quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Proposta de redação 2011-2-8 (Uberaba) e Laboratório 9 (Uberlândia - para fazer em casa)


 Leia o trecho, retirado da Carta de Pero Vaz de Caminha.

“Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos, porque eles, segundo parece, não têm nem entendem em nenhuma crença.
E portanto, se os degredados que aqui hão de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se hão de fazer cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque, certo, essa gente é boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho, que se lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa.”
(Carta de Pero Vaz de Caminha - adaptação de Jaime Cortesão)

Leia, Agora, o trecho escrito, 494 anos depois da Carta de Pero Vaz de Caminha, por Marcos Terena, indígena brasileiro, Presidente intertribal e Articulador dos Direitos Indígenas na ONU.

“No começo, quando havia nessas terras somente os povos indígenas, nossos antepassados receberam portugueses , ingleses, holandeses e africanos, acreditando no amor ao próximo e na formação de um grande país multirracial. Ao longo do tempo, no entanto, fomos traídos, perseguidos e mortos, quase que exterminados depois que algum “expert” propagou sua tese de que éramos seres sem alma.
Não admitimos olhar para o Brasil, terra de nossos antepassados, como uma nação subjugada por um “desenvolvimento” que enriquece uns poucos e empobrece a grande maioria.
Nós, os índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes. E também quando formos às escolas, porque é preciso aprender a ler, a escrever. Não para que deixemos de ser índios, mas para que tenhamos igualdade de condições na defesa dos nossos direitos e da nossa vida.”
(Folha de S. Paulo, ago. 1994. Caderno 1, p.3.)

Proposta A – Enem

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa sobre qual a melhor relação entre a sociedade do “homem branco” e as indígenas no Brasil: separá-las ou integrá-las?. Para tanto, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Observações:
• Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha de redação.
• Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
• O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado em branco.
• O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.

Proposta B – Fuvest

Com base nas ideias e sugestões presentes na imagem e nos textos aqui reunidos, redija uma dissertação argumentativa, em prosa, em que se trace um panorama sobre a presença da cultura indígena na sociedade brasileira.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 20 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.


Proposta C – Outros gêneros textuais

Faça um conto em que a história relate de forma contundente algum aspecto da conturbada história da sociedade do “homem branco” e alguma tribo ou sociedade indígena em solo brasileiro.

Instruções:
- Seu texto deve ter título.
- Seu texto deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas.