quinta-feira, 7 de abril de 2011

Proposta de redação 2011-S7 (Uberaba)

Caras e caros,


Primeiramente, a proposta abaixo pode ser feita pelos alunos de Uberaba ou Uberlândia, mesmo porque o tema é de alta relevância, mas lembrem-se de colocar o código para que possamos saber o que foi feito.
Sobre a relação com o trágico evento no Rio de Janeiro, saibam que não é coincidência essa proposta ser sobre fundamentalismo,  porque essas questões não se tocam e o tema foi feito dias antes do ocorrido. Ressalto que lamentavelmente o evento na escola do Bairro de Realengo é a obra do desajuste e do descolamento da realidade por parte de uma pessoa com sérios problemas psiquiátricos, agravados por concepções equivocadas de religiões como o Cristianismo e o Islamismo associada a facilidade de se ter acesso ilegalmente a armas no Brasil. Infelizmente, para mim a questão não vai muito além disso, a não ser que um componente  associado ao Bullying seja desvelado pelas investigações. No mais, a proposta sobre Fundametalismo trata de um problema de cunho cultural e moral, de âmbito Ocidental talvez e de grande extensão, já que alcança a todos como adeptos ou como eventuais vítimas ou mesmo os dois ao mesmo tempo.


Sensatas e necessárias reflexões para todos,


Abraços,


Professor Estéfani Martins
Facebook e Orkut - Estéfani Martins



Proposta de redação 2011-S7


Texto 1

Fundamentalismo (Datação: 1922)
substantivo masculino
1          Rubrica: religião.
movimento religioso e conservador, nascido entre os protestantes dos E.U.A. no início do século, que enfatiza a interpretação literal da Bíblia como fundamental à vida e à doutrina cristãs [Embora militante, não se trata de movimento unificado, e acaba denominando diferentes tendências protestantes do sXX.]
1.1       Rubrica: religião.
a doutrina desse movimento
1.2       Rubrica: religião.
adesão a essa doutrina
2          Derivação: por extensão de sentido.
qualquer corrente, movimento ou atitude, de cunho conservador e integrista, que enfatiza a obediência rigorosa e literal a um conjunto de princípios básicos; integrismo.

Fonte: Dicionário eletrônico Houaiss

Texto 2

Carta Aberta a Jair Bolsonaro e ao CQC, em defesa de Preta Gil e das vítimas de preconceito

O “CQC” da última segunda-feira exibiu um quadro que não só chocou a todos como suscitou as mais variadas discussões. Nele, o deputado Jair Bolsonaro respondia a perguntas feitas por anônimos e famosos. Depois de afirmar que tem saudades da ditadura e de que jamais correria o risco de ter um filho homossexual, o político foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria caso seu filho namorasse uma negra. A resposta, para surpresa geral, foi que ele não corria esse risco, já que seus filhos não foram criados num ambiente de promiscuidade como ela. Sim, leitor. Não só ele ofendeu a Preta e sua família, como deixou clara a reprovação à possibilidade de ter uma nora negra.
Quero crer que Jair entendeu mal a pergunta, porque, em pleno século 21, parece impossível ouvir esse tipo de declaração. Torna-se muito difícil, no entanto, dado o comportamento prévio do deputado, acreditar nesta possibilidade. Forte opositor da união civil homossexual no congresso, ele já chegou a declarar que os filhos tornam-se homossexuais por “falta de porrada”. Já o fez em meios impressos e também na TV. Exemplo recente é uma edição de “Casos de Família”, comandado por Christina Rocha no SBT.
Pergunto-me aqui o quanto é saudável e de fato necessário levar ao ar uma figura que destila frases que, sim, podem render alguns pontos de audiência, mas são um grande retrocesso. Será que pelo choque – se é que todos se chocam – o preconceito será combatido? Tenho minhas dúvidas. Especialmente porque quem certamente saiu magoada deste episódio foi Preta Gil. Mulher independente, bem resolvida, com sólida carreira profissional, ela não precisava passar por isso. Justamente ela, que já foi vítima de preconceitos estúpidos por estar acima do peso – para os padrões de capa de revista – ou ser filha de quem é. Me solidarizo a Preta. E torço para que este episódio não ganhe proporções maiores do que merece em seu cotidiano. Ele é tão absurdo que não merece destaque. Merece, sim, ser discutido pela sociedade para que pensemos quem elegemos para cargos públicos.
Ao “CQC”, proponho uma reflexão. O programa é mesmo uma lufada de ar fresco no humor brasileiro. Mas até que ponto explorar esse tipo de situação pode de fato despertar uma reflexão mais apurada? Esta questão vale tanto para a presença de um convidado de opinião dispensável como este nobre deputado, como para o quadro em que diferenças entre regiões do país são realçadas. Na semana passada, Danilo Gentili interpretou um pai que humilhava uma criança por ser gay. Ficção, claro. Mas das que doem, incomodam. Até que ponto o choque é preciso? E até que ponto figuras como estas não acabam por reforçar estereótipos uma vez que viraram atração de programas de TV? Vale a pena pensar.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/natv/2011/03/29/carta-aberta-a-jair-bolsonaro-e-ao-cqc-em-defesa-de-preta-gil-e-das-vitimas-de-preconceito/

