domingo, 22 de abril de 2018

Curso a distância de Códigos e LInguagens para o Enem com o professor Estéfani Martins


Atualidades 2018-8 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N15 (suicídio) e 2018N16 (homofobia)




Caras e caros,

Boa tarde. Primeiramente, peço desculpas pela falta de publicações na última semana, mas tive uma gripe muito forte que me impossibilitou. Contudo, estou recuperado e volto às publicações no Opera10, espero, sem mais interrupções, exceto em finais de semana prolongados por feriados como o próximo quando não haverá publicações.
Aproveito para informar também que voltamos a publicar novos programas no www.versodaprosa.com.br. Desta vez, o livro analisado é "Claro Enigma" de Carlos Drummond de Andrade.

Atualidades e efemérides

Texto 2018-118
Texto sobre a relevância e os dilemas contemporâneos de um dos textos mais emblemáticos do século XX.

Texto 2018-119
Análise ampla e aguda sobre um dos maiores escândalos sobre privacidade da história da internet.

Texto 2018-120
Entrevista com uma das escritoras mais influentes da atualidade na discussões a respeito do feminismo e do anticolonialismo na África.

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Redação - Tema 2018N16 - Refugiados (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N16

Texto 01.
“Com aproximadamente 60 milhões de pessoas forçadas a se deslocar no mundo e as travessias em embarcações precárias pelo Mediterrâneo nas manchetes dos jornais, está cada vez mais comum ver os termos ‘refugiado’ e ‘migrante’ confundidos, tanto nos discursos da mídia, quanto do público em geral. Mas existe alguma diferença entre eles? E essa diferença é importante?
Sim, existe uma diferença e sim, é importante. Os dois termos têm significados diferentes e confundir os mesmos acarreta problemas para ambas as populações.
Os refugiados são pessoas que escaparam de conflitos armados ou perseguições. Com frequência, sua situação é tão perigosa e intolerável que devem cruzar fronteiras internacionais para buscar segurança nos países mais próximos, e então se tornarem um ‘refugiado’ reconhecido internacionalmente, com o acesso à assistência dos Estados, do ACNUR e de outras organizações. São reconhecidos como tal, precisamente porque é muito perigoso para eles voltar ao seu país e necessitam de um asilo em algum outro lugar. Para estas pessoas, a negação de um asilo pode ter consequências vitais. 
O direito internacional define e protege os refugiados. A Convenção da ONU de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e seu protocolo de 1967, assim como a Convenção da OUA (Organização da Unidade Africana) – pela qual se regularam os aspectos específicos dos problemas dos refugiados na África em 1969 – ou a Declaração de Cartagena de 1984 sobre os Refugiados continuam sendo a chave da atual proteção dos refugiados.
Os princípios legais destes instrumentos têm permeado inumeráveis leis e costumes internacionais, regionais e nacionais. A Convenção de 1951 define quem é um refugiado e delimita os direitos básicos que os Estados devem garantir a eles. Um dos princípios fundamentais estabelecidos no direito internacional é que os refugiados não devem ser expulsos ou devolvidos a situações em que sua vida e liberdade estejam em perigo.
A proteção dos refugiados tem muitos ângulos, que incluem a proteção contra a devolução aos perigos dos quais eles já fugiram; o acesso aos procedimentos de asilo justos e eficiente; e medidas que garantam que seus direitos humanos básicos sejam respeitados e que lhes seja permitido viver em condições dignas e seguras que os ajudem a encontrar uma solução a longo prazo. Os Estados têm a responsabilidade primordial desta proteção. Por tanto, o ACNUR trabalha próximo aos governos, assessorando-os e apoiando-os para implementar suas responsabilidades.”

