terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma cronologia da crise econômica até 2010

Crise econômica mundial

Professor Estéfani Martins

Caras e caros,

A cronologia abaixo tem o intuito de ajudá-los a compreender esse importante fenômeno do capitalismo. O ano de 2011 foi negligenciado em função do fato que textos sobre esse período da crise foram continuamente postado ao longo dos últimos meses. Boa leitura a todos.

Abraço,

Professor Estéfani Martins
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2001
-        11/09 – ataques terroristas contra os EUA. Questionamento da liderança norte-americana tanto econômica quanto ideologicamente em escala planetária.
-        “Bolha pontocom” – especulação demasiada em relação a rentabilidade projetada de ações de empresas ligadas à internet e à tecnologia.

2003
-        Diminuição do consumo nos EUA (aumento das dívidas contraídas pelo cidadão norte-americano / participação do consumo interno no PIB dos EUA, cerca de 70%).
-        EUA – diminuição progressiva da taxa base de juros até chegar a 1% ao ano como meio de reaquecer a economia norte-americana.
-        A partir de então, a euforia do mercado norte-americano foi tamanha que alcançou os contratos de valores mais vultosos (mercado imobiliário, construção civil e hipotecas).

2004-2005
-         Estabelecimento do “boom imobiliário”.
:::investidores
          :::hipotecas
          :::“subprime” - indivíduos até então desconsiderados pelo setor bancário pelo seu histórico financeiro entendido como ruim ou pouco confiável.
-         Maior procura do que oferta de imóveis produz uma forte alta nos preços.
-        Grande euforia no mercado com os altos lucros provenientes do marcado imobiliário e das ações das empresas ligadas direta ou indiretamente ao setor da construção civil e de imóveis.

2006-2007
-        Aumento progressivo da taxa básica de juros até o patamar de 5,35% ao ano, como uma tentativa de controle do consumo interno norte-americano e da “pressão inflacionária”.
-        Aumento da inadimplência das hipotecas e dos contratos “subprime”.
-        Instabilidade e desconfiança faz diminuir a quantidade de dinheiro disponível para empréstimo mesmo entre bancos.
-        Preços dos imóveis chegam ao maior valor da História. Depois, esse mercado retrai-se velozmente, em função da maior oferta do que a demanda.
-        No final de 2007, o mundo começa a ter a real dimensão da crise nos EUA, que, mais tarde, tomaria o globo. Nesse ano, bancos de vários países ricos passam a frequentemente a anunciar sucessivas perdas bilionárias.
-        Menos liquidez (menos dinheiro disponível). Menor oferta de crédito. Crise de confiança, que tem seu ápice em 2008, com os grandes prejuízos contabilizados por empresas norte-americanas e, depois, europeias.

2008
-        Em países como a Inglaterra, bancos começam a ser nacionalizados em função das grandes perdas do ano anterior, como é o caso do banco inglês Northern Rock.
-        Diversos bancos na Europa passam a lançar ações na bolsa para cobrir parte de suas perdas.
-        Em março, o Federal Reserve disponibiliza mais US$ 200 bilhões para bancos em dificuldade. No mesmo mês, o quinto maior banco norte-americano, Bear Stearns, é comprado pelo JP Morgan Chase por US$ 240 milhões (um ano antes, o banco valia US$ 18 bilhões).
-        Em julho, o banco de hipotecas, IndyMac, o segundo maior banco norte-americano a falir nas história dos EUA, entra em colapso. Outros bancos importantes do setor de hipotecas são socorridos pelo governo norte-americano, são os casos do Fannie Mae e Freddie Mac.
-        Em setembro, a taxa de desemprego nos EUA alcançava os 6,1%.
-        Em setembro, ocorre o pedido de concordata do Lehmam Brothers (quarto maior banco de investimento estadunidense), que não é socorrido pelo dinheiro público norte-americano.
-        Diversas seguradoras e bancos europeus e norte-americanos anunciam prejuízos bilionários consolidaddos.
-        Globalização da crise.
-        Governos dos EUA socorrem grandes empresas norte-americanas (GM, Crysler, etc.).
-        Crise de confiança instaura-se e globaliza-se.
-        Menos crédito disponível, menos consumo e crescimento do receio de uma grande recessão econômica global.

2009-2010
-        Governos europeus socorrem vários bancos.
-        Governo norte-americano socorre diversos bancos e empresas norte- americanas com ajudas de bilhões de dólares.
-        Apesar dos esforços de vários Governos, projeta-se para o ano de 2009, um período de recessão mundial, que foi mais brando do que se esperava, especialmente no Brasil.
-        No ano de 2010, várias economias demonstram seu poder de recuperação ainda que países como a Grécia, Espanha e Portugal ainda passem intensamente pelas consequências da crise de 2008 e de problemas conjunturais e institucionais.

O Brasil e a crise: razões para o bom desempenho de 2008 a 2010
-         Exportador de “commodities”, geralmente muito procuradas em situação de crise.
-         Mercado consumidor ainda em expansão.
-         Iniciativas do Governo no sentido de reduzir impostos, em especial o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
-         Maior acompanhamento estatal da ordem econômica e da bolsa de valores.
-         Menos empresas com capital aberto.
-         Parcerias comerciais diversificadas.