sábado, 1 de dezembro de 2012

COC Uberlândia - 3º ano - Propostas de Pré-recuperação


Escolha uma das propostas a seguir para redigir sua redação.

PROPOSTA DE REDAÇÃO A

E agora querem transformar “gordo” em palavrão...

Gordo. A palavra soa mal? Para alguns, sim. Da mesma forma que negro, cego ou pobre – ou melhor, afrodescendente, deficiente visual ou menos favorecido –, falar “gordo” está se tornando ofensa. E a mídia americana já começa a adotar a nova tendência politicamente correta. Na semana passada, uma articulista do site Huffington Post, Vicki Iovine, escreveu que “as pessoas costumavam ter medo de ficar gordas; agora têm medo de dizer... gordo”. O que substitui a palavra proibida? “Pessoa sedentária superprocessadora de alimentos”, diz o ator e diretor de comédias americano Kevin Smith. No mês passado, Smith foi expulso de um voo por não caber numa única poltrona e começou a fazer graça com o assunto. Outra sugestão, mais sisuda, é que se diga: “A palavra que começa com f” (em inglês, gordo é “fat”).
A linguagem politicamente correta surgiu nos Estados Unidos na década de 70, como herança do movimento de defesa dos direitos civis do pós-guerra. Com ela, claro, desenvolveu-se um enorme mercado de processos judiciais. Quem não segue o novo cânone pode parar na Justiça – e isso ajuda a explicar parte do sucesso da nova língua. De acordo com sua lógica, usar certas palavras legitima o preconceito e propaga visões discriminatórias contra grupos sociais. A mudança, afirmam seus defensores, seria o primeiro passo para eliminar o preconceito enraizado na linguagem.
 Mas essa é uma impressão enganosa. Na prática, a patrulha da língua enfraquece o idioma e empobrece a comunicação. “Palavras legítimas, originárias do latim, com uma história de 2 mil anos, estão sendo banidas de nosso dia a dia”, diz Aldo Bizzocchi, doutor em linguística pela Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro Léxico e ideologia na Europa Ocidental. “O problema está na intenção ao dizer algo, não na palavra em si. Não é ofensa nenhuma dizer que Beethoven era surdo.”
É evidente que certas palavras carregam um tom ofensivo. É o caso, em inglês, do termo “nigger”, uma forma pejorativa de se referir aos negros que pode ser aproximadamente traduzida em português por “preto”. Em inglês, porém, tornou-se politicamente incorreto o próprio termo “black” – correspondente a nosso “negro” e usado pelos próprios líderes do movimento negro.
No Brasil, o controle do idioma ainda não é tão severo. Gordo e negro são palavras aceitas, embora com cada vez mais ressalvas. Afrodescendente já pegou nos discursos e nas teses de mestrado e doutorado. “Homossexualismo” aos poucos vai mudando para “homossexualidade”, de acordo com a orientação dos grupos de gays e lésbicas que veem no sufixo “ismo” uma conotação de doença. (Não se sabe se seriam doenças também o comunismo, o liberalismo ou o tenentismo...) Há alguns anos, quem perdia uma perna era chamado de “aleijado”. Depois passou a ser tratado como “deficiente”. Recentemente, virou “portador de deficiência”. Não parou aí. Agora, ele é “portador de necessidade especial”.
Em 2006, a Secretaria de Direitos Humanos lançou a Cartilha do politicamente correto, com 96 expressões consideradas preconceituosas. A lista desestimulava termos como “baianada” (para abusos no trânsito), assim como as palavras “anão” e “palhaço”. A frase “a coisa está preta” também entrou no índex. A cartilha foi tão criticada que o governo a suspendeu. A ideia de vigiar a linguagem, porém, continua viva e forte – mas não gorda, gorda jamais.

Martha Mendonça. Revista Época. Ed. 616, 08 de março de 2010.


http://recantodovelhinhorabugento.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html



Após a leitura tenta dos textos acima, redija um texto de opinião sobre a imposição do politicamente correto na sociedade brasileira.

PROPOSTA DE REDAÇÃO B


Leia o texto abaixo.

Morreu Amy Winehouse e os moralistas de serviço já começaram a aparecer. Como abutres que são. Não há artigo, reportagem ou mero obituário que não fale de Winehouse com condescendência e piedade. Alguns, com tom professoral, falam dos riscos do álcool e da droga e dão o salto lógico, ou ilógico, para certas políticas públicas.
Amy Winehouse é, consoante o gosto, um argumento a favor da criminalização das drogas; ou, então, um argumento a favor de uma legalização controlada, com o drogado a ser visto como doente e encaminhado para a clínica respectiva. O sermão é hipócrita e, além disso, abusivo.
Começa por ser hipócrita porque este tom de lamentação e responsabilidade não existia quando Amy Winehouse estava viva e, digamos, ativa. Pelo contrário: quanto mais decadente, melhor; quanto mais drogada, melhor; quanto mais alcoolizada, melhor. Não havia jornal ou televisão que, confrontado com as imagens conhecidas de Winehouse em versão zoombie, não derramasse admiração pela 'rebeldia' de Amy, disposta a viver até o limite.
Amy não era, como se lê agora, uma pobre alma afogada em drogas e bebida. Era alguém que criava as suas próprias regras, mostrando o dedo, ou coisa pior, para as decadentes instituições burguesas que a tentavam "civilizar". E quando o pai da cantora veio a público implorar para que parassem de comprar os seus discos – raciocínio do homem: era o excesso de dinheiro que alimentava o excesso de vícios – toda a gente riu e o circo seguiu em frente. Os moralistas de hoje são os mesmos que riram do moralista de ontem.
Mas o tom é abusivo porque questiono, sinceramente, se deve a sociedade impor limites à autodestruição de um ser humano. A pergunta é velha e John Stuart Mill, um dos grandes filósofos liberais do século 19, respondeu a ela de forma inultrapassável: se não há dano para terceiros, o indivíduo deve ser soberano nas suas ações e na consequência das suas ações.  
Bem dito. Mas não é preciso perder tempo com filosofias. Melhor ler as letras das canções de Amy Winehouse, onde está todo um programa: uma autodestruição consciente, que não tolera paternalismos de qualquer espécie.
O tema "Rehab", aliás, pode ser musicalmente nulo (opinião pessoal), mas é de uma honestidade libertária que chega a ser tocante: reabilitação para o vício? Não, não e não, diz ela. Três vezes não.
Respeito a atitude. E, relembrando um velho livro de Theodore Dalrymple sobre a natureza da adição (Junk Medicine: Doctors, Lies and the Addiction Bureaucracy), começa a ser hora de olhar para o consumidor de drogas como um agente autônomo, que optou autonomamente pelo seu vício particular – e, em muitos casos, pela sua destruição particular.
(PEREIRA COUTINHO, João. “Sermão ao Cadáver”, www.folhaonline.com.br – acesso 25 jul 2011.)