Texto 02.
“A distinção entre esses conceitos é muito importante do ponto de vista legal. Isso porque apenas os refugiados têm direito a requerer asilo em outro país, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados e as diretrizes da União Europeia.
Por isso, quando os refugiados chegam a outro país eles logo entram com um pedido de asilo. Dessa forma, tornam-se solicitantes de asilo, que são as pessoas que pediram proteção internacional. Ao receber o asilo, o migrante ganha o status oficial de refugiado e pode permanecer legalmente no país.
Já quem deixa a pobreza em seu país para encontrar emprego em outra nação, os migrantes econômicos, não tem direito a requerer asilo. Geralmente, quando eles são pegos pelas autoridades de imigração na Europa e não apresentam nenhum documento que comprove o asilo, eles são detidos ou deportados.”

Texto 03.
“O ato de migrar constitui um fenômeno social permanente na História do ser humano com o meio físico e social, isto é, com a natureza e com os outros seres humanos. O homem é um ser que está em constante processo de migração, seja por causas de ordem natural, que motivaram principalmente o ser primitivo, seja pelas causas de ordem econômica e social, hoje preponderantes.
As grandes migrações ocorridas em outras épocas, e as contemporâneas, têm motivos semelhantes para ocorrer: invasões, conflitos, mudanças sazonais, fome, etc. Outro motivo que ocasiona as migrações é a perseguição, que pode ser de ordem étnica, religiosa, cultural, política. É nesse contexto que se inserem os refugiados, que se distinguem dos demais migrantes por serem forçados a deixar seus países. Ademais, outro fator que distingue os refugiados dos demais migrantes é a regulamentação internacional específica, fruto de diversos documentos normativos.”

Texto 04.
“O Brasil registrou em 2017 o maior número de solicitações de refúgio desde o começo da série histórica do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Foram 33.865 solicitações contabilizadas em todo o país. Esse número representa quase o triplo dos pedidos registrados em 2016 (uma alta de 228%). Antes, o recorde de solicitações tinha sido alcançado em 2014, quando houve 28.670 requerimentos de estrangeiros.
A Venezuela é o país de origem da maior parte dessas pessoas que pedem refúgio no Brasil. Das 33.865 solicitações de 2017, 17.865 eram de venezuelanos. Esse valor representa 52,75% do total.
Em seguida, vêm os pedidos de refúgio de pessoas de Cuba (7,01%), Haiti (6,97%), Angola (6,01%) e China (4,32%). O número de haitianos que pedem refúgio no país tem caído ano a ano.”

Proposta de redação 2018N16-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as causas para o aumento do número de refugiados no mundo no século XXI, sobretudo, as que estão associadas a questões geopolíticas e religiosas.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Redação - Tema 2018N15 - Índios (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Tema de redação 2018N15

Texto 01.
Quais os critérios utilizados para a definição de indígena?
Identidade e pertencimento étnico não são conceitos estáticos, mas processos dinâmicos de construção individual e social. Dessa forma, não cabe ao Estado reconhecer quem é ou não indígena, mas garantir que sejam respeitados os processos individuais e sociais de construção e formação de identidades étnicas. Os critérios adotados pela FUNAI se baseiam na Convenção 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais, promulgada integralmente no Brasil pelo Decreto nº 5.051/2004, e no Estatuto do Índio (Lei 6.001/73). A Convenção 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais, promulgada integralmente no Brasil pelo Decreto nº 5.051/2004, em seu artigo 1º afirma que:

"1. A presente convenção aplica-se: a) aos povos tribais em países independentes, cujas condições sociais, culturais e econômicas os distingam de outros setores da coletividade nacional, e que estejam regidos, total ou parcialmente, por seus próprios costumes ou tradições ou por legislação especial;
b) aos povos em países independentes, considerados indígenas pelo fato de descenderem de populações que habitavam o país ou uma região geográfica pertencente ao país na época da conquista ou da colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras estatais e que, seja qual for sua situação jurídica, conservam todas as suas próprias instituições sociais, econômicas, culturais e políticas, ou parte delas.

2. A consciência de sua identidade indígena ou tribal deverá ser considerada como critério fundamental para determinar os grupos aos que se aplicam as disposições da presente Convenção."
Já o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73) define, em seu artigo 3º, indígena como:
"...todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana que se identifica e é identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional."

