sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Proposta 2018SF1A - Fuvest, Vunesp - vida, quando a vida começa, Bioética

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.

Texto 02.
“Desde sempre, e sem uma resposta satisfatória, as pessoas se perguntam quando começa a vida humana - o que teria implicações importantes na discussão sobre aborto, métodos contraceptivos e fertilização in vitro. Alguns argumentam que, desde o momento em que o espermatozoide fecunda o óvulo - processo que dá início à gestação -, já podemos considerar que há início da vida. Outros defendem que é preciso um coração pulsando e um cérebro funcionando, ou seja, a presença de sistema circulatório e nervoso - em torno do segundo mês de gestação -, para que o feto seja considerado um ser vivo. Entretanto, chegar a um conceito sobre vida parece impossível, porque esse debate é influenciado por valores religiosos, políticos e morais.”

Texto 03.
“A fecundação é um longo processo, de cerca de 12 horas, que começa com o reconhecimento específico e a ativação mútua dos gametas paterno e materno, maduros, e no meio adequado. A partir da região em que o espermatozoide alcança o ovulo, produz-se uma liberação de íons de cálcio que se difundem como uma onda, até a área oposta. Esta região do óvulo em fecundação será o dorso do embrião e o eixo dorso-ventral seguirá a direção da onda de cálcio. Perpendicular a ele, estabelece-se o eixo cabeça-extremidade. A concentração de íons de cálcio no espaço celular do óvulo que está sendo fecundado regula os processos que ocorrem ao longo do tempo da fecundação. O processo essencial que se regula por estes sinais moleculares é a estrutura do DNA, que, além de ser mais que a soma dos DNA do seu pai e da sua mãe, tem os cromossomos alinhados segundo os eixos corporais para dar lugar, sem solução de continuidade, ao embrião de duas células.” (Natalia López Moratalla, catedrática de Bioquímica da Universidade de Navarra)

Texto 04.
“Existem cinco argumentos que impedem a certeza científica que desde a fecundação há pessoa humana: 1) A grande maioria dos zigotos não se implanta no útero. A pergunta é: Será possível que a natureza desperdiça tantas pessoas ao eliminar tantos zigotos? 2) Antes da nidação, não existe individualização não se pode falar de pessoa. 3) Para que haja pessoa, requerem-se também informações operativas exógenas, e a informação que possui o zigoto é operativa para gerar os processos ulteriores do desenvolvimento. 4) Entre o zigoto e a pessoa futura, não existe relação física contínua como da potência ao ato, porque o zigoto sozinho é potência em termos de informação genética; se não entram em jogo muitos elementos exógenos, a potência que é o zigoto nunca passará a ser ato; somente com 6 a 8 semanas, o embrião terá as características de formação física e fisiológicas; 5) O processo do zigoto para a pessoa futura não é um contínuo físico senão um desenvolvimento em continuidade, porque no período inicial embrionário (6 a 8 semanas) sucedem importantíssimas e decisivas mudanças qualitativas.”
(Alberto D. Munera)

Situação 2017SF1A - Dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)
Faça uma dissertação sobre a seguinte pergunta:

Se a morte é comumente entendida como a falência do sistema nervoso, inclusive para muitos sistemas jurídicos, esse critério também pode ser usado para determinar a vida humana?

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.

3. Dê um título a sua redação.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Artes - A música popular brasileira e do Brasil: origens, fusões, trocas e apropriações (Atualização 3)

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Fonte: https://osamba.wordpress.com/2012/08/17/quem-e-quem/

A música popular brasileira

“(…) Os musicólogos gastam tempo demais debruçados sobre a música que vem ‘de cima para baixo’ e não tempo suficiente sobre a que vem ‘de baixo para cima’, a qual coexiste com a música erudita (…).”
(Joseph Kerman, em “Musicologia”)

A música brasileira constituiu-se e desenvolveu-se nos últimos 500 anos a partir da premissa da mistura, da “mestiçagem”, da mescla, da fusão, da troca cultural, da mixagem, etc., o que não só determinou uma grande diversidade de expressões e movimentos musicais, como individualizou a música brasileira ao constituí-la como uma expressão artística ao mesmo tempo global e regional.
Esse processo iniciou-se com o encontro de tradições culturais e estéticas europeias com as indígenas – expressão musical autóctone e mais antiga do Brasil - e posteriormente africanas em solo brasileiro. Todavia, apesar de nativa e rica, a tradição musical indígena foi timidamente incorporada às tradições musicais que viriam a definir o que se chama genericamente de música brasileira. Isso ocorreu e ainda ocorre em função do preconceito contra a cultura indígena e também pela resistência relativa - por parte do índio - aos referenciais culturais europeus e mesmo à própria assimilação deles pela cultura mestiça que desenvolvia-se em território brasileiro, o que dificultou, por outro lado, que ele pudesse expor e de forma dialética influenciar também o português como o fez o negro africano. Por isso, as tradições musicais dos índios do Brasil ficaram de forma mais evidente isoladas em ritmos de caráter folclórico e regional.
Essa importância do português como uma espécie de involuntário organizador ou mesmo possibilitador dessas intensas trocas culturais também se deve ao fato de que Portugal era a ponte, até o século XIX, para a maior parte das influências estéticas eruditas e populares europeias que chegavam ao Brasil como a polca, a moda portuguesa, a opereta italiana, etc.
Até o século XIX, os portugueses também foram, junto com a inequívoca e potente influência estética e cultural das muitas etnias de negros africanos trazidas ao Brasil, os introdutores da ampla maioria dos instrumentos musicais que ajudariam a definir a música brasileira - com exceção do tambor e do consequente batuque, que são africanos em cada timbre e síncope. Além disso, tanto povos europeus quanto africanos são responsáveis por introduzir na cultura brasileira diversos sistemas harmônicos e melódicos; tradições poéticas; vários ritmos e andamentos musicais; incontáveis formas de dançar; etc.
Com as imigrações de outras nacionalidades europeias para o Brasil, ao longo do século XIX até a metade do XX; com o enfraquecimento da influência portuguesa no Brasil e com o advento das tecnologias facilitadoras das trocas culturais, que trouxeram a contundente e, por vezes sufocante, contribuição da cultura pop norte-americana para a cultura brasileira; outras culturas passaram a diretamente influenciar a música brasileira e um intercâmbio estético intenso e dinâmico começou a ocorrer, daí elementos artísticos estrangeiros muito mais numerosos e diversos seguiram sendo incorporados, diluídos, interpretados, copiados e modificados pelos músicos brasileiros. Como é o caso do Tango da Argentina, do Bolero da Espanha, da música erudita moderna da Europa, do Jazz e do Rock estadunidenses, do Reggae da Jamaica, dos ritmos latinos da América Central, da música eletrônica europeia, do Miami Bass e da música negra (Rhythm’n’Blues, Funk, Soul, RAP, etc.) estadunidenses, do Heavy Metal europeu, etc.
Na aurora do século XX, a influência africana na música brasileira passou a ficar não só mais evidente como se tornou praticamente hegemônica na maioria dos ritmos mais populares ao longo do século XX. Aliás, foi justamente em função desse processo que a música feita no Brasil passou a ter contornos essencialmente brasileiros e autorais, menos pela novidade e mais pela ousadia de compor misturas até então inéditas na música ocidental como são os casos do Choro e da Bossa Nova. Concomitantemente, o Samba se elevaria como a síntese de todo esse processo e também se tornaria não só o símbolo máximo da produção musical brasileira, como também seria seu fio condutor.
Depois da Segunda Grande Guerra, a sociedade brasileira passou a ter uma mais farta inserção dos meios de comunicação dentre a população mesmo de lugares distantes do interior com o advento da popularização do rádio, o que possibilitou a Era do Rádio, quando cantores e cantoras tornaram-se ídolos nacionais, graças ao talento e a nova exposição possibilitada pela capilaridade e pelo alcance inéditos desse meio de comunicação. Mais tarde viriam a Bossa Nova, a Jovem Guarda, a Era dos Festivais, o Tropicalismo, o desenvolvimento do rock e do rótulo MPB, a música “black” que viria a dar origem ao Funk carioca e ao RAP, os desdobramentos e ramificações do samba, o tecnobrega, o axé, o pop sertanejo, etc.; os quais enfaticamente decretaram a alma plural, controversa e mestiça da música brasileira.
Dentro desse contexto, do diálogo, da interação e da competição entre variados gêneros musicais estrangeiros nasceu uma enorme diversidade de estilos, movimentos ou outros gêneros musicais brasileiros, que se diversificam quanto mais eles se relacionam para produzir subestilos, novas expressões ou mesmo tendências, por vezes, tão fugazes quanto bem sucedidas, ainda que por um breve período apenas.
Portanto, a música brasileira, desde sempre, foi produto de diversas influências e fusões desde os momentos iniciais do processo colonizatório português quando jesuítas trouxeram a música sacra europeia como recurso de evangelização e dominação dos índios brasileiros até a miríade de possibilidades ofertadas pela internet nos tempos atuais. Assim, múltiplas referências estéticas estrangeiras e locais foram fundadoras da música brasileira, mesmo porque o símbolo que define grande parte da música feita no Brasil é justamente a mistura, o amálgama, a síntese, etc., que são produtos da diversidade étnica e cultural representada primeiro pelos índios, depois pelos negros africanos e mais tarde, para além da influência portuguesa, pelos muitos aventureiros, imigrantes, conquistadores, degredados, fugitivos, idealistas dos mais diversos confins do planeta que, em terras brasileiras, por escolha ou por falta dela, ajudaram a desenvolver uma cultura estética e artística híbrida, mestiça e singular. Dessa forma, não só convém como se justifica o estudo de estilos, movimentos e concepções musicais estrangeiras e que se desenvolveram no Brasil para melhor entender a música popular brasileira.

