domingo, 25 de março de 2012

Atualidades - 2012 - EM e PV - lista 7

Caras e caros,


Eis mais uma lista, esta com especial interesse pelas conseqüências nefastas em todos os sentidos da ação do atirador francês de origem árabe na escola judaica na cidade de Toulouse. Diante disso, penso que a única forma de combater a intolerância que tem crescido em todo o mundo é a informação e o esclarecimento, que são verdadeiramente as únicas armas efetivas contra esse obscurantismo que, de alguma forma, a todos atinge. 



Abraços,

Professor Estéfani Martins
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1 - 1ª anos, 2º anos, 3º anos e PV
Política para internautas

2 - 1ª anos, 2º anos, 3º anos e PV 
A quebra necessária de um tabu

3 - 1ª anos, 2º anos, 3º anos e PV 
Para que prender uma pessoa?
Taxa de presos no Brasil quase triplica em 16 anos
Um em cada 262 adultos está na cadeia; São Paulo tem um terço dos detentos
Especialistas veem número desproporcional de prisões por droga e furto; custo e eficácia do sistema são questionados
Claudia antunes
DO RIO


Uma pessoa em cada grupo de 262 adultos está presa no Brasil. Em 1995, essa proporção era de 1 para 627. Em São Paulo, com um quinto da população brasileira e um terço dos presos, um em 171 está na cadeia.
Entre 1995 e junho de 2011, a taxa de encarceramento (número de presos para cada cem mil habitantes) brasileira quase triplicou. É a terceira maior entre os dez países mais populosos e põe em questão custos e benefícios de ter tantos presidiários.
A polêmica é semelhante à travada nos EUA, recordista em presos e onde a tese dominante de que só a prisão de todos os infratores habituais leva à redução de crimes é cada vez mais questionada.
O início da onda de encarceramento no Brasil foi uma reação ao aumento da violência urbana. A taxa de homicídios passou de menos de 15 por 100 mil pessoas em 1980 para quase 25 em 1990, chegando a 30 em 2003.
Hoje, estudiosos como Julita Lemgruber, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, e Pedro Abramovay, da FGV-RJ, apontam a contribuição desproporcional de acusados de tráfico para o crescimento da população carcerária. Segundo eles, é uma consequência da aplicação equivocada da Lei de Drogas de 2006. A lei livrou usuários de prisão e estabeleceu pena mínima de cinco anos para traficantes, sem direito à liberdade provisória.
O resultado foi oposto ao esperado, e "uma massa que fica na fronteira entre o tráfico e o uso" lota as cadeias, diz Abramovay. Os presos por tráfico quadruplicaram em seis anos, para 117 mil, 40% deles em São Paulo.
"A polícia tem recursos finitos, e os usa para prender pessoas não violentas que serão violentas quando saírem da prisão", afirma ele.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, presidente da comissão de reforma do Código Penal do Senado, diz que há uma combinação de "cultura da prisão" com deficiência das defensorias públicas estaduais.
Com um presidiário típico jovem e pobre, isso resulta em muitos detentos sem julgamento (cerca de 40%, contra 21% nos EUA) e acusados de furto, estes em número maior do que os que respondem por assassinato.
Em mutirão recém-realizado pelo Conselho Nacional de Justiça em 25 Estados, só a revisão administrativa de processos, sem mudar sentenças, beneficiou 72,6 mil presos -36,8 mil libertados. "Furto não é caso de prisão", diz Dipp, para quem só crimes "gravíssimos" ou violentos merecem cadeia.

4 - 2º anos, 3º anos e PV 
Sobre uma Europa aos pedaços

5 - 2º anos, 3º anos e PV 
Uma “lição” sobre oportunismo

6 - 3º anos e PV  
Uma nova diáspora?
Com medo de antissemitismo, mais e mais judeus franceses estão emigrando para Israel
Der Spiegel
Gil Yaron
Em Tel Aviv (Israel)
23/03/2012

