segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Arte Moderna - contexto, conceito e algumas notas

A Arte Moderna
Por Estéfani Martins
“O passado é lição para se meditar, não para se reproduzir.”
(Mário de Andrade)

24:::Arte Moderna

Contexto

- Da segunda metade do século XIX até o período entre Guerras Mundiais, desenvolveram-se na Europa concepções estéticas que foram os pilares do que viria a ser chamada Arte Moderna e Arte Contemporânea.
- As conquistas técnicas e o progresso industrial dos séculos anteriores tornam-se inerentes - para o bem e para o mal - à vida do homem urbano do século XX, tais como o telégrafo, o rádio, a fotografia, o cinema, a televisão, a máquina a vapor, a linha de montagem, o avião, etc.
- Nesse período, acentua-se a desigualdade social, o que provoca o acirramento das disputas entre as elites e a classe trabalhadora. Daí, a ampliação dos movimentos sociais (sindicatos, associações, partidos, etc.) que passam a atuar ativamente nas sociedades industrializadas.
- Nesse período, ocorrem vários eventos históricos que passam a interferir decisivamente na forma do homem, pensar, agir, ver e sentir, são eles: as 1ª e 2ª Guerras Mundiais, a Revolução Russa, o Fascismo e o Nazismo, o Colonialismo Europeu, etc.
- No campo ideológico, o século XIX e a primeira metade do século XX foram profícuos em debates e teorias que também modificaram a nossa forma de viver, pensar e gostar, são elas: as ideias darwinistas, a Teoria da Relatividade Geral, a Psicanálise, o Feminismo, o Cientificismo, o Socialismo, o Comunismo, o Anarquismo, etc.

Arte

- É nesse ambiente produzido por diversas e novas variáveis, repleto de paradoxos e tomado por novas angústias, novas preocupações e novos hábitos que se desenvolveu o que viria a ser chamado de Arte Moderna. A arte do século XX - produto, criadora e registro desse conturbado tempo - expressou a perplexidade do homem contemporâneo frente ao gigantismo multifacetado das suas próprias construções.
- A Arte Moderna questionou vivamente padrões estéticos herdados das Artes Grega e Romana, em especial, aqueles defendidos pelo Renascimento, pelo Neo-Classicismo e pelo Romantismo. Assim, dessacralizou e revisou cânones artísticos em grande escala, o que permitiu uma produção artística múltipla sob diversos pontos de vista e menos previsível, porque mais democrática em muitos aspectos, mas também porque mais autoral. Portanto, foi uma revisão sem precedentes na linguagem artística, em especial a acadêmica, o que causou a criação de uma quantidade imensa de novas linguagens, plataformas e temas artísticos.
- Quando se pensa em modernidade nas artes, difícil não perceber o pioneirismo estético em obras como a poesia de Charles Baudelaire e Walt Whitman, que inovaram na temática e no uso do verso livre. Nas artes plásticas, a obra experimental de Paul Cézanne claramente antecipou muito do que seria visto na década de 1860 em diante. Na dança, destacam-se Isadora Duncan e Vaslav Nijinski como executores, criadores e fomentadores de uma nova estética para o movimento do corpo. Na música, Ígor Stravinski e Villa-Lobos revolucionam as concepções tradicionais de música. Na arquitetura, destacam-se os projetos ousados de Frank L. Wright, Le Corbusier e Gropius. No teatro, as obras de autores como Bertolt Brecht, Nelson Rodrigues, entre muitos outros injetam contemporaneidade à arte da encenação e da atuação.


25:::Art Nouveau (Arte nova, Modern Style, Jugendstil, Stile Liberty, etc.), Arts & Crafts (Movimento das Artes e Ofícios), Arte Déco e Bauhaus

Contexto

- No início do século XX, instalava-se um rápido e agressivo processo de industrialização pautado pelo Taylorismo e pelo Fordismo. Nascem os conceitos mais rígidos de medição de produtividade, de administração científica e de linha de produção.

