domingo, 1 de julho de 2018

Atualidades 2018-14 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N27 (agrotóxicos) e 2018N28 (direitos humanos)


Caras e caros, 

Boa noite. Seguem os temas de redação desta semana e a lista de atualidades. Antes de eu começar em agosto a série de temas que considero mais prováveis para o Enem e também para os vestibulares de fim de ano, além das séries de temas subjetivos que também publicarei a partir desse mês, haverá apenas publicações no próximo final de semana, depois disso o Opera10 entrará em férias ao longo do mês de julho.

Aproveito para convidá-los para a terceira edição do Dialógico - debates interdisciplinares. Nosso encontro terá como tema a linguagem. O mote para nossas reflexões será "tudo é linguagem.". Estão todos convidados, sábado, dia 7 de julho, às 14:30 horas, no bar dos amigos da Alfaitaria. 


Além disso, no dia 9 de julho, também no Bar Alfaiataria em Uberlândia, 19:00, ocorrerá o oitavo encontro do Clube do Livro do Verso da Prosa. O livro que discutiremos será "A revolução dos bichos" de George Orwell. Caso alguém se interesse, é importante que envie uma mensagem para o whatsapp do telefone 034-988553210 para que possamos preparar o local adequadamente para o número de pessoas interessadas e para que você possa fazer parte do grupo do Clube do Livro do Verso da Prosa.


Aproveito também para convidar os interessados em melhorar sua nota de Códigos e Linguagens no Enem a fazer o curso de férias voltado a essa área que tem ao longo dos últimos anos sido uma grande fragilidade de muitos candidatos do Enem e que, por isso, tem tido sua aprovação inviabilizada com frequência pelas notas nessa área. 
O curso tem como objetivo a preparação dos estudantes para o Enem ou para concursos que tenham provas de Códigos e Linguagens similares à do Enem. As questões abarcam assuntos mais abordados nas provas do Enem e de vestibulares similares nas áreas de Gramática, Leitura, Interpretação de texto, Linguística, Literatura, Artes, etc. Os simulados serão de 40 questões, porque eles não terão exercícios de Língua Estrangeira em função de minha formação não contemplar outros idiomas que não a língua portuguesa. 
Serão ao todo 200 questões inéditas ao longo do mês de julho em quatro simulados e quatro listas de exercícios de 10 exercícios sobre os conteúdos que os estudantes mais erraram em cada um das séries de 40 exercícios que serão disponibilizados.



Uma excelente semana a todos,

Atualidades e efemérides

Texto 2018-210
Interessante perspetiva sobre a vida a partir da morte

Texto 2018-211
Outra abordagem muito interessante sobre um assunto que é tabu na sociedade brasileira

Texto 2018-212
Sobre uma cidade utópica, porque democrática

Texto 2018-213
Uma visão nova e inovadora sobre a cidade

Texto 2018-214
Preconceito e medicina

Texto 2018-215
Onde estão os leitores? Uma das perguntas mais importantes para o desenvolvimento de qualquer país

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Redação - Tema 2018N28 - Direitos humanos (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Tema de redação 2018N28

Texto 01.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Adotada e proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro 1948.

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da humanidade e que o advento de um mundo em que mulheres e homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum,
Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,
Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos fundamentais do ser humano, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Países-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do ser humano e a observância desses direitos e liberdades,
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
Agora portanto a Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Membros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. (...)

Texto 02.
“Hoje, pensar em direitos humanos é uma atividade complexa. Lidamos com o paradoxo de conceitos que envolve os preâmbulos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e o atual dito popular "direitos dos manos".
Isso por conta do destaque maior que a Comissão de Direitos Humanos dispensa à população carcerária brasileira, amontoada nos depósitos humanos e condenada pela desigualdade, pela exclusão e por outras dificuldades sociais que desencadeiam as expressões desses problemas na sociedade.
Porém, os direitos humanos não são uma exclusividade da população carcerária no Brasil, e abrangem os direitos sociais das famílias dos presidiários, das famílias vítimas da violência em geral, dos idosos, dos gays, das crianças etc. Não há distinção específica para quem são empregados os direitos humanos. Todos têm direitos, independente de raça, credo, etnia, gênero, status social.
Mas o que ocorre com os "direitos dos manos"? Na realidade, eles não existem nem na teoria e nem na prática. São frutos do descontentamento da população que sente na vida real a violência, a enxerga através da mídia e questiona onde estão os seus direitos enquanto seu agressor aparentemente goza de mais direitos que ela.
Surgem então grupos milicianos ou pessoas inconformadas com a injustiça ao trabalhador e a eles mesmos: são os justiceiros que se alimentam da ira com o crescimento desenfreado da violência e da impunidade.”

Texto 03.
“Para muitas pessoas a pergunta que dá título a este artigo não faz o menor sentido. Para elas é evidente que temos de ser a favor dos Direitos Humanos. No entanto, é necessário admitir que cada vez mais pessoas têm dúvidas ou se declaram abertamente contra eles. Os Direitos Humanos hoje, não apenas suscitam hesitação, mas se encontram sob ataque aberto e sistemático. As redes sociais veiculam notícias (geralmente mal contadas, mal documentadas, parciais e particulares) que são conectadas a julgamentos negativos a respeito dos Diretos Humanos. Esses julgamentos, que ganham instantaneamente estatuto de justiça, são a partir daí reproduzidos dezenas, centenas, milhares, por vezes, milhões de vezes, em pouquíssimo tempo. Caberia nesses momentos – tanto ao homem dotado de consciência como ao pensador criterioso – ao menos perguntar-se: “que tipo de juiz sou”? Tendo em vista que o cerne dos Direitos Humanos consiste na afirmação de que todos os homens são iguais e de que por isso são detentores dos mesmos direitos, a que ideias sua desmoralização beneficia? Afinal, vale à pena defender os Direitos Humanos? 
A abordagem dessas questões não é difícil, mas demanda tempo e vontade. Há poucos dias ouvi uma pessoa se referir aos Direitos Humanos como “direitos bandidos”. Trata-se evidentemente de uma avaliação ressentida em que os Direitos Humanos são percebidos como privação. O que faz essa pessoa sentir que os Direitos Humanos lhe retiram algo próprio que seria transferido a um outro indigno, o “bandido”? Nesse curioso raciocínio aritmético os Direitos Humanos são como um cobertor curto: alguém tem de passar frio! Decreta-se então que seja o outro. É evidente que se trata de um raciocínio equivocado. Então porque cada vez mais pessoas são convencidas de sua legitimidade? Em que consistem precisamente os Direitos Humanos? Uma vez que os Direitos Humanos dizem respeito fundamentalmente ao direito de todo ser humano ter reconhecida sua humanidade, chama a atenção que possa existir um raciocínio que comporte a possibilidade de o humano não ser humano. Nesse procedimento banal reside enorme perigo.
Historiadores, normalmente, preferem não julgar e costumam responder a perguntas com fatos. Vamos a alguns deles. Embora pese sobre as periodizações da história algo de arbitrário, essa arbitrariedade é fundada na percepção da mudança. Aquilo de impreciso que reside na periodização diz respeito a pequenas variações decorrentes do grupo de critérios por meio dos quais a observação do passado é feita. Portanto a própria periodização resulta dos fatos, não sendo tão arbitrária quanto por vezes se protesta. Dito isso, a história da humanidade pode ser dividida em duas grandes fases: a história pré-moderna e a história moderna. Todos nos consideramos modernos embora raramente nos perguntemos o que isso significa. De modo geral, pensamos que moderno é aquele ou aquilo que superou o passado, que é melhor do que o que lhe é ancestral.”

Proposta de redação 2018N28-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as razões para haver tantos questionamentos relativos à existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Brasil.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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Redação - Tema 2018N27 - Agrotóxicos (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018N27

Texto 01.
“Hoje, da forma como é feita a produção agrícola no Brasil, existe uma dependência do uso de agrotóxico para produção em larga escala. A lógica de mercado do agronegócio praticamente não permite aos produtores outra forma de cultivo. E este é um problema a ser tratado não só pela Anvisa, mas também pelo Ministério do Meio Ambiente, bem como pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, e igualmente importante pelas entidades representativas dos consumidores. Talvez esta última seja o melhor trunfo para alcançarmos uma mudança do modelo de produção agrícola. No entanto, apesar de toda essa hegemonia do atual modelo agrícola, existem iniciativas tanto de redução (Manejo Integrado de Pragas) quanto de eliminação (agroecologia e cultivos orgânicos) do uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos.
A orientação mais saudável é consumir alimentos produzidos por sistemas agrícolas de redução ou ausência do uso dessas substâncias, tais como as técnicas de Produção Integrada de Frutas e/ou de produção orgânica de alimentos. Outra dica para a obtenção de frutas, legumes e hortaliças com menor probabilidade de presença de resíduos de agrotóxicos é procurar dar preferência aos que estejam no período da safra, que em geral recebem menos carga de agrotóxicos. Não sendo isto possível, ainda assim a Organização Mundial de Saúde recomenda consumir frutas, verduras e hortaliças, mesmo que contenham possíveis resíduos de agrotóxicos (se dentro dos limites autorizados), do que não consumi-las. Esses gêneros alimentícios são essenciais para a manutenção da saúde.
Cabe salientar que a Anvisa estabelece a Ingestão Diária Aceitável (IDA) para todos os ingredientes ativos de agrotóxicos autorizados no Brasil, ou seja, a quantidade máxima que podemos ingerir diariamente, durante toda a vida, sem que soframos danos à saúde decorrentes desta ingestão. A Agência estabelece também, a partir dos resultados de estudos de campo, o Limite Máximo de Resíduos (LMR), ou seja, a quantidade máxima de resíduo de agrotóxico que pode estar presente em cada cultura após aplicação do mesmo em uma fase específica, segundo as Boas Práticas Agrícolas, desde sua produção até o consumo. Sempre que houver novas evidências a partir de estudos toxicológicos, poderá haver alteração na IDA e/ou no LMR. Considerando os valores máximos de resíduos de um determinado ingrediente ativo em todas as culturas para as quais ele está autorizado e o volume máximo desses alimentos consumido pelo brasileiro (dados do IBGE) podemos prever a quantidade máxima consumida do agrotóxico através da ingestão de alimentos e confrontar esses valores com a IDA anteriormente calculada. Resumidamente, esta é a avaliação de risco dietético realizada pela Anvisa.”

Texto 02.
“O Brasil é conhecido por ser bastante permissivo com relação aos agrotóxicos, os pesticidas usados na agricultura para conter pragas nas plantações. Muitos deles são proibidos na Europa e nos Estados Unidos por estarem relacionados ao câncer e doenças genéticas, mas aqui estão liberados. Um projeto de lei, de número 6299/02 e apelidado de PL do Veneno por organizações e ativistas contrários a ele, tem como objetivo afrouxar ainda mais as normas que regulam o uso dessas substâncias no país. Ele vem sendo patrocinado pela bancada ruralista no Congresso, cujo expoente máximo é o atual ministro da Agricultura Blairo Maggi, um dos maiores produtores rurais do Mato Grosso e autor do plano em 2002, quando ainda era senador. Uma comissão especial da Câmara formada por 26 deputados — entre os quais 20 formam parte da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA) — aprovou, na segunda-feira do dia 25 de junho, o texto final das mudanças, que agora devem passar pelo plenário da Casa e depois voltar para o Senado. Defensores da medida argumentam que elas modernizam e conferem eficiência ao setor da agricultura, enquanto seus opositores dizem que serão prejudiciais à saúde da população.”

Texto 03.
“A nova lei vai colocar mais defensivos na comida do brasileiro.
Isso é um mito. O texto do substitutivo não trata de quantidades de produto utilizado. O responsável por indicar o tipo de produto, a quantidade, a frequência e os prazos de aplicação é o engenheiro agrônomo por meio do receituário agronômico. O volume de substância varia de acordo com a lavoura, a praga ou doença que a afeta e a época do ano, por exemplo. O PL propõe a modernização do processo de aprovação de novos defensivos para que tenhamos produtos mais tecnológicos e seguros nas nossas plantações.
No estudo “A evolução dos produtos fitossanitários e seu uso no Brasil”, elaborado em 2013 pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Ferreira Lima, que tem mais de 50 anos de experiência, fica demonstrada a diminuição na quantidade e na toxicidade de defensivos usados no país desde 1960. O levantamento apurou que os produtos de hoje são, em média, 160% menos tóxicos, e houve redução significativa nas doses utilizadas nas plantações. Para se ter ideia, entre 1960 e 2010, a diminuição no uso de herbicidas chegou a 88%. Nos fungicidas a queda foi de 83% e nos inseticidas, 82%.

Situação 2018N27-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Em uma dissertação, faça um panorama a respeito dos interesses que envolvem o uso de agrotóxicos no Brasil, sobretudo, em virtude da possibilidade de aprovação do projeto de lei de número 6299/02.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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domingo, 10 de junho de 2018

Atualidades 2018-13 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N25 (lixo) e 2018N26 (voto)


Caras e caros, 

Boa tarde a todos, seguem os novos temas de redação e a nova lista de textos de Atualidades. 


Aproveito para convidá-los para mais uma edição do Dialógico Debates que ocorre no próximo sábado na Alfaiataria. Dessa vez, analisaremos o futebol sob uma perspectiva que transcende o esporte a fim de alcançar debates acerca dos aspectos comerciais, midiáticos, históricos, geográficos, filosóficos, sociológicos, biológicos, etc. 


Aproveito também para convidar os interessados em melhorar sua nota de Códigos e Linguagens no Enem a fazer o curso que de férias voltada a essa área que tem ao longo dos últimos anos sido uma grande fragilidade de muitos candidatos do Enem e que, por isso, tem tido sua aprovação inviabilizada com frequência pelas notas nessa área. O curso tem como objetivo a preparação dos estudantes para o Enem ou para concursos que tenham provas de Códigos e Linguagens similares à do Enem. As questões abarcam assuntos mais abordados nas provas do Enem e de vestibulares similares nas áreas de Gramática, Leitura, Interpretação de texto, Linguística, Literatura, Artes, etc. Os simulados serão de 40 questões, porque eles não terão exercícios de Língua Estrangeira em função de minha formação não contemplar outros idiomas que não a língua portuguesa.

Uma excelente semana a todos,

Atualidades e efemérides

Texto 2018-195
Texto sobre mais um dos vícios que preocupam em tempos de vida e desejo mediados por redes.

Texto 2018-196
Como um escândalo pode ter melhorado um pouco o acesso ao direito à privacidade.

Texto 2018-197
Sobre educação familiar, pós-modernidade e maturidade.

Texto 2018-198
Texto muito interessante sobre a formação da língua portuguesa no Brasil.

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Redação - Tema 2018N26 - Voto (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N26

Texto 01.


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Texto 02.
“O eleitor mostra-se descrente com a campanha eleitoral e os partidos. Ainda que 84% dos entrevistados afirmem estudar as propostas, 75% dizem não acreditar nas promessas de campanha. Reconhecem a importância do voto consciente, mas sabem as limitações que o formato atual das eleições impõe a uma boa escolha.
Metade da população (48%) não tem simpatia ou preferência por nenhum partido político. Olham o cenário político-partidário e veem apenas formas e cores indeterminadas, sem maiores consequências práticas. Apenas quatro partidos – PT, MDB, PSDB e PSOL – tiveram mais de um ponto porcentual no quesito preferência ou simpatia do eleitor. O País tem hoje 35 partidos políticos. Não é de estranhar que 72% dos entrevistados declarem votar no candidato de sua preferência, sem se preocupar com o seu partido.”

Texto 03.
“Como vivemos em um sistema de nações, poderes e relações entre o Estado e a cidadania, o que intermedeia essa relação é a política. Seja pela eleição, pela participação ou a expressão de uma opinião. A omissão não deixa de ser uma expressão política. Por isso, a problemática da questão é que, participando ou não, sempre estará expressando uma posição política, que é a de não participar.” (Murillo de Aragão, Instituo Milenium)

Proposta de redação 2018N26-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a relevância ou irrelevância do voto nulo como forma de expressão do pensamento político-partidário da população.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Redação - Tema 2018N25 - Lixo (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N25

Texto 01.
“Segundo dados de Organizações Não Governamentais que trabalham com reciclagem, o lixo mais comum nas cidades é o orgânico, que corresponde a cerca de 52% de todo o montante de resíduos. Em segundo lugar vem o papel e o papelão (aproximadamente 26% do total), o plástico (3%), os metais e o vidro — ambos contribuindo com 2% de todo os rejeitos que são produzidos.
Há, ainda, o descarte de lixo especial (composto por materiais como baterias, pilhas, embalagens de agrotóxicos ou veneno e restos de demolições) e lixo hospitalar (formado por medicamentos e produtos hospitalares em geral), uma grande variedade de resíduos que causam grandes prejuízos ao meio ambiente quando são descartados de forma incorreta.”

Texto 02.
Imagem relacionada

Texto 03.

Texto 04.

Fonte: https://equipevotodeminerva.files.wordpress.com/2014/03/inflix.jpg

Texto 05.
“A maioria das pessoas acha que existe lixo, mas o lixo não existe. É uma invenção da nossa sociedade. Qualquer material descartado, jogado fora, tangível ou intangível, pode ser aproveitado. O meu coletivo pensou em várias maneiras de aproveitar todo tipo de lixo, orgânico ou reciclável. E até outro tipo de lixo, que não é visto como tal, como espaços públicos não aproveitados.” (Miguel Rodriguez, arquiteto)

Proposta de redação 2018N25-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a seguinte afirmação:

“Lixo não existe!”

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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domingo, 3 de junho de 2018

Atualidades 2018-12 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018N23 (mobilidade urbana) e 2018N24 (apropriação cultural)



Caras e caros,


Boa noite. Em virtude do vestibular da UFU e da UnB, posto os novos temas de redação e esta lista à noite. Espero que todos que fizeram esses ou outros vestibulares tenham tido o êxito que esperavam.
Aproveito para convidá-los para a segunda edição do projeto Dialógico que ocorrerá no dia 16 de junho às 14:30 no Bar Alfaitaria. Desta vez, discutiremos o futebol numa perspectiva interdisciplinar para muito além das paixões e mesmo dos limites do esporte, para que possamos debater os muitos aspectos geopolíticos, químicos, biológicos, históricos, filosóficos, etc., do futebol, das Copas e da Rússia.




Aproveito também para divulgar aos interessados em música uma série de "playlists" que começo a disponibilizar no Spotify que servirão como material didático para a disciplina de Artes do segundo ano do Ensino Médio do colégio São Paschoall. A desta semana trata do surgimento do RAP no Brasil e do Funk Carioca.

https://open.spotify.com/user/12142731642/playlist/5mJlK0VMIkPjWDaK7YhDlc


Atualidades e efemérides

Texto 2018-178
https://diplomatique.org.br/a-era-do-fichamento-generalizado/

Texto 2018-179
https://www.huffpostbrasil.com/2018/05/26/o-sim-para-a-legalizacao-do-aborto-vence-em-referendo-na-irlanda-aponta-boca-de-urna_a_23443812/

Texto 2018-180
https://www.revistaprosaversoearte.com/imagens-sombrias-mostram-onde-criancas-refugiadas-dormem/

Texto 2018-181
https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/05/novinhas-vao-das-salas-de-aula-para-o-baile-funk.shtml


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Redação - Tema 2018N24 - Apropriação cultural (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N24

Texto 01.
“Turbante, dreadlocks, cocar, desenhos tradicionais. Símbolos culturais e estéticos que, se por um lado ajudam a compor o imaginário de nação miscigenada, também carregam seu valor simbólico de resistência dentro da comunidade na qual estão inseridos. No palco dos sincretismos, diversos atores e culturas se misturam, não sem provocar polêmica e discussões que muitas vezes não arranham mais que a superfície da questão.
Enquadra-se aí o debate sobre “apropriação cultural”, tema que vem dividindo opiniões desde que sites e jornais repercutiram o caso de uma garota branca que teria sido repreendida por duas mulheres negras porque usava um turbante.
A educadora e pesquisadora de dinâmicas raciais Suzane Jardim afirma que, toda vez que emerge, essa discussão é erroneamente deslocada para o âmbito do “purismo cultural”, na qual apenas os responsáveis pela criação de um determinado elemento teriam autorização de utilizá-lo.
Longe disso, o que está em jogo segunda ela é a forma como se dá a interação entre grupos historicamente marginalizados e seus antagonistas – relação que seria marcada por “preconceito, exclusão, etnocentrismo, poder e capitalismo”.
“Vemos a diferença sistêmica entre os que usam esses elementos como adorno e os que usam por princípio, religião ou resgate de uma identidade”, diz Jardim. “Quando falam em cultura, os negros se referem muito mais a resistência e racismo do que à origem dos elementos, propriamente”.
Pesquisadora e ex-Secretária Adjunta da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Juliana Borges afirma que ‘dizer que apropriação cultural se resume a usar ou não turbante, comer ou não sushi’ é, na melhor das hipóteses, uma grande desonestidade intelectual, além de escancarar a face racista ‘ainda tão presente na sociedade brasileira’.
A discussão, primordialmente, tem a ver com questões estruturais e estruturantes da sociedade brasileira, segundo Borges, e passa pelo esvaziamento histórico e cultural de etnias sequestradas do continente africano para serem escravizadas por aqui.”

Texto 02.
“Num contexto capitalista, a apropriação cultural transpassa o desrespeito às culturas alheias, invisibilizadas diante da imposição da cultura europeia e norte-americana, e se torna lucrativa. Um exemplo disso foi publicado no site Fashion Forward, quando a grife francesa Isabel Marant usou em sua coleção de verão 2015 um bordado feito pela comunidade mexicana Sant-Maria Tlahuitoltepec (província de Oaxaca). Esse bordado é feito há 600 anos, sendo esse um símbolo da identidade dessa comunidade. A marca se apropriou do bordado, produzindo-o em larga escala, e passou a vender a peça que identificava como “tribal” pelo equivalente a R$ 1.000,00. Vale ressaltar que a peça original, feita por mulheres da comunidade, custava aproximadamente R$ 65,00. Vale apontar ainda que o enorme lucro obtido pela maison nem chegará proximo à comunidade, algo que, se distribuído, poderia ter possibilitado mais independência ou cobrir as necessidades desse povo.”

Texto 03.
“...o conceito de “apropriação cultural” me parece uma cobra que se come pelo rabo posto que para haver apropriação, é preciso que haja um proprietário. Apropriar-se de algo é roubar, e você só rouba algo que tem um dono. Só que cultura não tem dono.
Cultura é, segundo a definição antropológica, o conjunto de conhecimentos, éticas, crenças, artes, moral, leis e costumes de uma sociedade. Se tem um dono (e esse dono pode até ser um grupo), você exclui quem não é dono. Excluir alguém do direito a uma cultura é excluir alguém de uma sociedade. Quer dizer, é o oposto da lógica inclusiva da qual nós deveríamos estar nos ocupando.
Mesmo que seja uma sociedade da qual o coleguinha não faça parte, a sociedade tem o dever humanitário de se abrir para quem se interessa por ela. Imaginar que, por exemplo, uma pessoa branca, oriental ou negra deve ser impedida de usar vestes indígenas é o mesmo que imaginar que um índio deve ser impedido de usar roupas. E o mesmo se aplica a Anitta. E o mesmo se aplica ao caso célebre da menina branca que foi massacrada por usar turbante.”

Proposta de redação 2018N24-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a relação entre apropriação cultural, multiculturalismo e preconceito.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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Redação - Tema 2018N23 - Mobilidade urbana (UFU, Uniube, Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Tema de redação 2018N23

Texto 01.
“Mobilidade é o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo. A opção pelo automóvel - que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à necessidade de circulação - levou à paralisia do trânsito, com desperdício de tempo e combustível, além dos problemas ambientais de poluição atmosférica e de ocupação do espaço público. No Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de até 400% nos últimos dez anos.
O portal Mobilize Brasil busca difundir boas práticas de transportes coletivos integrados, que melhorem a qualidade dos ambientes urbanos. Mobilidade urbana sustentável, em outras palavras.
Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona, Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais.
Por fim, a mobilidade urbana também demanda calçadas confortáveis, niveladas, sem buracos e obstáculos, porque um terço das viagens realizadas nas cidades brasileiras é feita a pé ou em cadeiras de rodas.
Somente a requalificação dos transportes públicos poderá reduzir o ronco dos motores e permitir que as ruas deixem de ser "vias" de passagem e voltem a ser locais de convivência.”

Texto 02.
“Diante das questões mais atuais ligadas à cidade, estão discussões sobre mobilidade urbana. Nesse contexto, antes de tudo, importa falar sobre Direito Urbanístico, visto ser este, segundo José Afonso da Silva (2008, p.49), ser o conjunto de normas que tem por objeto organizar os espaços habitáveis, de modo a propiciar melhores condições de vida ao homem na comunidade.
O Direito Urbanístico tem como objeto, portanto, os espaços urbanos e sua ocupação. Tem como escopo a atividade urbanística, o ordenamento e utilização dos espaços habitáveis, em função da utilização da comunidade em geral. É considerado como novo ramo do Direito Público e tem como objeto de estudo o ambiente construído, ou habitável, sem, contudo, desconsiderar as áreas inabitáveis.
A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 182 dispõe que a política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. Diante de tal dispositivo, fica claro a responsabilidade dos municípios em executar uma política urbana capaz de fazer com que a cidade cumpra a função social, garantindo assim o bem de toda a comunidade e não apenas de uma parcela dela. Importa ainda enfatizar que, a constituição dispõe que o bem-estar da sociedade pode também ser alcançado a partir do cumprimento das funções sociais da cidade.”

Texto 03.
“A mobilidade urbana tem estado cada vez mais presente no debate sobre o futuro do Brasil e, principalmente, de suas metrópoles, notadamente em razão de seus efeitos no ambiente urbano, não mais apenas como uma técnica da engenharia, mas também por sua função social. Os debates sobre o direito à cidade, entendido como o usufruto eqüitativo das cidades e seus equipamentos e serviços, dentro dos princípios da sustentabilidade e da justiça social, não estão mais desvinculados do conceito de mobilidade urbana, pelo contrário, este está cada vez mais contido naquele, enquanto uma condição inarredável de participação no mundo urbano (ITDP, 2016). Para além do movimento físico, a mobilidade urbana torna-se também uma ferramenta de justiça social, uma vez que a distribuição espacial dos serviços, equipamentos e atividades urbanas normalmente distam dos locais de moradia da maioria da população - fato que se agrava para as parcelas de menor renda.”

Proposta de redação 2018N23-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre o desafio de conciliar mobilidade urbana com sustentabilidade ambiental.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Para ter acesso ao restante das propostas, clique no "link" abaixo à esquerda.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Redação-Códigos e Linguagens - 51 gêneros textuais (por Estéfani Martins) (v.6)

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As tipologias textuais ou protótipos textuais são mecanismos (ferramentas ou instrumentos) de construção textual e discursiva, os quais são produtos de capacidades e necessidades humanas usadas na interação com o meio, com o próprio íntimo e com o outro. Além disso, são formas de apreender, interferir e apresentar a realidade. Assim, mesmo timidamente, elas podem ser vistas desde tempos primordiais nas simples ações cotidianas de contar uma história; instruir ou ordenar; dialogar; expor um determinado conhecimento; descrever um desejo ou uma nova experiência sensorial; ou ainda defender um posicionamento ou uma visão de mundo; etc.

Quanto a questões técnicas, são sequências linguísticas, lógicas e estruturais com especificidades associadas às estruturas morfológicas mais comuns usadas no texto; a determinadas escolhas sintáticas; ao maior ou menor grau de subjetividade e conotação na linguagem empregada; a como são utilizados os verbos quanto ao modo, tempo e aspecto; ao uso das pessoas do discurso; etc.

Para essas formas elementares de expressão, foram dados os nomes de narração, injunção ou instrução, diálogo, exposição, descrição e argumentação, as quais, de certa forma, tentam exprimir a experiência humana com o texto (discurso). Tais tipos textuais organizam-se também em função da finalidade e das intenções pretendidas pelos seus usuários.

Pode-se também dizer sobre os tipos de texto que, separados ou puros, é muito difícil encontrá-los, pois é mais comum estarem misturados na maioria dos gêneros textuais com os quais é possível tomar contato em nosso cotidiano. Quanto a essa questão, é importante ressaltar que não há pureza na maioria dos textos produzidos pelo homem quanto à tipologia textual, mas, sim, predominância de uma em relação à outra.

Nesse sentido, alguns estudiosos definem essas relações de dominância como uma forma de nomear e hierarquizar a interação entre as tipologias textuais a partir de características substantivas (predominantes) e adjetivas (traços, recursos e ferramentas). Essas inúmeras possibilidades de interação entre as diferentes tipologias podem classificar um texto entre os mais variados gêneros textuais, são exemplos: a fábula, o conto, a dissertação, a carta, o manifesto, a crônica, a notícia, o artigo, o editorial, o sermão, etc.
Teoricamente, gêneros textuais são meios de se comunicar impostos pelas necessidades de interação social, econômica, estética e política do homem;  e produtos de inter-relações perceptíveis e estáveis entre as tipologias textuais. São criados a partir de processos históricos, sociais e coletivos, ainda que possam ser marcados por características e preferências individuais daqueles que os utilizam para se comunicar. São ferramentas de comunicação, portanto, moldáveis pelas escolhas individuais, mas também pelo processo histórico e de transformações culturais pelo qual toda sociedade, especialmente as mais industrializadas e modernas, passam com mais velocidade e intensidade.
Os gêneros textuais abarcam desde a simples correspondência informal enviada a um amigo até o ensaio escrito por um crítico de arte. Enfim, a diversidade de gêneros textuais que permeiam e definem as formas de comunicação humana, particularmente a escrita, multiplicaram-se nos últimos anos com o advento da internet e com as múltiplas fronteiras ultrapassadas ou ignoradas por produtores de textos e artistas menos preocupados com a pureza e a fôrma de um gênero textual e mais com a mensagem a ser comunicada, ou seja, na atualidade, tais modalidades textuais passaram mais frequentemente a ser eventos de fronteira e mais submetidos às necessidades de uma ideia ou conceito do que a uma exigência formal sobre como se comunicar, são exemplos a crônica, o micro conto, o hipertexto, etc.


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