sábado, 4 de maio de 2019

Sobre revoluções e novos rumos


Caras e caros, 

Bom dia. Depois de muito planejamento, como penso que todos já sabem, este "site" (www.opera10.com.br) não sofrerá mais atualizações, ainda que será mantido ativo ao menos até o final de 2019, quando encaminhará as pessoas interessadas ao portal de cursos Opera10 que será lançado no segundo semestre de 2019, que está sendo preparado em conjunto com mais três profissionais. 
Contudo, ainda haverá conteúdo gratuito e livre que será criado e disponibilizado por mim semanalmente nos endereços www.opera10blog.com.br e www.opera10blogue.com.br.

Desejo um ano de estudos muito produtivos a todas e todos,

Abraços, 

Professor Estéfani Martins

Boa prova da UFU



Caras e caros,

Bom dia. Aos que farão vestibular da UFU no fim de semana, desejo dois grandes dias a todos e todas. Que seus esforços sejam recompensados pela memória ágil e pelo raciocínio agudo. Que a vitória seja seu guia.

Fraterno abraço,

Professor Estéfani Martins
www.opera10blog.com.br


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Redação - Tema de redação 2018Nov10 - virtualização da memória


Tema de redação 2018Nov10

Proposta de redação

Texto 01.
(...)
Memória bagunçada
Se o “Efeito Google” não afeta nossa memória nem inteligência, por que ainda recorremos à internet ao tentar lembrar coisas simples? Segundo Alberto Dell'Isola, psicólogo e detentor de dois recordes latino-americanos de memorização, o problema é que nossa atenção está cada vez menos seletiva: tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, sem nos concentrarmos em uma tarefa principal. O cérebro, que deveria selecionar as informações importantes e ignorar as irrelevantes, acaba “bagunçando” ambas.
“A geração Y [a geração da internet] está cada vez mais superficial. Ela quer as coisas imediatamente, não participa mais de processos em grupo e, pior, faz várias tarefas ao mesmo tempo. Mas nosso cérebro não é preparado para ser multitarefa”, explica.
Dell'Isola é autor de livros com técnicas de memorização, mas diz que não existe um segredo para memorizar. “Nossa memória visual e espacial é melhor que a memória de trabalho, que lida com dados”, comenta, acrescentando que guardar alguma informação (como por exemplo, a data de aniversário daquele seu amigo) fica mais fácil se você combiná-la com uma imagem e um local.
Mas o mais importante, antes de tentar gravar algo, é despertar o seu interesse para essas questões, diz o especialista em memorização. ''Homens em geral não lembram as datas porque não se preocupam com isso, já as mulheres, sim. Primeiro, tem que ter interesse.”(...)

Texto 02.
“Um estudo da Universidade Columbia provou na prática, pela primeira vez, um conceito que tem gerado polêmica nos últimos anos: o uso da internet pode reduzir a capacidade de memorização das pessoas. Um grupo de 106 voluntários foi submetido a 4 baterias de testes de memória - sendo que, na metade dos casos, tinham um computador para ajudar. Esses voluntários ficaram dependentes da máquina e se saíram mal quando não tinham acesso a ela. Segundo os cientistas, isso acontece porque as pessoas delegam ao Google a obrigação de se lembrar das coisas.”

Texto 03.

Texto 04.

Proposta 2018Nov10-A - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre o seguinte tema:

A era da virtualização da memória e seus efeitos.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Redação - Tema de redação 2018Nov09 - ciberativismo



Tema de redação 2018Nov09

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“O Ciberativismo chega ao Brasil em meados de 1990, com o avanço da internet e a entrada de ativistas políticos, sociais e ambientalistas na rede. Para os ciberativistas o uso da internet é um meio de “driblar” os meios de comunicação tradicionais, que na maioria das vezes não oferecem espaço para que a opinião pública se manifeste. Com isso a rede se torna um espaço “público” em que os ativistas podem se manifestar, otimizando o impacto de suas idéias.
Apesar de parecer muito simples, e de depender apenas de um clique, o ciberativismo - que nasce com a entrada de ativistas na rede -, vem com uma proposta de conscientização através da internet. Na maioria dos casos uma movimentação que começa na internet e acaba nas ruas. E para isso não basta apenas o ciberativista, mas o ativista “real” também.
Hoje, o ciberativismo oferece uma série de canais e ferramentas para quem deseja abraçar uma causa. Com um clique é possível plantar uma muda de árvore no Brasil, enviar um e-mail direto ao primeiro ministro do Iraque, ingressar em uma regata rumo a Guantánamo, assinar uma petição contra o desmatamento da Amazônia, enviar sua foto em uma campanha mundial contra o desarmamento ou organizar uma manifestação em praça pública de um milhão de pessoas.”

Texto 02.

Texto 03.
Qual a relevância dos abaixo-assinados online para pressionar os parlamentares? 
Eu penso que seja tão relevante como os abaixo-assinados escritos.  Uma petição é uma petição.  Uma petição online só é mais fácil de organizar!
Sendo mais fácil, o sr. não acha que há um risco de promover o “ativismo de sofá” nesse tipo de campanha? 
Eu não sou contra o ativismo de sofá.  Qualquer forma que o cidadão use para se expressar é positiva.
Você vê aspectos da democracia direta nesse tipo de movimento? 
Não.  Democracia direta ocorre quando a decisão está nas mãos das próprias pessoas.  Eu prefiro ver os abaixo-assinados como formas de expressão.
Essas ferramentas online também não podem dar voz e força à intolerância e grupos que estimulam o ódio?  Como lidar com isso?
Você está certo.  Essas ferramentas online podem ser utilizadas pelas forças da escuridão e do ódio, e elas são!  Não há outra forma de lidar com isso além de promover educação, alfabetização e alfabetização digital.  E nós devemos também combater as más ideias online e offline.”

Situação 2018Nov09-A - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação sobre a seguinte afirmação de Umberto Eco e sua relação com o “ciberativismo”.

“Redes sociais deram voz a legião de imbecis.”

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Redação - Tema de redação 2018Nov08 - o homem pós-moderno


Tema de redação 2018Nov08

Leia atentamente os textos abaixo.

Texto 01.
“A ideia de ‘’pós-modernismo’ surgiu pela primeira vez no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na Inglaterra ou nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos fenômenos culturais e políticos contemporâneos, em "As Origens da Pós-Modernidade" (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que imprimiu o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo. Mas coube ao filósofo francês Jean-François Lyotard, com a publicação "A Condição Pós-Moderna" (1979), a expansão do uso do conceito.
Em sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o fim da "grande narrativa" - o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.
A densa obra de Frederic Jameson[1] "Pós-Modernismo" (1991), enumera como ícones desse movimento: na arte, Andy Warhol e a pop art, o fotorrealismo e o neo-expressionismo; na música, John Cage, mas também a síntese dos estilos clássico e "popular" que se vê em compositores como Philip Glass e Terry Riley e, também, o punk rock e a new wave"; no cinema, Godard; na literatura, William Burroughs, Thomas Pynchon e Ishmael Reed, de um lado, "e o nouveau roman francês e sua sucessão", do outro. Na arquitetura, entretanto, seus problemas teóricos são mais consistentemente articulados e as modificações da produção estética são mais visíveis.
Jameson aponta a imbricação entre as teorias do pós-modernismo e as "generalizações sociológicas" que anunciam um tipo novo de sociedade, mais conhecido pela alcunha "sociedade pós-industrial". Ele argumenta que "qualquer ponto de vista a respeito do pós-modernismo na cultura é ao mesmo tempo, necessariamente, uma posição política, implícita ou explícita, com respeito à natureza do capitalismo multinacional em nossos dias".
Vale observar que Perry Anderson, ao ser convidado a fazer a apresentação do livro de Jameson, terminou escrevendo o seu próprio “As origens da pós-modernidade”, constituindo assim uma espécie de ‘introdução’ ao conceito. Nele diz que o modernismo era tomado por imagens de máquinas [as indústrias] enquanto que o pós-modernismo é usualmente tomado por “máquinas de imagens” (p.105) da televisão, do computador, da Internet e do shopping centers. A modernidade era marcada pela excessiva confiança na razão, nas grandes narrativas utópicas de transformação social, e o desejo de aplicação mecânica de teorias abstratas à realidade. Jameson observa que “essas novas máquinas podem se distinguir dos velhos ícones futuristas de duas formas interligadas: todas são fontes de reprodução e não de ‘produção’ e já não são sólidos esculturais no espaço. O gabinete de um computador dificilmente incorpora ou manifesta suas energias específicas da mesma maneira que a forma de uma asa ou de uma chaminé” (citado por Anderson, p.105).”

Texto 02.
“O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade.” (Sérgio Paulo Rouanet, “As origens do Iluminismo”)

Texto 03.
“O mal-estar pós-moderno é visível e trivial, expressado na linguagem do cotidiano do trabalho compulsivo, muitas vezes vendido como se fosse ‘lazer’ ou ‘ócio criativo’, que gera stress, a perversão, a depressão, a obesidade, o tédio.”
“Se a modernidade prometia a felicidade através do progresso da ciência ou de uma revolução, a pós-modernidade promete um nada que pretende ser o solo para tudo.”
(Raymundo de Lima)

Texto 04.
“Tudo se tornou demasiadamente próximo, promíscuo, sem limites, deixando-se penetrar por todos os poros e orifícios.” (Slavoj Zizek)

Texto 05.
“Segundo o francês Jean-François Lyotard, a "condição pós-moderna" caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais "garantias", posto que mesmo a ciência já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.
Para o crítico marxista norte-americano Fredric Jameson, a Pós-Modernidade é a "lógica cultural do capitalismo tardio", correspondente à terceira fase do capitalismo, conforme o esquema proposto por Ernest Mandel.
Outros autores preferem evitar o termo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos principais popularizadores do termo Pós-Modernidade no sentido de forma póstuma da modernidade, atualmente prefere usar a expressão "modernidade líquida" - uma realidade ambígua, multiforme, na qual, como na clássica expressão do manifesto comunista, tudo o que é sólido se desmancha no ar.
http://adolescentes.pbworks.com/f/comunica%C3%A7%C3%A3o.jpg
O filósofo francês Gilles Lipovetsky prefere o termo "hipermodernidade", por considerar não ter havido de fato uma ruptura com os tempos modernos - como o prefixo "pós" dá a entender. Segundo Lipovetsky, os tempos atuais são "modernos", com uma exacerbação de certas características das sociedades modernas, tais como o individualismo, o consumismo, a ética hedonista, a fragmentação do tempo e do espaço.
Já o filósofo alemão Jürgen Habermas relaciona o conceito de Pós-Modernidade a tendências políticas e culturais neoconservadoras, determinadas a combater os ideais iluministas.”

Texto 06.

Texto 07.
“A importância de Bauman está na interpretação da fluidez dos tempos pós-modernos. Bauman é duro neste aspecto, se declara um sociólogo crítico e recusa o rótulo de “pós-modernista”. Para ele, “pós-modernista” é aquele que reproduz a ideologia do pós-modernismo, que se recusa a qualquer tipo de debate, que relativiza a vida ao máximo e que, dentro dessa superrelativização, não consegue estabelecer críticas e nem formar regras para guiar a sociedade. Pós-modernista é aquele que foi construído dentro de uma condição pós-moderna, ele a reproduz e é constituído por ela. É seu arauto, seu representante inconsciente e é este posto que Bauman rejeita e nega fielmente.
A posição do autor é crítica às relações sociais atuais. Se trata de começar com uma categorização nova: modernidade líquida e modernidade sólida. Uma que representa o novo mundo, a pós-modernidade, e o outro que define a modernidade, a sociedade industrial, a sociedade da guerra-fria. Não é difícil de conseguir perceber a relação direta entre a “solidez” das relações da guerra-fria, com dois núcleos de produção dos julgamentos corretos (o capitalista, representado pelos EUA e o comunista, representado pela URSS), com duas opção distintas e antagônicas para serem “escolhidas”, ao contrário do pós-guerra fria, após a queda do Muro de Berlim e com a dissolução de qualquer centro de emissão moral, com a primazia do consumo em detrimento de qualquer ética da parcimônia e etc e etc.
A sociedade líquida é a sociedade das relações fluidas, das relações frágeis, é a sociedade em que a fixidez de uma amizade em que ambas as partes matariam e morreriam pela outra já não existe mais. Não se trata mais de uma sociedade em que os indivíduos sabem o seu destino desde o nascimento, agora estamos imersos em um espaço social onde ~teoricamente~ escolhemos nosso futuro, optamos pelo nosso destino, somos responsáveis pelo nosso fracasso. Não é mais necessário ser asiático para ser um legítimo budista, basta comprar os livros certos e assistir às aulas certas. Ninguém é, e sim está.” (Vinicius Siqueira)

Situação 2018Nov08-A - Dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação sobre quais são as principais dúvidas e dilemas do homem chamado por muitos de pós-moderno.

Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.

Redação - Tema de redação 2018Nov07 - conservadorismo


Tema de redação 2018Nov07

Texto 01.
“Em suas origens, o pensamento conservador pode ser concebido como uma atitude reativa em oposição às rápidas mudanças que se processavam nas sociedades europeias, entre os séculos 18 e 19, provocadas pelos movimentos revolucionários burgueses.
As revoluções burguesas provocaram a ruptura das tradições, dos costumes, dos hábitos e das crenças religiosas. Nesse contexto, enquanto uma ordem social desaba e uma nova ordem social está em construção, o conservadorismo emerge como força ideológica e política contra-revolucionária.
Em termos históricos, no entanto, é preciso considerar que os revolucionários progressistas também se tornaram conservadores, quando a sociedade capitalista (ou liberal) foi ameaçada por processos revolucionários populares.”

Texto 02.
“Na Revolução Francesa nasceram conceitos ainda usados, como direita e esquerda. Vista como marco do fim do absolutismo, inspiração para dezenas de outras rebeliões no mundo, ela instaurou na mentalidade ocidental a mitologia revolucionária, disseminada pelos séculos seguintes da Rússia a Cuba, da China à Venezuela. A revolução foi o resultado imediato do clima de contestação promovido na Europa pelo Iluminismo. Não foi preciso esperar muito para descobrir que, em nome da razão e das luzes, sob a pretensão nobre de defender os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, a tirania estava à espreita, e os crimes mais brutais eram cometidos.
Um dos primeiros a perceber isso foi o político e pensador irlandês Edmund Burke. Num panfleto publicado em novembro de 1790, Burke foi capaz de prever com uma precisão impressionante os acontecimentos dos anos seguintes: o fracasso da política econômica, os inevitáveis conflitos gerados por inovações políticas não testadas, a fratura nas Forças Armadas, com a consequente convulsão social e um banho de sangue hediondo. Obra odiada pelos marxistas, vista como fundadora do pensamento conservador contemporâneo, “Reflexões sobre a revolução na França” é leitura fundamental para qualquer um que queira entender os riscos embutidos em qualquer ideologia revolucionária e nas ambições desmedidas daqueles que, a pretexto de corrigir injustiças, desprezam todo arranjo político estabelecido e pretendem implantar o início de uma nova era. O conservadorismo de Burke permanece paradoxalmente moderno nos dias de hoje, em que estamos sujeitos a todo tipo de demagogo e populista.”

Texto 03.
“Movimentos de ruptura têm sido gestados durante séculos. Levaram à queda do Antigo Regime e ao florescimento do Estado moderno, período em que se forjou a troca da obediência cega às leis religiosas pelos questionamentos da ciência à luz da razão e a formação do Estado de direito. Entretanto, adventos recentes, como a revolução digital, deram a esses movimentos ritmo e intensidade inéditos, na leitura da psicanalista Viviane Mosé, doutora em filosofia pela UFRJ e diretora da Usina Pensamento. ‘Como no Renascimento, o momento atual é difícil. Vivemos a revolução do compartilhamento. É uma explosão de trocas e possibilidades. As coisas deixaram de ser binárias, e isso quebra estruturas, além de trazer muita angústia.’
Nos momentos de desestruturação, explica Viviane, as pessoas buscam uma âncora movidas pelo medo e pela sensação de insegurança: ‘Há tendência ao conservadorismo, na tentativa de retornar a um modelo anterior, mas que não voltará.’ Como diz Maria Homem, que atua no Núcleo de Pesquisa Diversitas da USP e possui experiência nas áreas de psicanálise, cultura e estética, ‘há tendência em recusar o presente considerado caótico, maluco, deturpado e corrupto, que só tem 'bandido, gay, música indecente'. É uma sensação psíquica de desamparo e medo, daí se almeja uma ordem imaginária’.”

Proposta 2018Nov07-A - dissertação (USP, Unesp, etc.)
Escreva uma dissertação em que você defenda sua posição a respeito da seguinte afirmação:

A sociedade brasileira é natural e amplamente conservadora.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Redação - Tema de redação 2018Nov06 - transumanismo


Tema de redação 2018Nov06

Texto 01.
“Claro que esse momento ia chegar. Usar microchips para tornar nossa memória infinita (não falei melhorar, percebeu!?). Usar hardwares para não precisar dormir, não precisar comer e ter a melhor performance nos esportes do mundo transformando seres humanos em ciborgues imortais. E se der para fazer mais sinapses e aproveitar todo o potencial do nosso cérebro com pequenas pílulas? Tudo isso podia ter saído de um filme ou uma série que ia ser super sucesso, mas quando vivemos na realidade a perspectiva tem de mudar um pouco. E essa realidade tem nome: transumanismo. É abreviado por H+ ou h+.
Esse movimento de super-humanos faz bastante sentido, afinal, o maior objetivo é transformar a condição humana por meio do desenvolvimento de tecnologias. Assim, alcançaríamos a era do pós-humano, já que nossas capacidades intelectuais, físicas e psicológicas serão amplamente melhores. Nada de envelhecimento, sofrimento ou morte. Sim, meu povo, já já a evolução biológica vai rodar em background..”

Texto 02.
“Usar a tecnologia para que ela nos permita "viver para sempre" parece uma possibilidade distante, mas, acredite, já há quem esteja trabalhando para que isso se torne realidade em menos tempo do que talvez imaginemos.
O empresário Elon Musk, por exemplo, está trabalhando em um projeto para conectar o cérebro humano a um computador. A ideia é "libertar" o cérebro do corpo, quando este estiver envelhecido, e abrir a porta para uma vida digital...eterna.
Esta e outras tecnologias fazem parte de um movimento chamado ‘transumanismo’, que defende o uso da tecnologia e da inteligência artificial para melhorar a qualidade da vida humana.
Trata-se de usar a tecnologia para aprimorar nosso estado intelectual, físico e psicológico, por meio, por exemplo, do chamado "mind-upload", expressão criada dentro dessa filosofia para se referir à "transferência da mente" humana para um computador.
Os cientistas dizem que copiar a mente de alguém, suas memórias e personalidade em um computador é possível, em teoria - mas o cérebro tem muitos mistérios.
Ele têm 86 bilhões de neurônios, uma rede produzindo pensamentos via cargas elétricas..”

Texto 03.
“A junção do humano com a máquina é conhecida como “transumanismo”. Tema de vários livros e filmes de ficção científica, hoje é um tópico essencial na pesquisa de muitos cientistas e filósofos. A questão que nos interessa aqui é até que ponto essa junção pode ocorrer e o que isso significa para o futuro da nossa espécie.
Será que, ao inventarmos tecnologias que nos permitam ampliar nossas capacidades físicas e mentais, ou mesmo máquinas pensantes, estaremos decretando nosso próprio fim? Será esse nosso destino evolucionário, criar uma nova espécie além do humano?
É bom começar distinguindo tecnologias transumanas daquelas que são apenas corretivas, como óculos ou aparelhos para surdez. Tecnologias corretivas não têm como função ampliar nossa capacidade cognitiva: só regularizam alguma deficiência existente.
A diferença ocorre quando uma tecnologia não apenas corrige uma deficiência como leva seu portador a um novo patamar, além da capacidade normal da espécie humana. Por exemplo, braços robóticos que permitem que uma pessoa levante 300 quilos, ou óculos com lentes que dotam o usuário de visão no infravermelho. No caso de atletas com deficiência física, a questão se torna bem interessante: a partir de que ponto uma prótese como uma perna artificial de fibra de carbono cria condições além da capacidade humana? Nesse caso, será que é justo que esses atletas compitam com humanos sem próteses?
Poderia parecer que esse tipo de hibridização entre tecnologia e biologia é coisa de um futuro distante. Ledo engano. Como no caso do celular, está acontecendo agora. Estamos redefinindo a espécie humana através da interação – na maior parte ainda externa – com tecnologias que ampliam nossa capacidade.
Sem nossos aparelhos digitais – celulares, tabletes, laptops – já não somos os mesmos. Criamos personalidades virtuais, ativas apenas na internet, outros eus que interagem em redes sociais com selfies arranjados para impressionar; criações remotas, onipresentes. Cientistas e engenheiros usam computadores para ampliar sua habilidade cerebral, enfrentando problemas que, há apenas algumas décadas, eram considerados impossíveis. Como resultado, a cada dia surgem questões que antes nem podíamos contemplar.”
Fonte: (Folha de S.Paulo, 01.02.2015. Adaptado.)