A sociedade deve impor limites à autodestruição de um ser humano? Discuta essa questão, em um texto dissertativo, ponderando a respeito da descriminalização da maconha.






quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ATA - gêneros musicais - resumo (orientação de estudo) - P4 e simulado - 2º ano


Blues
Ritmo nascido no chamado “sul profundo” dos EUA, na área do Delta do Mississipi e nas imediações também rurais dessa região. O Blues constituiu-se como crônica musical da vida de trabalho, pequenas alegrias, humilhações e preconceito dos negros norte-americanos na virada do século XIX para o XX. Além desse, outros temas dominavam as predileções dos primeiros “bluesmen”, a saber: o sexo, o demônio, a bebida, a noite e os relacionamentos afetivos. De modo geral, o Blues é uma música de harmonia simples, de ritmo melancólico e solos de guitarra, gaita e piano comumente, que simulavam um lamento, um choro ancestral – a famosa “blue note” - vindo da África manifestando-se contra a violência, o degredo e as muitas tentativas de aculturamento sofridas pelos negros chegados nos EUA por parte dos brancos norte-americanos. Do ponto de vista musical, é um dos pilares do Jazz e em alguns momentos confunde-se com ele, especialmente nas duas primeiras décadas do século XX. Sobre outro aspecto do  processo de urbanização do Blues com o desenvolvimento do chamado Chicago Blues e, mais tarde, do R&B, é importante perceber a relação direta com o êxodo rural dos negros do sul dos EUA que buscavam as cidades do norte desse país com o intuito de buscar melhores condições de vida, de escapar de leis segregacionistas como as “Jim Crow” e de evitar organizações racistas como a KKK. Em Chicago e em outras cidades do norte, encontrou-se uma parte mais desenvolvida e liberal dos EUA, daí muitos negros do sul procurarem melhores condições de vida e trabalho, além de uma sociedade menos preconceituosa, entretanto quase sempre não a achavam, porque eram obrigados - por questões também econômicas - a morarem em guetos pobres e, portanto, continuavam de certa forma marginalizados na sociedade. A partir de então e com sua aceleração e eletrificação, o Blues passou a influenciar de forma mais contundente no desenvolvimento de ritmos derivados e dependentes dele, tais como: o Rhythm and Blues (R&B), o Rock, o Funk, o Soul e o RAP, os quais são consequências estéticas desse primordial gênero musical norte-americano, que, junto ao samba, influenciou a música mundial numa proporção e abrangência incomparável. O blues ao longo da primeira metade do século XX foi diversificando-se em muitos estilos tais como o Delta Blues, o Piedmont Blues, o Country Blues, o Chicago Blues, o Detroit Blues, o Jump Blues, etc. Exemplos: Son House, Leadbelly, Robert Johnson, Willie Dixon, Muddy Waters, B.B. King, Buddy Guy, Charlie Paton, Pinetop Perkins, Hound Dog Taylor, Koko Taylor, Blind Wille McTell, Blind Lemon Jefferson, Arthur “Big Boy” Crudup, Blind Willie Johnson, Big Mama Thornton, Eddie Boyd, Sonny Terry, Elmore James, Willian Clarke, Fenton Robinson, Howlin' Wolf, J. B. Lenoir, John Lee Hooker, etc.

Jazz
O Jazz é um estilo musical estadunidense oriundo do sul do país e que se consolidou na transição do século XIX para o XX. Grosso modo, é um processo de urbanização e requintamento do Blues rural tocado nos arredores de cidades da estados como a da Lousiana. Os pilares dessa expressão artística fundam-se na fusão das tradições musicais afro-americanas com as europeias, tal mescla é produto da inventividade espontânea da cultura popular de comunidades negras e mestiças (“creoles”) de cidades do sul dos EUA, em especial New Orleans, pela sua histórica vocação libertária, cosmopolita e musical. Esta ousadia estética gestada por negros e mestiços (creoles) muitas vezes com educação musical formal incorporava elementos do canto tribal africano como o canto-resposta, a “blue note” do Blues, o ritmo sincopado herdado dos tambores africanos, a polirritmia, a improvisação e alguns elementos do Ragtime e do Gospel. Os instrumentos usados no Jazz são de espectro amplo, desde o violino de Stephane Grappelli à guitarra de Wes Montgomery, por isso os mais variados instrumentos têm sido empregados na execução desse estilo musical, ainda que mais comumente, metais e piano.
Desde sua origem, o Jazz não se limitou a ser uma manifestação artística monocórdica, previsível ou estagnada, por isso, ao longo do século XX, foram muitas as mudanças, rupturas e revoluções pelas quais passou esse estilo, dentre as quais destaca-se: o Dixieland e o Ragtime de New Orleans, o Swing das Big Bands, o Bebop das grandes metrópoles, o Cool Jazz, o Free Jazz, o Fusion (Samba Jazz, Funk Jazz, Latin Jazz, Acid Jazz, etc.), além, evidentemente, das cada vez mais imprevisíveis tendências contemporâneas. Exemplos: Miles Davis, John Coltrane, Charles Mingus, Herbie Hancock, Horace Silver, Os Cobras, Copa 5, Brasil 66, Moacir Santos, Bill Evans, Milt Jackson, Herbie Mann, Jim Hall, Ron Carter, Jaco Pastorious, Gene Krupa, Hermeto Pascoal, Groove Holmes, Gerry Mulligan, Chet Baker, Buddy Rich, Sivuca, Kenny Burrell, Sonny Rollins, Dexter Gordon, Wynton Marsalis, Ron Carter, US3, James Taylor Quartet, Charlie Parker, Oscar Peterson, Thelonious Monk, Dave Brubeck, Art Blakey, Wes Montgomery, Sonny Rollins, Ray Brown, King Oliver, Louis Armstrong, Weather Report, etc.

Soul
Da união entre as tradições musicais afro-americanas com a música sacra de origem protestante, mais elementos do Blues e, mais tarde, do R&B, na transição da década de 1950 para a de 1960, desenvolveu-se uma música profana notabilizada pelas harmonias elegantes e pelos vocais angelicais, além das letras ora políticas, ora sentimentais. Portanto, o Soul é resultado da união das experiências profanas e envolventes da versão acelerada e festiva do Blues, o Rhythm and Blues; com o Gospel, a música protestante negra, consequência eletrificada e pungente dos Spirituals, quase sempre cantada por coros efusivos e vibrantes com o intuito de adorar a Deus. Tal processo cultural é a prova das infinitas e imprevisíveis possibilidades de aproximação entre as referências culturais ou ideológicas mais distintas. Exemplos: Ray Charles, Otis Redding, Sam Cooke, Curtis Mayfield, Smokey Robinson, The Temptations, The Comodores, Jackson 5, Marvin Gaye, Gladys Knight & the Pips, Martha Reeves & The Vandellas, The Marvelettes, Diana Ross (e o grupo The Supremes), Aretha Franklin, The Four Tops, Booker T and the MGs, Solomon Burke,  Nina Simone, Dusty Springfield, Stevie Wonder, etc.

Funk
Ao longo da década de 1960 e 1970, o Soul foi sendo modificado por várias influências que potencializaram outro ritmo mais dançante, mais agressivo e com letras politicamente ainda mais engajadas, que passou a ser chamado mais tarde de Funk. Com batida fortemente sincopada e com grandes e agitados “nipes” de metais, construiu-se uma música que ao mesmo tempo era defensora da causa dos negros nas décadas de 1960 e 1970 especialmente, era um ritmo enérgico, alegre e sedutor, perfeito para celebrações agitadas, dançantes e vigorosas. Por vezes, é difícil separar as influências Funk e Soul em uma mesma música, até porque muitos artistas não tiveram qualquer interesse em separá-los de forma clara ao longo de sua produção musical. Além disso, o Soul e o Funk foram os ritmos musicais que mobilizaram as questões raciais nos EUA, porque, na maioria das vezes, evocavam a luta pelos direitos civis dos negros pelo caminho da política, da conscientização e da mobilização pacíficas. Exemplos: James Brown, mestre maior desse ritmo; Sly and Family Stone; Funkadelic; Parliament, Kool and the Gang; Kashmere Stage Band; The Metters; Average White Band; Maceo Parker; Hank Ballard; Jimmy "Bo" Horne; etc.

Reggae e ritmos jamaicanos
Estilo musical originário da Jamaica, caracterizado pela estrutura de banda pop; pelas letras ligadas aos movimentos de afirmação dos negros, ao amor e a paz; pela ligação com o Rastafarismo e pelo ritmo envolvente. Originou-se da união de influências da música tradicional africana e caribenha (Mento), do Ska, do Rocksteady e do R&B norte-americano. Posteriormente, deu origem a ritmos como o Dub, o Dancehall e o Ragga. Bob Marley é o maior representante do gênero em função da qualidade da sua vasta obra e da grande repercussão internacional dela. No Brasil, desenvolveu-se vigorosamente em muitas cidades da região Norte, muito em função da proximidade geográfica e étnica com a Jamaica, em especial, na cidade São Luís do Maranhão, onde há uma cena popular, madura e bem desenvolvida de ritmos jamaicanos. São expoentes desse ritmo musical Peter Tosh, Jimmy Cliff, The Wailers, Big Mountain, etc. No Brasil, há uma grande variedade de grupos dedicados ao Reggae, são exemplos: Maskavo, Cidade Negra, Natiruts, Chimarruts, Tribo de Jah, Ponto de Equilíbrio, etc.

RAP (“Rhythm and Poetry” ou "Rime and Poetry") 
Ritmo nascido na periferia de cidades norte-americanas, especialmente New York, produto de uma cultura urbana, negra e periférica que é parte de tradições culturais caracterizadas por expressões corporais ligadas à dança (Break), musicais (RAP) e visuais (grafite), as quais são os pilares de movimento cultural chamado Hip Hop. O RAP é resultado de várias e evidentes influências de tradições musicais e comportamentais dos chamados “Sistemas de Som” jamaicanos, que nada mais eram que festas populares feitas na periferia de Kingston, voltadas para um público jovem sem muitas oportunidades de lazer, que via naquelas grandes aparelhagens de som comandadas por um Disc-jóquei (DJ) e um Mestre de Cerimônia (MC) que entre versos improvisados e discos inicialmente de R&B conseguiam divertir e inspirara milhares de pessoas a, mais tarde, construir pontes entre músicas folclóricas jamaicanas como o Mento e as influências norte-americanas que ouviam.
Como evento musical, o RAP consiste no cantar falado e ritmado de um MC acompanhado por DJ que usava bases presentes em “Long Plays” (LPs) geralmente de bandas e intérpretes clássicos do Funk como James Brown, Sly and Family Stone, The Metters, Kashmere Stage Band, etc., ainda que com a aplicação de texturas, novos andamentos e os famosos “scratches”, para que os MCs "cantassem" sobre essas construções musicais de intenso e marcado ritmo. No início, a partir de vozes de Gil Scott-Heron e Kurtis Blow, o RAP foi uma espécie de porta-voz das angústias, das insatisfações e do estilo de vida dos negros das comunidades pobres dos EUA, ou seja, tinha um componente político indiscutível. Mais tarde, ao longo da década de 1990, o RAP perdeu em parte seu aspecto politizado para dar lugar a letras de caráter hedonista, revanchista, misógino, etc., que foram responsáveis pela consolidação de um sub-estilo do RAP chamado Gangsta. Atualmente, o RAP tornou-se um dos elementos mais importante da cultura pop mundial, a ponto de ser uma forma de inspiração em revoltas populares em países de culturas aparentemente tão diferentes como os árabes Tunísia e Egito. Exemplos: DJ Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, DJ Kool Herc, Public Enemy, Run DMC, De La Soul, N.W.A. - Niggas With Attitude, The Notorious B.I.G., Tupac Shakur, The Roots, Dr. Dre, etc.

Rock’n’Roll
Ritmo musical nascido da união de influências estéticas negras como o Blues e, seu filho de cadência acelerada e letras subversivas, o Rhythm'n'Blues, com ritmos musicais como o Country, o Bluegrass, os quais unidos das mais diversas formas permitiriam o nascimento do Rock’n’Roll na década de 1950 com mais evidência, ainda que já se pudesse antevê-lo em produções anteriores de músicos negros como Chuck Berry ou Little Richards. Nasceu cercado de preconceitos impostos pela sociedade branca, pretestante e conservadora da década de 1950 nos EUA, mas a partir da década de 1960 foi lentamente assimilado pela cultura urbana e jovem que se formava até tornar-se parte da indústria cultural a partir da década de 1970. Quanto à expressão, ela literalmente significa "balançar e rolar" e era uma gíria dos negros norte-americanos do início do século XX, para referir-se comumente ao ato sexual. São nomes representativos do chamado Rock’n’Roll clássico e do Rockabilly: Chuck Berry, Little Richards, Jerry Lee Lewis, Fats Domino, Bill Halley, Roy Orbison, Bo Diddley, Hank Willians, Muddy Waters, Buddy Holly, Johnny Cash, Elvis Presley, etc. A partir da década de 1960, com as influências do Folk, da “Invasão britânica”, do revigorado Blues, das experiências com drogas alucinógenas, do ideário Hippie, do oriente indiano, entre outras, desenvolveram-se inúmeras vertentes do rock como o Blues Rock (Canned Heat, Yardbirds, Taste, Blue Cheer, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Bacon fat, etc.), o Folk Rock (Bob Dylan; The Band; Crosby, Stills, Nash and Young; Buffalo Springfield; etc.), o Rock Progressivo (Pink Floyd, Yes, Jethro Tull, Rush, Van de Graaf, King Crimson, Gentle Giant, etc.), o Rock Psicodélico (Grateful Dead, Jefferson Airplane, etc.), o Hard Rock (Led Zeppelin, Deep Purple, Humble Pie, Free, etc.), o Heavy Metal (Black Sabbath, Dust, Buffalo, etc.), o Punk Rock (Stooges, MC5, etc.), etc.

Bossa Nova
Em 1958, João Gilberto, até então um violonista baiano pouco conhecido, lançou um disco fundamental para a música ocidental que seria o marco de um novo movimento estético na música brasileira: “Chega de Saudade”. Importante salientar que Elizeth Cardoso, Johnny Alf, entre outros já ensaiavam a estética “bossanovista” em espetáculos em boates cariocas ao longo da segunda metade da década de 1950. O ritmo surgiu da união improvável de referências baseadas na música formal e erudita (Debussy, Ravel, etc.); no Jazz norte-americano, não o tradicional, mas o de vanguarda como o Bebop; e em ritmos afro-brasileiros como o Samba. Assim nasceu a Bossa Nova, que, além de mudar os rumos da música brasileira, contribuiu decisivamente para uma renovação da música instrumental em grande parte do mundo, além de ter sido uma referência importante de muitos astros do Jazz a partir de então. Outro destaque desse movimento foi o caráter urbano, individualista e intimista das composições “bossanovistas”, além disso pode-se dizer que foi na e pela classe média, incentivada pelo clima de euforia propiciado pelo governo de Juscelino Kubitschek, que o ritmo foi construído, assim a Bossa Nova constitui-se como um dos poucos ritmos musicais brasileiros com uma decisiva contribuição da classe média em seu desenvolvimento, pois a maioria dos ritmos oriundos do Brasil, especialmente os de mais sucesso no século XX, tem uma estreita relação autoral com a periferia. A Bossa Nova seria reconhecida a partir de então pelas harmonias elaboradas, pelo ritmo sincopado, pela poesia despretensiosa política e socialmente e pelo jeito inovador de tocar de seus violonistas. Além disso, a influência desse movimento é sentida até a atualidade nos inúmeros grupos brasileiros e estrangeiros assumidamente influenciados por essa estética musical. Outros nomes fundamentais desse movimento são Antônio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Dóris Monteiro, Nara Leão, Carlos Lyra, Luís Bonfá, Roberto Menescal, Silvia Telles, João Donato, dentre muitos outros.

Festivais de Música Popular Brasileira (“Era dos Festivais”)
Os Festivais, especialmente, os do final da década de 1960 foram responsáveis não só por dar espaço para novos compositores, intérpretes e tendências da música popular brasileira, como também foram responsáveis por definir o conceito de MPB largamente usado mais tarde. Dentre eles, o mais importante foram os quatro festivais da Record entre 1967 e 1969, ainda que várias redes de televisão como a Globo, a Rio e Excelsior tenham tidos os seus festivais de forma intermitente entre 1965 e 1985.
        Além de refirmar a diversidade estética da música brasileira e dar espaço para experimentações inéditas, a “Era dos Festivais” foram responsáveis por tornar notáveis jovens músicos como Tom Zé, Mutantes, Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Tony Tornado, entre outros. Foram também palco para exposição de muitas ideias estéticas e políticas que o tornaram um porta voz de diversas opiniões durante o conturbado e controverso período posterior ao Golpe Militar de 1964.
        Outro destaque sobre esses eventos é a apaixonada e intensa participação do público que torcia fervorosamente por suas e músicas e intérpretes favoritos, além da grande audiência que as transmissões televisivas alcançavam.

Tropicalismo
Movimento central na história da música popular brasileira. Sintetizado pela gravação de um dos álbuns mais importantes da história da música mundial, porque resultado de criação coletiva inspirada e impulsionada pelo impacto estético e político que Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram com suas apresentações no III Festival de Música Popular da Record no ano de 1967 somado a manifestações tradicionais da cultura brasileira como a Música Caipira, o Baião, etc.; a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda da cultura nacional e estrangeira (como o Concretismo, a Bossa Nova e o Rock Psicodélico, absorvido por meio do disco “Sgt Pepper’s of Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental. Em maio de 1968, começaram as gravações do disco que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé - além dos poetas Capinan e Torquato Neto e dos maestros Rogério Duprat, Damiano Cozzella e Júlio Medaglia (responsáveis pelos arranjos do disco “Tropicália ou Panis et Cirsensis”). Segundo o Dicionário Cravo Albin: “O movimento ressaltou, em sua estética, os contrastes da cultura brasileira, trabalhando com as dicotomias arcaico/moderno, nacional/estrangeiro e cultura de elite/cultura de massas. Absorveu vários gêneros musicais, como samba, bolero, frevo, música de vanguarda e o pop-rock nacional e internacional, e incorporou a utilização da guitarra elétrica. Estabeleceu uma interlocução com a poesia concreta paulista, tendo recebido apoio crítico de seus expoentes, Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. O histórico remonta a discussões estéticas mantidas entre Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Torquato Neto, Rogério Duarte e o empresário Guilherme Araújo, em que eram colocadas em pauta questões como a necessidade de universalização da música brasileira em um contexto marcado hegemonicamente pela preocupação nacionalista de rechaçar a influência estrangeira.”. O nome do movimento atribui-se à canção “Tropicália”, de Caetano Veloso, que recebeu esse título a partir de uma instalação, com o mesmo nome, do artista Hélio Oiticica.

Xote (Xótis)
Uma versão nordestina do Schottisch – palavra alemã que significa “escocesa” em referência à polca escocês, que no final do século XIX no Brasil era uma dança muito valorizado pelas elites brasileiras. Normalmente, mais lento de que o Baião e Xaxado com o qual mantém muitas semelhanças, inclusive porque junto ao Coco, à Ciranda, etc., são muito executadas em Forrós. Trata-se de uma forma de dança muito comum em bailes na Europa que foram trazidos ao Brasil pelos portugueses e tiveram intenso desenvolvimento especialmente no Nordeste onde evoluiu a partir de passos da polca e da valsa europeias. Além do instrumental típico do Baião, pode ter também solos de rabeca (violino).

Xaxado
Atualmente muito executada em Forrós, Dança popular brasileira originada do sertão pernambucano, criada e inicialmente executada entre cangaceiros, daí ser uma dança por muito tempo exclusivamente masculina. Usada como forma de, com cantos de improviso ou compostos, comemora vitórias, lamentar a perda de companheiros, insultar inimigos, etc. O nome, para muitos, deriva de uma onomatopeia (xa-xa-xa) associada ao barulho repetitivo e compassado das sandálias dos dançarinos no solo seco do sertão.