:::Arte - Arts & Crafts

- Movimento inglês de grande influência estética na Art Nouveau. Esta concepção estética ajudou a construir a compatibilidade entre a arte e a produção industrial, além de serem a base do design moderno.
- Combateu firmemente, apesar do seu curto tempo de existência, o anonimato da produtividade em tempos muito influenciados pela Revolução Industrial.
- A curta existência do movimento justifica-se pela própria essência dele, pois, ao valorizar a feitura artesanal e individualizada dos objetos, tapetes, móveis, cartazes, etc., imprimia uma qualidade louvável a eles, mas também pela sua exclusividade e principalmente pela grande laboração na sua confecção, tornavam-se caros demais e, portanto, possíveis apenas para as elites.
- Defesa do artesanato criativo como uma alternativa à produção em massa de objetos e utensílios feitos pela indústria.
- Revalorização do trabalho manual e consequente fim da distinção entre o artista e o artesão.
- Retomada da dimensão estética dos utensílios usados no cotidiano da vida das pessoas comuns.

:::Arte - Art Nouveau

- Com a Art Nouveau, um pensamento estético passa a sistematicamente submeter-se aos gostos, à moda e à lógica da produção em massa. Assim, junto ao Movimento das Artes e Ofícios, contribuiu decisivamente para o nascimento do Design Industrial.
- Estilo estético essencialmente decorativo associado ao design e à arquitetura e que influenciou de forma menos intensa as artes plásticas e gráficas. Foi muito cultuado durante a Belle Époque. Ocorreu concomitantemente ao desenvolvimento da 2ª Revolução Industrial, que possibilitou grandes avanços técnicos na manipulação do aço e do vidro, muito utilizados das formas mais imprevistas por essa nova concepção visual e estética.
- Caracteriza-se pelas linhas curvas, pela sinuosidade das linhas, pelos muitos motivos abstratos, pela estilização da figura humana e pelas formas orgânicas, pelo constante uso de temas escapistas que utilizam temas florais, orientais, exóticos, clássicos e vegetais como meio de emprestar mais beleza e graça à vida no conturbado e intenso século XX.
- A Art Nouveau foi muito beneficiada pelos avanços na área gráfica como a litografia colorida que expandiu enormemente as possibilidades estéticas na confecção de impressos, cartazes e livros.
- Dentre as ecléticas referências e características da Art Nouveau, é possível destacar a influência de orientalismos como os arabescos mouros, a caligrafia e a gravura japonesas; as associações com o Simbolismo; as imagens fantasiosas; a sensualidade; o traço sinuoso; as iluminuras medievais; a relação com as artes decorativas; o prenúncio das formas abstratas; etc.
- A Art Nouveau modernizou o design editorial, a tipografia, a litografia, o design de produtos, a concepção de logomarcas e a produção de cartazes. Teve grande influência também na arquitetura, no design de joias e utensílios domésticos, na moda, no design de mobiliário, no trabalho com artigos e estruturas de vidro e ferro, no desenvolvimento de estampas para tecidos e papéis de parede, na ilustração de livros, etc.

:::Arte – Art Déco

- Estilo de design concebido no início do século XX na Europa e nos EUA. O nome desse estilo artístico está relacionado à Exposição Internacional de Artes Modernas Decorativas e Industriais ocorrida em 1925.
- Movimento em vários aspectos similar à Art Nouveau, ainda que diferisse desta por questões fundamentais como a preferência ostensiva por formas geométricas ou estilizadas da Art Déco, em oposição às formas fluidas e orgânicas da Art Nouveau.
- Caracterizava-se em um primeiro momento pelo emprego do artesanato refinado e pelo respeito da individualidade do artista. Era um estilo intimamente ligado às classes mais ricas pela sua preocupação com o luxo, em função do uso de materiais caros como a laca, o marfim, o jade, etc. Mais tarde, tornou-se mais acessível, sobretudo por causa das consequências da Grande Depressão. Daí, o uso de materiais mais baratos e industrializados, o que foi fundamental para sua “massificação” na década de 1930.
- Enfim, a Art Déco foi um movimento artístico e de design de grande popularidade em vários países do mundo, que se desenvolveu como resultado da mescla de vários movimentos artísticos como o Art Nouveau, algumas vertentes do Abstracionismo, o Futurismo, etc. Tal como a Art Nouveau, foi muito influente para o ideário estético da Bélle Époque, a despeito de ser uma arte meramente decorativa, era considerada elegante, funcional e absolutamente moderna para a época.

