quarta-feira, 9 de março de 2011

Uberaba - Proposta de redação para todas as turmas de Uberaba - 2011-S4


Proposta de redação 2011-S4

Leia com atenção os textos abaixo:

Texto 1

Consumo de álcool entre jovens está na mira do Governo

Restrição e controle da propaganda de bebidas alcoólicas, segundo o veículo de comunicação; incentivo a medidas restritivas de venda e uma política fiscal que desestimule o consumo, elevando impostos. Essas são as diretrizes gerais definidas pelo grupo de trabalho interministerial criado para traçar a política nacional de redução de danos causados por bebidas alcoólicas.
Para isso o conceito de bebida também muda. Serão consideradas alcoólicas aquelas que tiverem 0,5 grau Gay Lussac ou mais de álcool na sua composição. Alterando o conceito, ficam sujeitas às novas regras bebidas destiladas, fermentadas e outras preparações, como mistura de refrigerantes ou de destilados.
Pedro Gabriel Godinho Delgado, coordenador do grupo e representante do Ministério da Saúde, defende também a restrição de propaganda para os chamados grupos vulneráveis, além de crianças e adolescentes.

http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/cbn/id220803.htm

Texto 2

Movidos à álcool

A droga da moda é legalizada e a idade média da primeira dose já caiu para 10 anos
JOÃO LUIZ VIEIRA E BEATRIZ VELLOSO

Daniel Miranda, de 22 anos, estudante de Direito no Rio de Janeiro, parou de contar quantas cervejas tinha bebido quando passou da décima lata. Sua última lembrança daquela noite foi a tentativa de ultrapassar um Escort com sua moto - passando por cima do automóvel. Não conseguiu. Quando acordou no hospital, com um dreno no pulmão, havia perdido quase três litros de sangue. Ficou internado durante 12 dias e teve de extrair o baço. O amigo Renato Ramos Batista, de 20 anos, que ia na garupa, quebrou um braço, teve cortes na cabeça e levou cerca de 70 pontos. Cientes da lição, os dois resolveram parar de vez - de andar de moto. Bebendo, eles continuam. Dias atrás, dois meses após o acidente, eles estavam no bairro boêmio da Lapa, cada um com uma garrafa de vinho na mão. No pescoço, um 'metrinho' (versão adulta das almofadinhas de doce de leite, recheada com mel e cachaça, vendida por metro). Renato conta que numa só noite enxugou 2 litros de gummy (água, vodca e suco em pó), três cubas-libres e muita cerveja, tudo temperado com algumas doses de energéticos. Por farras como essa, foi parar quatro vezes no hospital. Não se considera, porém, dependente. 'Bebo socialmente, só nos fins de semana', diz Daniel. No Carnaval, embriagou-se a tal ponto que nem sequer conseguiu descer do ônibus. 'Não tinha forças', explica o rapaz, que exibe cicatrizes na testa por causa das brigas em que se meteu quando estava bêbado. Daniel e Renato não são jovens típicos, esclareça-se. Mas seu comportamento é cada vez mais popular entre os jovens. Beber pesadamente, mesmo que não todo dia, é um hábito que ganha adeptos a partir de idades cada vez mais precoces.
Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco) com 50 mil estudantes brasileiros do ensino fundamental e do médio mostrou que 34,8% deles tomam bebidas alcoólicas - o que representa um contingente de 17,4 milhões de jovens. O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está concluindo um estudo com adolescentes paulistas entre 15 e 18 anos de classe média alta, grupo que freqüenta bons colégios e tem uma mesada significativa para passear e consumir. Constatou que 42% bebem até oito vezes por mês, 14% ingerem álcool entre nove e 20 dias por mês e 9% são bebedores pesados (mais de 20 sessões mensais). O surpreendente nesses estudos não é o fato de que universitários gostem de tomar um chope. É que isso cada vez mais vale para garotos de 12 anos, ainda em fase de crescimento. Um terço dos adolescentes diz que começou a beber entre os 10 e os 12 anos. Uma década atrás, a idade média da iniciação era 14 anos. Mesmo nessa faixa etária, o consumo em grandes quantidades já é considerado 'normal' - deixou de ser excepcional para se tornar padrão. 'A bebida não é vista como um perigo. Tanto que muitos jovens têm as primeiras experiências dentro de casa', diz a psicóloga Fabiana Delbon, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), de São Paulo.
Na fila da boate Bedroom, em São Conrado, Zona Sul do Rio, as garrafas de cachaça nas mãos dos rapazes chamam a atenção. É uma corrida. Em menos de 20 minutos eles querem beber o máximo possível, para não ter de gastar a mesada lá dentro, onde uma dose de vodca custa R$ 7, contra R$ 5 da garrafa no supermercado próximo de casa. O estudante secundarista Gustavo Moraes, de 18 anos, fez uma vaquinha com dois amigos para comprar duas garrafas de vodca. No ônibus, tomaram uma. Na fila, tentavam acabar com a outra. 'O negócio é entrar turbinado', afirma. Mas por que beber tanto? 'É como o espinafre do Popeye', compara Leonardo Tavares, de 21 anos, estudante de educação física. 'Fico mais leve, mais tranqüilo, chego nas princesas mais fácil', explica o estudante de Direito Felipe Sampaio, de 18 anos.

(...)

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT458989-1653,00.html

Lidos os textos, faça uma dissertação, de no mínimo 25 linhas e no máximo 30, a fim de analisar as razões responsáveis pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas por pessoas cada vez mais jovens. Além disso, proponha soluções que minimizem esse problema de saúde pública brasileiro.