Proposta 2018Nov06-A - dissertação (USP, Unesp, etc.)
Em uma dissertação, defenda a necessidade ou não de haver limites para o que se convencionou chamar atualmente de “transumanismo”.

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

Redação - Tema de redação 2018Nov05 - aculturações e catequizações


Tema de redação 2018Nov05

Texto 01.
“Estou assustado. Olhando o pôr-do-sol , que é lindo — e pensando se será a última vez que verei isso." Após a repercussão mundial da história do assassinato de John Allen Chau, de 26 anos, ojornal The Washington Post teve acesso ao diário escrito pelo missionário antes de ele ser morto por habitantes de uma tribo isolada que vivem na Ilha Sentinela do Norte, localizada no Oceano Índico entre Índia e Myanmar.
O diário, que tem 13 páginas e foi escrito com caneta e lápis, foi deixado por Chau para um dos pescadores que o transportou à ilha de modo ilegal — a região, sob administração da Índia, é protegida para preservar o modo de vida local e proteger seus membros de possíveis doenças trazidas por visitantes. De acordo com reportagem do The Washington Post, as anotações estão agora sob posse da mãe do missionário morto.
Em seu relato, Chau afirmava que queria pregar o cristianismo aos habitantes da comunidade tradicional. Para não chamar a atenção das autoridades, ele embarcou com pescadores pela noite e, após ser levado a um local próximo da ilha, percorreu o trecho final com um caiaque. Ele carregava itens como tesouras, alfinetes e peixe, que seriam presenteados aos membros da tribo. De acordo com o diário, ao entrar em contato com os habitantes, ele começou a cantar hinos de louvor, mas foi surpreendido por um jovem que atirou uma flecha em sua direção — Chau relatou que a seta atingiu sua Bíblia. "Estou assustado", escreveu o homem em seu último registro.”

Texto 02.
“A palavra descobrimento, empregada com relação a continentes e países, é um equívoco e deve ser evitada. Só se descobre uma terra sem habitantes; se ela é ocupada por homens, não importa em que estágio cultural se encontrem, já existe e não é descoberta. Apenas se estabelece seu contato com outro povo. A expressão descobrimento implica em uma idéia imperialista, de encontro de algo não conhecido; visto por outro que proclama sua existência, incorporando-o ao seu domínio, passa a ser sua dependente.
Tornou-se comum o uso da expressão para os movimentos realizados no fim da Idade Média e começos da Idade Moderna, quando se verifica o maior expansionismo assinalado na história. Falou-se fartamente de descobrimentos realizados pelos portugueses e espanhóis na costa ocidental da África e em ilhas do Oceano Atlântico. E multiplicam-se as datas de revelação de realidades geográficas ou humanas, desde a ilha de Porto Santo, em 1418, a dezenas de outras, bem como acidentes do litoral do continente africano. Alguns acontecimentos tiveram enorme ressonância, como a passagem do extremo sul, chamada Cabo das Tormentas ou Cabo da Boa Esperança, em 1488, por Bartolomeu Dias, desfazendo-se uma das lendas da geografia medieval. Ou a de Cristóvão Colombo, genovês a serviço da Espanha, em 1492, com a revelação do Novo Mundo ou da América. A do português Vasco da Gama, que chegaria à Índia em 1498, agora pela via marítima. Entre 1519 e 1522 é feita a primeira viagem de circunavegação, iniciada pelo português Fernão de Magalhães e concluída por Sebastian del Cano.” (Francisco Iglésias)

