domingo, 23 de setembro de 2018

Atualidades - Especial Enem 2018-AE7 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018E04 (suicídio) e 2018E03 (sistema prisional)


Caras e caros,

Saudações, seguem a nova lista de Atualidades e Indicações, que apoia as publicações anteriores dos temas de redação da semana. Espero que o conteúdo desta lista seja útil e inspirador para todos vocês.
Aproveito para convidá-las (los) para mais uma edição do Dialógico, que acontecerá no dia 29 de setembro no Bar Alfaiataria, como sempre às 14:30. O tema desta vez será loucura.


Atualidades e efemérides

Texto 2018-294
Redes sociais, guetos, bolhas algorítmicas e faixas etárias.
https://www.bbc.com/portuguese/amp/salasocial-45470711

Texto 2018-295
Sobre educação e os vários objetivos de educar alguém.
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/05/pais-com-melhor-educacao-do-mundo-finlandia-aposta-no-professor.html
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/12/por-que-a-finlandia-esta-mudando-o-melhor-sistema-de-educacao-do-mundo.html

Texto 2018-296
Sobre erros forjados pelo desespero, pelo pragmatismo e pela vontade.
https://super.abril.com.br/historia/7-motivos-que-fizeram-os-alemaes-embarcar-na-loucura-de-hitler/

Texto 2018-297
200 anos da Revolução pernambucana
https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/revolucao-pernambucana-considerada-o-berco-da-democracia-brasileira-revolta-completa-200-anos.htm

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Redação - Tema 2018E03 - Sistema prisional (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Proposta de redação 2018E03

Texto 01.
“O Direito Penal, até o século XVIII, era marcado por penas cruéis e desumanas, não havendo até então a privação de liberdade como forma de pena, mas sim como custódia, garantia de que o acusado não iria fugir e para a produção de provas por meio da tortura (forma legítima, até então), o acusado então aguardaria o julgamento e a pena subsequente, privado de sua liberdade, em cárcere. “O encarceramento era um meio, não era o fim da punição.
Foi apenas no século XVIII que a pena privativa de liberdade passou a fazer parte do rol de punições do Direito Penal, com o gradual banimento das penas cruéis e desumanas, a pena de prisão passa a exercer um papel de punição de facto, é tratada como a humanização das penas. Já segundo Foucault a mudança no meio de punição vêm junto com as mudanças políticas da época, com a queda do antigo regime e a ascensão da burguesia a punição deixa de ser um espetáculo público, já que assim incentiva-se a violência, e é agora uma punição fechada, que segue regras rígidas, portanto muda-se o meio de se fazer sofrer, deixa de punir o corpo do condenado e passa-se a punir a sua “alma”. Essa mudança, segundo o autor, é um modo de acabar com as punições imprevisíveis e ineficientes do soberano sobre o condenado, os reformistas concluem que o poder de julgar e punir deve ser melhor distribuído, deve haver proporcionalidade entre o crime e a punição já que o poder do Estado é tipo de Poder Público.”

Texto 02.
“Se você acha que o sistema prisional brasileiro corre risco de entrar em colapso, talvez seja hora de atualizar sua definição de colapso. Em 2017, o país amontoava 622,2 mil presidiários num espaço onde deveriam caber 371 mil. Na média, cada preso tinha apenas 1 m² para viver, o que equivale a menos da metade da área ocupada por uma pessoa com os braços abertos (2,5 m²). Em muitas celas, os detentos se revezam para dormir – enquanto alguns deitam, outros aguardam junto às paredes, de pé. É por isso que, em diversas penitenciárias, os corredores se convertem em dormitórios e as celas ficam abertas o tempo inteiro.
Só que a superlotação não é novidade. Em 2000, 232,7 mil detentos se acotovelavam num espaço que deveria ser de 135,7 mil. Nos dez anos seguintes, foram abertas quase 50 mil novas vagas. Mas não adiantou nada, porque nesse mesmo período a população carcerária ganhou mais 263,5 mil integrantes. Na média, o número cresce 7% ao ano, colocando o Brasil na contramão de algumas das maiores potências econômicas do mundo. Nos Estados Unidos, detentor do maior número absoluto de presos do planeta, houve uma redução de 8% na quantidade de detentos entre 2008 e 2013. Na China, a queda foi de 9% e na Rússia, chegou a 24%. Já no Brasil, entre 2008 e 2013, houve crescimento de 33%. Em 2014, último ano com dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça, o Infopen, a quantidade de brasileiros atrás das grades passava de 622 mil – sendo que 40% deles ainda não haviam sido julgados.
Os indicadores brasileiros, segundo especialistas, são reflexo direto da Lei das Drogas, editada em 2006. Ela permite que a polícia enquadre usuários como traficantes. Foi assim que o tráfico de entorpecentes se tornou o principal motivo de prisão no Brasil, com 27% dos casos. Nesse mundo paralelo, duas em cada três pessoas presas são negras, mais da metade (56%) têm até 29 anos e a maioria (53%) sequer concluiu o ensino fundamental. A massa carcerária é negra, jovem e com pouco estudo – logo, com poucas oportunidades de se reinserir no mercado de trabalho. E isso explica, em parte, porque 25% dos detentos voltam à cadeia depois de serem soltos.”

Texto 03.
“De modo geral, as práticas punitivas se tornaram públicas. Não tocar mais no corpo ou o mínimo possível, e para atingir nele algo que não é o corpo propriamente. […] O sofrimento físico, a dor do corpo não são mais os elementos constitutivos da pena. O castigo passou de uma arte das sensações insuportáveis a uma economia dos direitos suspensos. […] Um exército inteiro de técnicos veio substituir o carrasco, anatomista imediato do sofrimento: os guardas, os médicos, os capelães, os psiquiatras, os psicólogos os educadores.”
Fonte: “Vigiar e punir”, Michel Foucault.

Proposta 2018E03-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Escreva um texto dissertativo sobre quais interesses, organizações ou processos que se beneficiam pela atual situação do sistema prisional brasileiro.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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Redação - Tema 2018E04 - Suicídio (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018E04

Texto 01.
“O Brasil registrou um aumento de 16,8% na taxa de mortalidade por suicídio entre 2007 e 2016. Dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Ministério da Saúde mostram que, no ano mais recente da série, ocorreram 5,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. Em 2007, a proporção era de 4,9. O crescimento está relacionado sobretudo ao aumento de casos entre homens. No período analisado, foi de 28%.
Ao todo, foram registrados, em 2016, 11.433 casos de pessoas que tiraram a própria vida no País. Isso equivale a 31 óbitos por dia. A estimativa, no entanto, é de que os números sejam ainda maiores.”

Texto 02.
“Quem enfrenta o suicídio de um parente ou amigo vai "sobreviver em luto". O impacto da perda é reconhecidamente tão grande que profissionais encarregados de prestar apoio psicológico chamam essas vítimas de "sobreviventes enlutados". E para se manter de pé e superar o sentimento de culpa, cada um deles busca seu próprio caminho e alguns apostam no apoio mútuo, como no caso de Roberto Maia, de 55 anos.
Quando soube que sua filha Jéssica Heloísa decidiu tirar a própria vida aos 14 anos, Maia ficou sem reação. “Não ri, não chorei, não falei. Fiquei catatônico e minha mulher [segunda esposa de Maia] foi quem pegou o telefone. Parecia que eu tinha saído do meu corpo”, relembra ele sobre sua reação ao fato, ocorrido há 10 anos.
Maia passou anos tentando lidar com a dor, até que encontrou no voluntariado uma forma de aliviar o que sentia. “Todo mundo busca a felicidade, mas ninguém ensina a gente sobre a morte”, conta.”

Texto 03.

Proposta 2018E04-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Em uma dissertação, defenda quais são as principais causas que levam sobretudo jovens entre os 14 e os 30 anos a tirar a própria vida.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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domingo, 16 de setembro de 2018

Atualidades - Especial Enem 2018-AE6 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018E06 ("fake news") e 2018E05 (refugiados)




Caras e caros, 

Eis as novas propostas de redação e a nova lista de textos e indicações desta semana.

Sobre o Clube do Livro do Verso da Prosa, neste mês, discutiremos "A morte de Ivan Ilích" de Liev Tolstói. Será como sempre no Bar Alfaiataria. Caso queriam participar, ainda é possível não apenas porque é o livro não tem 100 páginas e é fácil encontrar, mas também porque temos muito prazer em receber novos membros. Peço apenas que enviem mensagem com a confirmação do seu interesse para o telefone 034-988553210.



Aproveito também para convidá-las (los) para o sexto encontro do Dialógico que ocorrerá dia 29 de setembro no Bar Alfaiataria quando discutiremos diversos aspectos da loucura. 





Atualidades e efemérides

Texto 2018-279
Excepcional e oportuno debate sobre a importância de se entender as relações complexas entre informação e conhecimento.
https://henriqueszklo.blogosfera.uol.com.br/2018/09/11/e-melhor-ter-conhecimento-ou-apenas-acesso-facil-as-informacoes/

Texto 2018-280
Sobre a complexidade de qualquer medida.
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/07/internacional/1536315988_570967.html

Texto 2018-281
Uma das vozes mais brilhantes e sensatas de nosso tempo.
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/20/eps/1534781175_639404.html


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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Redação - Tema 2018E05 - Refugiados (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018E05

Texto 01.
“O mundo bateu um recorde negativo em 2015, quando o número de pessoas que deixaram suas casas fugindo de conflitos e perseguições chegou a 60 milhões. Os dados são do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e se referem a um acumulado de anos de movimentação. Ou seja, os 60 milhões incluem todas as pessoas que se encontram hoje nessa situação.
O número cresceu recentemente por causa da Síria, de onde 4,2 milhões de pessoas saíram. O país está imerso há cinco anos num conflito armado interno sem solução à vista.
A divulgação da cifra pôs em evidência as vítimas de conflitos armados e perseguições políticas, mas não cobre vítimas de terremotos, tsunamis ou furacões. Tampouco faz referência a pessoas que deixam seu país de origem fugindo da miséria e da fome. (...)
Refugiados
O termo se aplica a todo aquele que foge de seu país de origem alegando “fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas”, em situações nas quais “não possa ou não queira regressar”. No Brasil, o refúgio também pode ser aplicado em casos de “graves e generalizadas violações de direitos humanos”.
Internacionalmente, o assunto é regulado por uma convenção específica de 1951, acompanhada, no caso brasileiro, pela Lei 9.474, de 1997. A Declaração de Cartagena de 1984 também define detalhes jurídicos acerca do assunto​ para os países latino-americanos.
Asilados
Enquanto a concessão do refúgio depende de um trâmite técnico num órgão colegiado, o asilo pode ser concedido por arbítrio exclusivo do presidente da República, sem que seja necessário nenhum embasamento de ordem estritamente legal. É, portanto, uma ferramenta política.
Esse aspecto político do asilo é visível no debate que estende a proteção para além do território do país de abrigo, incluindo também veículos diplomáticos e embaixadas como “território protegido” para o asilado.
Migrantes
Migrante é toda pessoa em trânsito, que emigra (sai) de seu país de origem e, quando chega a seu destino, é chamada de imigrante (entra). Refugiados e asilados são, portanto, nada mais que categorias particulares de migrantes.
É sintomático que a França, Alemanha e Inglaterra, assim como os EUA – maiores destinos de migrantes no mundo – não estejam entre os 50 países que ratificaram a Convenção da ONU sobre Trabalhadores Migrantes e Membros de Suas Famílias de 1990, assim como o Brasil também não está.”

Texto 02.
“Mundialmente os imigrantes correspondem a 3,4% da população, mas contribuem desproporcionalmente mais à economia, produzindo quase 10% de toda a riqueza mundial (PIB), aponta levantamento de 2015 da consultoria McKinsey. Imigrantes contribuem com US$ 6,7 trilhões à economia global - cerca de US$ 3 trilhões a mais do que teriam gerado se tivessem apenas permanecido nos países de origem.
Em países como a Suíça - onde há políticas de integração -, os imigrantes pagam mais impostos do que recebem de benefícios. Nesse caso o aumento líquido da arrecadação chega a até 2% do PIB, apontam dados da OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Outro estudo vai na mesma linha: uma onda migratória proporcional a 1% da população local resultaria em ganhos econômicos de até 4,35% no PIB per capita a esse local após uma década. A simulação, feita pelo professor Hyppolyte d´Albis, da Paris School of Economics, tomou por base dados compilados de 19 países, entre 1985 e 2015.”

Texto 03.
“O número de pessoas forçadas a se deslocar no mundo bateu novo recorde, tendo aumentado 2,9 milhões em 2017 em relação ao ano anterior. Foram quase 69 milhões de deslocados, sendo que mais da metade deles (52%) são menores de idade. A média de pessoas forçadas a abandonar suas casas foi de mais de 44 mil por dia em 2017.
Os dados foram divulgados hoje (19) pela Agência da ONU para Refugiados. O novo relatório, intitulado Global Trends — Forced Displacement in 2017 (Tendências Globais — Deslocamento Forçado em 2017, em tradução livre), traça um retrato das migrações forçadas em todo o mundo, resultado de perseguição, conflito ou violência generalizada.”