Baião
Ritmo musical nordestino, com influência do samba e da conga, muito apreciado pelo ritmo alegre e dançante, que se expandiu pelo Brasil a partir de 1946, graças à obra do compositor, cantor e sanfoneiro Luís Gonzaga, criador e intérprete de muitos sucessos como “Asa Branca”, “Juazeiro”, “Paraíba”, “Qui nem Jiló”, “Respeita Januário”, “Sabiá”, “Vem Morena”, “Baião de Dois”, “Noites brasileiras”, etc. Nas últimas décadas, o ritmo conquistou admiradores e outros expoentes, ainda que com repertórios não completamente dedicados ao Baião, tais como Alceu Valença, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro, Hermeto Pascoal, Lenine, etc. Também pode ser entendido como um tipo de dança popular de origem nordestina geralmente acompanhada de viola, sanfona (acordeão), zabumba, triângulo, etc. Também chamado de baiano, lundu-chorado, etc. Outros nomes importantes do Baião são Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, etc.

Choro
Ritmo normalmente instrumental de temática melancólica, por vezes pitoresca ou jocosa, que estrutura-se a partir da junção de arranjos densos e ricos com harmonizações complexas e com execuções de grande sofisticação. A instrumentação é baseada em metais e cordas, ainda que se possa notar a presença marcante de instrumentos percussivos como o pandeiro. Os expoentes desse ritmo são Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Radamés Gnattali, Altamiro Carrilho, Garoto, Rafael Rabello, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, entre muitos outros. Foi criado na transição entre o século XIX e o XX a partir da mistura de elementos musicais de ritmos e danças europeias (como a Mazurca, o Schottisch, a Modinha Portuguesa, a Valsa, o Minueto e, especialmente, a Polca), da música popular portuguesa e, evidentemente, da música afro-brasileira.

Forró
Ainda que uma forma genérica de nomeação de ritmos nordestinos como o Baião, o Xote e o Xaxado, é mais criterioso usar esse termo para se referir a bailes muito populares no Nordeste do Brasil, que, no final do século XX, passaram a ser comuns também no restante do país, especialmente no Sudeste. Neles, casais dançam de forma compassada e muito próxima; também é chamado de “arrasta-pé”, “rala-bucho”, “bate-coxa”, “bate-chinela” ou “forrobodó”. Como ritmo musical, constrói-se em torno da sanfona e da união de gêneros nordestinos como o Coco, o Baião, o Xote, o Xaxado, a Quadrilha, entre outros. A temática da música tem a ver com sentimentos simples, com ideias bucólicas e singelas, com casos famosos da cultura popular e de cordel, etc. Entre os muitos nomes que difundiram essa cultura destacam-se Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Dominguinhos, João do Vale, Genival Lacerda, Elba Ramalho, etc.

Frevo (Marcha nortista ou Marcha pernambucana)
Ritmo carnavalesco instrumental assemelhado a uma marcha, até por sua origem da Polca Militar ou da Polca-marcha, de andamento rapidíssimo e sincopado. Música considerada extremamente contagiante e típica da região de Pernambuco. Provavelmente, a origem do nome Frevo deriva de “frever” (ferver) em função das consequências dela no comportamento e no humor das pessoas e grupos. Como tipo de dança é caracterizado por movimentos frenéticos por parte dos dançarinos, que tradicionalmente usam guarda-chuvas coloridos como forma de compor visualmente os passos elaborados dessa forma de dança. Eles executam comumente coreografias individuais marcadas por intenso movimento de pernas e braços. Para muitos, os passos típicos do Frevo foram inspirados em danças europeias e em movimentos da Capoeira. São expoentes e importantes divulgadores desse ritmo Alceu Valença, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Spok Frevo Orquestra, Orquestra de Frevos do Recife, etc.

Soul e Funk (Black Music)
No Brasil, esses estilos musicais desenvolvem-se na periferia de grandes cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, nos famosos Bailes Black, onde se ouvia uma grande gama de estilos de música de origem invariavelmente negra como o Funk de Sugarhill Gang, KC and Sunshine Band, War, etc.; o Soul de Wilson Pickett, Otis Redding, The Commodores, Marvin Gaye, etc.; o R&B (Charm) de Aretha Franklin, Diana Ross, Jackson 5, etc., o Samba-Rock de Jorge Bem, Bebeto, Trio Mocotó, etc.; o Samba-Funk de Dom Salvador e Grupo Abolição, Black Rio, etc.; o Miami Bass de 2 Live Crew, DJ Magic Pike, etc.; e o RAP de Kurtis Blow, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, etc.
        Assim, os Bailes Black desenvolveram-se velozmente, ainda que com pouco do aspecto político muito presente no Soul e no Funk norte-americanos. Além disso, as fronteiras entre esses estilos, em solo brasileiro, ficaram sutis graças às multifacetadas obras de Tim Maia, Wilson Simonal, Gerson King Combo, Hyldon, Cassiano, Dom Salvador e Orquestra Abolição, Sandra Sá, Trio Ternura, etc. Isso porque o que viria a ser chamado com o intuito simplificador de Black Music, por parte da mídia brasileira, seria também influenciado por ritmos brasileiros como o samba, por exemplo.

Funk Carioca
Primeiramente, esse ritmo musical brasileiro guarda pouca relação com o Funk do mestre James Brown, porque o Funk Carioca desenvolveu-se da convivência e da confusão entre muitos ritmos como o Miami Bass, o Freestyle, o Soul, o Samba-Rock, o Charm (Rhytmn’n’Blues) e o próprio Funk, que animavam os famosos Bailes Black ou Festas Hi-Fi na virada da década de 1970 para 1980 no Rio de Janeiro. Nessas oportunidades, todas as músicas que eram executadas pelos DJs (Ademir, Cidinho Cambalhota, Mr. Funk Santos, Messiê Limá, etc.) eram chamadas genericamente de Funk, ainda que o Funk Carioca seja mais ligado a ritmos como o Miami Bass, ritmo nascido na Flórida caracterizado por batidas rápidas e graves e letras com apelo sexual. Ao longo do desenvolvimento do Funk carioca, os bailes - até então, realizados nas periferias da capital fluminense e da região metropolitana - expandiram-se para áreas livres onde equipes de som rivais (Soul Grand Prix, Furacão 2000, etc.) enfrentavam-se para saberem quem tinha o som mais potente, o MC mais inspirado, o melhor DJ ou o “melô” mais popular. Posteriormente, os bailes funk seriam um fenômeno cultural que alcançaria a classe média, o que permitiu a realização frequente de bailes também em áreas nobres da cidade. Nesse período, tem grande destaque o DJ Marlboro, um dos muitos protagonistas do Funk Carioca, o qual inclusive foi um dos principais responsáveis pela internacionalização desse ritmo. Atualmente, esse importante fenômeno cultural tem se diversificado por causa do trabalho de MCs e DJs com produções mais politizadas, que convivem com outras vertentes como é o caso dos funks hedonistas e de forte apelo sexual; os que estimulam e defendem o crime organizado, a violência e as drogas (“Proibidão”); ou mesmo os que, de forma bem humorada ou apológica, tratam do cotidiano das favelas e das periferias brasileiras. Os primeiros “melôs” foram “Feira de Acari”, “Melô do tagarela”, etc. São exemplos de diferentes formas desse ritmo: Latino, Copacabana Beat, MC Marcinho, Claudinho e Bochecha, Mr Catra, Tati Quebra-Barraco, MC Leozinho, etc.

RAP
No Brasil, desenvolveu-se a partir dos Bailes Black ou Festas Hi-Fi na periferia especialmente de São Paulo no início da década de 1980. Continua fiel aos princípios básicos do ritmo quanto à temática e ao plano melódico e rítmico, quase sempre politizada a partir de um ponto de vista marcadamente negro e periférico. Quanto ao som, experiências de união com o samba, como é o caso de alguns discos de Marcelo D2, apresentaram novas possibilidades para o desenvolvimento desse gênero musical. São referências fundamentais no RAP brasileiro: Thaíde e DJ Hum, Racionais MCs, Pavilhão 9, Planet Hemp, Instituto, Sabotage, Camorra, etc.

Rock (Brasil)
O Rock brasileiro nasceu oficialmente com uma versão do clássico de Bill Haley & His Comets: “Rock Around the clock”, que ficou mundialmente conhecida por fazer parte do sucesso do cinema “Blackboard jungle”. Era 1955, quando a cantora Nora Ney lançou “Ronda das horas” em ritmo diferente do original, porque mais parecia um Foxtrot do que um Rock. Mais tarde Cauby Peixoto com “Rock and Roll em Copacabana”; Sérgio Murilo com “Broto legal” e Cely Campelo com os clássicos “Estúpido cupido” e “Banho de lua” seriam transformados em ídolos da juventude brasileira nos anos posteriores. No final da década de 1960, o primeiro movimento organizado desse gênero musical, a Jovem Guarda, seria desenvolvido no Brasil em torno das figuras de Erasmo e Roberto Carlos, ainda que fosse uma música distante do que se fazia à época nos EUA e na Inglaterra, porque ingênua, apolítica e, para muitos, mera cópia do que se fez nesses países dez anos antes. Também vale destacar o Tropicalismo e os Novos Baianos, que dialogariam intensamente com a vanguarda roqueira norte-americana e inglesa; o som de bandas como Secos e Molhados, Mutantes, Som nosso de cada dia, A Barca do Sol, A Banda, Som Imaginário, Ave sangria que tinham claras influências do rock psicodélico e progressivo feito no exterior; o Samba-rock, também chamado sambalanço, samba-soul, suingue, que foi uma associação feita entre o som da guitarra elétrica e a sonoridade do Samba, o que produziu um ritmo único também pelas letras leves e despretensiosas; as influências Punk em diferentes níveis em bandas como Aborto Elétrico, Plebe Rude, Capital inicial, Legião Urbana, Olho Seco, Ratos de porão, Inocentes, etc.; as influências do rock inglês e da cultura Mod em bandas como Ira e Violetas de Outono; as múltiplas influências Rock e Pop de bandas como Titãs, Ultraje a rigor, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, RPM, Blitz, etc.; a influência do som de Black Sabbath, Motorhead, Iron Maiden, Metallica, etc. no som de bandas brasileiras como Sarcófago, Sepultura, Angra, Viper, entre muitas outras; e o multiculturalismo e as referências múltiplas e imprevistas em bandas como Nação Zumbi, Mundo Livre S.A., Cordel do Fogo Encantado, Móveis Coloniais de Acaju, Sheik Tosado, Pata de Elefante, Burro Morto, Mombojó. Porcas Borboletas, Macaco Bong, etc.

Manguebeat (Manguebit)
Movimento musical e cultural surgido na cidade de Recife nos primeiros anos da década de 1990, de forma bastante espontânea no início, porque idealizado nas mesas dos bares da orla, por jovens em sua maioria moradores da periferia e influenciados por uma enorme quantidade de referências pop e tradicionais. Posteriormente, o movimento ganha corpo e sentido com o trabalho de bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A que passaram a misturar - sem nenhum pudor ou preconceito - o RAP norte-americano; com as guitarras pesadas do Metal; com vertentes eletrônicas da música jamaicana; com temáticas futuristas, tecnológicas e visionárias e com gêneros musicais folclóricos nordestinos como o Maracatu, o Coco, a Ciranda, o Caboclinho, a Embolada, o Baião, etc. Mais tarde, o movimento teve seu primeiro manifesto, “Caranguejos com Cérebro”, escrito por Fred 04, líder da banda Mundo Livre S/A, e Renato L, jornalista recifense, e publicado pela imprensa em 1992. As ideias do movimento misturavam intenções claramente afirmativas da cultura local com um sentimento de universalidade cultural e pop mediado por concepções tropicalistas e antropofágicas. São outros expoentes ou consequências desse movimento bandas como Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré, Jorge Cabeleira, Arrastamangue, Cordel do Fogo Encantado, Mombojó, etc.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Proposta 2012-28 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 29-11-2012)



Texto 1: A favor da Eutanásia porque viver é um direito, não uma obrigação

Eduardo Patriota Gusmão Soares

Cerca de 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no mundo, num total de pouco mais de 1 milhão por ano. Você e eu podemos lamentar ou relevar este dado. Talvez, soframos se algum destes suicidas for um ente querido ou amigo e podemos discordar das razões que os levaram a tal ato extremo. Mas de uma coisa ninguém poderá discordar: os suicidas estavam em seu pleno direito de tirar sua própria vida. Seja por razões físicas ou emocionais, estas pessoas conseguiram concretizar seu último grande ato de vontade própria e se livraram do sofrimento. Mas e quando as pessoas não podem se matar? E quando nós, pessoas saudáveis, somos o entrave que prolonga o sofrimento alheio por toda a eternidade de uma vida miserável?

Estamos numa sociedade com leis sabidamente alicerçada sobre preceitos religiosos, por mais que estes tenham se perdido no tempo. Um resquício disto está no fato de que a nossa vida não nos pertence. É como se ela fosse um presente de alguém que não aceita devolução antes da hora. Mas e quando este presente estragou? E quando estamos falando de um enfermo com a Síndrome de Locked-in, que se comunica com o mundo exterior apenas com o piscar de olhos (ou nem isso)? A despeito de recente pesquisa que mostra que uma parte dos portadores desta síndrome se consideram felizes, como fica a fração infeliz aprisionada dentro do próprio corpo? E quanto aos doentes terminais, principalmente por causa de câncer ou doenças degenerativas?

A mesma medicina que salva vidas, hoje, condena um enfermo a uma agonizante e tediosa espera pela morte nos leitos dos hospitais. Entra em debate a questão da eutanásia, ou seja, abreviar a vida de alguém de maneira controlada, assistida, tranquila. Temos os instrumentos, mas estamos rodeados por um pensamento atrasado que impede que médicos cumpram a vontade de pacientes e ponham fim à vida destes. Felizmente, alguns países seculares evoluíram e permitem o suicídio assistido.

O “Exit – ADMD” (Association pour le Droit de Mourir dans la Dignité, ou Associação pelo Direito de Morrer com Dignidade), funciona na Suiça desde 1982 e vem praticando o suicídio assistido de enfermos terminais ou em grande sofrimento psicológico. Segundo as pesquisas, 87% dos suíços aprovam a decisão. Em 2005, o Exit recebeu 202 pedidos de suicídio assistido e 54 foram executados. "Para muitos doentes, saber que serão ajudados se quiserem mesmo partir os acalma, e eles adiam a decisão", diz o doutor Sobel. "A possibilidade legal de um suicídio assistido não aumentou a demanda, muito ao contrário — e esse é um dos principais benefícios de uma legislação liberal”.

Um caso bem tocante, que virou filme, foi o de Ramón Sampedro contado no filme “Mar Adentro”. Lá vemos a história de um espanhol que ficou tetraplégico após um mergulho e viveu 29 anos após o acidente sendo cuidado por seus familiares e lutando pelo direito de “morrer dignamente”, como ele mesmo dizia. Seu caso foi levado aos tribunais em 1993 para conseguir a legalidade da eutanásia, mas o pedido foi negado. Na carta de Sampedro destinada aos juízes, em 13 de novembro de 1996, desdobra-se uma ideia que aparece repetidas vezes no filme: “viver é um direito, não uma obrigação”. Assim, Ramón coloca em cheque a regulação da vida e da morte pelo Estado e pela Igreja e acusa “a hipocrisia do Estado laico diante da moral religiosa”.

Há ainda um ponto muito interessante que Sampedro deixa bem claro em seus diálogos tensos defendendo o direito de tirar a própria vida. Sempre que lhe dizem que há outros na mesma condição felizes e querendo viver, ele deixa bem claro: “Não posso falar por eles, tanto quanto eles não podem falar por mim”, ou seja, o desejo pela vida é individual. Se você quer manter a sua vida, façamos de tudo para ajuda-lo. Se você quer tirar, também deveríamos ajuda-lo – o que não ocorre numa sociedade veladamente religiosa.

Eu vou ainda além da eutanásia que precise ser justificada por alguma enfermidade. A morte deveria ser um direito e todos que a desejassem deveriam poder morrer de forma digna. Se não os ajudarmos, continuaremos a ver pessoas se enforcando, se jogando de prédios e toda a forma de suicídio chocante. Claro, não devemos criar um abatedouro de seres humanos. Há pessoas que podem se curar de um grande sofrimento psicológico com o devido apoio. Mas todos, sem exceção, deveriam ter acesso à morte digna, sem sofrimento.

 

http://www.umavisaodomundo.com/2011/03/favor-eutanasia-viver-direito-obrigacao.html

 

Texto 2: Contra a eutanásia e a distanásia

Prof. Dr. André Marcelo M. Soares

O debate sobre eutanásia tem recebido destaque da imprensa e a atenção de vários profissionais da saúde, além de despertar o interesse de membros dos Poderes Legislativo e Judiciário. A expressão morrer com dignidade se transformou num slogan confuso. De um lado, é proclamado por grupos e movimentos favoráveis ao desligamento de aparelhos que mantém vivo um paciente. De outro, é defendido por aqueles que, contra a transformação da pessoa humana em mero objeto, se colocam contra o prolongamento abusivo da vida humana através de tratamentos fúteis. Como se pode observar, há, para a mesma definição, não só duas, mas uma variedade de significados. Neste sentido, é necessário afirmar que o termo eutanásia (do grego boa morte, que também pode significar morrer com dignidade ou morrer em paz e sem dor) é ambíguo e inclui situações distintas e, muitas vezes, diametralmente opostas. Alguns, por exemplo, incluem no entendimento sobre eutanásia atos que, embora apresentem um desfecho semelhante, são conceitual e clinicamente distintos. Assim, pode-se chegar a identificar como eutanásia tanto a não aplicação de um tratamento como a suspensão deliberada dos meios utilizados para manter um paciente vivo.
Justamente por apresentar valorações ética e jurídica distintas, é necessário empreender um esforço para chegar o mais perto possível de uma definição mais clara e menos equivocada de eutanásia. A Encíclica Evangelium Vitae a define assim:
Uma ação ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento. A eutanásia situa-se, portanto, ao nível das intenções e ao nível dos métodos empregados (n. 65).
Atualmente, muitas pessoas, inclusive cristãos, acreditando defender ideais de humanidade e misericórdia, acabam caindo na armadilha criada pela multiplicação de terminologias. Os próprios meios de comunicação social têm contribuído para a difusão de equívocos cada vez mais complexos. O fator econômico também é um elemento importante utilizado na defesa da eutanásia. Algumas instituições e alguns profissionais da saúde acreditam que seria mais eficaz, do ponto de vista financeiro, limitar o uso dos recursos terapêuticos aos pacientes com maior possibilidade de recuperação. Em outras palavras, por trás da defesa de uma morte digna e sem dor encontra-se a intenção de eliminar da prática clínica e do cuidado a “beneficência sem retorno” e, com isso, evitar custos desnecessários para o Estado e para as empresas particulares de saúde.
Do ponto de vista moral, a eutanásia é totalmente condenável. Mas é importante observar que também a distanásia é também condenável. Ambas possuem em comum o fato de desviar a morte de seu curso natural. Enquanto a eutanásia antecipa a morte, a distanásia prorroga sua chegada. As duas encontram-se em extremidades opostas. Entre elas, encontra-se a ortotanásia. Nesta linha de pensamento, situam-se os cuidados paliativos ou medicina paliativa.
            De acordo com a Evangelium Vitae,
Nestas situações quando a morte se anuncia iminente e inevitável, pode-se em consciência renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida, sem, contudo, interromper os cuidados normais devidos ao doente em casos semelhantes (Evangelium Vitae n. 65 ).
Até o início do século XX, o médico dispunha de muito poucos recursos terapêuticos efetivos. A era dos antibióticos só tem início no final da década de 1930, com o advento da penicilina. O suporte respiratório mecânico, como conhecemos hoje, tem como marco a epidemia de poliomielite em Copenhague, por volta de 1952. A desfibrilação cardíaca (choque elétrico no tórax para reverter a parada cardíaca) e as Uunidades de Tratamento Intensivo (UTI) também só aparecem na segunda metade do século XX, no início da década de 1960. Sendo assim, não dispondo de outros recursos, procuravam os médicos estar junto dos seus pacientes, aliviando a dor e outros sintomas, dando conforto psicológico e espiritual. O médico assumia uma função sacerdotal. Assim diz o primeiro Código de Ética Médica brasileiro, publicado em 1867: “Para ser ministro da esperança e conforto para seus doentes, é preciso que o médico alente o espírito que desfalece, suavize o leito de morte, reanime a vida que expira e reaja contra a influência deprimente destas moléstias…“.
A visão médica do sofrimento começa a mudar em meados do século XX. Com a introdução dos cuidados intensivos, a Medicina declara guerra contra a doença e a morte. Isto fica claro no Código de Ética Médica de 1931: “… um dos propósitos mais sublimes da Medicina é sempre conservar e prolongar a vida“. Observa-se a mudança de paradigma da Medicina, que passa a dar ênfase progressiva a esfera científico-tecnológico do cuidado. Surge daí uma competição com a morte e um esforço desmedido de prolongar, ao máximo e a qualquer preço, os sinais vitais. Este é o processo intimamente relacionado à distanásia. Em alguns casos, de modo especial nas UTIs, acaba ocorrendo o inverso: ao invés de prolongar a vida, prolonga-se o processo da morte.
A proximidade à morte não deve privar o enfermo de seu protagonismo. Como lembra a Evangelium Vitae: “quando se aproxima a morte, as pessoas devem estar em condições de poder satisfazer as suas obrigações morais e familiares, e devem sobretudo poder-se preparar com plena consciência para o encontro definitivo com Deus” (n. 65). Isto não significa, entretanto, dar ao enfermo o direito de solicitar procedimentos de eutanásia. Consciente da frivolidade de seu tratamento, o enfermo tem o direito de prosseguir com meios paliativos, aguardando o curso natural da própria vida.
Tal como a eutanásia, a distanásia é irracional e eticamente reprovável. Criar situações nas quais se prolonga quantitativamente a existência de um enfermo, às custas de obstinação terapêutica, é inaceitável. A morte de um paciente nem sempre representa o fracasso de um médico; o verdadeiro fracasso é impor a alguém uma morte desumanizada. É legitimo morrer dignamente. O que não é legítimo é antecipar ou retardar o processo de morte. Neste sentido, tanto a eutanásia como a distanásia são igualmente repudiáveis.
http://www.clfc.puc-rio.br/pdf/fc35.pdf

Depois da leitura atenta dos textos motivadores, faça uma dissertação argumentativa sobre o tema:

Eutanásia: um direito do indivíduo ou um crime contra a vida?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Proposta 2012-27 - Uberaba - todas as turmas (entrega - 22-11-2012)



Texto 1: Quem quer ser professor?

Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o número de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.
Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.
[...] Essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.

Contra a corrente

Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.
A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”
A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.

Tory Oliveira. Carta Capital. 26/04/2011.

Texto 2: Assessor de tucano provoca professores em MG: “Se eu ganhasse 712, ia ser servente de pedreiro”

O jornalista Flávio Castro, assessor do deputado estadual Luis Humberto Carneiro (PSDB), provocou os professores acampados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), dizendo:  “Se eu ganhasse 712 [reais], ia ser servente de pedreiro”.
De quebra,  ofendeu os professores — há mais de 100 dias em greve pelo pagamento do piso da categoria estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) — e os serventes de pedreiro.
O jornalista Flávio Pena é tucano e o deputado Luis Humberto Carneiro, o líder do governo Antonio Anastasia na Assembleia Legislativa mineira.

Conceição Lemes. Viomundo. 23/09/2011.

Texto 3: O professor está sempre errado...
Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! 
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
 
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Proposta: Após analisar o tema acima, escreva uma dissertação sobre: quais são as razões que contribuem para a desvalorização do professor, de modo que a procura pelos cursos de licenciatura e pela efetiva realização desse trabalho tenham sido tão minimizadas?

ou

medidas a serem tomadas para tornar a carreira de professor novamente atrativa para jovens brasileiros. 

Uberlândia - Ensino Médio - 4º bimestre - Matérias para Simulado Fuvest, P4 e P4(rec)


1º ano - P4

Artes - Música brasileira e estrangeira (módulos já postados no blogue).
Atualidades/Pró-Enem - Coesão e Coerência Textuais, Funções da Linguagem e Figuras de linguagem.

2º ano - P4

Atualidades/Pró-Enem - Coesão e Coerência Textuais, Funções da Linguagem e Figuras de linguagem.

2º ano - Fuvest

Artes - Música brasileira e estrangeira (módulos já postados no blogue).

Ban Ki-moon pede que israelenses e palestinos cessem-fogo imediatamente - Notícias - UOL Notícias

Ban Ki-moon pede que israelenses e palestinos cessem-fogo imediatamente - Notícias - UOL Notícias:

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Redações da Fuvest 2012 (serão discutidas em sala de aula)

Tema 2012
http://www.fuvest.br/vest2012/bestred/temared.html

Redação 1
http://www.fuvest.br/vest2012/bestred/127933.html

Redação 2
http://www.fuvest.br/vest2012/bestred/129020.html

Redação 3
http://www.fuvest.br/vest2012/bestred/126060.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uberlândia - Ensino Médio - 4º bimestre - Matérias para a P3 e P3(rec)


Matéria P3

1º ano - integral

- Atualidades - textos sobre o marco civil da internet e a vitória de Barack Obama já postados no blogue.
- Linguagem - Funções e figuras de linguagem.

2º ano - integral

- Atualidades - textos sobre o marco civil da internet e a vitória de Barack Obama já postados no blogue.
- Linguagem - Funções e figuras de linguagem.
- Arte - Referências estrangeiras para a música brasileira (aula já postada no blogue).

2º ano - regular

- Arte - Referências estrangeiras para a música brasileira (aula já postada no blogue).

Currículo escolar deve levar em conta uso da internet, segundo pesquisa - Notícias - UOL Educação

Currículo escolar deve levar em conta uso da internet, segundo pesquisa - Notícias - UOL Educação:

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Saiba o que a vitória de Obama significa para o mundo - BBC - UOL Notícias

Saiba o que a vitória de Obama significa para o mundo - BBC - UOL Notícias:

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Sobre a vitória do bom senso

Em discurso, Obama diz que está mais "esperançoso" sobre o futuro dos EUA - Notícias - UOL Notícias:

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