Texto 3

Michael, do Vôlei Futuro, assume ser gay após polêmica
Da Redação

Após polêmica de homofobia envolvendo Michael no duelo entre Vôlei Futuro e Cruzeiro, sexta-feira, em jogo da Superliga masculina de vôlei, Michael assumiu a sua homossexualidade. “Nunca cheguei e falei “sou gay” porque não tem necessidade. Todo mundo sabe. Não tenho necessidade de sair divulgando”, disse em entrevista ao globoesporte.com. nesta terça-feira.
O meio de rede destacou que a sua opção sexual não atrapalha em nada em seu desempenho em quadra. “Eu sou o Michael. Todo mundo sabe quem eu sou. Eles me respeitam totalmente no time. Não só aqui, mas nos 10 anos que joguei no São Bernardo. Todos os times me trataram bem”.
O jogador explicou o que aconteceu no jogo de sexta-feira. “No jogo em Contagem teve uma manifestação da torcida gritando “bicha”, “gay”, todas essas coisas. Já tinha acontecido casos isolados de algumas pessoas gritarem pelo clima do jogo. Mas nem escuto, deixo passar porque é ignorância. Mas foi um coro, senhoras, crianças e mulheres gritando, já num clima preconceituoso mesmo”.
Em sua opinião, esse fato atrapalhou seu desempenho em quadra. “Desconcentrar não me desconcentrou, mas a situação me deixou constrangido. Pensei sobre o que estava acontecendo. Foi uma manifestação por causa do meu jeito. Mesmo depois de me xingarem, não bati boca com ninguém, fui direto para o vestiário, poderia ter retribuído, mas não fiz”, destacou.
Michael comentou que recebe o apoio dos colegas e dirigentes de clube. “Os dirigentes vieram falar comigo também. Estavam escandalizados. Todo mundo ficou preocupado com o que eu estava sentindo. Lógico que não estava feliz”.
Os dois times voltam a se encontrar neste sábado, às 10h. O jogador se mostra tranquilo com essa situação. “Estou bem. Estamos treinando direto com o time forte. Muita gente que acompanha o vôlei está dando o maior apoio. Realmente fiquei assustado com a situação. Uma coisa é torcida, outra é uma aglomeração te xingando, apontando o dedo. Abalado não estou. Como atleta tenho que enfrentar, lidar com isso”.


Lidos os textos, faça uma dissertação argumentativa de 25 a 30 linhas em que sejam discutidas as razões para o crescimento de ideias fundamentalistas de ordem étnica, de gênero, sexual, etc., no Brasil.