Dessa forma, os critérios utilizados consistem:

a) na auto-declaração e consciência de sua identidade indígena;
b) no reconhecimento dessa identidade por parte do grupo de origem;

Texto 02.
“Enquanto o Estatuto do Índio (Lei 6.001), promulgado em 1973, previa prioritariamente que as populações deveriam ser "integradas" ao restante da sociedade, a Constituição passou a garantir o respeito e a proteção à cultura das populações originárias. “O constituinte de 1988 entende que a população indígena deve ser protegida e ter reconhecidos sua cultura, seu modo de vida, de produção, de reprodução da vida social e sua maneira de ver o mundo”, destaca Proença.
Na Constituição de 1988, os direitos dos índios estão expressos em capítulo específico (Título VIII, Da Ordem Social, Capítulo VIII, Dos Índios) com preceitos que asseguram o respeito à organização social, aos costumes, às línguas, crenças e tradições. ‘A população indígena hoje no Brasil tem o direito de buscar maior integração, bem como de se manter intacta em sua cultura, aldeada, se assim entender que é a melhor forma de preservação’, explica Proença.”

Texto 03.
“Quando se fala em problemática atual das comunidades indígenas, não se pode dizer que nasceram na atualidade, mas sim que são resquícios de problemas que nasceram ainda na colonização, nos primeiros séculos do “descobrimento” do Brasil.
Os principais problemas que as comunidades indígenas enfrentam hoje são a consequência daqueles que surgiram há anos. Nos dias atuais há problemas como a miséria, o alcoolismo, o suicídio, a violência interpessoal, que afetam consideravelmente essa população.
Além do processo de colonização, conforme Eliane Potiguara, houve no Brasil o processo de Neocolonização, que foi o período em que o interior do Brasil passou a ser ocupado, acabando de inúmeras formas com as comunidades indígenas, período este que foi até em meados do século XX. Assim, houve intromissão de inúmeros segmentos, como as madeireiras, os garimpeiros, latifundiários, mineradoras, hidrelétricas, rodovias, entre outros. De acordo com a autora, esta intromissão ‘causou nas últimas décadas o desmatamento, o assoreamento de rios, a poluição ambiental e a diminuição da diversidade local, trazendo as enfermidades, a fome e o empobrecimento compulsório da população indígena.’.”

Texto 04.
“O dia 19 de abril é conhecido no Brasil todo como o "Dia do Índio", e essa data não foi escolhida à toa. Sua origem remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano ainda na década de 1940, quando um congresso organizado no México se propôs a debater medidas para proteger os índios no território.
O Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Patzcuaro, aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril de 1940.
Em princípio, os representantes indígenas haviam se negado a participar do evento, achando que não teriam voz ou vez nas reuniões - que seriam comandadas por líderes políticos dos países participantes. Os índios, então, fizeram um boicote nos primeiros dias, mas, justamente no dia 19 de abril, decidiram aparecer no congresso para tomar parte nas discussões.
Foi por conta disso que a data escolhida para celebrar o dia do índio acabou sendo essa.
Eram 55 delegações oficiais no México. Das Américas, somente Paraguai, Haiti e Canadá ficaram de fora. Entre os índios, eram 47 representantes dos povos de todo o continente - no caso do Brasil, o delegado enviado foi Edgar Roquette-Pinto, que não era índio, mas foi antropólogo, etnólogo e estudioso de povos indígenas da Serra do Norte, na Amazônia.
Com o fim do Congresso, foram definidas algumas medidas genéricas a serem tomadas em favor da defesa dos povos indígenas. Entre elas, estavam o ‘respeito à igualdade de direitos e oportunidades para todos os grupos da população da América’, ‘respeito por valores positivos de sua identidade histórica e cultural a fim de melhorar situação econômica", "adoção do indigenismo como política de Estado’, e, por último, estabelecer ‘o Dia do Aborígene Americano em 19 de abril’.
Não foram todos os países que adotaram a data como dia de celebração da cultura indígena - e no Brasil ele também levou tempo a ser oficializado, já que o país não aderiu às deliberações do congresso.”

