quinta-feira, 17 de março de 2011

6ª lista de indicações - Discussão na semana de 28 de março a 2 de abril de 2011 (P4)


Caras e caros,

A lista dessa semana ficou meio triste, fatalista, talvez até niilista, mas não menos pertinente. Meu problema na coluna e os acontecimentos no Japão devem ter ajudado na escolha de textos pouco festivos. Todavia, conhecer é uma forma de dor na maioria das vezes. Em tempo, o documentário "Nós que aqui estamos por vós esperamos" é maravilhoso e feito no fim do século XX por um brasileiro genial chamado Marcelo Marsagão, apenas com a ajuda de um computador que, perto dos atuais, pareceria uma máquina de escrever, enfim privação, às vezes, estimula a criatividade ao invés de tolhi-la e ferramentas são o caminho para as realizações, mas sem dúvida não são elas.

Boa leitura a todos, 

Professor Estéfani Martins
Facebook e Orkut - Estéfani Martins

1 - 2º anos, 3º anos e PV
Para começar a entender o desastre natural (sic) ocorrido no Japão.

2 - 2º anos, 3º anos e PV
Sobre o Japão, o mundo e as tecnologias nucleares.

Catástrofe no Japão reabre debate sobre energia nuclear

El País
Roland Nelles


A catástrofe nuclear no Japão gerou um debate internacional sobre a energia nuclear –um debate especialmente feroz na Alemanha. Após Fukushima, esta não pode mais ser vista como fonte de energia para o futuro. A chanceler Angela Merkel deve alterar sua postura pró-energia atômica.
Há, é claro, vários argumentos em favor da energia nuclear: em contraste com as usinas movidas a carvão, os reatores atômicos produzem poucas emissões de CO2 –o que é uma boa notícia para o clima. Além disso, a tecnologia ajuda as regiões que podem não ter reservas de gás natural, por exemplo. A energia atômica significa um grau de independência e de autonomia política no desenho da matriz energética. Além disso, a energia produzida por usinas nucleares tende a ser barata, tornando-a popular junto aos consumidores
Falsa sensação de segurança
Nada disso conta, porém, não mais. Após o terremoto e a tsunami no Japão, seguidos de uma sequência cada vez pior de notícias relativas às usinas nucleares do país, até o último defensor da tecnologia deve ter entendido que não podemos continuar assim. Acabou. Terminou. Fim. A energia nuclear não pode ser controlada pelos seres humanos, independentemente da qualidade dos argumentos em seu favor. O perigo de desastre é real e pode acontecer a qualquer hora –mesmo em um país de tecnologia tão avançada quanto o Japão. E também pode acontecer na Alemanha. Uma sensação de segurança em relação aos reatores atômicos não é mais possível. Em lugar nenhum.
O terremoto no Japão está se tornando um ponto de virada decisivo na história da tecnologia nuclear. As pessoas aprendem com a experiência, e a lição está clara: nem tudo aquilo que é tecnicamente possível é bom. Novas soluções precisam ser descobertas para dar conta das necessidades de energia de uma população crescente. E as pessoas precisam investir mais nesta questão do que fizeram até agora.
Isso é verdade no mundo todo e também, é claro, na Alemanha. Após os eventos do final de semana, qualquer um que tente alegar que algo assim não poderia acontecer aqui pareceria ridículo. No Japão houve uma corrente de eventos infelizes: um terremoto devastador seguido pela desastrosa tsunami. Verdade. Mas o que é um desastre se não uma corrente de eventos infelizes? Seja a queda de um avião, um acidente de carro ou o derretimento do reator, algo sempre dá errado quando há pessoas envolvidas. Em algum ponto, essa corrente de eventos infelizes também vai nos atingir –ou nossos vizinhos, como a França, uma nação que também gosta da energia nuclear. E o que vai acontecer então?
A chanceler Angela Merkel e seu governo querem revisar os padrões de segurança das usinas de energia atômica da Alemanha. Assim, esperam calar o debate de energia atômica. Mas por que as medidas de segurança precisam ser revisadas? Não disseram sempre que as usinas de energia nuclear da Alemanha são as mais seguras do mundo?
Sinais de uma indústria moribunda
Reuniões de crise, encontros de segurança, verificações especiais, tudo isso é sinal de uma indústria moribunda e da ação de retaguarda de seus ajudantes políticos. Em algum momento, a Alemanha vai sair da energia nuclear –e será mais cedo do que os defensores de tecnologia gostariam de acreditar. Velhos temores de um enorme derretimento nuclear voltaram a brotar na Alemanha. Críticos tradicionais dentro do Partido Verde e do Partido Social Democrata vão explorar esses medos. Uma pragmática radical como Merkel certamente reconhecerá isso. E ela vai mudar de curso. Isso é certo.
Mas com que rapidez Berlim conseguirá mudar de posição? O país está se movendo rápido o suficiente em sua adoção de fontes de energia sustentáveis? Certamente que não. As empresas que operam as usinas nucleares na Alemanha estão ganhando bilhões, mas apenas uma minúscula fração desses lucros está sendo canalizada para a expansão do uso de energias alternativas pelo país. Isso tem que mudar.
É claro que não faria sentido desligar todas as usinas nucleares da Alemanha da noite para o dia, só para acalmar os críticos. Mas o desenvolvimento de quantidade suficiente de energia renovável requer uma resolução política. E essa resolução só pode ser gerada quando ficar claro que as usinas de energia atômica da Alemanha logo serão desligadas da rede permanentemente. Essa era a lógica por trás da decisão de reduzir gradativamente a energia nuclear na Alemanha a partir de 2022 –uma política estabelecida há mais de uma década pelo sociais democratas do chanceler Gerhard Schröder e de seus parceiros de coalizão, os verdes.
Esse plano, contudo, foi revertido no último outono, quando os cristãos democratas de Merkel, junto com os democratas livres, abandonaram a redução gradual e aprovaram uma lei estendendo a vida das usinas nucleares da Alemanha. Agora está claro: essa decisão foi um erro. E esse erro precisa ser corrigido agora.
Não, não é mais tentador argumentar em favor da energia atômica. Não mais.
Tradução: Deborah Weinberg


3 - 2º anos, 3º anos e PV
O mapa da contribuição entre cientistas do mundo inteiro, mais do que ciência e globalização, ele "diz" muito sobre o nosso mundo.


4 - 2º anos, 3º anos e PV
Sobre a educação e o eterno "Brasil do Futuro".

5 - 2º anos, 3º anos e PV
6 - 3º anos e PV
Sobre a morte e seu sentido para a sociedade.