Texto 03.
“Achar que a homogeneidade da sociedade é a chave para explicar o desenvolvimento das nações não parece ser um caminho promissor. Além disso, é perigoso. Por isso mesmo, vou insistir no assunto. Afinal, são temas caros ao desenvolvimento e à própria história do Brasil, mas muito difíceis de serem relacionados empiricamente.
A partir da literatura científica, sabemos que o multiculturalismo, a diversidade étnica, contribui para que um país tenha uma vasta gama de pessoas com diferentes habilidades, nível educacional e posse de bens que facilitam a inovação e aumentam a produtividade da economia. Ao mesmo tempo, há registros de que diversidade étnica está associada com políticas públicas ineficientes, instituições menos inclusivas e conflitos derivados do ódio baseado nas próprias diferenças entre os grupos existentes.  Por exemplo, a fragmentação etnolinguística tem correlação negativa com o desempenho econômico em diversas dimensões, com exceção em países mais ricos.”

Texto 04.
“Como a crença da Igreja à época era a de que o demônio havia se instalado no Novo Mundo, a resistência dos indígenas ao pensamento europeu era vista pelos missionários como prova da ação do diabo. Daí, a frequente menção a essa figura nos relatos dos jesuítas e a obsessão dos religiosos de identificar traços demoníacos nas crenças nativas. “É nesse cenário de ‘demonização’ das deidades indígenas que os padres operaram uma metamorfose nas entidades espirituais que causavam danos na figura cristã do diabo”, diz Carvalho.
Nessa transformação, porém, o conceito cristão experimentou mudanças relevantes. Os índios incorporaram o demônio como uma divindade a mais em seu panteão ou simplesmente passaram a chamar de diabo certos espíritos malignos já conhecidos. Para os missionários, era difícil evitar deslocamentos no significado do termo “demônio” devido à estratégia linguística que eles adotavam. Para enaltecer as noções cristãs, diz Carvalho, “os jesuítas preferiam manter em espanhol os termos positivos e centrais para a Igreja, como Deus, sacramentos etc., e lançar mão das palavras nativas para descrever o negativo”. Tamanha sutileza, porém, acarretava essas consequências inesperadas, que incluíam o hábito de alguns nativos de usarem os termos negativos para se referir aos próprios colonizadores.”

Proposta 2018Nov05-A - dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre a seguinte pergunta:

Qual a sua opinião sobre a catequização ou outros processos de aculturação de povos, como é o caso dos autóctones, por exemplo?

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Redação - Tema de redação 2018Nov04 - morte


Proposta 2018Nov04

Texto 01.
“Quem é que quer flores depois de morto?” (J. D. Salinger)

Texto 02.
“O cadáver é que é o produto final. Nós somos apenas a matéria prima.” (Millôr Fernandes, escritor brasileiro)

Texto 03.
“Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.” (Vladimir Nabókov)

Texto 04.
“Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte.” (Arthur Schopenhauer)

Texto 05.
"Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver." (Ariano Suassuna)

Texto 06.
“Libertação

A morte é a libertação total:
A morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapato.” (Mário Quintana, 1906-1994, poeta gaúcho)

Texto 07.
"Nós temos um limite, muito desencorajador e humilhante: a morte. É por isso que nós gostamos de todas as coisas que nos parecem ilimitadas e, portanto, sem fim. É uma forma de fugir dos pensamentos sobre a morte. Nós gostamos de listas porque não queremos morrer." (Umberto Eco)

Proposta 2018Nov04-A - dissertação (USP, Unesp, etc.)
Faça uma dissertação argumentativa sobre a seguinte pergunta:

Qual a razão para a existência de um medo ancestral da morte, sobretudo, na cultura ocidental?

Instruções:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
- A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
- Dê um título a sua redação.