domingo, 27 de maio de 2012

Proposta 2012-14 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 31-05-2012)


Simulado UFU


Clique abaixo para mais ler as propostas.





ORIENTAÇÃO GERAL

Leia com atenção todas as instruções.

A) Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha aquela com que você tenha maior afinidade ou a que trata de assunto sobre o qual você tenha maior conhecimento.
B) Após a escolha de um dos gêneros, assinale sua opção no alto da folha de resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero selecionado.
C) Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar. Escreva o título no lugar apropriado na folha de prova.
D) Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: JOSÉ OU JOSEFA. Em hipótese alguma escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
E) Utilize trechos dos textos motivadores (da situação que você selecionou) e parafraseie-os.
F) Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
ATENÇÃO: Se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Texto 1

“Trânsito: carros e mais carros, ônibus, motociclistas apressados, pedestres.
E nós, ciclistas. Como é que a gente faz?
Pedalar no trânsito parece impossível para muitos, principalmente para quem mora em cidade grande. Será mesmo? Se isto é verdade, por que tem aumentado o número de ciclistas nas ruas?
O que é verdade ou imaginação sobre segurança no trânsito?
Segurança no trânsito é estabelecida a partir de números, estatísticas, encontrados através de pesquisas realizadas com base científica, que dizem de fato o que é seguro, perigoso ou inseguro para o condutor de um veículo, pedestre ou qualquer outro que esteja participando do trânsito.
O resto é imaginação (ou ficção) popular, e esta sim, costuma ser perigosa.
Normalmente, quando acontece um acidente a história corre de boca em boca, e em pouco tempo parecerá que houve um acidente em cada esquina e a cada minuto. Há um certo prazer em contar e ouvir histórias deste tipo. Mesmo depois de muito tempo, um acidente sempre é uma conversa interessante. O que foi um tombo causado por um susto acaba se transformando num coitado sob as rodas de um ônibus.
É como no caso dos aviões: há em média 2 (sim, dois!) acidentes para cada milhão de decolagens, o que transforma o avião no meio de transporte mais seguro existente. Mesmo assim só se fala nos que se esborracharam. Detalhe: nestes dois raríssimos acidentes não necessariamente houve morte, nem um arranhão sequer (o avião apenas pousou de barriga).
A imensa maioria dos ciclistas pedala sem sofrer acidentes de trânsito! Mas, bom mesmo é quando há sangue na conversa. 
O fato é que as pessoas se apegam a certas verdades muito mais para evitar a possibilidade de mudanças em suas vidas do que para qualquer outra coisa. "Vai que pedalar é muito mais seguro que imagino, eu vou ter que assumir que estava errado todo este tempo".
O que é novo é estranho e traz receios. Para quem pedala pela primeira vez no trânsito a situação pode parecer assustadora. Só nos conscientizamos que a maioria dos perigos são imaginários com a convivência, a prática.
Trânsito é previsível, tem lógica, responde à física. Há uma parte psicológica? Sim, mas esta também é previsível.”


Texto 2

SP começa a multar desrespeito a bicicletas
A punição dos motoristas que não derem a preferência às bicicletas nas ruas paulistas será de R$ 574,62 e sete pontos na carteira

A partir desta segunda-feira, motoristas que não respeitarem a preferência dos ciclistas nas ruas e avenidas de São Paulo serão multados em até R$ 574,62, além de somar sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Para tentar reduzir os acidentes e mortes envolvendo bicicletas, os 2,4 mil agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vão utilizar três artigos do Código de Trânsito Brasileiro.
Serão autuados motoristas que dirigirem sem atenção, aproximando-se excessivamente das bikes, quem fecha um ciclista ou deixa de reduzir a velocidade ao ultrapassar uma bicicleta.
Outros dois artigos já fiscalizados ganharão maior atenção: o 181, que proíbe estacionamento em ciclofaixa ou ciclovia, e o 193, que multa quem dirigir nesses locais. Para advogados, como alguns artigos não são específicos sobre bicicletas, a medida pode gerar recursos.
A CET afirma que as contestações serão normais. Na semana passada, a companhia instalou 243 faixas com mensagens incentivando o respeito às bicicletas em viadutos e avenidas da cidade. Além disso, em Moema, 15 agentes da CET fiscalizarão o trânsito andando de bicicleta. Eles foram treinados por um cicloativista.