Proposta 2018E05-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Em uma dissertação, discuta as razões para haver xenofobia e resistência ao refugiado mesmo em países miscigenados e construídos pela sucessão de diversas correntes migratórias como o Brasil.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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Redação - Tema 2018E06 - "Fake news" e pós-verdade (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Proposta de redação 2018E06

Texto 01.
“Pós-verdade foi eleita a palavra do ano em 2016 pelo Dicionário Oxford. De acordo com o Dicionário Oxford, pós-verdade é: um adjetivo ‘que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e crenças pessoais’. Um mundo com a pós-verdade é uma realidade em que acreditar, ter crença e fé de que algo é verdade é mais importante do que isso ser um fato realmente.”

Texto 02.
“Os compartilhamentos e as curtidas fazem com que qualquer marca ganhe respaldo perante a sociedade em rede fazendo com que, advogados de marcas sejam criados e construídos a partir do protagonismo do receptor da informação no ciberespaço. Este cenário propõe que todos nós possamos ser além de compartilhadores; criadores, reconfiguradores, sintetizadores e jogadores de conteúdo.
O que poderia ser bom, vem elaborando um novo contexto que se torna negativo. Certamente, você já leu, recebeu e/ou enviou alguma notícia que parecia ser verdadeira e, no entanto, dias depois descobriu que era falsa. Tudo isso porque você recebeu de um amigo de confiança ou familiar que já havia recebido de outra pessoa no privado ou em um grupo dos aplicativos de smartphones.
Pois é! Você foi vítima de ‘Fake News’! Essa é a palavra que vem centrando a sociedade brasileira desde o início de 2018. Muitas são as ações e tentativas para coibir o efeito que pode ser devastador em todos os segmentos, especialmente na política, afinal, o fake news é a arte de manipular as multidões em virtude de sua linguagem fácil e destinada a um público que já tenha uma opinião desfavorável em relação aos personagens envolvidos na mentira criada.
Ora, sabemos que ele existe, mas afinal, de onde ele veio? Como se deu sua construção? Quais as pessoas que são vulneráveis a isso? Primeiramente, o fake news é o produto da ‘Pós-verdade’ (termo empregado no final da década de 90 pelo dramaturgo Steve Tesich, para ele o mundo teria entrado nesta era em virtude das redes sociais e da própria internet.) A fragmentação das fontes noticiosas criou um mundo atomizado em que mentiras, rumores e fofocas se espalham numa velocidade alarmante.
São elas, as mentiras compartilhadas em rede cujos integrantes confiam mais uns aos outros do que qualquer veículo tradicional fazendo com que tenha aparência de verdade, este cenário que parece ser assustador, traz à tona uma visão muitas vezes confortável que relativiza quando não se omite totalmente a responsabilidade da própria mídia na eclosão deste fenômeno. Em contrapartida, se vivemos no reinado da pós-verdade, por dedução e lógica, teria havido antes uma época de pura verdade na mídia onde o cidadão poderia confiar cegamente.

Texto 03.
“Como acontece com todo neologismo, só o tempo dirá se o conceito de pós-verdade é um modismo passageiro ou se de fato traz algo de útil e relevante para a compreensão de alguns fenômenos associados ao comportamento, às redes sociais e à mídia tradicional. O termo “pós-verdade” foi empregado pela primeira vez em 1992, em um artigo do dramaturgo Steve Tesich na revista “The Nation”, mas ganhou força mesmo em 2016, quando a Oxford Dictionaries, o departamento da Universidade Oxford responsável pela publicação de dicionários, elegeu "pós-verdade" como a palavra do ano da língua inglesa.
A própria delimitação do significado do termo ainda é controversa: em que a pós-verdade se diferencia da mentira? O que há de efetivamente original na ideia de pós-verdade? E, talvez o mais importante: quem decide como e quando classificar alguma notícia impressa ou post do Facebook como típico da era da pós-verdade?”

Proposta 2018E06-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a relação entre “fake news”, qualidade da educação formal e redes sociais.

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Atualidades - Especial Enem 2018-AE5 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018E08 (mobilidade urbana) e 2018E07 (mudanças climáticas)



Caras e caros,

Eis mais uma lista. Entramos no final da série de 16 temas.
Sem mais por esta semana tristíssima para nosso país, para a Arte e para a Ciência.

Atualidades e efemérides

Texto 2018-268
Um breve levantamento sobre alguns entre os mais importantes da coleção de mais de 20 milhões de itens, quase todos perdido num incêndio que diz muito sobre o Brasil da atualidade.

Texto 2018-269
Guia de visitação do Museu Nacional, para que tenhamos ao menos na memória uma fração da riqueza que perdemos.
http://www.museunacional.ufrj.br/guiaMN/Guia/paginas/menu.htm

Texto 2018-270
Sobre a importância do passado, dos museus, da ciência e da arte para a humanidade.
http://www.cartaeducacao.com.br/artigo/o-papel-da-arte-e-dos-museus-na-formacao-da-sociedade/


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domingo, 2 de setembro de 2018

Redação - Tema 2018E07 - Mudanças climáticas (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)


Proposta de redação 2018E07

Texto 01.
“Uma equipe de pesquisa colaborativa da China publicou uma nova análise que mostra que o clima da Terra aumentaria em 4%, comparado aos níveis pré-industriais, antes do final do século XXI.
Para entender a gravidade disso, considere o Acordo de Paris das Nações Unidas. É um esforço global para evitar um aumento de 2°C. Quase todos os países do planeta – os Estados Unidos são o único país a se retirar – concordaram em trabalhar para evitar os efeitos catastróficos de dois graus de aquecimento. Os pesquisadores publicaram sua análise projetando uma duplicação desse aumento em avanços em Ciências Atmosféricas em 18 de maio de 2018.
“Um grande número de eventos de calor recorde, inundações pesadas e secas extremas ocorreria se o aquecimento global cruzasse o nível de 4°C, em relação ao período pré-industrial”, disse Jiang Dabang, um pesquisador sênior do Instituto de Física Atmosférica de Academia Chinesa de Ciências “O aumento da temperatura causaria graves ameaças aos ecossistemas, sistemas humanos, sociedades e economias associadas”.
Na análise, Jiang e sua equipe usaram os parâmetros do cenário em que não houve mitigação das emissões crescentes de gases de efeito estufa. Eles compararam 39 experimentos do modelo climático coordenado da quinta fase do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados, que desenvolve e revisa modelos climáticos para garantir as simulações climáticas mais precisas possíveis.
Eles descobriram que a maioria dos modelos projetou um aumento de 4°C entre 2064 e 2095 no século 21, com 2084 aparecendo como o ano mediano.”

Texto 02.
A agência meteorológica das Nações Unidas alertou que a pressão contínua sobre o Ártico em 2017 terá “repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”, intensificando por exemplo os eventos climáticos extremos.
Análise da Organização Meteorológica Mundial mostrou que, enquanto 2016 mantém o recorde de ano mais quente (1,2°C), 2017 – que chegou a aproximadamente 1,1°C acima da era pré-industrial – foi o ano mais quente sem o ‘El Niño’. Segundo a agência, isso pode impulsionar as temperaturas globais a cada ano.
“Dezessete dos 18 anos mais quentes registrados foram durante este século e o nível de aquecimento nos últimos três anos tem sido excepcional”, afirmou o secretário-geral da agência da ONU.”

Texto 03.
“O ser humano teve sorte. Nós construímos nossas civilizações em um momento muito calmo na história da Terra: um período interglacial. Esse período começou há cerca de 11 mil anos, quando acabou a última era do gelo. Cientistas que estudam paleoclimatologia - a reconstrução do clima em épocas passadas - acreditam que, por conta de mudanças no eixo da Terra, uma nova era do gelo deverá acontecer no futuro, nos próximos 50 mil anos. Ou deveria. Um novo estudo publicado nesta quarta-feira (13) na revista Nature, no entanto, chegou a uma conclusão curiosa: a era do gelo foi adiada.
O estudo analisou as últimas oito eras do gelo dos últimos 800 mil anos. Ele conclui que é fácil prever quando uma glaciação começa. Ela começa com uma leve mudança no eixo da Terra que faz com que as latitudes norte recebam menos luz solar. Com o Ártico mais frio, o gelo avança sobre áreas naturais, congelando florestas e, consequentemente, reduzindo o CO2 na atmosfera. Com menos CO2, o planeta fica mais frio, o nível do mar cai, e temos uma era do gelo.
Acontece que o eixo da Terra hoje está numa posição similar a de outras eras do gelo. O Ártico está recebendo o mínimo de energia solar. E mesmo assim não há nenhum indício de que uma era do gelo está próxima. O estudo usa modelos de computador para entender o porquê, e chegou na resposta: por causa do aquecimento global. As emissões de gases de efeito estufa em atividades humanas, como a fumaça de fábricas, automóveis e queimadas, esquenta a atmosfera de tal forma que adiará a próxima era do gelo para os próximos 100 mil anos, um período bem maior do que os ciclos naturais de glaciação. ‘Nossos resultados sugerem que interferência humana fará com que o início da próxima era do gelo se mostre impossível no período de tempo comparável com a duração dos ciclos glaciais anteriores", diz o estudo.'.”

Texto 04.
“A menos de uma semana da Conferência do Clima de Bonn (COP-23), a revista "Lancet" publica esta terça-feira um estudo internacional assinado por 24 instituições, alertando que os danos à saúde provocados pelas mudanças climáticas podem minar o progresso atingido pela medicina nos últimos 50 anos.
O relatório "Contagem regressiva: acompanhamento dos progressos em saúde e mudanças climáticas" foi elaborado por uma equipe multidisciplinar, composta por climatologistas, economistas, engenheiros, especialistas em energia, sistemas de alimentação e transporte, geógrafos, matemáticos, profissionais de saúde e cientistas sociais e políticos. Entre os itens avaliados estão os impactos dos eventos extremos, a vulnerabilidade da população e possíveis ações para mitigação.”

Proposta 2018E07-A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a sua concordância ou discordância acerca da seguinte frase do presidente Emmanuel Macron:

“Estamos perdendo a batalha para as mudanças climáticas.”

Instruções para a dissertação:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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Redação - Tema 2018E08 - Mobilidade urbana (Enem, Uniube, Fuvest, Vunesp, Unicamp e demais vestibulares.)



Proposta de redação 2018E08

Texto 01.
“Apesar da importância, as questões relativas a mobilidade e transporte nos centros urbanos não costumam ter prioridade nas campanhas eleitorais majoritárias. Economia, educação, segurança e saúde são os principais temas questionados e debatidos pelos candidatos.
O professor Mauro Zilbovicius, da Escola Politécnica da USP, diz que ‘não se discute claramente o que fazer e o que não fazer nessa área’.
‘Mobilidade é a possibilidade de usufruir da própria cidade’, reforça o especialista em transporte público. ‘Não só para acessar o emprego ou as oportunidades de consumo, mas cultura, lazer, vida em geral. Isso é fundamental e cada vez mais importante.’
‘É impressionante como a mobilidade urbana é um problema comum a todos os indivíduos’, acrescenta Zilbovicius. ‘Todo mundo se envolve na cidade: rico ou pobre, com condições melhores ou piores.’.”

Texto 02.
“Se locomover dentro de uma cidade ou até mesmo entre municípios nem sempre é uma tarefa fácil. Ônibus lotados, trens atrasados e linhas de metrô que não são tão acessíveis fazem parte da realidade da mobilidade urbana brasileira.
Mas você sabe de quem cobrar soluções para esses tipos de problemas? Apesar de o transporte ser uma estrutura de responsabilidade compartilhada, será que um governador pode prometer ampliar os corredores de ônibus de uma determinada cidade?
O Idec explica quem cuida do que na mobilidade urbana. Confira.

Governo federal
O governo federal é órgão responsável por definir regras gerais de trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro e a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Cabe a ele também a manutenção e construção de estradas federais, além da ampliação do transporte rodoviário, fluvial interestadual e ferroviário, como a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

Estado
A obrigação dos estados na mobilidade urbana é integrar seus meios de transporte aos municípios. Compete a ele a criação e ampliação de linhas de ônibus interestaduais, assim como da maior parte dos metrôs e trens.
No âmbito estadual, cabe ao Detran (Departamento de Trânsito) administrar e fiscalizar o trânsito de veículos assim como a formação de seus condutores.

Prefeitura
As prefeituras e seus órgãos são os principais responsáveis pela mobilidade urbana. Cabe a eles a ampliação e manutenção de ônibus municipais, corredores e ciclovias.
A sinalização de trânsito também é uma obrigação das prefeituras, assim como o monitoramento e a aplicação de multas, por meio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego, por exemplo).
O órgão ainda é responsável por elaborar o Plano de Mobilidade Municipal, que deve ter como prioridade os meios de transporte ativo - caminhada e bicicletas - e coletivos.

Concessionária
Tanto o governo federal, quanto o Estado e prefeitura podem transferir a gestão da rede de transportes para concessionárias, porém ainda é responsabilidade dos governos criar agências reguladoras que fiscalizem essas companhias privadas.
Isso é bem comum no País, mesmo assim, poucas pessoas sabem que independentemente de qual empresa está administrando aquele meio de transporte, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) garante que a companhia privada e o órgão estatal são responsáveis pela qualidade do serviço.”

Texto 03.
O problema de mobilidade urbana nas grandes cidades é um dos principais desafios para melhorar a qualidade de vida da população, apontou audiência pública realizada nesta segunda-feira (20) pela Comissão Senado do Futuro (CSF). Moradores de regiões metropolitanas gastam até quatro horas no trajeto entre a casa e o trabalho, afirmaram participantes do debate. Eles defenderam maior integração entre municípios e participação popular na busca por soluções.
Segundo o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani, parte significativa da população vive nas periferias de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e precisa se deslocar para os centros urbanos em busca de trabalho:
— A pessoa fica às vezes três ou quatro horas no ônibus. Isso leva a uma fadiga física e mental — sustentou Paviani.
A professora Gabriela Tenório, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, ressaltou que o desafio é adequar as cidades ao crescimento populacional.
— A cidade vai crescendo e se espalhando no território, o que dificulta seu funcionamento. Uma cidade mais densa, mais compacta, é o mais desejado — disse.
Além do problema de deslocamento, equipamentos públicos como praças e serviços são mais escassos nas áreas periféricas, o que impacta a qualidade de vida dessas pessoas, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da UnB Lúcio Rennó. Na avaliação dele, o caminho para melhorar a vida nas metrópoles é desconcentrar as oportunidades de emprego e ao mesmo tempo estimular parcerias entre municípios para solução de problemas comuns:
— Há pouca colaboração e cooperação entre governos estaduais e municipais, entre municípios e a União para solução desses problemas. É preciso pensar como podemos estimular essa cooperação, mas tendo claras as dificuldades — assinalou.
Já o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, acredita que os governos precisam ouvir mais a população. Ele afirmou que o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001), que estabeleceu parâmetros para o planejamento dos municípios, prevê a participação da sociedade civil nas decisões sobre a urbanização, mas que na prática isso pouco avançou:
— Temos um Estatuto da Cidade que é falacioso. Ele fala de participação popular, mas só fala. Não tem como operacionalizar essa participação popular. Temos que ter lei dizendo como isso deve ser feito — defendeu.
Em 2016, o Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia divulgou estudo, baseado em dados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE, que analisa as 15 principais regiões metropolitanas brasileiras. O Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) revela quais regiões oferecem maior bem-estar à população em fatores como tempo de deslocamento casa–trabalho, arborização no entorno dos domicílios, iluminação pública, saneamento e coleta adequada de lixo.

Proposta 2018E08-A - Dissertação (USP, UFU, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre as principais consequências de uma possível melhoria da qualidade da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.


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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Atualidades - Especial Enem 2018-AE4 - Temas, leituras e indicações - Propostas 2018E10 (índios) e 2018E09 (lixo)


Caras e caros, 

Boa tarde. Eis a quarta lista de atualidades da série de 16 temas para o Enem. 
Excelente leitura e ótima semana a todos.





Acima, a primeira peça sobre o tema de setembro do Dialógico Debates, que será "Loucura e normalidade". Em breve, a data e a composição da mesa será comunicada a todos.


Atualidades e efemérides

Texto 2018-257
50 anos da Primavera de Praga. 50 anos de um movimento pela liberdade no Bloco Soviético.
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/primavera-cancelada.phtml

Texto 2018-258
Importante olhar sobre o que os desdobramentos da escravidão ainda impõem à cultura brasileira.
https://www.select.art.br/historias-afro-atlanticas-entrevista-com-a-curadora-lilia-schwarcz/

Texto 2018-259
Como combater um problema sem poder vê-lo objetivamente?
https://diplomatique.org.br/quem-sabe-quantos-presos-tem-no-brasil/


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