quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Proposta 2012-23 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 04-10-2012)


Leia atentamente os textos abaixo:

Texto 1:  O que é MMA e o UFC?

Originário do Vale-tudo no Brasil, o UFC foi criado nos Estados Unidos em 1993, com regras mínimas, e foi promovido como uma competição para determinar a arte marcial mais eficaz em situações de combate desarmado. Não demorou muito para que os combatentes perceberem que se quisessem ser competitivos entre os melhores, eles precisavam treinar disciplinas complementares. Os lutadores do UFC começaram a se transformar em atletas completos, de habilidades equilibradas, que poderiam lutar em pé ou no chão. Essa mistura de estilos de luta e habilidades se tornou conhecido como artes marciais mistas (MMA, sigla em inglês).
Hoje, o UFC é a principal organização de MMA e impõe as regras unificadas de Mixed Martial Arts, sem exceção. Com mais de 20 eventos por ano, o UFC é a casa da maioria dos lutadores tops no mundo. Os eventos são realizados não só nos Estados Unidos, mas em muitos países em todo o globo.

Formas de Vitória

A luta no UFC mantém o público inquieto em seus assentos, devido a todos os diferentes sistemas de artes marciais usados em um combate. A luta começa em pé, mas pode acabar rapidamente no chão ou contra as grades do octógono - nunca se sabe! Não importa qual direção a lute tome ou quais estilos são usados, as maneiras de ganhar são as mesmas. 

 http://br.ufc.com/discover/sport/index

Texto 2: MMA: Esporte, violência e capitalismo
Depois da 142º edição do UFC, realizada no Brasil, lotar a HSBC Arena, não cabe dúvida, o MMA (sigla, em inglês, para Artes Marciais Mistas), o antigo vale-tudo é o esporte do momento. Sua popularidade, lucratividade e publicidade atingem patamares próximos ao mundo do futebol. Tal como os grandes jogadores de futebol, seus principais lutadores são profundamente midiatizáveis; tratados como verdadeiros ídolos pelos fãs e como excelentes “marcas publicitárias” para campanhas de marketing de produtos e mercadorias variadas. Não é a toa que, nos Estados Unidos, o MMA derrotou o outrora glamoroso e clássico boxe, “a nobre arte” dos esportes de luta modernos. Tornou-se, então, nos últimos tempos, uma verdadeira febre mundial e uma das mais lucrativas indústrias no mundo dos esportes.
No entanto, como quase tudo na vida, o Mixed Marcial Arts (Artes Marciais Mistas) não é unanimidade. Seu sucesso é acompanhado por críticas e desconfianças. Questiona-se seu estatuto como esporte, suas consequências lesivas ao corpo e seu poder de influência negativo junto ao público. Para uma porção considerável do público, trata-se de uma modalidade esportiva repleta de imagens bastante fortes: sangue, hematomas, fraturas e desmaios provocados por chutes, joelhadas e socos fortíssimos e certeiros, estrangulamentos. No Brasil, em particular, a resistência e desconfiança sobre o MMA já chegou, inclusive, no campo da política. O deputado federal José Mentor, do PT-SP, elaborou um projeto de lei cujo objetivo consiste exatamente em proibir a transmissão, não importa o horário, de lutas marciais não-olímpicas na televisão, no caso o MMA, entre elas.
Se observarmos com um pouco de atenção o MMA, em especial, o entusiasmo de seus fãs com as lutas, é interessante notar como parece estar em jogo uma mudança ou variação de nossa sensibilidade a propósito da violência. Explico-me: a violência que tanto tememos e repudiamos na vida cotidiana transforme-se no interior deste espetáculo de entretenimento em algo extremamente sedutor, fascinante e mobilizador. Diante do qual nossas reações rotineiras transformam-se, dessa vez, em excitação, empolgação, torcida, apostas e diversão. Em síntese, em lazer, fruição e passatempo. Imagens sangrentas e ferimentos cuja visão, na vida diária, nos fariam facilmente desviar o olhar noutra direção ou nos causariam profundo mal-estar e repulsa, no Octógono, ao contrário, geram brados exultantes de deleite, urros e pulos de alegria, êxtase.
Como, então, compreender tal ambiguidade da violência ou a variação de nossa sensibilidade e percepção a seu respeito? Ou melhor, como explicar o poder do MMA e outros esportes de combate em metamorfosear nossas reações habituais em relação à violência e à ferocidade, isto é, enxergar estas últimas duma maneira completamente distinta da convencionada no cotidiano? (...)
Evidentemente a maneira como vemos e sentimos as coisas varia segundo as situações ou contextos nos quais atuamos e interagimos. É óbvio que as pessoas sabem que a violência que ocorre no Óctogano não é da mesma natureza daquela que assola as grandes cidades, seja em crimes ou acidentes. É um esporte, dirão. Porém, o que essa explicação contextualizada não explica é que para pensarmos a violência como legítima, permitida e aprazível, segundo a sua inserção e espaço, ela necessitou de uma história, de um conjunto de processos de mudança que nos inculcou tal sensibilidade e percepção. Não são simplesmente os contextos em si mesmos, mas os processos históricos e sociais que formaram os modos de sentir e avaliar das pessoas e que criaram os próprios contextos e atividades dentro dos quais, como o esporte, a força e a agressão físicas são consideradas legítimas e permitidas. (...)
Porém, se quisermos levar a sério o MMA como objeto de análise, há, por último, um elemento a que deveríamos indagar se tal não desestabiliza em alguma medida essa relação entre esporte e pacificação/sublimação da violência que aqui traçamos. Afinal, no coração do MMA pulsa a motivação que impulsiona todo empreendimento capitalista; a busca impiedosa e incessante por lucro. Os lutadores não são apenas atletas. Eles são também mercadorias vivas feitas de carne e sangue, como diria Loïc Wacquant a propósito dos boxeadores, cuja força e técnica do corpo são instrumentalizadas pra gerar o máximo possível de dinheiro, com patrocínios, cotas de TV, consumo, empresários, propagandas, etc..
A questão que resta perguntar é se no MMA as regras e técnicas, seu impulso civilizador, prevalecem sobre o ímpeto do lucro, e, assim, saber se ele oferece não o melhor combate mas o melhor espetáculo do ponto de vista da busca impiedosa pela maior e mais lucrativa capitalização econômica.
 http://www.cartapotiguar.com.br/2012/01/31/mma-esporte-violencia-e-capitalismo/


Proposta A – Dissertação (Enem, UFTM, USP, Unesp, etc.)

Escreva um texto dissertativo-argumentativo em que seja defendida claramente uma posição a respeito da seguinte questão: MMA, esporte ou glorificação da violência.

Orientações:
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.


Proposta B – Outros gêneros textuais - Editorial

Escreva um editorial a ser publicado em uma revista especializada em lutas marciais em que o veículo defenda o MMA como uma forma de esporte que deve ser inserido no programa olímpico.

Instruções:
•  Seu texto deve ter título.
•  Seu texto deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas.