sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Proposta 2012-16 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 16-08-2012)


Leia com atenção os textos abaixo:

Texto 1

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.
O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.
Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.
Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).
Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.
O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítmica e badminton, por exemplo.
Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.


Texto 2

O que é ser potência olímpica

Para nós, brasileiros, parece que ser potência olímpica é conquistar medalhas. Estar bem posicionado no quadro final em uma Olimpíada já é motivo para acharmos que somos fortes. Não, mas isso não é suficiente. Isso é para ser a consequência do que é ser potência olímpica, como os EUA, Grã-Bretanha ou Alemanha.
          Ser potência olímpica vai muito além dos resultados. É ter um trabalho contínuo e bem distribuído em vários esportes. O resultado vem naturalmente. E ao contrário do que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro diz, estamos muito longe disso. Estamos muito longe de ser uma potência olímpica. Estamos muito longe de ter um trabalho sério em vários esportes. Vivemos ainda de resultados esporádicos e discursos prolongados das confederações e do COI.
Nas Olimpíadas, pude aprender muito sobre a importância de outros esportes. O futebol é e sempre vai ser nossa paixão maior. Mas o vôlei, o basquete, a esgrima, o levantamento de peso, atletismo, ginástica, etc., têm um público. Têm competidores. E precisam ter um envolvimento da nação e de gente séria e comprometida para desenvolvimento. O esporte tem um papel fundamental no processo de formação de um país mais sério e digno.
É por isso que não somos potência olímpica. E quando seremos? Você decide.


Proposta A – Enem

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa que responda à pergunta: como transformar o Brasil em uma potência olímpica?

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Observações:
• Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha de redação.
• Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.

Proposta B – Fuvest

Com base nas ideias e sugestões presentes na imagem e no texto aqui reunidos, redija uma dissertação argumentativa, em prosa, sobre o seguinte tema:

O esporte como símbolo de prosperidade de uma nação.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 20 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

Proposta C – Outros gêneros textuais - Conto

Faça um conto em que o tema seja relativo a algum aspecto das relações entre o esporte e um evento político ambientado no Brasil.

Instruções:
- Seu texto deve ter título.
- Seu texto deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas.