à mão em se tratando de moças. Julgamo-la, porém, merecedora da alta homenagem que é tomar a sério o seu talento dando a respeito da sua arte uma opinião sinceríssima, e valiosa pelo fato de ser o reflexo da opinião do público sensato, dos críticos, dos amadores, dos artistas seus colegas e... dos seus apologistas. Dos seus apologistas sim, porque também eles pensam deste modo... por trás. 

Sobre os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922

http://www.estadao.com.br/especiais/semana-de-arte-moderna--90-anos,160718.htm
http://www.youtube.com/watch?v=W4AuqIwCXX4
http://www.youtube.com/watch?v=wYE6guySbm8&feature=related

Sobre os 30 anos da Guerra das Malvinas

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/entenda-guerra-das-malvinas.html

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Proposta 2012-26 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 01-11-2012)


PROPOSTA DE REDAÇÃO

Em função da leitura dos textos abaixo e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre padrões de beleza, bem-estar e saúde. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 01.  O cabelo de Gianecchini

Na semana passada, postei nas redes sociais a foto da capa da edição de setembro da revista GQ Brasil, em que Reynaldo Gianecchini posava ao volante de um possante. A manchete estampava duas frases do ator, que, como todos sabem, venceu um câncer de rara violência. “Tive de tomar uma decisão em relação ao câncer: escolhi ser macho”. “Sou dos excessos, capaz de ficar seis meses meditando, depois seis meses transando”. Duas “aspas”, como se diz no jargão jornalístico, fortes, impactantes e dignas de gerar burburinho. Mas, para minha surpresa, não foram as frases nem o carro nem o fato de Giane estar na capa de revista de estilo masculina mais famosa do mundo que motivaram os comentários em série dos internautas. Fora raras exceções, o povo reclamou… do cabelo encaracolado de Gianecchini.
Ele se consagrou galã com a allure de super-homem. Porte atlético, sorriso brilhante, olhos semicerrados e cabelos lisos cujas pontas balançavam ante a menor brisa. Depois da quimio e de todos os tratamentos de dor e efeitos colaterais inomináveis que pararam o Brasil e devido aos quais muita gente duvidou de que ele sobreviveria, Giane se viu um novo homem pós-careca. Como em muitos casos, sua compleição capilar mudou e surgiu um homem que é a cara da maioria dos brasileiros, dono de um cabelo “tonhonhóim”, entre o encrespado e o encaracolado. O ator, mais uma vez, foi abençoado por sua estrela: ao contrário dos astros da TV que se veem obrigados a enfrentar horas de cabeleireiro para chegar à imagem ideal de seus personagem, o divertido, mulherengo e popular motorista Nando da próxima novela das 7, Guerra dos Sexos, nasceu espontaneamente com esse novo Giane.
Mas o Brasil não está preparado para ver seu maior galã ser a cara de seu povo. “Nossa, esse cabelo está horrível”, comentou uma internauta. “Chapinha, não?”, sugeriu uma twitteira. “Está parecendo o Coalhada”, alfinetou um rapaz no Facebook, referindo-se ao famoso personagem de Chico Anysio. “Deus, o que houve com o cabelo dele?”, reagiu, estarrecido, outro seguidor do meu Instagram.
Não posso negar que, embora acostumado a ler a profusão de absurdos dos comentários da rede, fiquei incomodado com as opiniões a respeito da cabeleira de Gianecchini. Jamais esquecerei aquela emblemática capa da ÉPOCA para a qual ele posou, sem medo, a bordo de sua careca para ilustrar a emocionante entrevista à jornalista Ruth de Aquino. Ele contava o drama de seu tratamento, mas também celebrava sua vitória sobre o câncer. Foi lúcido, honesto e corajoso.
Nessa nova cabeleira, enxergo um homem lindo, um sobrevivente, uma fênix, um recém-nascido e um novo galã que vai ao encontro das premissas dos novos heróis da TV: tipos populares, de beleza atingível e possível, que poderiam estar no Divino mais próximo, como o Tufão de Avenida Brasil, pelo qual, mesmo gordinho, to-das as mulheres suspiram. Os caracóis de Gianecchini o libertarão para personagens mais livres, longe dos estereotipados bons moços de gel nos cabelos lisos. O galã, queridos, mudou. Ele pode ser negro — como Lázaro Ramos na nova novela das seis, Lado a Lado —, gordo, sem verniz de etiqueta, da classe C ou de cabelos crespos. Em resumo: ele pode ser brasileiro.
E faço minhas as palavras de outro internauta: “Me poupem”, pediu ele. “Vocês acham sinceramente que uma pessoa que enfrentou o que ele passou e venceu está preocupada com cabelo x ou y? Vão fazer voluntariado no hospital mais próximo!!!”