Proposta de redação 2018N15-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre como foi construído o preconceito contra índios na sociedade brasileira.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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sábado, 7 de abril de 2018

Redação - Dificuldades gramaticais mais comuns em redações (v.3)



Informação importante: fiquem à vontade para perguntar ou sugerir novos temas, pois a ideia é que esta postagem seja continuamente revisada e ampliada a partir das necessidades e dúvidas de vocês. Para tanto, deixem suas sugestões nos comentários.

1 - Dentre e entre
A palavra “dentre” é formada pela preposição “de” mais a preposição “entre”, indica normalmente as ideias de inclusão, associação, exceção e seleção. Pode ser substituído pela expressão “do meio de”. É mais comumente usada em expressões com verbos que regem a preposição “de” como sair, ressurgir, tirar, retirar, etc. Nos demais casos, usa-se "entre". Ex.: 

O êxito surge mais comumente dentre aqueles que perseveram.

Ele saiu dentre a multidão que esperava lá fora.

Entre todos os meus colegas de trabalho, considero João o mais competente e dedicado.

Demonstrava ser bastante tímido apenas entre as pessoas desconhecidas.

“Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.” (Vladimir Nabókov)

"Na batalha entre o gênio e a burrice, o gênio rosna de impotência e frustração, enquanto o cretino arde como um sol desvairado." (Nelson Rodrigues)


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Atualidades 2018-7 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N13 (suicídio) e 2018N14 (homofobia)




Caras e caros,

Bom dia. Nesta semana, antecipei as publicações em função de um compromisso adiado que permitiu que eu pudesse fazer as publicações da semana mais cedo. Que todos tenham um fim de semana excelente. Boa semana de estudos a todos.

Atualidades e efemérides

Texto 2018-104
Sobre um dos mais importantes momentos históricos da história do Brasil e das suas relações com eventos do século XXI.
https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/atualidades/50-anos-ai5-intervencao-militar-no-rio-janeiro.htm

Texto 2018-105
Sobre a silenciosa e presente contribuição dos "ghost wtiters" para o que lemos.
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/08/1494442-ghostwriter-de-sucesso-revela-o-mundo-secreto-dos-autores-de-aluguel.shtml

Texto 2018-106
Sobre um olhar novo na Literatura Brasileira.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/03/o-sol-na-cabeca-revela-escritor-capaz-de-ver-o-mundo-com-liberdade.shtml

Texto 2018-107
Sobre mulheres brasileira e sua fundamental contribuição para o Brasil.
https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/03/29/estas-brasileiras-mudaram-a-historia-mas-voce-conhece-a-historia-delas.htm


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Redação - Tema 2018N14 - Homofobia (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N14

Texto 01.
“A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo.  A palavra fobia denomina uma espécie de “medo irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se que não se deve resumir o conceito a esse significado.
Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades.”

Texto 02.
“Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O número representa uma vítima a cada 19 horas. O dado está em levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que registrou o maior número de casos de morte relacionados à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos.
Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos. Em 2015 foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. O saldo de crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que o observado há 10 anos, quando foram identificados 142 casos.
Também nesta quinta-feira (18) a organização não governamental Human Rights divulgou um relatório a respeito da violação dos direitos humanos no Brasil. O documento destaca que a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos recebeu 725 denúncias de violência, discriminação e outros abusos contra a população LGBT somente no primeiro semestre de 2017.

Levantamento
O levantamento realizado pelo GGB se baseia principalmente em informações veiculadas pelos meios de comunicação. Na avaliação de Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e um dos autores do estudo, o fenômeno pode ser ainda maior, uma vez que muitos casos não chegam a ser noticiados.
‘Tais números alarmantes são apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, pois não havendo estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, tais mortes são sempre subnotificadas já que o banco de dados do GGB se baseia em notícias publicadas na mídia, internet e informações pessoais’, comenta.”

Texto 03.
“A Rússia realizará eleições presidenciais no próximo domingo. Ainda que as questões LGBT não estejam na agenda dos principais candidatos, inclusive do atual presidente Vladimir Putin, no fundo, a discussão sobre os direitos dos homossexuais é central para a estabilidade do governo russo.
Evidência disso é um vídeo de propaganda da campanha de Putin que se tornou viral a menos de um mês da votação. As imagens mostram uma realidade alternativa sem o atual presidente, em que o governo recém-eleito apoia abertamente os direitos LGBT. O objetivo é “assustar” os eleitores que podem apoiar políticas mais liberais.
Gays, lésbicas, bissexuais e transexuais sofrem constante perseguição, agressões e humilhações no país, ainda que a homossexualidade tenha sido descriminalizada em 1993. A situação só piorou desde que a chamada “lei de propaganda gay” foi aprovada pelos legisladores locais em 2013. A norma proíbe a distribuição para menores de idade de conteúdos que defendam os direitos LGBT ou equiparem relacionamentos heterossexuais a homossexuais.
A homofobia tem sido patrocinada pelo governo por meio das próprias leis e por programas televisivos e propagandas. “Nos canais estatais os homossexuais são apresentados como pervertidos, agentes estrangeiros infiltrados ou pessoas doentes que devem ser curadas”, diz a ativista Svetlana Zakharova, membro do conselho da Russian LGBT Network (Rede Russa LGBT), uma das maiores organizações do setor no país.”

Proposta de redação 2018N14-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação a respeito da abordagem da homofobia presente na charge abaixo:


Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Redação - Tema 2018N13 - Suicídio (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N13

Texto 01.
“A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social.”

Texto 02.
Serviço de prevenção do suicídio chega em mais sete estados

Texto 03.
“Não é natural que um ser humano diga que vai se matar ou que a vida não tem sentido ou que ele não aguenta mais a vida. Isso não é natural. Principalmente com os jovens. Quando é com adolescente, a gente tem mania de falar “ah, a pessoa está fazendo isso para chamar a atenção”. Não ache que a pessoa que fala não vai fazer. Edwin Schneidman, um dos principais especialistas em suicídio, que criou um centro de prevenção aqui nos Estados Unidos, sempre falava que a pessoa que fala em suicídio, que pensa em suicídio, ela não quer se matar, ela quer acabar com a dor. Tem duas perguntas que você deve fazer a uma pessoa que pensa em se suicidar: Onde dói e como eu posso ajudar?. Por isso que é importante você ouvir e tentar ajudá-la naquela dor específica. Essa história de que quem se mata é fraco, ou então é louco, não tem nada a ver uma coisa com a outra.”

Texto 04.
"Considerando que o suicídio é um ato da pessoa e que só a ela atinge, tudo indica que deva depender exclusivamente de fatores individuais e que sua explicação, por conseguinte, caiba tão somente à psicologia.”
"De fato, não é pelo temperamento do suicida, por seu caráter, por seus antecedentes, pelos fatos de sua história privada que em geral se explica a sua decisão?"
"se em lugar de vermos no suicídio apenas eventos particulares, isolados uns dos outros e que exijam, cada um deles, exame em separado, considerarmos o conjunto dos suicídios cometidos em dada sociedade durante um dado espaço de tempo, iremos verificar que o total assim obtido não é a simples soma de unidades independentes, um todo de coleção, mas que constitui por si mesmo um fato que é novo e sui generis, com unidade e individualidade, e pois com sua natureza própria, e que, além disso, essa natureza é eminentemente social." (Émile Durkheim, “O suicídio: um estudo sociológico”, 1897)

Proposta de redação 2018N13-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as razões que, em sua opinião, explicam o fato de se discutir tão pouco o suicídio na sociedade brasileira, apesar dos altos e crescentes índices desse tipo de prática.

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domingo, 1 de abril de 2018

Atualidades 2018-6 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N11 (vício em tecnologia) e 2018N12 (inteligência artificial)



Caras e caros,


Bom dia. Voltamos às publicações semanais. Espero que o feriado tenha sido revigorante e um tempo de excelentes encontros e merecido descanso para todos vocês. Seguem os textos indicados e as propostas da semana.


Atualidades e efemérides

Texto 2018-91
Perspectiva interessante sobre um dos assuntos mais polêmicos e incompreendidos de nossos tempos.

Texto 2018-92
Podcasts para estudar mais e melhor.

Texto 2018-93
Sobre o mundo sem fronteiras do "ciberespaço".

Texto 2018-94
50 anos da Primavera de Praga
http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,ha-50-anos-escritores-e-um-escandalo-impulsionavam-a-primavera-de-praga,70002136436


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Redação - Tema 2018N12 - Inteligência artificial (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N12

Texto 01.
“Numa época de tecnologia avançada, o maior perigo para as ideias, para a cultura e para o espírito pode mais facilmente vir de um inimigo sorridente que de um adversário que inspira o terror e o ódio.” (Aldous Huxley)

Texto 02.
“Não me oponho à tecnologia, entendo que ela sempre muda tudo e que temos que mudar com ela. Mas nem todo avanço tecnológico é bom e, em algumas circunstâncias, pode ser bom gerenciar ou conter as mudanças tecnológicas, se elas minam a sociedade. A Escola de Frankfurt se mostrou correta, emburrecemos nossa cultura e me preocupa que a internet continue fazendo isso, acabando com nossa vitalidade cívica e com a economia do entretenimento e da informação.” (Andrew Keen, historiador britânico)

Texto 03.
“No geral, acredito que há uma corrida entre nossa habilidade de fazer as coisas, de avançar rapidamente nossas habilidades tecnológicas, e nossa sabedoria, que vai muito mais devagar. Precisamos de um certo nível de sabedoria e colaboração para o momento em que alcancemos determinados marcos tecnológicos, para sobreviver a essas transições.” (Nick Bostrom, filósofo formado em física, neurociência computacional e matemática, autor de “Superinteligência: Caminhos, Perigos, Estratégias” e líder do Instituto para o Futuro da Humanidade)

Texto 04.
“Não confio nas máquinas. A tecnologia não é neutra.” (Slavoj Zizek, pensador esloveno)

Texto 05.
“Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente.
Existente há décadas, esta área da ciência é grandemente impulsionada com o rápido desenvolvimento da informática e da computação, permitindo que novos elementos sejam rapidamente agregados à IA.”

Texto 06.
“Um sistema IA não é capaz somente de armazenamento e manipulação de dados, mas também da aquisição, representação, e manipulação de conhecimento. Esta manipulação inclui a capacidade de deduzir ou inferir novos conhecimentos - novas relações sobre fatos e conceitos - a partir do conhecimento existente e utilizar métodos de representação e manipulação para resolver problemas complexos que são freqüentemente não-quantitativos por natureza. Uma das idéias mais úteis que emergiram das pesquisas em IA, é que fatos e regras - conhecimento declarativo - podem ser representados separadamente dos algoritmos de decisão - conhecimento procedimental. Isto teve um efeito profundo tanto na maneira dos cientistas abordarem os problemas, quanto nas técnicas de engenharia utilizadas para produzir sistemas inteligentes. Adotando um procedimento particular - máquina de inferência - o desenvolvimento de um sistema IA é reduzido à obtenção e codificação de regras e fatos que sejam suficientes para um determinado domínio do problema. Este processo de codificação é chamado de engenharia do conhecimento. Portanto, as questões principais a serem contornadas pelo projetista de um sistema IA são: aquisição, representação e manipulação de conhecimento e, geralmente, uma estratégia de controle ou máquina de inferência que determina os itens de conhecimento a serem acessados, as deduções a serem feitas, e a ordem dos passos a serem usados. A figura 1 retrata estas questões, mostrando a inter-relação entre os componentes de um sistema clássico de IA (SCHUTZER, 1987).”

Texto 07.

Proposta de redação 2018N12-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a charge abaixo no que tange os perigos das aplicações da inteligência artificial na vida das pessoas comuns do século XXI associados à dificuldade da maioria de entender as implicações, riscos e benefícios desses processos.


Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Para ter acesso ao restante das propostas, clique no "link" abaixo à esquerda.