sexta-feira, 11 de maio de 2012

Proposta 2012-12 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 17-05-2012)


Leia com atenção os textos abaixo e siga as instruções:




Texto 1

“A ministra da Cultura do Brasil, Ana de Holanda, defendeu a regulação dos direitos de propriedade intelectual na internet, uma política radicalmente diferente da de seus antecessores, que advogavam pela liberdade na rede na época em que Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente.
Em entrevista, Ana de Holanda expressou sua “enorme preocupação” com a problemática que geram os downloads livres e defendeu a regulação dos direitos de propriedade intelectual, e dotando-os de garantias jurídicas, à semelhança do que fizeram outros países.
A ministra fez estas afirmações em Bogotá, onde esteve presente na abertura ao público da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), que nesta edição tem o Brasil como convidado de honra.
Sua opinião contrasta com a dos dois governos sucessivos de Lula e vai de encontro à gestão dos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira.
“Gilberto Gil trabalhava muito por uma internet livre e eu também trabalho por uma internet livre para aquele que quer depositar sua obra livremente”, explicou Ana de Holanda, em referência aos artistas que voluntariamente usam a rede como meio de difusão.
Ministro da Cultura entre 2003 e 2008, o cantor Gilberto Gil chegou a declarar-se admirador da “cultura hacker”, e esta foi a herança deixada para Ana de Holanda, que se mostrou crítica a algumas ações de seu antecessor.
A atual ministra lembrou que Gilberto Gil “tem sua obra protegida e recebe os pagamentos correspondentes”.
O certo é que desde a chegada de Ana de Holanda ao Governo da presidente Dilma Rousseff foi promovida uma mudança de rumo nas políticas do Ministério.
“O tema está sendo polêmico no mundo inteiro, não só em meu país”, explicou a ministra, que se mostrou preocupada com a forma como “está sendo levada a discussão sobre como divulgar a cultura através da internet”.
A questão é que são muitas as indústrias envolvidas: “isso vale para a literatura, a música, o cinema, tudo”, indicou, antes de dar ênfase ao cinema.
“A indústria cinematográfica é caríssima e necessita de uma proteção; se se dispõe gratuitamente dela, é pirataria, e com pirataria não se paga ninguém”, explicou a ministra, justificando a mudança de rumo de seu Ministério.
Com esta mudança de políticas quanto à liberdade na internet, a ministra busca “garantir os direitos de quem cria”, garantiu nesta quarta-feira, antes de inaugurar o pavilhão do Brasil na Filbo 2012.”


Texto 2

Pesquisa revela dados sobre propriedade intelectual
Liberdade econômica também é retratada em estudo

O Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade (IL) apresentaram, nesta terça-feira, 17, o Índice de Direitos de Propriedade 2012 (IIDP) e o Índice de Liberdade Econômica 2012. O lançamento da pesquisa no Brasil aconteceu durante o 25º Fórum da Liberdade. O IIDP mede os direitos de propriedade material e intelectual de 130 países, que representam 97% do PIB mundial.
O índice revela as desigualdades econômicas entre os países que garantem os direitos de propriedade e aqueles que não garantem. O estudo é divulgado por 69 organizações em 53 países e seis continentes e utiliza como medidas os escores nos quesitos: Ambiente Político e Legal (PL), Direitos de Propriedade Material (DPM) e Direitos de Propriedade Intelectual (DPI).
Na lista, o Brasil aumentou o seu escore pelo quarto ano consecutivo, em 0,2 pontos e está em 60º lugar. A Finlândia figura em primeiro lugar, com um escore de 8,6 de 10, e a Suécia segue perto em segundo lugar com um escore de 8,5. Na região da América Latina, o Chile se classifica em primeiro lugar com um escore geral de 6,7.  A versão completa da pesquisa está disponível, em inglês, no sitewww.propertyrightsalliance.org.
Também lançado no Fórum da Liberdade, o Índice de Liberdade Econômica 2012 classifica 184 países em 10 categorias de desempenho, com ênfase na eficiência regulatória e na criação de um ambiente empresarial pró-mercado. Publicação conjunta da Heritage Foundation e do Wall Street Journal, o estudo incentiva a abertura e livre competição, a transparência governamental e a igualdade de oportunidade. No índice, o Brasil subiu 1,6 pontos, contabilizando 57,9 pontos, número que posiciona a economia do país como a 99ª mais livre do mundo.


Texto 3

“Na sociedade atual, as tecnologias de informação e comunicação (TICs) intensificam as relações sociais entre produtor e seus usuários de bens intelectuais, conecta pessoas aos processos e produtos informacionais, possibilitando o desenvolvimento de um novo modo de produção e circulação cultural por meio da colaboratividade, interação entre usuários da internet e da produção autônoma de conteúdos. Castells(2002) aponta para o surgimento de novas formas históricas de interação, controle e ação social, sendo necessário refletir sobre os canais de circulação e apropriação pelos indivíduos, pois estes são potenciais elementos ativos desses processos.” (Jean Carlos Ferreira dos Santos)

Texto 4

Sociedade da informação  ou em rede é uma “sociedade que recorre predominantemente às tecnologias da informação e comunicação para troca de informações, suportando a interação entre indivíduos e entre estes e instituições.” (Nazareno)

Texto 5

“A rede coloca os indivíduos interconectados em um processo de interação, de intersubjetividade, de mediação cultural, abrindo a possibilidade para a descentralização de processos decisórios.” (Pierre Lévy)

Os meios de produção e de trocas culturais foram amplamente democratizados com o advento da internet, em especial, com o aumento da velocidade de conexão possibilitada pela chamada Web 2.0 e com o rápido progresso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Esse processo impôs uma lógica paralela à tradicional para o consumo de conteúdo e cultura pela rede, em função da criação de ambientes em que a troca de informação dá-se por meio muito horizontais, em que cada internauta é consumidor potencial de uma quantidade jamais vista de informação na rede e também produtor e mediador de informação para uma audiência potencial igualmente inédita.
Para muitos, essa liberdade possibilitada pelas TICs é uma meio de democratização de informação e oportunidades, para outros um risco enorme para a continuidade da indústria cultural, em especial a de jogos eletrônicos, a cinematográfica e a fonográfica. Diante desse contexto, escolha uma das propostas abaixo acerca desse tema:


Proposta de redação A - Dissertação (UFTM, USP, Unesp, etc.)
            Diante de tantas possibilidades em aberto sobre o uso de TICs para a produção, distribuição e compartilhamento de bens culturais, faça uma dissertação sobre a troca livre e não regulamentada de informações culturais pela internet.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

Proposta de redação B - Editorial (UFU)
Faça um editorial a ser publicado em uma revista ou jornal brasileiro de sua escolha sobre a criação de punições severas para aqueles que insistem no compartilhamento de arquivos - como músicas e filmes - pela internet sem respeitar as leis de direito autoral internacionais. Lembre-se que seu posicionamento deve ser coerente com o do veículo midiático escolhido por você.

Instruções:
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.