domingo, 30 de outubro de 2011

29ª lista de indicações - discussão de 31 de outubro a 4 de novembro (P3 - 2º anos e P2 - 3º anos)



Caras e caros,

Espero que tenham descansado muito nessa semana do “saco cheio”. Que ela tenha sido leve e alegre para todos. Depois do Enem, voltamos os nossos esforços para diversos vestibulares como os da USP, Unesp, Unicamp, UFTM, UEL, UnB, UFMG, etc., dessa forma os laboratórios de redação para terceiros anos e pré-vestibulares de Uberlândia continuam no mesmo horário com propostas voltadas para os vestibulares acima citados e tantos outros. Nesta primeira coletânea de textos, há vários assuntos muito pertinentes a quaisquer vestibulares não só como tema de redação como de questões ciências humanas, cada vez mais conectadas aos fatos relatados na mídia.

Abraços a todos,

Professor Estéfani Martins
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1 - 1º anos, 2º anos, 3º anos e PV
Por que nossos dias não são mais felizes ou uma forma de se ver.

2 - 1º anos, 2º anos, 3º anos e PV
Educação, trabalho e estresse
Escolas de elite nos EUA reduzem tarefas de casa para melhorar aprendizado dos alunos
The New York Times
Jenny Anderson

Este seria o tipo de memorando que estudantes de segundo grau sonhariam em receber, se eles sonhassem com memorandos.
Lisa Waller, diretora do segundo grau da escola Dalton, uma escola particular de Manhattan famosa por sua rigidez, enviou uma carta para os pais neste verão anunciando que as provas e trabalhos seriam espaçados para garantir que os alunos não ficassem sobrecarregados. As provas de janeiro serão adiantadas em duas semanas para que os alunos não tenham que estudar durante as férias.
Na Escola Trinity, outra escola de elite de Manhattan, a diretoria montou uma força tarefa para examinar os trabalhos, e o segundo grau vem tentando formas de coordenar as provas com os trabalhos, laboratórios e outros projetos.
Horace Mann no Bronx, abriu um centro de tutoria este ano para ajudar os alunos a gerenciarem seus trabalhos. A Hunter College High School, que tem um exame de admissão rígido, pela primeira vez este ano está oferecendo aos alunos uma folga das lições de casa, nos feriados de Halloween, Ano Novo Chinês (23 de janeiro), e num dia próximo à primavera no hemisfério norte, 14 de março.
Armados com a neurociência, autoanálise e bom senso, algumas das escolas de segundo grau mais competitivas da cidade de Nova York, famosas por sua mentalidade militar no que diz respeito às lições de casa, começaram a reduzir o peso por medo de pressionar os adolescentes sob seus cuidados.
“Temos alunos incrivelmente talentosos e capazes que precisam ser cuidados de forma apropriada”, disse Jessica Bagby, diretora do segundo grau na Trinity. “Percebemos que eles sofrem pressões, e que também somos responsáveis por elas, e precisamos nos responsabilizar por isso.”
Os debates sobre a lição de casa são perenes e carregados nas principais escolas, mas vários observadores de escolas privadas dizem que as iniciativas recentes para reduzir a quantidade de trabalho escolar são uma mudança pontual. Continua existindo um número significativo de pais que consideram o trabalho duro como um rito de passagem, um dos motivos pelos quais eles pagam US$ 40 mil para os filhos estudarem, e algo essencial para tornar seus filhos competitivos. (Um pai comentou ironicamente que é improvável que pais na Índia ou na China estejam reclamando do excesso de tarefas de casa.)
Mas pela primeira vez na memória recente, muitos veem um limite sendo estabelecido pelo outro campo, incentivado pelo documentário “Race to Nowhere” [“Corrida para Lugar Nenhum”] de 2010, que fala sobre os efeitos prejudiciais de sobrecarregar os alunos que sentem falta de sono e de alegria.
“Há poucas provas de que fazer tarefa de casa torne as crianças mais inteligentes”, diz Adam Gopnik, escritor e pai de dois alunos em Dalton. “Mesmo se isso acontecesse, há outros valores além de atingir boas notas. Por exemplo, ser curioso.”
Gopnik fez uma pesquisa extensiva há alguns anos quando um grupo de pais de Dalton levantou uma discussão com a diretoria sobre a quantidade de tarefas de casa. A grosso modo, a pesquisa mostrou algo que pode ser inferido pela lógica: é contraproducente para os alunos ficarem estudando até as duas da manhã.
A escola Dalton convidou Harris Cooper, um professor de neurociência e psicologia da Universidade Duke, para falar sobre a ligação entre as tarefas de casa e o aprendizado na primavera passada. “Com cinco horas por noite”, disse ele referindo-se ao tempo que os alunos levam para fazer a tarefa, “eles provavelmente não irão pior do que se fizessem apenas quatro horas.”