:::Arte – Bauhaus

- A Staatliches-Bauhaus (numa tradução literal, “casa estatal da construção”, ou simplesmente Bauhaus) foi uma escola e centro de pesquisas em design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda. Funcionou apenas entre 1919 e 1933 na Alemanha, mas influenciou de forma marcante e contundente a percepção estética ocidental. A Bauhaus, primeira escola de design do mundo, produziu muitas das concepções estéticas vistas como modernas ou contemporâneas hoje.
- Fundada por Walter Gropius com a intenção de se pensar de forma combinada em uma escola a arquitetura, o artesanato, o design e as artes visuais, foi também dedicada a romper as distinções entre artesão e artista, iniciadas ainda no Renascimento segundo muitos historiadores. A ideia básica fundadora da Bauhaus era um monumental anseio pela contemporaneidade estética na arquitetura e no design, em função da nova era que parecia se adiantar em meio ao caos gerado na Europa pela Primeira Guerra Mundial.
- O singular estilo bauhaus - aplicado tanto à arquitetura quanto ao design de bens de consumo não duráveis – fundamentava-se na funcionalidade; no pragmatismo; no custo reduzido das matérias primas; na produção barata e em massa; na concepção pautada pelo equilíbrio; e no desenho simples e essencial; ainda que jamais tais realizações fossem precárias quanto à sua qualidade estética e artística.
- As principais vocações do estilo Bauhaus desenvolveram-se no design de moradias modernas, móveis e utensílios, além dos muito famosos papeis de parede.
- Depois de muitas mudanças de lugar, em função de perseguições ideológicas, a Bauhaus foi finalmente fechada por sua completa inadequação ao ideário estético nazista.

Art Nouveau, Arts & Crafts, Art Déco e Bauhaus no Brasil

- No Brasil, a Art Nouveau desenvolveu-se fundamentalmente pela intervenção do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Um dos maiores expoentes brasileiros desse estilo é o pintor e designer Eliseu Visconti que fez diversos rótulos, cartazes e logotipos para empresas como a Companhia Antarctica de Cerveja.
- Em grande parte do mundo, com a Primeira Guerra Mundial, o estilo Art Nouveau dissipa-se e perde rapidamente vigor. No Brasil, resiste ainda ao menos uma década como uma preferência clara das elites especialmente de São Paulo.
- No Brasil, a Art Decó influenciou artistas como Vicente do Rego Monteiro e Vítor Brecheret, entre outros. O “Monumento às Bandeiras”, em São Paulo, de Brecheret, é um exemplo monumental desse estilo. Outros exemplos relevantes da Art Decó estão em São Paulo, a Biblioteca Mário de Andrade e o Estádio do Pacaembu; em Gioânia, a estação ferroviária; no Rio de Janeiro, a Torre do Relógio da Central do Brasil e o Cristo Redentor; além de muitas outras cidades que tem obras nesse estilo como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Campo Grande, Porto Alegre, Iraí, Cipó, Campina Grande, etc.
- De limitada influência no Brasil, a estética Bauhaus seguramente influenciou com diferentes intensidades construções como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); a Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) no Rio de Janeiro; o Museu de Arte Moderna (MAM) em São Paulo; a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) em São Paulo; o Congresso Nacional Brasileiro e a Praça dos Três Poderes em Brasília; o prédio do Banco Itaú em São Paulo; etc.