Texto 3

As normas de trânsito e a bicicleta
As normas de trânsito, inclusive para ciclistas, são definidas pelo código de trânsito brasileiro.

Em 1998, o Código de Trânsito Brasileiro passou a tratar a bicicleta como “veículo de propulsão humana”, e definiu direitos e deveres para os ciclistas. Portanto, os ciclistas ganharam representação, deixaram de ter um brinquedo, e passaram a ter um veículo. Esse primeiro passo é importante para conseguir outras conquistas, como infraestrutura, por exemplo.
Segundo o Código, a bicicleta deverá rodar em ciclovias e ciclofaixas ou, na ausência dessas, nas bordas da pista, no mesmo sentido regulamentado na via, com preferência sobre veículos automotores. Seguindo a hierarquia de segurança, o ciclista, por sua vez, deverá respeitar a preferência do pedestre. A bicicleta também deve obedecer aos limites máximos estabelecidos para os outros veículos, ou a sinalização constante na via.
Os condutores de veículos automotores precisam seguir várias normas, impostas claramente para a segurança dos pedestres e ciclistas. Por exemplo:

Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.
Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.

Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.

Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.
Parágrafo único. O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.

Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara -se ao pedestre em DIREITOS E DEVERES.

Além disso, os motoristas não devem estacionar o veículo sobre ciclovia ou ciclofaixa. Também precisam reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito, ao ultrapassar ciclista, guardando a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros da bicicleta no momento da ultrapassagem.
Assim considerado, sempre que o ciclista estiver na contramão, ou em calçadas e outros lugares com movimentação de pedestres, ele deve desmontar da bicicleta. Mas também fica garantido o seu direito de circular, e caso necessário, reivindicar ao órgão público pertinente que dê condições de circulação. Cabe ressaltar que é nítido o objetivo das vias, pensadas exclusivamente para os veículos automotores.

O CONTRAN, em sua Resolução 66/98, normatiza as infrações envolvendo a bicicleta. Veja o que você não deve fazer:

- Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva.
- Conduzir bicicleta fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda e sem segurar o guidão.
- Conduzir bicicleta transportando carga incompatível com suas especificações.
- Conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado.
- Conduzir em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento, ciclovias ou ciclofaixas.
- Conduzir crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.

Uso de equipamentos obrigatórios

O uso dos seguintes equipamentos é obrigatório, previsto pelo próprio Código, e regulamentado pelas Resoluções 02/98 e 46/98 do CONTRAN.

- Freio.
- Bicicletas com aro superior a vinte deverão ser dotadas de espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação.
- Campainha com dispositivo sonoro-mecânico, eletromecânico, elétrico ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento.
- Sinalização noturna, composta de retro-refletores, com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais:
a) na dianteira, nas cores brancas ou amarelas;
b) na traseira, na cor vermelha;
c) nas laterais e nos pedais, de qualquer cor.

- A Resolução 46/98 dispensa o uso do espelho retrovisor e da campainha, nas bicicletas destinadas à prática de esportes, quando em competição de mountain bike, downhill, freestyle, competição olímpica e pan-americana, competição em avenida, estrada e velódromo.
- O capacete não é previsto como equipamento obrigatório, mas seu uso salva vidas, portando é altamente recomendável.