Mas os professores, pais e diretores estão começando a olhar para além das questões acadêmicas, estudando pesquisas sobre os efeitos que a sobrecarga e o estresse têm sobre a saúde.
Denise Pope, professora sênior na Stanford School of Education, foi coautora de um artigo de 2007 que observou 496 estudantes de uma escola privada e uma escola pública e descobriu que aqueles com mais de 3,5 horas de tarefas de casa à noite tinham maior risco de problemas físicos e mentais, como falta de sono, úlceras e dores de cabeça. Num outro estudo com 26 escolas, Pope diz que 67% de mais de 10 mil alunos relataram que estavam “sempre” ou “frequentemente” estressados.
“Em determinado momento, nós dizemos o quanto é o bastante”, disse Pope. “Em nosso estudo, isso equivale a 3,5 horas.”
Nem todas as escolas, é claro, estão reduzindo as tarefas. Muitos diretores dizem que elas são uma preparação essencial para o sucesso na faculdade e na vida, e uma característica de sua história que ajuda a atrair centenas de alunos a cada ano. Eles apontam para os pais, alguns ex-alunos da escola, que veem as mochilas pesadas e tarefas difíceis como sinais importantes da seriedade e do valor da escola.
E até em algumas das escolas que estão se pronunciando oficialmente ou ajustando seus calendários, alguns pais veem isso como um discurso vazio.
“Não há nada errado com a tarefa de casa”, diz Victoria Goldman, pai de dois alunos que frequentam escolas particulares em Nova York e autora de “O Guia da Família de Manhattan para Escolas Particulares e Escolas Públicas Seletivas.”
“Estas são as escolas mais competitivas do país”, continuou Goldman. “Trata-se de reforçar o que eles estão aprendendo, e eles estão aprendendo no nível mais alto que se pode ensinar alunos do primeiro e segundo graus.”
Na Horace Mann, o jornal estudantil publicou um artigo no ano passado mostrando que o aluno médio do segundo grau costumava dormir 6,5 horas por noite.
Em outras escolas, os diretores dizem que estão seriamente tentando mudar a cultura.
Um grupo de membros da escola, alunos e administradores de Dalton criaram no ano passado o que Waller chamou de um “rodízio de cinco semanas de avaliação” no qual as provas finais e trabalhos são distribuídos ao longo de cinco semanas, depois de avaliar bem porque os alunos tinham algumas semanas que eram tranquilas e outras cheias de provas e entregas de trabalhos.
A Trinity está tomando iniciativas mais hesitantes. Durante uma intensa auto-avaliação no ano passado, pesquisas com pais, membros da escola, alunos, ex-alunos e administradores sugeriram que o equilíbrio precisava ser melhorado. Mas quando os alunos foram questionados, anonimamente, sobre se a quantidade de tarefas escolas era razoável, as respostas variaram: 47% dos alunos do 11º ano discordaram ou discordaram fortemente, em comparação com 35% dos alunos do 12º ano e menos de 30% dos alunos do 9º ano.
Essa variação convenceu Bagby, diretora do segundo grau, de que a escola tinha que avaliar melhor a questão antes de fazer qualquer mudança importante. Sua maior preocupação era a falta de sono. A Trinity começou o ano escolar de 2010-2011 com um especialista em sono que deixou claro que perder horas de sono significava perder produtividade. “Acho que os alunos acharam isso um pouco irônico”, observou Bagby desapontada.
Embora entender a pressão que os alunos enfrentam ainda seja um trabalho em andamento, a mensagem de que a Trinity espera cansar menos os alunos está sendo transmitida amplamente mesmo assim.
Uma mãe, que não quis ter o nome divulgado porque seu filho quer entrar para a escola, disse que durante uma visita com pais que queriam colocar os filhos no jardim da infância, a diretora do jardim disse que sabia que a escola tinha uma reputação de ser uma panela de pressão, mas que estava se tornando mais “humana”.
Gopnik, que tem filho em Dalton, diz: “o vento está soprando na direção da sanidade. Não há nenhum valor em estressar as crianças. Assim estamos roubando sua infância.”

Tradução: Eloise De Vylder

3 - 1º anos, 2º anos, 3º anos e PV
Fraudes e Enem: casal inseparável?

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Sobre nós.

5 - 2º anos, 3º anos e PV
Para refletirmos...
http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/955?page=0,3

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Crise para uns...

7 - 3º anos e PV
O inverno das "Primaveras"