Exemplos de Art Nouveau, Art Déco, Arts & Crafts e Bauhaus

- Lalique, René Jules (1860-1945) designer francês de jóias e objetos, mestre vidreiro (Art Nouveau) - “A mulher libélula”.
- Lalique, René Jules (1860-1945) designer francês de jóias e objetos, mestre vidreiro (Art Nouveau) - “Ornamento iluminado com forma de galo”.
- Mucha, Alphonse Maria (1860-1939) pintor e litógrafo tcheco - 1899 - “Moët & Chandon Crémant Impérial”.
- Mucha, Alphonse Maria (1860-1939) pintor e litógrafo tcheco - 1896 - “Biscoitos Champagne Lefèvre”.
- Mucha, Alphonse Maria (1860-1939) pintor e litógrafo tcheco - 1898 - litografia - “Medéia” (Sarah Bernhardt).
- Mucha, Alphonse Maria (1860-1939) pintor e litógrafo tcheco - 1896 - “Primavera”.
- Toulouse-Lautrec, Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864-1901) pintor pós-impressionista e litógrafo francês - 1891 - “Moulin Rouge, La goulue” (cartaz).
- Toulouse-Lautrec, Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864-1901) pintor pós-impressionista e litógrafo francês - 1893 - “Jane Avril”.
- Tiffany, Louis Comfort (1848-1933) artista e designer de interiores norte-americano (Art-Nouveau) - “Abajur Tiffany”.
- Tiffany, Louis Comfort (1848-1933) artista e designer de interiores norte-americano (Art-Nouveau) - “Educação” - janela da Universidade de Yale.
- Horta, Victor (1861-1947) arquiteto belga, pioneiro da Art nouveau - 1893 - Escadaria da Casa Tassel, Bruxelas.
- Horta, Victor (1861-1947) arquiteto belga, pioneiro da Art nouveau - Interior do Hotel Max Hallet.
- Guimard, Hector (1867-1942) arquiteto, designer e desenhista industrial (Art Nouveau) - 1900 - Entrada do metrô parisiense.
- Beardsley, Aubrey Vincent (1872-1898) ilustrador inglês (Art Nouveau) - 1894 - “A dança do estômago”.
- Beardsley, Aubrey Vincent (1872-1898) ilustrado inglês (Art Nouveau) - 1896 - Capa da revista Savoy.
- Gaudí, Antonio - Antoni Placid Gaudí i Cornet (1852-1926) arquiteto catão ligado ao Modernismo e à Art Nouveau - 1900-14 - Dragão em mosaico - Parque Güell, Barcelona
- Visconti, Eliseu (1866-1944) pintor italiano naturalizado brasileiro  - guache e aquarela sobre papel - Cartaz do pano de boca do Cassino Antártica na Urca.
- Visconti, Eliseu (1866-1944) pintor italiano naturalizado brasileiro  - guache e aquarela sobre papel - Cartaz Cerveja Antarctica.
- Ascalon, Maurice (Art Déco) - 1939-50 - Design Industrial.
- Alen, William Van(1883-1954) arquiteto norte-americano (Art Déco) - 1928-30 - Chrysler Building, New York, EUA.

26:::Semana de Arte Moderna de 1922

Contexto

- Criação de novas indústrias, força um ciclo de considerável otimismo e relativo progresso técnico na sociedade brasileira.
- Consolidação da imigração europeia e japonesa.
- Anarquismo, Comunismo e Socialismo passam a ter interferência relevante na sociedade brasileira. Primeiras greves de grande escala ocorrem no Brasil.
- Rápida e desordenada urbanização, somada a grandes mudanças comportamentais e sociais transformam a vida nas grandes cidades brasileiras.

