quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Proposta 2012-17 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 30-08-2012)




Leia atentamente os textos abaixo:

Texto I

TV, internet e conversas com amigos ajudam eleitor de grandes cidades a decidir voto

Rio de Janeiro e Curitiba – A televisão continua como carro-chefe na disputa pelo voto dos eleitores, seja por meio da cobertura dos telejornais e de debates entre os candidatos ou pela propaganda eleitoral gratuita, que é veiculada também pelas emissoras de rádio. O uso de ferramentas da internet, principalmente as redes sociais, vem crescendo, mas existem eleitores que, mesmo morando em grandes cidades, como o Rio de Janeiro e Curitiba, não dispensam a conversa com amigos para formar opinião sobre os candidatos e escolher aquele que terá seu voto.
Eleitores ouvidos pela Agência Brasil sobre como se informam sobre o processo eleitoral manifestaram também desinteresse e decepção com os políticos. O vigilante Marcos Gomes de Oliveira, morador de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, por exemplo, diz que sempre desliga a televisão quando começa o horário da propaganda eleitoral gratuita.
Celso de Freitas Rodrigues, de São João do Meriti, também no Rio de Janeiro, porém, procura se informar sempre pelo rádio e pela televisão. “Procuro sempre me espelhar nos candidatos ficha limpa, saber quais as condições [de melhoria] eles pretendem trazer paras as pessoas e o que podem fazer pela minha comunidade, pela região onde eu moro.”
Entre os que não dispensam o papo com os amigos antes de escolher o candidato estão o ajudante de masseiro Luiz Henrique Ferreira e a advogada Fernanda Alemberque, do Rio de Janeiro. Eles ressaltam, porém, que gostam de assistir aos programas eleitorais para analisar as propostas de cada um.
Em Curitiba, a televisão por si só não define a escolha do canditato, conforme relataram alguns eleitores ouvidos pela ABr. O cientista social e funcionário público Rodrigo Kraemer diz que nas eleições para prefeito e vereador geralmente vota na legenda.
A vigilante Dolores Andrade, também moradora na capital paranaense, porém, admite que indicacações de “pessoas conhecidas” têm peso na sua escolha. O aposentado Nelson Rocha de Souza dá preferência aos candidatos “mais coerentes” e diz que, para isso, acompanha o noticiário politico nos jornais, telejornais e assiste aos debates dos candidatos na TV.
A internet é o meio escolhido pelo médico Mário Lobato da Costa para embasar sua escolha. Segundo Costa, as redes sociais permitem obter informações que "não são filtradas ou manipuladas pela grande mídia".
Entre os curitibanos, há muitos eleitores descrentes ou decepcionados com os políticos, como o pipoqueiro José Altamir Frutuoso. “No ano passado, estraguei meu voto: descobri que o meu candidato, depois de eleito, era racista."
O gari Saulo da Silva mostra-se ainda mais descrente: "Político? Só dá ladrão. Eu voto nulo, sempre votei nulo, não adianta escolher." Também desiludida com os candidatos, a auxiliar de cozinha Sueli Cordeiro já decidiu que votará em branco na eleição de 7 de outubro deste ano. Se não votar em branco, Sueli diz que simplesmente não comparecerá à zona eleitoral para escolher seus candidatos a prefeito e a vereador.


Texto II

O poder das redes como ferramenta de mobilização social
Publicado em 23.08.2011, às 17h11
Por Sílvia Gusmão

Durante muito tempo, acreditou-se que o mundo virtual fosse apenas sinônimo de isolamento. Porém, com a proliferação das redes sociais, começou-se a observar que também contribuem para aumentar as possibilidades de compartilhamento e de mobilização das pessoas. É cada vez mais comum o uso de páginas como o Twitter e o Facebook para cobrar transparência do poder público, fazer manifestações políticas, cobrar postura ética das corporações e convocar movimentos sociais.
Um dos exemplos mais fortes dos últimos tempos no que diz respeito à política é a chamada Primavera Árabe. Desde o início deste ano, protestos em países árabes pedem mudanças estruturais na política, na economia e na sociedade. As revoltas foram organizadas, sobretudo, por interações via blogs, microblogs e sites de relacionamento. Isso porque, em países como a Líbia, Síria e Egito, as mídias tradicionais não constituem canais de comunicação legítimos da população. O chamado ciberativismo passa a estabelecer uma nova fronteira para a participação política, pois, a partir de um computador, os indivíduos conseguem mais rapidamente agregar pessoas à causa que defendem.
A solidariedade também pode ser potencializada via internet. Foi o caso das enchentes no Rio de Janeiro ou dos terremotos no Japão, catástrofes que provocaram uma grande mobilização online. Milhões de tweets foram postados na intenção de arrecadar donativos para os necessitados. Outro exemplo da boa utilização das redes sociais é a criação de projetos sociais como a Casa da Cultura Digital, que agrupa ONGs, empresas e indivíduos, com o objetivo de divulgar, ao máximo, dados já tornados públicos pelo governo.
Por fim, podemos citar mobilização de consumidores insatisfeitos pelo Twitter. Se antes as reclamações dos clientes saiam em pequenas notas no jornal, com uma repercussão reduzida, agora, a divulgação de um problema de um consumidor na web pode ter um alcance mundial. Um caso recente que chamou atenção de todo o mundo foi o da loja Zara. A marca do grupo espanhol Inditex foi flagrada obrigando funcionários a trabalharem em condições análogas à escravidão em São Paulo. A hashtag #ZARA rapidamente chegou à primeira posição nos Trend Topics Brasil do Twitter (ranking de assuntos mais comentados), seguida pela #TrabalhoEscravo. Além disso, mensagens incitaram um movimento de boicote à marca.
O fenômeno revela o quanto as mídias sociais se tornaram fundamentais para os consumidores cobrarem serviços, exercerem sua cidadania e demonstrarem indignação. Ponto para a democracia, que ganha uma ajuda de peso.


Proposta A – Enem

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa que responda à pergunta: quais as formas mais eficazes de mobilização política?

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Observações:
• Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha de redação.
• Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.

Proposta B – Fuvest

Com base nas ideias dos textos da coletânea, redija uma dissertação argumentativa, em prosa, sobre o seguinte tema:

Mobilização política como condição para o combate efetivo da corrupção.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 20 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

Proposta C – Outros gêneros textuais - Anúncio

Faça um anúncio a ser publicado em uma revista de grande circulação com o objetivo de incentivar as pessoas a voltarem a se filiar a partidos políticos. Você escreverá um texto em nome de uma instituição fictícia que reúne todos os partidos políticos brasileiros, cujo nome deve ser criado por você.

Instruções:
- Seu texto deve ter título.
- Seu texto deve ter no mínimo 15 e no máximo 25 linhas.