Muitos devem ter se lembrado do tratamento dado aos judeus sob o Terceiro Reich. Logo após o ataque a uma escola judaica na segunda-feira em Toulouse, no sul da França, os diretores de escola da cidade foram de classe em classe e pediram aos alunos judeus que se apresentassem. “Nós pedimos que vocês deixem a classe e se juntem às outras crianças judias, que estão em um local trancado e seguro.”
A intenção era de preocupação, em resposta a um pedido da comunidade judaica. Mas também destaca o grau com que muitos judeus na França se sentem ameaçados e uma minoria cada vez mais excluída. Todo ano, esses sentimentos levam milhares a tomar uma decisão drástica, a de empacotar seus pertences e se mudar para uma zona de crise: Israel. Eles se sentem mais seguros lá.
Há cinco anos, Linda se mudou de Paris para o Canadá, e de lá para a cidade portuária israelense de Ashdod. Há uma semana, ela, seu marido e seus dois filhos enfrentaram uma chuva de foguetes da Faixa de Gaza. Todavia, Linda, que não quis ser identificada pelo sobrenome, está feliz por não estar morando mais na França. “É mais seguro aqui do que na França”.
“O antissemitismo se tornou insuportável lá”, ela diz. “As crianças são molestadas a caminho da escola por serem judias.” Ela acrescenta que também foi molestada no meio da Champs Élysées em Paris. “Eu estava usando um colar com a Estrela de Davi”, lembra. “Uma pessoa então trombou comigo. Eu disse: ‘Você deveria se desculpar!’ Tudo o que ele disse é que não pedia desculpas a judeus.”
Segundo o Ministério Israelense de Absorção de Imigrantes, cerca de 2 mil judeus franceses atualmente se mudam para Israel por ano e, no total, 100 mil já se mudaram. O governo israelense fica feliz em receber os recém-chegados, que geralmente são abastados e altamente qualificados. Em 2004, o pedido do então primeiro-ministro Ariel Sharon para que os judeus franceses emigrassem provocou ultraje em Paris e levou a um esfriamento das relações entre os dois países. Mas a onda de imigração permanece inalterada.

Temor com o futuro
“Ainda não é uma fuga em massa do antissemitismo”, disse Avi Zana, diretor da Ami, uma organização que fornece assistência aos judeus franceses recém-chegados, para a “Spiegel Online”. Segundo Zana, os judeus também estão imigrando por motivos religiosos ou para encontrar uma noiva judia. Todavia, diante da situação precária na França, diz Zana, muitos concluíram que “o futuro das crianças judias não é mais seguro lá”. Segundo um estudo de 2004, um entre quatro dos 500 mil judeus da França está considerando emigrar para Israel por medo do antissemitismo.
Esse temor cresceu em 2006, depois de um caso de grande repercussão, no qual uma gangue cujos membros tinham crenças antissemitas manteve Ilan Halimi, 24, cativo por três semanas, período durante o qual foi torturado, resultando em sua morte. Após o incidente, os números de imigração da França subiram cerca de 50%.
Daniel Ben-Simon, membro do Parlamento israelense, o Knesset, examinou o fenômeno da emigração judaica em seu livro “French Bite”. “Os judeus na França temem o dia em que os muçulmanos se tornarão um fator determinante na política doméstica francesa”, disse Ben-Simon à “Spiegel Online”. “Eles temem que o país não será mais seguro para eles à essa altura.”
Mesmo hoje já ocorrem “centenas de incidentes antissemitas” por ano, cometidos principalmente por imigrantes árabes, diz Zana. “Isso cria muita pressão. Por quanto tempo as comunidades judaicas poderão se proteger de ataques com câmeras de vigilância?”

Clima ameaçador
O corretor imobiliário de Tel Aviv, Yitzhak Touitou, confirma essa tendência. “Aproximadamente um terço dos meus clientes é de judeus da França”, diz Touitou. E não são apenas os muito ricos que estão comprando um segundo lar em Israel. “Todo judeu francês que pode vir com algum dinheiro está comprando um apartamento aqui”, diz Touitou.
Ben-Simon estima que “quase um entre dois judeus franceses tem uma residência em Israel. É uma espécie de apólice de seguro, caso a situação na França fique ainda pior”.
Touitou escuta histórias de arrepiar contadas por seus clientes quando ele está mostrando imóveis. “O clima na França está se tornando muito ameaçador”, ele explica. “As pessoas não usam mais o quipá quando saem em público. Elas têm medo de serem molestadas.”
Houve uma trágica ironia nas mortes em Toulouse, diz Touitou, cuja sogra é casada com o fundador da escola Ozar Hatorah, onde ocorreram as mortes. “Eu conhecia o professor que foi morto”, ele explica. “Ele morou até recentemente aqui em Israel. Eles demoraram para conseguir persuadi-lo a ir para Toulouse para lecionar hebraico e religião lá. E então ele parte do problemático Oriente Médio e é assassinado na França, juntamente com duas crianças.”
Em resposta ao ataque, o vice-primeiro-ministro Silvan Shalom convidou, assim como Sharon em 2004, os judeus da França a se mudarem para Israel, mas desta vez ele fez o apelo em termos mais cautelosos. Todavia, diz Ben-Simon, o convite israelense pode ser bem-sucedido. “Se for revelado que o incidente visava deliberadamente os judeus, Israel pode esperar por uma onda de judeus franceses fugindo do país.”

Tradutor: George El Khouri Andolfato

7 - 3º anos e PV   
Uma aula sobre paranoia