Arte

- A Arte Moderna brasileira tem início na Literatura e na crítica literária com a produção de Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia.
- Nas primeiras décadas do século XX, muitos artistas brasileiros passam a ter contato com as ideias das vanguardas europeias.
- Em 1913, o lituano Lasar Segall expõe suas obras influenciadas por uma estética expressionista em Campinas e São Paulo sem causar grande comoção seja negativa ou positiva.
- Anita Malfatti expõe suas obras declaradamente modernistas em 1917 em São Paulo. Por setores conservadores, é duramente criticada pela ruptura proposta com a arte acadêmica ou tradicional. Monteiro Lobato é um de seus maiores críticos.
- Em defesa da pintora Anita Malfatti, muitos intelectuais e artistas afeitos à Arte Moderna unem-se, o que ajuda a fomentar o ambiente que viria a ser fundamental para a concepção da Semana de Arte Moderna de 1922.
- A Semana de Arte Moderna de 1922, inserida nas comemorações dos 100 anos da independência do Brasil, propõe um inédito projeto de revisão da identidade brasileira, não só no âmbito cultural e artístico, mas também no social e étnico. Para tanto, em alguns dias discutiu-se no Teatro Municipal de São Paulo a cultura, a identidade e os rumos da cultura brasileira. Foram expostas cerca de 100 obras, ocorreram algumas palestras e três sessões literárias e musicais. Evidentemente, a sociedade brasileira da época, porque conservadora e tradicionalista, não absorveu de imediato e mesmo em médio prazo as ideias modernistas, o que ocasionou momentos em que vaias e questionamentos também foram ouvidos nos salões do Teatro Municipal. Contudo, esse movimento e esse evento foram cruciais para proporcionar a entrada do Brasil na modernidade.
- Participaram deste evento artistas e intelectuais como Graça Aranha, Mário de Andrade, Oswald Andrade, Menotti Del Picchia, Luís Aranha, Sérgio Buarque de Holanda, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg e Heitor Villa-Lobos.
- Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais, as intenções e o legado da Semana de Arte Moderna de 1922, podem ser assim definidos: “Sem programa estético definido, a Semana desempenha na história da arte brasileira muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Pois, se existe um elo de união entre seus tão diversos artífices, este é, segundo seus dois principais ideólogos, Mário e Oswald de Andrade, a negação de todo e qualquer "passadismo": a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo.  Em geral todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade.”
- O “Manifesto Antropofágico” é um marco do Modernismo Brasileiro. Foi publicado na Revista Antropofagia em 1928 e defendia a necessidade de absorver a cultura importada, desde que revista e reelaborada, para ser uma das referências para uma arte nacional, autônoma e coerente com as belezas e as mazelas do Brasil, sem idealismos ou imposições estéticas conservadoras e elitistas. O nome do manifesto recuperava a crença indígena de que comer o inimigo é uma forma de assimilar as qualidades dele. A concepção do manifesto surgiu de um quadro de Tarsila do Amaral, o qual foi dado ao marido dela à época: Oswald de Andrade. A obra era “Abaporu” (“aba-“ = homem; “-poru” = que come).

Exemplos de Arte Moderna Brasileira

- Amaral, Tarsila do (1886-1973) pintora e desenhista brasileira modernista - 1933 - óleo sobre tela – “Operários”.
- Amaral, Tarsila do (1886-1973) pintora e desenhista brasileira modernista - 1923 – “A negra”.
- Malfatti, Anita Catarina (1889-1964) pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira - 1915-16 - ost – “A boba”.
- Di Cavalcanti - Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (1897-1976) pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista brasileiro - 1940 – “Nascimento de Vênus”.
- Di Cavalcanti - Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (1897-1976) pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista brasileiro – “Samba”.
- Brecheret, Victor (1894-1955) escultor modernista ítalo-brasileiro - escultura - Túmulo de Olívia Guedes Penteado.
- Brecheret, Victor (1894-1955) escultor modernista ítalo-brasileiro - escultura – “Anjos no túmulo da Família Scuracchio”.
- Nery, Ismael (1900-1934) pintor brasileiro (Expressionimo-Cubismo-Surrealismo) – “Nu”.
- Nery, Ismael (1900-1934) pintor brasileiro (Expressionimo-Cubismo-Surrealismo) - 1927 - ost – “Figura”.
- Guignard, Alberto da Veiga (1896-1962) pintor brasileiro (Modernismo) - 1961 - ost – “Noite de São João”.
- Volpi, Alfredo (1896-1988) pintor ítalo-brasileiro modernista - aquarela sobre papel timbrado – “Linear”.
- Volpi, Alfredo (1896-1988) pintor ítalo-brasileiro modernista - 1958 - têmpera sobre tela – “Bandeirinha”.
- Goeldi, Oswaldo (1895-1961) desenhista, ilustrador, gravador e professor brasileiro - 1950 - xilogravura – “Tarde”.
- Portinari, Cândido Torquato (1903-1962) pintor modernista brasileiro - 1939 - óleo sobre tela – “O lavrador de café”.
- Portinari, Cândido Torquato (1903-1962) pintor modernista brasileiro - 1956 - óleo sobre tela – “Banda de Música”.