Bruno Astuto. Época. 09/09/2012.

Texto 02.




Texto 03.

Fomos informados pela imprensa, alguns dias atrás, que cresce exponencialmente no Brasil o número de cirurgias estéticas de vagina. (...)
A notícia provocou o barulho de sempre. As moças engajadas foram às redes sociais dizer que esse tipo de operação representa uma violência social inaceitável. (...) Em dois minutos, apareceram dezenas de médicos explicando como a operação – embora simples e rápida – exige uma recuperação cuidadosa (um mês sem sexo!) e acarreta dois riscos sérios: infecção e perda de sensibilidade vaginal, por dano ao tecido nervoso.
Ivan Martins. Época. 05/09/2012.

Texto 04.

Da obesidade mórbida à anorexia: a triste história de uma jovem de 21 anos

Malissa Jones, 21 anos, já foi a adolescente mais obesa do Reino Unido. Em 2008, com o ponteiro da balança perto dos 203 quilos, ela recebeu um ultimato: era perder peso ou morrer dentro de alguns meses.
Malissa escolheu a primeira alternativa e enfrentou uma cirurgia no estômago. Era a ajuda que ela precisava para perder 127 quilos e chegar aos 76, meta estabelecida pelos médicos.
Agora, a situação se inverteu: Malissa desenvolveu uma espécie de fobia à comida e está pesando pouco mais de 50 quilos (cerca de 12 são só pele). Precisa engordar para sobreviver.
Antes da cirurgia, Malissa ingeria 15 mil calorias por dia. Hoje, ela come três cenouras cozidas, duas porções de parsnip, um vegetal europeu, e uma batata assada, um total de 300 calorias, menos de um terço do que ela deveria consumir para se manter saudável.
“Meu médico diz que, se eu continuar assim, eu terei apenas seis meses de vida. Eu provavelmente morrerei por causa de um ataque cardíaco, então eu preciso ser perseverante e comer. Estou tentando, mas é muito difícil”, disse Malissa à revista Closer Magazine (o Daily Mail reproduziu alguns trechos).
A tristeza vivida por Malissa é uma das explicações para sua imensa dificuldade em comer. Recentemente, ela vivenciou a perda de seu primeiro filho, Harry. A notícia da gravidez foi uma surpresa, já que seu namorado usava camisinha. Contrariando a opinião médica, os dois decidiram ter o bebê e Malissa diz ter lutado muito para se alimentar adequadamente.
Mesmo assim, perdeu peso durante a gravidez. O bebê nasceu desnutrido e morreu 57 minutos após o parto, realizado no sexto mês de gestação por causa de uma falha no fígado da mãe. “Eu não cheguei a pegar Harry no colo. Não acredito que vá superar isso”. Ela guarda fios do cabelo de Harry e algumas fotos em uma caixa. Após a morte do bebê ela perdeu 63 quilos. Ela diz que era mais feliz quando estava obesa.

Blog Mulher 7 X 7. 04/05/2011.

Observações:
• Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha de redação.
• Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.