Texto 4

SP: após nova morte, ciclistas pedem fim da 'guerra' no trânsito
Marina Novaes
Direto de São Paulo

Centenas de ciclistas participaram, na noite desta sexta-feira, de um protesto contra a violência no trânsito e a "imprudência" dos motoristas na avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação ocorre após a bióloga Juliana Ingrid Dias, 33 anos, morrer atropelada por um ônibus quando andava de bicicleta na mesma avenida, na manhã de hoje.
Policiais militares em motocicletas acompanham os manifestantes, munidos de flores e velas, além de adesivos com a inscrição "Não espere perder um amigo pra mudar sua atitude no trânsito" e flyers alertando que "Hoje mais um ciclista morreu em SP. Motorista, respeite os ciclistas e ajude a humanizar o trânsito".
Juliana, que trabalhava no Hospital Sírio-Libanês, fazia parte do grupo Pedal Verde, movimento que alia a causa ambiental ao ciclismo. Os amigos da vítima e integrantes do grupo plantaram duas árvores cerejeiras em homenagem à bióloga em um gramado localizado na praça do Ciclista, que fica na própria avenida.
"Ela era uma pessoa maravilhosa, apaixonada pela vida, as árvores representam a vida, é uma homenagem a ela", disse Gilberto Hiroshi, 42 anos, amigo de Juliana e integrante do Pedal Verde.
Apesar da tragédia, os amigos da vítima defendem que os ciclistas não deixem de pedalar. "Quanto mais ciclista nas ruas, mais segurança a gente vai ter para pedalar. Nós não podemos desistir. O que precisamos é de mais amor no trânsito, mais respeito. Tem espaço para todo mundo nas ruas", afirmou Flávia Pires, 35 anos, amiga de Juliana e integrante do grupo.
Entretanto, os ciclistas pedem menos "agressividade", já que muitos dos manifestantes relatam terem sofrido algum tipo de violência no trânsito e defendem que os motoristas de ônibus passem por treinamentos para evitar esse tipo de tragédia.
"Os motoristas, principalmente os de ônibus, dirigem com muita agressividade. A (avenida) Paulista, então, é terra de ninguém. Isso precisa acabar", disse Bruno Gola, 24 anos. "Não é só fazer mais ciclovias. Tem que ter mais ciclovias, mas (a solução) é a sociedade aprender a compartilhar a pista", disse Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBR.
O protesto foi marcado pelas redes sociais e acontece na praça do Ciclista, palco de diversas outras manifestações do tipo. Uma delas, que gerou grande repercussão, ocorreu em 2009, quando a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, 40 anos, morreu após ser atingida por um ônibus, também na avenida Paulista. Na ocasião, os manifestantes instalaram uma bicicleta branca, apelidada de "ghost bike", para chamar a atenção para o número de atropelamentos. Hoje, uma nova "ghost bike" será instalada no local onde Juliana morreu, na esquina com a rua Pamplona.
Em junho do ano passado, outra bicicleta "fantasma" foi colocada na zona oeste da capital paulista, em protesto pela morte do empresário Antonio Bertolucci, 68 anos, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, que morreu após ser atropelado por um ônibus de turismo, enquanto pedalava.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes lamentou a morte da bióloga, que trabalhava no Hospital Sírio-Libanês, e disse que tem investido em "programas para tornar o trânsito mais seguro para bicicletas nas vias da capital". De acordo com o órgão, estão em andamento projetos para a implantação de mais 55 km de novas ciclovias na cidade.


Proposta A

Com base nas ideias apresentadas nos textos e em seus conhecimentos sobre o assunto, redija um TEXTO DE OPINIÃO.

Proposta B

Faça um RELATO em 1ª pessoa sobre uma experiência sua ou de outra pessoa como ciclista em meio ao trânsito urbano.

Proposta C

Escreva uma CARTA ARGUMENTATIVA para os diretores do CONTRAN com sugestões e medidas para melhorar as leis e a segurança do trânsito para diminuir o crescente número de ciclistas mortos em acidentes de trânsito no Brasil.