Fonte: infográficos do Estado de São Paulo.



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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Atualidades - Redação - 20temasparaoEnem - 2017E14 - Cultura digital, vício em tecnologia, por Estéfani Martins



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20 temas possíveis para a Redação de vestibulares e Enem 2016 (parte 2), por Estéfani Martins

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Resultado de imagem para bullying infográfico 11. Trotes, “bullying” e outras formas de violência nas instituições educacionais



Contextualizações, problematizações e propostas de redação

  • Primordialmente, deve ser identificado, reconhecido e tratado como um problema complexo, permanente e de difícil detecção, que é de responsabilidade de todos os envolvidos, a saber: Estado, sociedade, escola, estudantes e famílias.
  • Criação de projetos de formação continuada e obrigatória para educadores em todos os níveis da Educação Básica a respeito das causas, consequências e de como reconhecer o “bullying” no ambiente escolar.
  • Criação de campanhas permanentes e constantes em meios de comunicação de massa que relacionem o “bullying” aos efeitos que causa nas suas vítimas.
  • Estímulo estatal para que todas as escolas tenham a obrigação de criar campanhas e programas preventivos e perenes a respeito do “bullying”.
  • Melhoria e respeito a regras claras, rigorosas e pactuadas por meio do debate no espaço escolar que sejam intolerantes a qualquer tipo de agressão física, psicológica ou moral entre qualquer um dos envolvidos no ambiente das instituições educacionais.

Textos de aprofundamento




Intertextualidades

  • “Ciberbully” – filme.
  • “Tiros em Columbine” – documentário.
  • “Elefante” – filme.
  • “Quase um segredo” – filme.
  • “Bully” – filme.
  • "Na escola as crianças são cruéis: separadas parecem anjos de Deus, mas juntas, sobretudo na escola, são constantemente muito cruéis." (“Os irmãos Karamázov”, Fiódor Dostoiévski)



Interdisciplinaridades

  • A questão da ética entre crianças, muito em função de não serem pessoas totalmente formadas nesse aspecto.
  • Abordagem sobre como a escola ao longo do tempo tratou o "bullying".
  • A questão da tecnologia como forma de ampliar e aprofundar o alcance do "bullying".

Proposta(s) de redação relacionada(s)




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20 temas possíveis para a Redação de vestibulares e Enem 2016 (parte 1 - atualização 2016-3), por Estéfani Martins

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1. Mudanças climáticas


Contextualizações, problematizações e propostas de intervenção 

  • As intensas mudanças climáticas têm afetado a economia, em especial a agricultura de diversos países.
  • As mudanças climáticas também têm imposto a necessidade de imigrar em busca de sobrevivência para milhões de pessoas.
  • Praticamente todos os cenários futuros previstos pela ciência em decorrência da intensificação do Efeito Estufa são catastróficos.
  • A dificuldade de transformação, mesmo frente a tantos sinais evidentes, da matriz energética mundial para uma versão mais limpa e sustentável frente à dependência atual de combustíveis fósseis é vista por muitos cientistas como um risco muito sério para o futuro da humanidade.
  • Dentre as maiores dificuldades para lidar com as mudanças climáticas, destacam-se a dificuldade de rever o modelo econômico centrado na exploração da natureza, o receio de estadistas do mundo inteiro de tomar decisões de Governo mais sustentáveis serem motivos para desacelerar a economia, o consumismo entendido como meio de integração à sociedade e alcance da felicidade, etc.
  • Investimento global e de grande porte em energias renováveis e mais limpas é fundamental para melhorar a qualidade de vida nas cidades e para evitar o recrudescimento das mudanças climáticas em nível mundial.
  • Reurbanização das cidades e criação de bairros urbanisticamente mais razoáveis para que as pessoas dependam menos de formas de locomoção que não sejam a caminhada e o uso de bicicleta.
  • Conscientizar as pessoas sobre a necessidades de consumirem menos e de forma mais inteligente para diminuir a pressão crescente sobre recursos naturais que são finitos na maioria das vezes e a emissão de gases estufa resultado da atividade industrial e do comércio mundial.
  • Criar toda forma de incentivo para a criação, produção e consumo de máquinas e processos que sejam mais eficientes energeticamente e menos impactantes no processo de intensificação do efeito estufa..
  • Diminuir drasticamente o desmatamento no mundo inteiro.
  • As questões polêmicas e o acordo histórico firmado na Conferência da ONU sobre clima realizada em Paris.

Textos de aprofundamento














Intertextualidades 

  • “O dia depois de amanhã” – filme.
  • "Meet the Truth – Uma Verdade Mais que Inconveniente" - documentário.
  • “A era da estupidez” – filme.
  • “Uma verdade inconveniente” – documentário.
  • “Mudanças de clima, mudanças de vida” – filme.
  • "Bilhões de nós morrerão e os poucos casais férteis de pessoas que sobreviverão estarão no Ártico onde o clima continuará tolerável." (James Lovelock)
  • "Temos que ter em mente o assustador ritmo da mudança e nos darmos conta de quão pouco tempo resta para agir, e então cada comunidade e nação deve achar o melhor uso dos recursos que possui para sustentar a civilização o máximo de tempo que puderem." (James Lovelock)


Interdisciplinaridades
  • Aspectos geográficos associados às matrizes energéticas mundial e brasileira.
  • Causas e consequências do desmatamento e de queimadas ilegais.
  • Evolução do pensamento de que riqueza só se constrói com a exploração não sustentável de recursos naturais. É possível fazer um histórico desde a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX a respeito desse processo.

  • Fonte: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/147

Proposta(s) de redação relacionada(s)




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Atualidades - Redação - 20temasparaoEnem - 2017E15 - Mobilidade urbana, por Estéfani Martins


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